Adeus ANO VELHO, feliz ANO NOVO
Chegamos ao final
de mais um ano, aguardamos o verão (que já entrou), aguardamos o Natal (que já
passou) e, estamos aguardando a saída de 2013 e entrada de 2014 com muita
esperança.
Sempre que datas
tão esperadas, como entrada do verão e chegada do Natal, chegam e, ficam para
trás na linha do tempo, pensamos se as coisas no presente seriam diferentes se agíssemos de
um jeito diferente, ou se o destino se existe já escrito as coisas seriam assim mesmo.
Pensamos e fazemos
suposições, refletimos acerca daquilo que nossa memória permite e perguntamos a
nós mesmos, o que fiz que lembro e não lembro e, poderia ter sido feito de maneira
diferente, com um passado, presente e futuro paralelos.
Algumas lembranças
ficam mais nítidas do que outras, e muitos momentos sequer temos registro em
nossa memória, quando não temos lembrança clara, os espaços e lacunas são preenchidos amenizando a intensidade dos acontecimentos.
Acerca destes
momentos que não lembramos, ou por não ter sido tão importante, ou porque foi e
não quero lembrar por razões que me fizeram extirpar da minha memória, como se
varresse para fora de casa, fica a duvida de quantos momentos foram estes.
Certa vez me
perguntou um camarada se eu lembrava de quando jogava bola na rua, se lembrava
do parceiro de futebol (dele), coisa que vivi lá pelos meus 13 anos (isto faz 40 anos, estou falando do ano de 1973), haja
memória!, é lógico que “eu” não lembrava do parceiro, mas lembrava que jogava
bola na rua de pés descalços e sem qualquer preocupação a não ser fazer gol.
Depois da conversa
com meu parceiro de futebol, percebi que certos momentos de nossas vidas, que
para mim não foram tão importantes, para outros foram e, foram momentos
felizes, momentos que o riso era mais fácil e abundante, naquela época não
pensava no tempo em linha reta, e muito menos em futuro e oportunidades, a não
a oportunidade de correr e fazer o gol.
Dá para pensar no
futuro como uma estrada que ainda não passamos e, ao fundo o inesperado, a
esperança do abrigo, porem uma estrada que parece não ter fim, de fato a
estrada segue, nós é que ficamos no caminho.
Quando viajo
procuro não exagerar na velocidade, não sabemos o que tem depois da curva, pode
ter algum veiculo parado a nossa frente, assim vale quando corremos no dia a
dia, é importante poder olhar o que tem mais adiante, pode ser que não se tenha
oportunidade de tentar novamente.
A vida é esta que
vivemos, interromper o movimento é ruim, correr demais também, quem não correu
de bicicleta e não caiu?!, aprendeu quem levantou e prosseguiu!, aprendeu quem
soube equilibrar-se!, equilíbrio é o que nos mantêm em movimento e em pé.
Hoje, pensamos
bastante em viver o hoje considerando que o presente é fugaz e o futuro que
nunca chega, a certeza que o presente num momento já foi futuro, e que agora é
passado, enfim é tudo passageiro, tudo não passa de um jogo de palavras, ficam
apenas memórias, isto quando ficam não são jogo de palavras, é uma luta entre a
eternização pela memória e a amnésia que mata o passado, a primeira vence a
segunda, a segunda vence a primeira, neste jogo a segunda leva vantagem.
A maneira do guri
de 13 anos, jogando bola, com riso fácil e abundante, penso que 2013 foi um ano
de muitas emoções, penso em 2014 como um ano que será ainda melhor.
Alguns momentos que
não gosto muito de lembrar, como a derrota do meu time do coração, uma quase
segunda divisão, assim como o futebol que ficou no quase, outros momentos
também ficaram no quase, isto vale tanto para o que aparentemente é bom como
para o mal.
Na correria de
2013, deixei de fazer algumas coisas que poderiam ter sido feitas se tivesse
deixado a preguiça para trás, como aquela pintura que não fiz, aquele curso que
não iniciei, aquela viagem que não fiz, aquele abraço que não dei quando fui
trabalhar e quando estava longe fiquei pensativo por não ter dado.
Assim, fica o
recado para mim e talvez uma sugestão para quem corre muito e perde de ver e
viver alguma coisa importante pelo caminho, é importante voltar e dar aquele
abraço que não demos.
As surpresas estão
presentes e são como presentes que recebemos, o simples fato de viver com todas
fragilidades de nosso corpo possui, por si só é um presente surpreendente, para
chamar o novo ano de “novo”, é preciso merecer e reconhecer que o futuro é um
presente cheio de surpresas, precisa ser vivido com admiração da criança que vê
algo novo e quer olhar de todos os ângulos e recheado de oportunidades.
A distancia do
tempo entre o Natal e o Ano Novo é pequena, saímos de um momento único e uma
semana depois estamos no momento muito esperado que é o Ano Novo, porem a
distancia entre o Ano Novo e o Próximo Natal é grande, o ser humano precisa
estar renovando diariamente as esperanças sem desperdiçar oportunidades,
ganhando assim fôlego no dia a dia.
Para ser novo não
podemos ficar tropeçando nos velhos problemas, é imprescindível mudar hábitos
que não foram muito felizes em seus resultados, apenas ficamos mais velhos.
Em 2014, quero
correr menos para ver e viver mais, assim ao final de 2014, quero não chegar ao
final do ano com a duvida se poderia ter feito diferente para melhor, a vida é
uma dádiva de Deus, dar valor é aproveitar vivendo melhor da melhor maneira,
com o equilíbrio do ciclista.
Que todos tenham em
2014 o riso farto do guri de 13 anos e a sensação de liberdade do domínio do
equilíbrio na primeira bicicleta.