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sábado, 29 de outubro de 2011

Ecumenismo, Diálogo Inter-religioso e Sincretismo




Pensar a respeito de tais questões, para muitos dá até arrepios, a primeira vista parece ser a tentativa de unificar as religiões, ou até de fazer uma salada de frutas, descambando para o sincretismo.
Atualmente, muito se fala, sobre ecumenismo. Para muitas pessoas, principalmente para grupos fundamentalistas, essa expressão ressoa como algo agressivo, “anti-bíblico”, baseado num sincretismo demoníaco.
Neste momento, é oportuno que a filosofia, que é norteada pela razão, surja para dar um grito e dizer: “ei pessoal, não é nada disto. Permitam, algumas reflexões, mas antes guardem seu arsenal, e apenas ouçam, porque como sabem a filosofia não veio para discutir a fé, a fé é razão na teologia, mas na filosofia não é assim”.
Racionalmente, é necessário passar a limpo alguns conceitos, para saber do que esta se falando. É preciso deixar de lado o senso comum, e pensar de maneira adequada, como se diz: sair do “achismo”.
As palavrinhas chaves são Ecumenismo, Dialogo inter-religioso e Sincretismo.
1 - Ecumenismo: o conceito dicionaresco afirma que ecumenismo é um  movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs. Que trata-se do processo de busca da unidade. O termo provém da palavra grega οκουμένη (oikouméne), designando "toda a terra habitada". Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre igrejas cristãs; num sentido lato, pode designar a busca da unidade entre as religiões.
Do ponto de vista do Cristianismo, pode-se dizer que o ecumenismo é um movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas. Segundo a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, o termo ecumênico quer representar que a Igreja de Cristo vai além das diferenças geográficas, culturais e políticas entre diversas igrejas.
Quando, entretanto, se fala de ecumenismo, e busca-se na sua etimologia e abrangência o seu significado, percebe-se que não se trata de nenhuma forma de sincretismo e muito menos demoníaco. Sob a perspectiva da sua contribuição, o ecumenismo oferece-se como alternativa ao fanatismo fundamentalista, de um lado, e ao descompromisso relativista, de outro.
Não é, uma palavra nova, porque é usada desde os gregos, e assim eram denominados os primeiros concílios (Nicéia, Éfeso, Constantinopla) que tiveram a participação dos bispos de todas as partes do mundo conhecido. No século XX o termo deu nome a um movimento surgido no seio do protestantismo, o qual resultou na conferencia de Edimburgo em 1910, e possibilitou o surgimento do Conselho Mundial de Igrejas.
Deixando de lado opção religiosa, desprovido de inclinações por esta ou aquela religião, coloco os óculos de quem que dialogar, e para um dialogo ocorrer, é preciso que um ouça e o outro fale. Penso que ao contrário do que alguns afirmam pelo “achismo”, o movimento ecumênico não é mais uma artimanha satânica promovida por alguma igreja especifica, mas um movimento das igrejas cristãs que sentiram a necessidade de encontrar aquela unidade que Jesus pediu ao Pai em sua oração sacerdotal, como está no evangelho segundo João: “Pai, que eles sejam um, assim como eu e tu somos um” (Jo 17,23), e também...
Tipos de ecumenismo
O ecumenismo tem uma face plural. As iniciativas e o diálogo ecumênico ocorrem em diferentes níveis e entre diferentes atores. Bosch classifica estas iniciativas segundo:
  • Ecumenismo espiritual: o ecumenismo espiritual pressupõe que a superação das diferenças humanamente insuperáveis é uma obra de Deus. Requer uma atitude orante e também uma atitude de diálogo que brota da convicção de unidade espiritual entre aqueles que creem em Jesus Cristo. O Concílio Vaticano II afirma que "a oração é a alma do ecumenismo" (UR 8).
  • Ecumenismo institucional: é aquele que ocorre ao nível das instituições promotoras do ecumenismo, como o Conselho Mundial de Igrejas e o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.
  • Ecumenismo oficial: é aquele que envolve as autoridades eclesiásticas das diversas igrejas.
  • Ecumenismo doutrinal: trata-se das iniciativas de diálogo sobre as diversas questões doutrinais que estão na raiz das divergências. Busca-se atingir pontos de convergência no que é o essencial do cristianismo através de encontros, colóquios e diálogos entre as diversas igrejas.
  • Ecumenismo local: o ecumenismo local corresponde às iniciativas e ações comuns que ocorrem na base das igrejas.
  • Ecumenismo secular: o ecumenismo secular é uma corrente do movimento ecumênico representada por aqueles que, diante do impasse e da lentidão das diversas instituições em realizar a unidade, creem que somente a aplicação do método indutivo – que parte da história concreta em que se está inserido e da encarnação como tema central - poderá levar adiante a tarefa ecumênica. Segundo os secularistas, o pensamento e a ação ecumênicas devem estar centradas no mundo secular, no serviço do ser humano. Assim, o ecumenismo secular coloca-se na busca da justiça, da paz, da ecologia e da luta contra a pobreza expressa nas diversas teologias da libertação.
2 - Diálogo inter-religioso é a denominação dada, em especial pelas igrejas cristãs para as suas relações com outras denominações religiosas não cristãs.
O diálogo inter-religioso é o grande desafio que se apresenta hoje à Igreja, de um modo particular no mundo atual, tanto dos que a aprovam como dos que dela discordam. É uma forma tolerante de escolher uma religião respeitando e aceitando as outras mutuamente. O diálogo inter-religioso tem como objetivo o respeito perante outras religiões.

Princípios para o diálogo inter-religioso

Entre 6 a 9 de setembro de 2003, um Encontro Internacional de Teólogos Pluralistas e Estudiosos da Religião reuniu 35 especialistas em religião, provindos da Ásia, Europa e Estados Unidos. Neste encontro, os participantes estabeleceram os princípios para o diálogo inter-religioso, divulgados em uma Nota de Imprensa, no dia 10 de setembro de 2003:
  1. O diálogo e o compromisso inter-religioso devem ser a forma pela qual as religiões se relacionam entre si. Uma necessidade primordial para as religiões é a de curar os antagonismos entre elas.
  2. O diálogo deve envolver os urgentes problemas do mundo hoje, incluindo a guerra, a violência, a pobreza, a devastação ambiental, a injustiça de gênero e a violação dos direitos humanos.
  3. Reivindicações de verdade absoluta podem ser facilmente exploradas para incitar o ódio e a violência religiosos.
  4. As religiões do mundo afirmam uma realidade/verdade última que é conceitualizada de formas diferentes.
  5. Embora a realidade/verdade última esteja além do alcance da completa compreensão humana, ela encontrou uma expressão em diversas formas nas religiões do mundo.
  6. As grandes religiões do mundo, com seus diversos ensinamentos e práticas, constituem caminhos autênticos ao bem supremo.
  7. As religiões do mundo compartilham muitos valores essenciais, como o amor, a compaixão, a igualdade, a honestidade e o ideal de tratar os outros como queremos ser tratados.
  8. Todas as pessoas têm liberdade de consciência e o direito de escolher sua própria fé.
  9. Enquanto o testemunho mútuo promove o respeito mútuo, o proselitismo desvaloriza a fé do outro.

Referências

  1. Princípios básicos do pluralismo religioso. Página do Instituto Humanitas, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, acessada em 10 de dezembro de 2001
Entendo que não é apropriado limitar o uso do termo ecumênico apenas à esfera religiosa da existência humana. De fato, a unidade dos seres humanos, das nações, de toda essa variedade que caracteriza o povo de Deus inclui a dimensão geográfica, a cultural e a política. É, portanto, algo que tem a ver com toda a riqueza da vida humana. É reconhecer que a vida particular pode ser e será enriquecida com a contribuição proveniente do encontro com outros povos que vivem em outras realidades materiais, que por isso mesmo têm outras culturas e que procuram organizar-se politicamente de acordo com suas tradições e condições existenciais particulares. No entanto, como já foi dito, atualmente o sentido mais comum da palavra ecumênico é de ordem religiosa.
A filosofia, que é especialista questionadora, pergunta onde fica esta dimensão se nos ativermos apenas à compreensão da oikoumene que nos vem dos tempos antigos?
Lembrando que o termo “ecumenismo” provém do grego oikoumene, que por sua vez deriva do verbo oikein (que significa “habitar”). A literalidade de sua tradução traz a palavra “habitada”, relacionada à terra. Ou seja, oikoumene significa, então, “terra habitada”, pois em sua raiz encontra-se a palavra oikos (casa). “Ecumene tem a mesma origem etimológica de ‘ecologia’, ‘economia’, ‘ecosistema’ e outras.
Diz respeito à nossa ‘casa’ que é o mundo, no qual habitamos”. Todavia, oikoumene tem um sentido muito mais vasto porque é uma palavra advinda da Antiguidade, a qual se referia não no estrito sentido religioso, como temos agora, porém tinha uma dimensão geográfica, política e cultural. Júlio H. de Santa Ana, traz uma importante contribuição a esse respeito:
Um dos fatores que mais prejudica o desenvolvimento ecumênico são os dogmatismos de diversas instituições eclesiásticas por “limitarem”, muitas vezes, a ação divina dentro das suas concepções teológicas. Um exemplo claro é a leitura fundamentalista da Bíblia das múltiplas doutrinas, as quais promovem o aprisionamento da ação divina em suas dimensões bíblicas. Porém “ecumene ultrapassa as fronteiras de uma instituição. Tem em vista o corpo de Cristo em sua integralidade, nos horizontes de toda a ‘terra habitada’. Possui proximidade ao que hoje se chama ‘global’”. SANTA ANA, Júlio H. Ecumenismo e Libertação, p. 20.
Ecumenismo e dialogo inter-religioso são duas atitudes que estão a muito tempo em discussão, e não passa disto, ficam na discussão. O fundamentalismo e o relativismo, estão muito presentes, pois os pseudos homens de boa vontade, ficam na circularidade, e esta duas palavrinha continuam em falta, desde a idade média até a data atual, porem atualmente aquiriram outras nuances. Esta palavrinhas deveriam ser refletidas e reafirmadas como o que há de mais urgente entre cristãos e religiosos de todas as crenças. Há muita gente que diz ter iniciado o dialogo, e no entanto cora de vergonha e tem até arrepiods ao se falar de Ecumenismo, quanto mais de dialogo inter-religioso. Poucos tem coragem e iniciativa de pesquisar, viver e celebrar essa realidade, pois estão sob influência das respostas enlatadas de suas lideranças, ou seja “cegos orientando cegos”, temos falta de homens girassol, homens que tem visão e buscam na luz no sol da sebadoria, sabedoria que é orientação para o caminho da comunhão entre o que Deus, que é um só, e os homens viventes desta torre de babel, que é o mundo atual.
Aqui faço minhas as palavras de Francisco José da Silva, (Professor Mestre em Filosofia - UFC Cariri), como podemos perceber, o Ecumenismo diz respeito ao diálogo entre cristãos de diversas igrejas (católicos, protestantes, anglicanos, ortodoxos), já o diálogo inter-religioso fundamenta-se na relação entre religiões diversas, tais como o judaísmo, o islamismo, o budismo, religiões afro, etc. Este diálogo hoje é mais que necessário, uma vez que o pluralismo religioso, marca de nossa época, pode conduzir a duas atitudes opostas, a do relativismo ou a do fundamentalismo, ambas prejudiciais para a convivência entre os povos, o relativismo que conduz ao ceticismo, e a indiferença e o fundamentalismo que leva a atitudes intransigentes e dogmáticas. Ecumenismo e dialogo inter-religioso não são, como pensam alguns, uma mistura de religiões ou fundi-las numa macro-religião, mas é encontrar os elementos comuns, apesar das diferenças, que permitam um consenso mínimo entre seus membros em vista de uma cultura de paz e de valorização da vida.
Como principio norteador deste diálogo entre as religiões, podemos apontar a crença em uma divindade, este elemento primeiro e mais universal, comum a todos os credos, em segundo lugar, a idéia de uma moral fundada no amor ao próximo (regra de ouro), já para as religiões de origem semita, tais como judaísmo, cristianismo e islamismo, temos o fundamento comum da origem abraâmica destas crenças. A religião tem como tarefa fundamental estimular o diálogo entre as pessoas, apontando para o absoluto, que está para além das realidades contingentes, as quais não devem ser absolutizadas, este deve ser o principio regular de nossas ações em vista do bem comum.


O Sincretismo Religioso
O sincretismo religioso, definido como a fusão entre duas ou mais crenças religiosas, apareceu entre os séculos XVI e XIX, com o tráfico de escravos, que trazia negros da África para o Brasil. Esta mistura de religiões surgiu no momento em que os africanos se viram obrigados a não praticar os rituais do candomblé, já que era proibida a prática de outra religião que não fosse o catolicismo. Neste período, o candomblé foi visto pela maioria dos brasileiros como bruxaria e reprimido pelas autoridades policiais. Os negros faziam associações entre os santos da Igreja Católica e os seus orixás para camuflar seus costumes religiosos. No ritual dissimulado, os escravos adoravam os santos católicos quando, na verdade, estavam venerando suas próprias entidades, mantendo acesas suas crenças e rituais.
A estratégia utilizada pelos negros acabava ludibriando os senhores, fazendo-os acreditar que eram os santos católicos a razão da devoção deles. Os cânticos eram efetuados na língua original dos africanos, já que não se entendia o que eles estavam dizendo. Porém, muitos escravos aceitaram a evangelização, abandonando suas crenças.
Segundo o sociólogo brasileiro, Reginaldo Prandi, viver no Brasil, mesmo sendo escravo, e principalmente depois, sendo negro livre, era indispensável, antes de mais nada, ser católico. Por isso, os negros no Brasil que cultuavam as religiões africanas dos orixás, voduns e inquices se diziam católicos e se comportavam como tais. Além dos rituais de seus ancestrais, freqüentavam também os ritos católicos. Continuaram sendo e se dizendo católicos, mesmo com o advento da República, quando o catolicismo perdeu a condição de religião oficial.
No Brasil, o sincretismo é um fenômeno bastante comum, mas é especialmente relevante na Bahia, onde há influência de crenças de religiões tradicionais africanas em rituais da Igreja Católica. Lá, o candomblé é cultuado por grande parte da população que é descendente dos escravos africanos. Salvador é caracterizada pela combinação de diferentes traços étnicos e culturais. Muitos praticam tanto a religião católica quanto o candomblé. O culto aos orixás, originário dos negros africanos, mantém-se vivo na Bahia até hoje. Eles são deuses dos iorubás considerados como espíritos da natureza e provenientes de elementos fundamentais: terra, água, fogo e ar.
O sincretismo também é comum na literatura, música, artes de representação e outras expressões culturais. Letristas como Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes retrataram o tema em diversas canções, enquanto Dias Gomes levou-o para o teatro com a peça “O Pagador de Promessas” que, mais tarde, foi levada para o cinema, cosquistando uma Palma de Ouro no Festival de Cannes e uma indicação ao prêmio Oscar de melhor filme estrangeiro.
Algumas associações entre santos e orixás:
·                    Ogum – Santo Antônio;
·                    Oxóssi – São Sebastião;
·                    Xangô – São Jerônimo;
·                    Iemanjá – Nª Sª dos Navegantes;
·                    Oxum – Nossa Senhora da Conceição;
·                    Iansã – Santa Bárbara;
·                    Omolu – São Lázaro.


Como já dito anteriormente o fenômeno do sincretismo religioso ainda é uma realidade no meio umbandista atual. Na verdade o comum é vermos os altares de nossos Terreiros tomados por imagens de Santos católicos e até mesmo deuses hindus e personalidade de outros sistemas filo-religiosos, como é o caso do Dr. Bezerra de Menezes, entidade de luz reconhecido pela filosofia kardecista.
Atendo-nos, principalmente com intuído de esclarecimentos, à questão do sincretismo afro-católico, que é o mais presente em nosso meio. Com a vinda dos negros escravos para o Brasil, com ele vieram suas tradições e crenças religiosas, sendo que proibidos pelos senhores-de-engenho de cultuarem seus deuses e sob a pressão dos padres católicos em convertê-los à religião católica, os negros adaptaram-se à situação. Observando as características atribuídas aos Santos católicos ensinadas pelos catequistas, identificaram nelas traços de seus próprios Orixás, relacionando uns aos outros. Assim, então, o Orixá Ogum “transformou-se” em São Jorge, Oxossi em São Sebastião, Oxalá em Jesus Cristo e assim por diante.
Dentro das senzalas, armavam altares com imagem de santos católicos, mas atrás destes haviam os “otás”, elementos que representavam seus Orixás que, na realidade, eram os verdadeiros motivos de culto para os negros escravos. Com uma fachada externa que levava os Senhores-de-Engenho e seus feitores a acreditarem que os escravos haviam se convertido ao cristianismo, tinha ele a liberdade de honrarem suas Tradições e crenças sem serem importunados ou castigados.
Vemos, portanto, que o sincretismo religioso surgiu da necessidade de adaptação dos negros para fugirem das proibições de seus senhores brancos. Mas, e hoje, a filosofia pergunta: temos necessidade disto? A resposta, infelizmente, não é tão simples…
Alguns estudiosos poderiam se apressar em responder que não necessitamos mais do sincretismo, visto que vivemos em um país livre e democrático que garante nossa liberdade de religião. Outros poderiam dizer que o sincretismo é um traço cultural que deve ser preservado.
Em verdade ao analisarmos filosoficamente, profundamente o sincretismo religioso, chegamos a conclusão que, teologicamente, o mesmo não faz sentido. Porquê? Pelo simples fato que os Orixás, como forças espirituais, sempre existiram, ou sejam, não passara a “existir” quando do surgimento da Igreja Católica e de seus Santos. Para deixar este ponto de vista mais claro, façamos uma pequena analogia:
A) Levando-se em conta que São Sebastião viveu por volta do ano 250 D.C, a linha ou vibração de Oxossi teria menos de 1.800 anos, ou seja, só teria passado a existir com a morte e conseqüente canonização do legionário romano.
B) São Jerônimo viveu de 347 DC a 420 DC, portanto a linha ou vibração de Xangô teria menos de 1.600 anos.
C) São Lázaro, contemporâneo de São João Batista, que viveu entre os anos 5 e 28 DC, o que faria a linha ou vibração de Yorimá (Pretos-Velhos, Obaluaye) tivesse menos de 1975 anos.
Baseados nisto, vemos que seria impossível que as sete linhas de Umbanda fossem sendo criadas aos poucos, dependendo da morte e posterior canonização dos Santos da Igreja romana.
Por outro lado, na visão prática, o sincretismo religioso ainda é necessário, apesar, de como já disse, não ter sentido teologicamente falando. Acontece que a Umbanda abarca vários graus de consciência, abraçando tanto o intelectual, quanto o analfabeto.
Diante de nossas Tradições de origem judaico-cristã, o Astral Superior permite o uso de imagens para que os mais simples, culturalmente falando, possam identificar as características dos Orixás nos Santos católicos, fazendo com que suas imagens sejam pontos de concentração e referência dos fiéis.
Acredito que com o passar do tempo e a evolução espiritual das humanas criaturas, estes artifícios utilizados pelo Astral Superior não serão mais necessários, visto que os véus que encobrem o entendimento pleno das coisas espirituais cairá completamente.
Referências
  1. a b c d e f Mendonça, A.G. (2008). O movimento ecumênico no século XX – algumas observações sobre suas origens e contradições. Tempo e Presença Digital n.12, setembro de 1998. Publicação Virtual de KOINONIA. ISSN 1981-1810 1981-1810
  2. Página da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil
  3. a b c d Bosch, J. (1999). Ecumenismo. Dicionário de Conceitos Essenciais do Cristianismo. São Paulo: Editora Paulus, 1999. ISBN 85-349-1298-X
  4. a b Borsch, J.B.,1995. Para Compreender o Ecumenismo.São Paulo:Edições Loyola, 1995. ISBN 85-15-01181-6
  5. a b c d e f g h Oliveira, R.A.C., 2005: Esforços no diálogo ecuménico inter-religioso e intereclesial. Revista Lusófona de Ciência das Religiões. Ano IV, n.7/8, pp.141-160.
  6. Um artigo na Internet que expressa essa visão
  7. Lutero e a liberdade do cristão nos 490 anos da Reforma. Portal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, acessada em 16 de setembro de 2010.
  8. Página do CONIC
  9. Página de Koinonia
  10. Página de Diaconia
  11. Página do CEBI
  12. Página do CESE
  13. Página Brasileira do Clai
  14. Página do Conselho Mundial de Igrejas
  15. Página da Comunidade de Taizé
Bibliografia

Tenham um ótimo fim de semana.


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