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domingo, 29 de janeiro de 2012

FST 2012 - O Direito a Um Futuro

FST 2012 – Fórum Social Temático 2012



Ainda ontem estive na Casa de Cultura Mario Quintana, observando os trabalhos do FST 2012 que estavam sendo realizados.
È um grande evento que reúne diversas tribos, gente muito diferente, carregadas de sotaques, de belo colorido variado de peles, cabelos, vestimentas, pensamentos eletrizantes e apaixonados, alguns mais apaixonados que contagiam, enfim são diferentes de diversos ambientes num mesmo ambiente, com o mesmo objetivo: Desenvolvimento Sustentavel.

Afinal o que é o Fórum Social Temático 2012?

O Fórum Social Temático 2012 é um evento altermundista organizado por um grupo de ativistas e movimentos sociais ligados ao processo do Fórum Social Mundial. O tema de 2012 é Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental. O FST 2012 se propõe ser um espaço de debates preparatórios para a Cúpula dos Povos, reunião alternativa à cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho, no Rio de Janeiro.

Onde e quando ele vai acontecer?


O FST 2012 vai acontecer em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Brasil, de 24 a 29 de janeiro.

Quem está organizando o FST 2012?

O FST 2012 é organizado por um grupo de movimentos e organizações sociais brasileiras e internacionais com apoio do Conselho Internacional do FSM e que contam com o apoio dos Governos Brasileiro, Gaúcho, da UFRGS, Assembléia Legislativa do RS e das prefeituras das quatro cidades anfitriãs.

O FST 2012 tem alguma ligação com o Fórum Social Mundial?

Sim. O Fórum Social Temático é um evento que se insere no processo altermundista iniciado pelo Fórum Social Mundial, em 2001.

O que significa o tema do FST 2012, "crise capitalista e justiça social e ambiental"?

Significa que as atividades do FST 2012 vão debater questões referentes a esses três temas: a crise capitalista que atinge a Europa principalmente e a busca por justiça social. A proximidade da cúpula da ONU para o desenvolvimento sustentável (Rio+20), que acontece em junho, no Rio de Janeiro, e a Cúpula dos Povos, reunião alternativa à Rio+20, colocam a pauta ambiental em evidência e motivam a formulação pelos movimentos sociais de propostas alternativas às que serão apresentadas pelos governos.

Como eu posso participar?


Há quatro maneiras principais de participar do FST 2012:

Atividades Autogestionárias (INSCRIÇÕES ENCERRADAS)
Para participar do Fórum com sua Atividade Autogestionária, basta preencher o formulário em www.fstematico2012.org.br e aguardar o contato da equipe organizadora para confirmar sua oficina. Qualquer dúvida mande email para fstematico2012@gmail.com, ou ligue para +55 51 3212-1680.

Voluntários

Para participar do Fórum como voluntariado, basta preencher o formulário em www.fstematico2012.org.br e aguardar o contato da equipe organizadora. Qualquer dúvida mande email para fstematico2012@gmail.com, ou ligue para, +55 51 3212-1680.


Participantes


Preencha a ficha em www.fstematico2012.org.br, e pague a taxa de inscrição de R$ 20. Qualquer dúvida mande email para fstematico2012@gmail.com, ou ligue para, +55 51 3212-1680.


Grupos Temáticos


Para acompanhar virtualmente os Grupos Temáticos, visite www.dialogos2012.org. No mesmo endereço, é possível se inscrever para fazer parte de um dos grupos ou criar novos grupos de discussão.


Grupos de Trabalho


Para ajudar na operacionalização do FST 2012 fazendo parte de um dos GTs, entre em www.fstematico2012.org.br ou ligue para +55 51 3212 -1680.


Mensagem do Fórum:

A mensagem é uma só: Precisamos reinventar o mundo. Nenhuma resposta efetiva parece estar emergindo dos poderes estabelecidos. A crise ambiental está sendo ignorada pela ONU e pelos grandes poderes e arrasta a humanidade para um cenário catastrófico. A mercantilização da vida e a apropriação de parcela crescente da biomassa do planeta exerce uma pressão cada vez mais destrutiva sobre os diferentes ecossistemas e reduzem rapidamente a biodiversidade. O agravamento da crise social nas economias centrais e a indignação contra a desigualdade crescente não encontraram nenhuma resposta senão mais privatizações e a defesa dos privilégios por parte de governos e empresas multinacionais. O avanço do extrativismo e a compra de terras continuarão a alimentar as lutas de resistência em defesa da natureza, dos bens comuns e dos modos de vida. Aumenta o número de pessoas que acredita ser impossível enfrentar estas questões separadas de uma resposta global para um sistema cuja crise atinge toda humanidade. Se trata de mudar o sistema para defender 99% da humanidade dos 1% que quer jogar sua crise sobre as costas dos demais. Precisamos reinventar o mundo.

Os Grupos Temáticos se encontrarão em Porto Alegre nos primeiros dias (25 e 26 de janeiro de 2012) para a sistematização dos debates do FST e nos dias seguintes (27 e 28 de janeiro de 2012) haverá uma articulação dos vários diálogos entre si ao redor de quatro eixos transversais, quais sejam:

1. fundamentos éticos e filosóficos: subjetividade, dominação e emancipação;
2. direitos humanos, povos, territórios e defesa da Mãe-Terra;
3. produção, distribuição e consumo: acesso à riqueza, bens comuns e economia de transição;
4. sujeitos políticos, arquitetura de poder e democracia.
Para maiores informações: site www.fstematico2012.org.br/

Em outubro conclui minha especialização em História Contemporânea, abordei em meu TCC o tema que tem toda importância para entrar neste fórum por tratar-se de assunto dos mais importantes, que foi, é e será por muito tempo: Meio Ambiente e Sustentabilidade na Construção Civil.

D
e maneira que todos e todas possam entender do que falo, segue uma pequena introdução:




Este fórum devera também abordar, as relações entre meio ambiente e sustentabilidade na construção civil, consciente que a questão do desenvolvimento sustentável e a questão ambiental estão relacionadas e que tais questões são uma realidade que faz parte das empresas modernas, e que também são responsáveis pelo direito e um futuro das pessoas que vivem neste planeta.


Na construção civil, as empresas incorporadoras e construtoras, em sua maioria, trabalham com uma lógica capitalista fundada na exploração sistemática e ilimitada dos recursos naturais limitados do planeta, procurando atingir três objetivos principais que são aumentar a produção, o consumo e produzir riqueza, conflitando com a proposta global de produzir desenvolvimento e ao mesmo tempo ser sustentável.

A questão ambiental e o conseqüente esgotamento das fontes naturais, a dificuldade de descarte e depósito de resíduos sólidos oriundos das construções são problemas que estão se agravando.
Os índices que são divulgados não possuem a informação real, devido ao fato de haver dificuldade da captação de informações e pela falta de registros de muitas construções, o que coloca em duvida a eficiência das estratégias construídas para atingir o desenvolvimento sustentável exigido pela realidade das disponibilidades das reservas de materiais que estão na natureza.

Existem oportunidades enormes no Brasil, mas somente vamos conseguir aproveitá-las de forma plena se houver consciência, e, trabalhar com eficiência combatendo o desperdício e investindo em treinamento.

O setor da construção civil é responsável por grande parte da economia brasileira.

A
s empresas continuam tendo dificuldade de controle, registro e, dependendo do próprio trabalhador, principalmente, quanto aos aspectos de: qualidade na execução dos serviços e produtos; a produtividade; e a economia na utilização dos insumos materiais, podendo em grande parte ser resolvido a partir de treinamento e conscientização.


Podemos afirmar que, independente da forma que assuma a mudança técnica, novas tecnologias, enfim, o motivo principal é fundamentalmente econômico, para qualquer setor da economia.

N
a construção civil como em todo setor da economia do mundo capitalista, o fator que prepondera é, a força da relação econômico financeira como promotora, da conscientização ambiental, escapando muitas vezes do que é ecologicamente correto para o que é econômica e, financeiramente melhor desde que atenda as exigências de mercado.


Como o mercado busca produtos com menor valor de aquisição, o custo com instalação de dispositivos é excluído quase que totalmente da lista de itens da construção.

A maior preocupação é baixar o custo de projeto, na aquisição de materiais e exclusão de itens que não são exigidos, pelo mercado e legislação, mesmo assim os erros de orçamento e o desperdício no mal uso pela mão de obra sem treinamento, termina elevando o custo final dos produtos, sendo repassados para o consumidor.


O desperdício já não é mais visto apenas como o material refugado, mas sim toda e qualquer perda durante o processo, havendo controle e registros, poderiamos identificar adequadamente as perdas que são inevitáveis (perdas naturais) e evitáveis, independentemente de apelarmos para visualização no grande acumulo de alta produção de rejeitos.

Em geral boa parte dos problemas que existem poderiam ser resolvidos, insisto que com treinamento, conscientização, com a continuidade de hábitos, formaríamos uma nova cultura.

Relatório 2012 Social Watch, é um relatório de organizações da sociedade civil de 66 paises, que inclui as conclusões sobre desenvolvimento sustentável do Civil society Reflection Group on Global Development, na pag. 4 nos fala em Ecologia e Economia:

H
á duas ciências modernas cujos nomes tem origem na palavra grega oikos (casa). A Ecologia, ciência que estuda as relações que os seres vivos tem entre si e com o meio ambiente onde vivem, estabelece os limites acima dos quais certas atividades podem causar danos irreversíveis. E a economia, ciência eu lida com as relações entre os recursos finitos e os desejos humanos infinitos. Em 1932 Lionel Robbins definiu a economia como “a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação entre fins e meios escassos que tem usos alternativos.”

A novidade não é a noção de limites. A “novidade” – e a urgência – é que as atividades humanas chegaram ao limite global, e, portanto, alcançar estratégias consensuadas globalmente é necessário.

Como dito no fórum:

A PARTIR DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL REINVENTARIAMOS O MUNDO.

Um ótimo fim de semana