
Assim como uma bela paisagem que nos remete a
contemplação e meditação, também encontramos nas frases e aforismos de grandes
pensadores uma dose de inspiração e motivação. Seja motivação para seguir em
frente ou romper com uma relação e até mesmo para dar um up nos negócios,
afinal de contas os pensadores antigos também amaram, foram amados (uns foram
amados menos que outros), participaram e entendiam bem de negócios!
Uma
boa ideia para liberar o stress do dia a dia é recorrer à sabedoria antiga
e refletir a partir de frases de filósofos, no entanto, veja bem, são
apenas algumas frases, sugiro que ao entrar em contato com as frases, escolha
uma delas e vá ao encontro do autor lendo alguma de suas obras e entenda o
contexto, tenho certeza que a partir daí vai nascer uma paixão avassaladora
pelo pensamento humano.
Esses
pequenos pensamentos podem nos ajudar a resolver problemas, nos confortar ou
apenas nos fazer pensar em como ter uma vida melhor, a leitura é o amigo
de todas as horas, e principalmente das horas solitárias, este amigo sempre
estará presente, basta abrir um livro e o encontrará, um novo livro é um novo
amigo, faça amigos, muitos amigos.
Confira a seguir alguns geniais pensadores e
algumas de suas frases mais célebres:
AGESILAU II foi rei
da cidade-Estado grega de Esparta,
de 400 a.C. a 360 a.C., tempo durante o qual foi, nas palavras
do célebre historiador Plutarco, "comandante e rei tão bom quanto qualquer outro de
toda a Grécia". Foi identificado
enormemente, durante seu reinado, com os feitos e fortunas de seu país.
"As posições não trazem
distinções; quem as faz são os homens que as ocupam"
ALBERT
CAMUS foi um foi um escritor, filósofo, romancista, dramaturgo,
jornalista e ensaísta francês nascido na Argélia. Ele também atuou como
jornalista militante envolvido na Resistência Francesa, situando-se próximo às
correntes libertárias durante as batalhas morais no período pós-guerra. Seu
profícuo trabalho inclui peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e
ensaios onde ele desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da
condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo. Para Camus, essa
revolta leva à ação e fornece sentido ao mundo e à existência, e então
"Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer".
“O que finalmente eu mais sei
sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol...”
“Eu não creio em Deus, é verdade.
Mas nem por isso sou ateu.”
“Eu não creio na sua ressurreição,
mas não ocultarei a emoção que sinto diante de Cristo e dos seus ensinamentos.
Perante Ele e a sua história não experimento senão respeito e reverência.”
"Não existe pátria para quem
desespera e, quanto a mim, sei que o mar me precede e me segue, e minha loucura
está sempre pronta. Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor,
mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe. Eis porque sofro, de
olhos secos, este exílio. Espero ainda. Um dia chega, enfim... "
“O significado da vida é o mais
urgente das questões.”
ARISTÓTELES foi um filósofo grego,
aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande.
Seus escritos abrangem
diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a
música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia.
Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto
como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de
Alexandre da Macedónia, na época com treze anos de idade, que será o mais
célebre conquistador do mundo antigo.
Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e
Aristóteles volta para Atenas onde funda o Liceu.
"O prazer no trabalho aperfeiçoa a
obra"
“É lícito afirmar que são
prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.”
"Você nunca fará nada neste
mundo sem coragem. É a melhor qualidade da mente ao lado da honra"
"A dignidade não consiste em
possuir honrarias, mas em merecê-las”
"O caráter pessoal do orador
alcança a persuasão quando ele nos leva a crer no discurso proferido.
Acreditamos mais nos homens de bem por serem mais preparados e íntegros do que
outros. Em geral, isso é verdadeiro, qualquer que seja a questão, e
absolutamente verdadeiro onde a certeza exata é impossível e as opiniões são
divididas"
"Quanto à vida consagrada ao
ganho, é uma vida forçada, e a riqueza não é evidentemente o bem que
procuramos; é algo de útil, nada mais, e ambicionado no interesse de outra
coisa"
"E os que foram maltratados e
acreditam que foram maltratados são terríveis, pois estão sempre em busca de
sua oportunidade."
"Nosso caráter é resultado de
nossa conduta."
"O que você tem capacidade de
fazer, tem capacidade também de não fazer."
"Em tudo o que fazemos, temos em
vista alguma outra coisa."
“Nós somos o que
fazemos todos os dias. Deste modo, a excelência não é um ato, mas um hábito”.
“A felicidade depende de nós
mesmos”.
“O homem ideal carrega os
acidentes da vida com dignidade e graça, tomando a melhor das circunstâncias”.
AVICENA Abu ibn Sina, Avicena (980-1037), foi um
médico e filósofo persa (iraniano) que exerceu uma influência notável tanto no
oriente (países islâmicos) quanto no ocidente (Europa). Nasceu onde hoje é o
Uzbequistão, outrora parte do Império Persa. Seus escritos, junto com Averroes,
influenciaram William de Auvergne, Alberto Magno e Tomás de Aquino, e outros
doutores e intelectuais, e persistiu nas faculdades de medicina até o século
XIX. Destacam-se, na sua volumosa obra (cerca de 190 títulos, sendo 40 de
Medicina), o “Cânone da Medicina” (al-Qanum), onde sintetiza os ensinamentos de
Hipócrates e Galeno, que se tornou o texto padrão de muitas universidades
europeias, e “A Cura” (Kitab al-Shifa), este último um tratado de filosofia
médica onde concilia o neoplatonismo com o aristotelismo. Avicena era um polímata,
tendo escrito também sobre ética, lógica, metafísica e outros temas.
Regras
do bem viver
“Você que ignora o que o destino lhe
preparou, possa Deus lhe tirar do seu torpor e abrir os seus olhos. Saiba que a
riqueza que você junta ficará para os outros, e que somente a felicidade que
você proporciona às pessoas pertence verdadeiramente a você.”
“O tempo faz esquecer as dores, extingue
as vinganças, apazigua a cólera e sufoca o ódio; e então o passado é como se
ele nunca tivesse existido.”
“Seja prudente em tudo e saiba guardar
zelosamente seu segredo. Se você o guardar bem, ele será seu escravo, se você o
deixar escapar, ele escravizará você.”
“[Sempre que recordo essas últimas
palavras, lembro-me desse aforisma de Platão: “A boa palavra faz os melhores
amigos; a má palavra nos traz os piores
inimigos”.]”
“Se alguém que lhe fez algo errado pedir
o seu perdão, não hesite em esquecer o que essa pessoa lhe fez.”
“Se eu não deixar marcas no coração dos
homens, eles não se preocuparão comigo, não os terei nem a favor e nem contra
mim. [Ser discreto e evitar comentários negativos é sempre uma boa regra para
uma vida tranquila.]”
“Assim como não devemos dar rédeas ao
mau humor, da mesma forma devemos evitar lançar nossa ira sobre alguém
simplório.”
“A ira que rapidamente se dissipa, não
engendra ódio.”
“[Gosto de ajuntar a esse aforisma um
princípio bem conhecido da filosofia:
“Não há ofensa se quem nos ofendeu reconhece publicamente o seu erro”.]”
“É natural que aqueles que fazem algo
sem refletir arrependam-se mais adiante das consequências.”
“Destino, esse cavalo indomável, é dócil
somente para aqueles que sabem tirar proveito da experiência.”
“A mais vantajosa das boas ações é a
caridade, e o melhor caráter é aquele que suporta todas as aflições sem se
queixar. A pior das ações é a hipocrisia. O homem que não se eleva sobre a
turba não permanece sem mácula.”
“Não podemos permanecer eternamente
nesta Terra, e agir como desejaríamos, devemos nos erguer acima de toda
insignificância e elevar nossa mente na
pura filosofia.”
Sobre
a inveja entre colegas
“Eles não suportam que eu seja um médico
de mérito. É doloroso para eles verem meus méritos junto às suas ignorâncias.
Eles pensam que podem me ferir com calúnias e difamações, mas as suas calúnias
lembram-me um bode raivoso golpeando uma montanha com seus chifres.”
“Eu nunca dei a mínima atenção àqueles
que me invejam, nunca mencionei os seus nomes, e, no entanto, eles gastam suas
vidas a falar do meu, invejosamente.”
“Se eles me olham com desdém, sei que
enquanto eles dormem eu estou acordado, buscando o conhecimento. Se eles me
olham com antipatia, só me verão negativamente, mas se eles me olharem com
alguma simpatia, perceberão que o negativo que imaginaram em mim é de fato algo
positivo.”
Sobre
as coisas do mundo
“O homem engana a si mesmo com ilusões,
porém os dias passam e o tempo voa.”
“Os pelos brancos da minha barba é um
sinal que anuncia a velhice e me diz que já não tenho muito tempo para gasta-lo
em diversões e prazeres.”
“Todos temos a capacidade de sofrer e
ser feliz, porém alguns tem uma predisposição a tudo que traz sofrimento ou
alegria.”
“A riqueza é volúvel, ela não conhece
nem a lei e nem a medida.”
“O mundo foi feito para ser destruído, e
fortalecido para ser esmagado.”
Sobre
o conhecimento
“As realidades que existem, ou bem
possuem o ser independente de nós e de nossa ação, ou bem o recebe de nós e de
nossa atividade. O conhecimento das realidades no primeiro caso é o que
denominamos “filosofia especulativa”, e, no segundo, “filosofia prática”. A
finalidade do conhecimento especulativo é a aquisição de um conteúdo de
pensamento que não se refere a ação [teoria], enquanto a finalidade do
conhecimento prático é a de adquirir um conteúdo de pensamento relativo a ação
[prática]. Desse modo, em relação à noção de ciência, o saber especulativo é o
mais digno.”
Moralidade
“Preocupar-se com aqueles que não querem
se ocupar [trabalhar, estudar] e esperar que eles mudem e obedeçam, é perder
tempo, uma fraqueza. Regozijar-se de nossa própria virtude tomando-a como
exemplo, mesmo que isso seja verdade, é um erro arrogante. Deixar-se guiar
pelas verdades universais é a salvação.”
BALTASAR GRACIÁN y MORALES foi um
jesuíta e escritor pertencente ao Século de Ouro Espanhol , assim como o poeta
Francisco de Quevedo (1580-1654) e o dramaturgo e poeta Calderón de la Barca
(1600-1681). Dentre as obras mais importantes de Gracián encontra-se o romance
O Criticon uma das obras mais importantes de toda literatura espanhola, ainda
não disponível em português. Sua qualidade é comparada a Dom Quixote de Miguel
de Cervantes. De cunho filosófico, sua obra mais notória é A Arte da Prudência,
um conjunto de trezentos aforismas sobre o bem viver.
“Tudo tem seu tempo e até certas
manifestações mais vigorosas e originais entram ou saem de moda. Mas a
sabedoria tem uma vantagem: é eterna.”
BERTRAND RUSSEL foi um
dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX.
Em vários momentos na sua vida, ele se considerou um liberal, um socialista e
um pacifista. Mas, também admitiu que nunca foi nenhuma dessas coisas em um
sentido profundo. Sendo um popularizador da filosofia, Russell foi respeitado
por inúmeras pessoas como uma espécie de profeta da vida racional e da
criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.
Russell
nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e
morreu em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o
seu poder drenado em duas guerras vitoriosas, mas debilitantes. Até à sua
morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico
influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era
inquieto.
“A humanidade transformou-se em
uma grande família, tanto que não podemos garantir a nossa própria prosperidade
se não garantirmos a prosperidade de todos. Se você quer ser feliz, precisa
resignar-se a ver os outros também felizes.”
BLAISE PASCAL Blaise
Pascal era filho de Étienne Pascal, professor de matemática, e de Antoinette
Begon. Perdeu a sua mãe com três anos de idade. Seu pai tratou da sua educação
por ele ser o único filho do sexo masculino, orientando-o com vistas ao
desenvolvimento correto da sua razão e do seu juízo. O recurso aos jogos didáticos
era parte integrante desse ensino que incluía disciplinas tão variadas como
história, geografia e filosofia.
O
talento precoce para as ciências físicas levou a família a Paris, onde ele se
consagrou ao estudo da matemática. Acompanhou o pai quando este foi transferido
para Rouen e lá realizou as primeiras pesquisas no campo da Física. Suas
experiências sobre sons resultaram em um pequeno tratado (1634). No ano
seguinte chega à dedução de 32 proposições de geometria estabelecidas por
Euclides. Publica Essay pour les coniques (1640), obra na qual está formulado o
célebre teorema de Pascal.
Blaise
Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da
matemática: a Geometria Projetiva e a Teoria das probabilidades. Em Física,
estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo,
ampliando o trabalho de Evangelista Torricelli. É ainda o autor de uma das
primeiras calculadoras mecânicas, a Pascaline, e de estudos sobre o método
científico.
Como
matemático, interessou-se pelo cálculo infinitesimal, pelas sequências, tendo
enunciado o princípio da recorrência matemática. O cálculo diferencial e
integral de Newton e Leibniz que seria a base da física clássica foi inspirado
em um tratado publicado por Blaise Pascal sobre os senos num quadrante de um
círculo onde buscou a integração da função seno, que também viria a ser a base
da matemática moderna. Criou um tipo de máquina de calcular que chamou de La
pascaline (1642), uma das primeiras calculadoras mecânicas que se conhece,
conservada no Museu de Artes e Ofícios de Paris. Anders Hald escreveu:
"Para aliviar o trabalho do seu pai como agente fiscal, Pascal inventou
uma máquina de calcular para adição e subtração assegurando sua construção e
venda."
Seguindo o programa de Galileu e Torricelli, refutou o conceito de
"horror ao vazio". Os seus resultados geraram numerosas controvérsias
entre os aristotélicos tradicionais.
De
volta a Paris (1647), influenciado pelas experiências de Torricelli, enunciou
os primeiros trabalhos sobre o vácuo e demonstrou as variações da pressão
atmosférica. A partir de então, desenvolveu extensivas pesquisas utilizando
sifões, seringas, foles e tubos de vários tamanhos e formas e com líquidos como
água, mercúrio, óleo, vinho, ar, etc., no vácuo e sob pressão atmosférica.
Na sequência de uma
experiência mística, em finais 1654, faz a sua "segunda conversão" e
abandona as ciências para se dedicar exclusivamente à filosofia e à teologia,
num período marcado pelo conflito entre jansenistas e jesuítas. No ano
seguinte, recolhe-se à abadia de Port-Royal-des-Champs, centro do jansenismo.
Só voltaria às ciências após "novo milagre" (1658). São desse período
as suas principais contribuições no campo filosófico-religioso: Les
Provinciales (1656-1657), conjunto de 18 cartas escritas em defesa do
jansenista Antoine Arnauld - oponente dos jesuítas que estava em julgamento
pelos teólogos de Paris - e Pensées fragmentos publicados postumamente (1670),
nos quais estão formuladas suas ideias sobre a espiritualidade e a defesa do
cristianismo.

“Todos os homens buscam a
felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que
empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a
evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só
dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens,
mesmo dos que tiram a própria vida.”
“Pluralidade que não se reduz à
unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania.”
"O coração tem suas razões, que a própria razão
desconhece".
CARL GUSTAV JUNG foi um
psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung
propôs e desenvolveu os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida,
arquétipo e inconsciente coletivo. Seu trabalho tem sido influente na
psiquiatria, psicologia, ciência da religião, literatura e áreas afins.
O
conceito central da psicologia analítica é a individuação - o processo
psicológico de integração dos opostos, incluindo o consciente e o inconsciente,
mantendo, no entanto, a sua autonomia relativa. Jung considerou a individuação
como o processo central do desenvolvimento humano.
Ele
criou alguns dos mais conhecidos conceitos psicológicos, incluindo o arquétipo,
o inconsciente coletivo, o complexo, e a sincronicidade. A classificação
tipológica de Myers Briggs (MBTI), um instrumento popular psicométrico, foi
desenvolvido a partir de suas teorias.
Via a
psique humana como "de natureza simbólica", e fez, deste simbolismo,
o foco de suas explorações. Ele é um dos maiores estudiosos contemporâneos de
análise de sonhos e simbolização. Embora exercesse sua profissão como médico e se
considerasse um cientista, muito do trabalho de sua vida foi passado a explorar
áreas tangenciais à ciência, incluindo a filosofia oriental e ocidental,
alquimia, astrologia e sociologia, bem como a literatura e as artes. Seu
interesse pela filosofia e ocultismo levaram muitos a vê-lo como um místico.
“Aquilo que na vida tem sentido,
mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento
de sentido.”
“Tudo o que nos irrita nos outros
pode levar-nos a um entendimento de nós mesmos.”
“Uns sapatos que ficam bem numa
pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que
sirva para todos.”
“Quem olha para fora, sonha. Quem
olha para dentro, desperta.”
“Ser 'normal' é o ideal dos que
não têm êxito, de todos os que se encontram abaixo do nível geral de adaptação.”
“Quando pensamos, fazêmo-lo com o
fim de julgar ou chegar a uma conclusão; quando sentimos, é para atribuir um
valor pessoal a qualquer coisa que fazemos.”
“Os sonhos são as manifestações
não falsificadas da atividade criativa inconsciente.”
“O ego é dotado de um poder, de
uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos vontade.”
CICERO, Marco Tulio - foi um advogado, político,
escritor, orador e filósofo da gens Túlia da República Romana eleito cônsul em
63 a.C. com Caio Antônio Híbrida. Era filho de Cícero, o Velho, com Élvia e pai
de Cícero, o Jovem, cônsul em 30 a.C., e de Túlia. Cícero nasceu numa rica
família municipal de Roma de ordem equestre e foi um dos maiores oradores e
escritores em prosa da Roma Antiga.
Sua influência na língua latina foi tão imensa que
acredita-se que toda a história subsequente da prosa, não apenas no Latim, como
nas línguas europeias, no século XIX seja ou uma reação contra seu estilo ou
uma tentativa de retornar a ele. Segundo Michael Grant, "a influência de
Cícero sobre a história da literatura e das ideias europeias em muito excede a
de qualquer outro escritor em prosa de qualquer língua". Cícero introduziu
os romanos às principais escolas da filosofia grega e criou um vocabulário
filosófico latino (inclusive com neologismos como "evidentia", "humanitas",
"qualitas", "quantitas" e "essentia"),
destacando-se como tradutor e filósofo.
A redescoberta das cartas de Cícero por Petrarca é
geralmente considerada como um dos eventos iniciais do Renascimento, no século
XIV, nos assuntos públicos, humanismo e na cultura romana clássica. Segundo o
historiador polonês Tadeusz Zieliński, "o Renascimento era, acima de tudo,
um reavivamento de Cícero e, apenas depois dele e através dele, do resto da
antiguidade clássica". O pico da autoridade e prestígio de Cícero se deu
durante o Iluminismo no século XVIII e seu impacto sobre os principais
pensadores iluministas, como John Locke, David Hume e Montesquieu, foi
substancial. Suas obras estão entre as mais influentes da cultura europeia e
ainda hoje constituem um dos mais importantes corpus de material primário para
obras e revisões sobre a história da Roma Antiga, especialmente sobre os últimos
dias da República Romana.
Embora tenha sido um dotado orador e um advogado de
sucesso, Cícero acreditava que sua carreira política era sua conquista mais importante.
Foi durante seu consulado que a Segunda Conspiração de Catilina tentou derrubar
o governo romano através de um ataque por forças estrangeiras e Cícero suprimiu
a revolta executando cinco dos conspiradores sem o devido processo legal.
Durante a caótica segunda metade do século I a.C., marcada pelas sucessivas
guerras civis e pela ditadura de Júlio César, Cícero liderou a campanha pelo
retorno do governo republicano. Logo depois da morte de César, Cícero se
destacou como inimigo de Marco Antônio nas lutas pelo poder que se seguiram,
atacando-o numa série de discursos. Acabou proscrito como inimigo do estado
pelo Segundo Triunvirato e consequentemente executado por soldados por sua
ordem em 43 a.C., depois de ser interceptado numa tentativa de fugir da
península Itálica. Suas mãos e sua cabeça foram, como vingança final de
Antônio, exibidas no Fórum Romano.
“A filosofia é o melhor remédio
para a mente.”
“Aquilo que é verdadeiro, simples
e sincero é bastante compatível com a natureza do homem.”
“Ninguém acredita em um
mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.”
“A gratidão não é só a maior das
virtudes, mas o pai de todos as outras”
CONFÚCIO foi um pensador e
filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos.
A filosofia de Confúcio
sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, os procedimentos corretos
nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam
predominância na China em relação a outras doutrinas, como o legalismo e o
taoismo, durante a Dinastia Han(206 a.C. – 220). Os pensamentos de Confúcio
foram desenvolvidos num sistema filosófico conhecido por confucionismo.
Por nenhum texto ser
comprovadamente de autoria de Confúcio e as ideias mais comumente atribuídas a
ele terem sido redigidas durante o período entre a sua morte e a fundação do
primeiro império chinês em 221 a.C., muitos acadêmicos são muito cautelosos em
atribuir asserções específicas ao próprio Confúcio. Os seus ensinamentos podem
ser encontrados na obra Analectos de Confúcio, uma coleção de aforismos que foi
compilada muitos anos após a sua morte. Por cerca de dois mil anos, pensou-se
ter sido Confúcio o autor ou editor de todos os Cinco Clássicos, como o
Clássico dos Ritos e Os Anais de Primavera e Outono.
Os princípios de Confúcio
tinham base nas tradições e crenças chinesas comuns. Favoreciam uma lealdade
familiar forte, veneração dos ancestrais, respeito com os idosos por parte dos
mais jovens (e, de acordo com intérpretes posteriores, das esposas para como os
maridos), e a família como a base para um governo ideal.
"Aquele que não economiza
irá agonizar"
"Não importa o quão devagar
você vá, desde que não pare"
"Escolha uma profissão que
ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida"
"Quando é óbvio que os
objetivos não podem ser alcançados, não ajuste as metas, mas sim as etapas da
ação"
"O homem superior compreende
o que é certo, o homem inferior compreende o que vai vender"
“A maior glória não é ficar de
pé, mas levantar-se cada vez que se cai””
"O sucesso depende de
preparação prévia"
"A vontade de vencer, o
desejo de sucesso, o desejo de atingir seu pleno potencial. Estas são as chaves
que irão abrir a porta para a excelência pessoal"
"Quando você está
trabalhando para os outros, que seja com o mesmo zelo como se fosse para você
mesmo"
"O homem superior é afligido
pelas limitações de sua capacidade; ele não está angustiado pelo fato de que os
homens não reconhecem a capacidade que ele tem”
“Inteligência não é sabedoria.”
“Transportai um punhado de terra
todos os dias e fareis uma montanha.”
“Não importa o quão devagar você vá,
desde que você não pare”
“Nossa maior força não
é nunca cair, mas crescer a cada vez que caímos.”
DAVID HUME, foi um
filósofo, historiador e ensaísta britânico nascido na Escócia que se tornou
célebre por seu empirismo radical e seu ceticismo filosófico. Ao lado de John
Locke e George Berkeley, David Hume compõe a famosa tríade do empirismo
britânico, sendo considerado um dos mais importantes pensadores do chamado
iluminismo escocês e da própria filosofia ocidental.
David
Hume opôs-se particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o
espírito humano desde um ponto de vista teológico-metafísico. Assim David Hume
abriu caminho à aplicação do método experimental aos fenômenos mentais. Sua
importância no desenvolvimento do pensamento contemporâneo é considerável. Teve
profunda influência sobre Kant, sobre a filosofia analítica do início do século
XX e sobre a fenomenologia.
O
estudo da sua obra tem oscilado entre aqueles que colocam ênfase no lado
cepticista (tais como Reid, Greene, e os positivistas lógicos) e aqueles que
enfatizam o lado naturalista (como Kemp Smith, Stroud e Galen Strawson). Por
muito tempo apenas se destacou em seu pensamento o ceticismo destrutivo.
Somente no fim do século XX os comentadores se empenharam em mostrar o caráter
positivo e construtivo do seu projeto filosófico.
David
Hume foi um leitor voraz. Entre suas fontes, incluem-se tanto a Filosofia
antiga como o pensamento científico de sua época, ilustrado pela física e pela
filosofia empirista. Fortemente influenciado por Locke e Berkeley mas também
por vários filósofos franceses, como Pierre Bayle e Nicolas Malebranche, e
diversas figuras dos círculos intelectuais ingleses, como Samuel Clarke,
Francis Hutcheson (seu professor) e Joseph Butler (a quem ele enviou seu primeiro
trabalho para apreciação), é entretanto a Newton que Hume deve seu método de
análise, conforme assinalado no subtítulo do Tratado da Natureza Humana – Uma
Tentativa de Introduzir o Método Experimental de Raciocínio nos Assuntos
Morais.
Seguindo
atentamente os acontecimentos nas colônias americanas, tomou partido pela
independência americana. Em 1775, disse a Benjamin Franklin: "sou
americano em meus princípios".
“As pessoas são muito mais
propensas a valorizar o interesse no presente em detrimento do distante e
remoto.”
“A beleza das coisas existe no
espírito de quem as contempla.”
“O hábito... é o grande guia da
vida humana.”
“O coração do homem existe para
reconciliar as contradições mais notórias.”
“Todas as nossas ideias ou
percepções mais fracas são imitações de nossas mais vivas impressões ou
percepções.”
“A razão é - e só deve ser -
escrava das paixões e, em nenhum caso, pode reivindicar uma função diferente da
de servir e obedecer a elas.”
“A memória não tanto produz, mas
revela a identidade pessoal, ao nos mostrar a relação de causa e efeito
existente entre nossas diferentes percepções.”
“Seja um filósofo, mas, no meio
de toda sua filosofia, não deixe de ser um homem.”
“De um modo geral, os erros na
religião são perigosos; enquanto os da filosofia apenas ridículos.”
“Em nossos raciocínios a respeito
dos fatos, existem todos os graus imagináveis de certeza. Um homem sábio,
portanto, ajusta sua crença à evidência.”
DEMÓSTENES, foi um preeminente orador
e político grego de Atenas. Sua oratória constitui uma importante expressão da
capacidade intelectual da Atenas antiga e providenciam um olhar sobre a
política e a cultura da Grécia antiga durante o século IV a.C.
Demóstenes
aprendeu retórica estudando os discursos dos grandes oradores antigos. Sua vida
como orador e político foi dedicada à defesa de Atenas que se via ameaçada por
Filipe II da Macedônia. Contra o líder macedônio, Demóstenes escreveu inúmeros
discursos que ficaram conhecidos como Filípicas. O objetivo era conclamar os
cidadãos atenienses e arregimentar forças contra a Macedônia antes que fosse
tarde demais.
Em 338 a.C., Demóstenes
participou da batalha de Queroneia — na qual Atenas foi derrotada pela
Macedônia e marcou o início do domínio de Filipe e depois de Alexandre, o
Grande, sobre a Grécia.
Após 335 a.C., Demóstenes
vê decair tanto sua reputação quanto influência. Chegou mesmo a ser condenado
por ter se deixado comprar por um ministro de Alexandre e facilitar sua fuga de
Atenas. Foi preso mas conseguiu fugir, exilando-se de Atenas por longo período.
Após a morte de
Alexandre, em 323 a.C., Demóstenes é chamado de volta e retoma suas atividades.
Alia-se, então, à revolta contra Antípatro. Tendo falhado tal revolta,
Antípatro exige a entrega dos chefes revoltosos. Demóstenes foge para o templo
de Poseidon na ilha grega de Calauria. Quando percebe que está cercado pelos
soldados de Antípatro, suicida-se com veneno.
"Pequenas oportunidades são
frequentemente o início de grandes empreendimentos"
“Será um homem sensato aquele
que, para decidir se um homem está em paz ou em guerra consigo, liga mais para
as palavras do que para os fatos.”
“O que um homem medita num ano, é
destruído num dia pela mulher.”
“É extremamente fácil enganar a
si mesmo; pois o homem geralmente acredita no que deseja.”
“Parece-me que o bom cidadão deve
preferir as palavras que salvam às palavras que agradam.”
“Toda a vantagem obtida no
passado é julgada à luz do resultado final.”
DEMÓCRITO, nasceu na cidade de Mileto,
viajou pela Babilônia, Egito e Atenas, e se estabeleceu em Abdera no final do
século V a.C. É tradicionalmente considerado um filósofo pré-socrático.
Cronologicamente é um erro, já que foi contemporâneo de Sócrates, e, além
disso, do ponto de vista filosófico, a maior parte de suas obras (segundo a
doxografia) tratou da ética e não apenas da physis (cujo estudo caracterizava
os pré-socráticos).
Demócrito foi discípulo e depois sucessor de
Leucipo de Mileto. A fama de Demócrito decorre do fato de ele ter sido o maior
expoente da teoria atômica ou do atomismo. De acordo com essa teoria, tudo o
que existe é composto por elementos indivisíveis chamados átomos (do grego,
"a", negação e "tomo", divisível. Átomo= indivisível). Não
há certeza se a teoria foi concebida por ele ou por seu mestre Leucipo, e a
ligação estreita entre ambos dificulta a identificação do que foi pensado por
um ou por outro. Todavia, parece não haver dúvidas de ter sido Demócrito quem
de fato sistematizou o pensamento e a teoria atomista.
Demócrito avançou também
o conceito de um universo infinito, onde existem muitos outros mundos como o
nosso.
Embora amplamente ignorado em Atenas durante sua
vida, a obra de Demócrito foi bastante conhecida por Aristóteles, que a
comentou extensivamente. É famosa a anedota de que Platão detestava tanto
Demócrito que queria que todos os seus livros fossem queimados. Há anedotas
segundo as quais Demócrito ria e gargalhava de tudo e dizia que o riso torna
sábio, o que o levou a ser conhecido, durante o renascimento, como "o
filósofo que ri".
Na Grécia antiga, Protágoras de Abdera teria sido
seu discípulo direto e, posteriormente, o principal filósofo influenciado por
ele foi Epicuro. No renascimento muitas de suas ideias foram aceitas (por
exemplo, Giordano Bruno), e tiveram um papel importante durante o iluminismo.
Muitos consideram que Demócrito é "o pai da ciência moderna".
“É melhor corrigir os
seus próprios erros do que corrigir os outros”.
“A
amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos
os insensatos.”
“O
caráter de um homem faz o seu destino.”
“Na
realidade, não conhecemos nada, pois a verdade está no íntimo.””
“O
animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade,
enquanto o homem a ignora.”
“Os
homens, ao fugir da morte, perseguem-na.”
“A
felicidade não reside nas posses e nem em ouro, ela mora na alma.
“Desejar
violentamente uma coisa é tornar-se cego para o demais.”
“A
morte não nos concerne, pois quando vivemos, a morte não está aqui. E quando
ela chega, não estamos mais vivos.”
EPICURO,
foi
um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e
numerosos centros epicuristas que se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a
partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador. Epicuro nasceu
na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa
da Ásia Menor.
Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos
e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de
Hesíodo, "todas as coisas vieram do caos", ele perguntou: "E o
caos veio de que?". Retornou para a terra natal em 323 a.C. Sofria de
cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.
Epicuro ouviu o filósofo
acadêmico Pânfilo em Samos, que não lhe foi de muito agrado. Por isso foi
mandado para Téos pelo seu pai. Com Nausífanes de Téos, discípulo de Demócrito
de Abdera, Epicuro teria entrado em contato com a teoria atomista — da qual
reformulou alguns pontos. Epicuro ensinou filosofia em Lâmpsaco, Mitilene e
Cólofon até que em 306 a.C. fundou sua própria escola filosófica, chamada “O
Jardim”, onde residia com alguns amigos, na cidade de Atenas. Lecionou em sua
escola até a morte, em 270 a.C., cercado de amigos e discípulos e tendo sua
vida marcada pelo ascetismo, serenidade e doçura.
“Se você não
desenvolver a coragem de ser feliz em seus relacionamentos diários, você não a
desenvolverá para sobreviver aos tempos difíceis de adversidades desafiadoras”.
“O
desejo é a causa de todos os males.”
“A
justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do
homem em estado selvagem.”
“Nenhum
prazer é em si um mal, porém certas coisas capazes de engendrar prazeres trazem
consigo maior número de males que de prazeres.”
“Os
prazeres do amor jamais nos serviram. Devemos nos considerar felizes se não nos
aborrecerem.”
“Tu,
que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer
possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do
prazer.”
“O
prazer de fazer o bem, é maior do que recebê-lo.”
“A
necessidade é um mal, mas não há necessidade de viver nela.”
“O
prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que
felicidade.”
EPÍTETO, foi um filósofo grego
estoico que viveu a maior parte de sua vida em Roma, como escravo a serviço de
Epafrodito, o cruel secretário de Nero que, segundo a tradição, uma vez lhe
quebrou uma perna.
Apesar de sua condição,
conseguiu assistir as preleções do famoso estoico Caio Musônio Rufo. De sua
obra se conservam o Encheiridion de Epicteto (também conhecido como Manual de
Epicteto) e as Diatribes (ou Discursos), ambos editados por seu discípulo Lúcio
Flávio Arriano de Nicomédia.
Como viver uma vida
plena, uma vida feliz? Como ser uma pessoa com boas qualidades morais?
Responder a estas duas perguntas fundamentais foi a única paixão de Epicteto.
Embora suas obras sejam menos conhecidas hoje, em função do declínio do ensino
da cultura clássica, tiveram enorme influência sobre as ideias dos principais
pensadores da arte de viver durante quase dois mil anos.
Para Epicteto, uma vida
feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são
consequências naturais de atitudes corretas.
"A verdadeira riqueza não
consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades"
"Só a educação liberta"
“Pratique sozinho, pelo amor de
Deus, em situações simples, e só então aborde as situações mais complexas.”
"Se alguém lhe disser que
uma certa pessoa fala mal de você, não se justifique sobre o que é dito sobre,
mas responda:" Ele ignora minhas outras falhas, senão não teria mencionado
só essas".
ESPINOZA, BARUCH DE, foi um dos grandes racionalistas
e filósofos do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente a
René Descartes e Gottfried Leibniz.
Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no
seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo
bíblico moderno.
Espinosa defendeu que Deus e Natureza eram dois
nomes para a mesma realidade, a saber, a única substância em que consiste o
universo e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou
modificações. Ele afirmou que Deus sive Natura ("Deus ou Natureza" em
latim) era um ser de infinitos atributos, entre os quais a extensão (sob o
conceito atual de matéria) e o pensamento eram apenas dois conhecidos por nós.
A sua visão da natureza da realidade, então, fez
tratar os mundos físicos e mentais como dois mundos diferentes ou submundos
paralelos que nem se sobrepõem nem interagem mas coexistem em uma coisa só que
é a substância. Esta formulação é uma solução muitas vezes considerada um tipo
de panteísmo e de monismo, porém não por Espinosa, que era um racionalista e,
por extensão, se teria um acompanhamento intelectual do Universo, como define
ele em seu conceito de "Amor Intelectual de Deus".
Espinosa também propunha uma espécie de
determinismo, segundo o qual absolutamente tudo o que acontece ocorre através
da operação da necessidade, e nunca da teleologia.
Para ele, até mesmo o
comportamento humano seria totalmente determinado, sendo então a liberdade a
nossa capacidade de saber que somos determinados e compreender por que agimos
como agimos. Deste modo, a liberdade para Espinosa não é a possibilidade de
dizer "não" àquilo que nos acontece, mas sim a possibilidade de dizer
"sim" e compreender completamente porque as coisas deverão acontecer
de determinada maneira.
A filosofia de Espinosa tem muito em comum com o
estoicismo, mas difere muito dos estoicos num aspecto importante: ele rejeitou
fortemente a afirmação de que a razão pode dominar a emoção. Pelo contrário,
defendeu que uma emoção pode ser ultrapassada apenas por uma emoção maior. A
distinção crucial era, para ele, entre as emoções activas e passivas, sendo as
primeiras aquelas que são compreendidas racionalmente e as outras as que não o
são.
“Percebi que todas as coisas que
temia e receava só continham algo de bom ou de mau na medida em que o ânimo se
deixava afetar por elas.”
“Compreender é o começo da
aprovação.”
“Paz não é a ausência de guerra;
é uma virtude, um estado mental, uma disposição para a benevolência, confiança
e justiça.”
“O homem livre, no que pensa
menos é na morte, e a sua sabedoria é uma meditação, não da morte, mas da
vida.”
“A felicidade não é o prêmio da
virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela porque reprimamos os
impulsos viciosos, mas pelo contrário, porque gozamos dela, podemos reprimir os
impulsos viciosos.”
“Não é uma ação que vence uma
paixão. É uma paixão mais forte que vence outra mais fraca.”
“Se os homens tivessem no
silêncio a mesma capacidade que têm no falar o mundo seria muito mais feliz.”
“A paixão sem a razão é cega, a
razão sem a paixão é inativa.”
FIÓDOR DOSTOIÉVSKI, foi um
escritor, filósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores
romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores
"psicólogos" que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como
investigadores da psiquê).
Entre
outros temas, a obra do autor explora o significado do sofrimento e da culpa, o
livre-arbítrio, o cristianismo, o racionalismo, o niilismo, a pobreza, a
violência, o assassinato, o altruísmo, além de analisar transtornos mentais,
muitas vezes ligados à humilhação, ao isolamento, ao sadismo, ao masoquismo e
ao suicídio. Pela retratação filosófica e psicológica profunda e atemporal
dessas questões, seus escritos são comumente chamados de romances filosóficos e
romances psicológicos.
Dostoiévski
logrou atingir certo sucesso já com seu primeiro romance, Gente Pobre, o qual
foi imediatamente elogiado e protegido pelo mais importante crítico russo da
primeira metade do século XIX, Vissarion Belínski. Contudo, o escritor não
conseguiu repetir o sucesso até seu retorno da Sibéria, quando escreveu o
semibiográfico Recordações da Casa dos Mortos, tratando dos anos que passou na
prisão. Essa obra foi considerada por Liev Tolstói como o melhor livro de toda
a literatura moderna. Alguns anos mais tarde, sua fama aumentaria muito graças
aos seus romances Crime e Castigo, O Idiota e Os Demônios. Já próximo da morte,
seu romance Os Irmãos Karamazov o colocaria como um dos maiores escritores de
todos os tempos.
A
influência de Dostoiévski é imensa, tendo ele sido reconhecido como precursor
dos seguintes movimentos: nietzscheanismo, psicanálise, expressionismo,
surrealismo, teologia da crise e existencialismo.
“Para destruir, aniquilar
definitivamente um homem, infligir-lhe as punições mais terríveis, diante das
quais o assassino mais feroz tremeria de pavor, basta apenas lhe atribuir um
trabalho de caráter total e inteiramente inútil e irracional.”
“Conhecemos um homem pelo seu
riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o
íntimo é excelente.”
“Quanto mais gosto da humanidade
em geral, menos aprecio as pessoas em particular, como indivíduos.”
“Tenho de proclamar a minha
incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência
de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”
“Nem homem nem nação podem
existir sem uma ideia sublime.”
“A purificação pelo sofrimento é
menos dolorosa que a situação que se cria a um culpado por uma absolvição
impensada.”
“Podem ter a certeza de que não
foi quando descobriu a América, mas sim quando estava a descobri-la, que
Colombo se sentiu feliz.”
“A tragédia e a sátira são irmãs
e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de
verdade.”
“Não há ideia nem fato que não
possam ser vulgarizados e apresentados a uma luz ridícula.”
“A falta de liberdade não
consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o
suplício inenarrável é não se poder estar sozinho.”
FOUCAULT, MICHEL, foi um filósofo, historiador das
ideias, teórico social, filólogo e crítico literário. Suas teorias abordam a
relação entre poder e conhecimento e como eles são usados como uma forma de
controle social por meio de instituições sociais. Embora muitas vezes seja
citado como um pós-estruturalista e pós-modernista, Foucault acabou rejeitando
esses rótulos, preferindo classificar seu pensamento como uma história crítica da
modernidade. Seu pensamento foi muito influente tanto para grupos acadêmicos,
quanto para ativistas.
Foucault é conhecido pelas suas críticas às
instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à medicina, às prisões, e
por suas ideias sobre a evolução da história da sexualidade, suas teorias
gerais relativas ao poder e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem
como por estudar a expressão do discurso em relação à história do pensamento
ocidental. Têm sido amplamente discutidas a imagem da "morte do
homem", anunciada em As Palavras e Coisas, e a ideia de subjetivação,
reativada no interesse próprio de uma forma ainda problemática para a filosofia
clássica do sujeito. Parece então que mais do que em análises da
"identidade", por definição, estáticas e objetivadas,
Foucault
centra-se na vida e nos diferentes processos de subjetivação.
“Não me pergunte quem sou e não
me diga para permanecer o mesmo.”
“Quando o homem desdobra o
arbitrário de sua loucura, encontra a sombria necessidade do mundo; o animal
que assombra seus pesadelos e suas noites de privação é sua própria natureza,
aquela que porá a nu a implacável verdade do Inferno.”
“O que domina a existência humana
é este fim e esta ordem à qual ninguém escapa. A presença que é uma àmeaça no
interior mesmo do mundo é uma presença descarnada.”
“Em todos os lados, a loucura
fascina o homem.”
“Se a filosofia deve começar como
discurso absoluto, o que é que se passará com a história, e que começo é esse
que começa com um indivíduo singular, numa sociedade, numa classe social, no
meio das lutas?”
“O discurso é uma violência que
fazemos às coisas.”
“Todo sistema de educação é uma
maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os
saberes e os poderes que eles trazem consigo.”
“A alma, prisão do corpo.”
“Édipo não se cegou por culpa,
mas por excesso de informação.”
FRANCIS BACON, foi um
político, filósofo, ensaísta inglês, barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda
Verulâmio) e visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência
moderna.
Desde
cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições
elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.
Sucessivamente,
durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral
(1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618).
Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de Saint Alban.
Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de
pesada multa, foi também proibido de exercer cargos públicos.
Como
filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica
para o homem. Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia
científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de "fundador da ciência
moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.
Francis
Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosa cruzes e também um
alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de
Imperator.
Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos
rosa cruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e
Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).
“Não há equívoco maior do que
confundir homens inteligentes com sábios.”
“Mas os homens devem saber que só
Deus e os anjos podem ser espectadores do teatro da vida humana.”
“Seja verdadeiro consigo mesmo e
não seja falso com os outros.”
“Conhecimento é poder”.
FRIEDRICH NIETZCHE, foi um filósofo, filólogo,
crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual
Alemanha. Ele escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a
cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por
metáfora, ironia e aforismo.
Suas ideias-chave incluíam a crítica à dicotomia
apolíneo/dionisíaca, o perspectivismo, a vontade de poder, a "morte de
Deus", o Übermensch (Além-Homem, ver: Novo Homem) e eterno retorno. Sua
filosofia central é a ideia de "afirmação da vida", que envolve
questionamento de qualquer doutrina que drene uma expansiva de energias, não
importando o quão socialmente predominantes essas ideias poderiam ser. Seu
questionamento radical do valor e da objetividade da verdade tem sido o foco de
extenso comentário e sua influência continua a ser substancial, especialmente
na tradição filosófica continental compreendendo existencialismo,
pós-modernismo e pós-estruturalismo. Suas ideias de superação individual e
transcendência além da estrutura e contexto tiveram um impacto profundo sobre
pensadores do final do século XIX e início do século XX, que usaram estes
conceitos como pontos de partida para o desenvolvimento de suas filosofias.
Mais recentemente, as reflexões de Nietzsche foram recebidas em várias
abordagens filosóficas que se movem além do humanismo, por exemplo, o
transumanismo.
Nietzsche começou sua carreira como filólogo
clássico— um estudioso da crítica textual grega e romana— antes de se voltar
para a filosofia. Em 1869, aos vinte e quatro anos, foi nomeado para a cadeira
de Filologia Clássica na Universidade de Basileia, a pessoa mais jovem a ter
alcançado esta posição. Em 1889, com quarenta e quatro anos de idade, sofreu um
colapso e uma perda completa de suas faculdades mentais. A composição foi
posteriormente atribuída a paresia geral atípica devido a sífilis terciária,
mas este diagnóstico vem entrado em questão. Nietzsche viveu seus últimos anos
sob os cuidados de sua mãe até a morte dela em 1897, depois ele caiu sob os
cuidados de sua irmã, Elisabeth Förster-Nietzsche, até falecer, em 1900.
Como sua cuidadora, sua irmã assumiu o papel de
curadora e editora de seus manuscritos. Förster-Nietzsche era casada com um
proeminente nacionalista e antissemita alemão, Bernhard Förster, e retrabalhou
escritos inéditos de Nietzsche para se adequar a ideologia de seu marido,
muitas vezes de maneiras contrárias às suas opiniões expressas, que estavam
fortemente e explicitamente opostas ao antissemitismo e nacionalismo. Através
de edições de Förster-Nietzsche, o nome de Friedrich tornou-se associado com o
militarismo alemão e o nazismo, mas estudiosos posteriores do século XX vêm
tentando neutralizar esse equívoco de suas ideias.
“Isto é um sonho, bem sei, mas
quero continuar a sonhar.”
“Eu Não sei Sair Nem Entrar, Sou
Tudo Aquilo Que Não Sabe Nem sair nem entrar..”
“Eu não sei o que quero ser, mas
sei muito bem o que não quero me tornar”
“Sim, sei de onde venho!
Insatisfeito com a labareda ardo para me consumir! Aquilo em que toco torna-se
luz. Carvão aquilo que abandono. Sou certamente labareda!”
"E eu, que estou de bem com
a vida, creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e
as bolhasde sabão e tudo que entre os homens se lhes assemelhem".
"Para mim o ateísmo não é
nem uma consequência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto".
“A filosofia é o exílio
voluntário entre montanhas geladas."
"Nós, homens do
conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmo somos desconhecidos."
"Não me roube a solidão sem
antes me oferecer verdadeira companhia."
"O amor é o estado no qual
os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."
"Como são múltiplas as
ocasiões para o mal-entendido e para a ruptura hostil!"
"Deus está morto. Viva
Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".
"Há homens que já nascem
póstumos."
"O Evangelho morreu na
cruz."
"A diferença fundamental
entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O
cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."
"Quando se coloca o centro
de gravidade da vida não na vida mas no "além" - no nada -, tira-se
da vida o seu centro de gravidade."
"Para ler o Novo Testamento
é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é
necessária."
"O cristianismo foi, até o
momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."
"A fé é querer ignorar tudo
aquilo que é verdade."
"As convicções são
cárceres."
"As convicções são inimigas
mais perigosas da verdade do que as mentiras."
"Até os mais corajosos
raramente têm a coragem para aquilo que realmente sabem."
"Aquilo que não me destrói
me fortalece."
"Sem música, a vida seria um
erro."
"E aqueles que foram vistos
dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a
música."
"A moralidade é o instinto
do rebanho no indivíduo."
"O idealista é incorrigível:
se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."
"Em qualquer lugar onde
encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."
"Um político divide os seres
humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."
"Quanto mais me elevo, menor
eu pareço aos olhos de quem não sabe voar. "Je höher man steigt, desto
mehr schwinden die Kräfte – aber umso weiter sieht man." (Ingmar Bergman)
"Se minhas loucuras tivessem
explicações, não seriam loucuras."
"O Homem evolui dos macacos?
É, existem macacos!"
"Aquilo que se faz por amor
está sempre além do bem e do mal."
"Há sempre alguma loucura no
amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
"Torna-te quem tu és!"
"Cada pessoa tem que
escolher quanta verdade consegue suportar"
"O desespero é o preço pago
pela autoconsciência"
"O depois de amanhã me
pertence"
"O padre está
mentindo."
"Deus está morto mas o seu
cadáver permanece insepulto."
"Acautela-te quando lutares
com monstros, para que não te tornes um."
"Da escola de guerra da
vida: o que não me mata, torna-me mais forte."
"Será o Homem um erro de
Deus, ou Deus um erro dos Homens?"
"É preciso muito caos
interior para parir uma estrela que dança."
"Aquele que luta com
monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha
muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."
"A alma nobre tem reverência
por si mesma."
"Não existem fenômenos
morais, mas apenas uma interpretação moral dos fenômenos."
GEORGE BERKELEY, foi um
filósofo idealista irlandês. Estudou no Trinity College de Dublin, onde se
tornou fellow em 1707. Lecionou hebraico, grego e teologia. Por esta época,
dedicou-se ao estudo sistemático da filosofia (em especial John Locke, Isaac
Newton e Malebranche).
Dois
anos mais tarde, publicou seu primeiro livro importante: Ensaio para uma nova
teoria da visão. Em 1710, apresentou seu princípio de que ser é ser percebido
(esse est percipi) na primeira parte da obra Tratado sobre os princípios do
conhecimento humano. Em 1712 publicou Três diálogos entre Hilas e Filonous a
fim de melhor explicar as concepções propostas na obra anterior.
Ao
mesmo tempo, Berkeley era ministro da Igreja Anglicana e, em Londres, escreveu
uma série de artigos no jornal The Guardian contra os livre-pensadores. Em 1713
abandona essa atividade e torna-se preceptor de jovens ingleses que desejavam
conhecer a Itália.
Viajou para lá, onde permaneceu até 1721. Nesse período,
perdeu o manuscrito da segunda parte dos Princípios, que jamais voltaria a
escrever. Após este período, ele encontrou diversos outros filósofos dos quais
ele viria à criticar algumas posições mais tarde, como Ian Neheelson.
Em
seguida, atirou-se à polêmica religiosa, atribuindo todos os males de seu país
à incredulidade. Pensando em remediá-los, tornou-se missionário e foi para as
Bermudas, onde ficou três anos. Nessa viagem pelo novo mundo, escreveu o
Alciphron em 1732.
De
volta a Londres, escreveu O analista entre 1732 e 1734. Nesta obra, criticava o
cálculo diferencial e integral de Newton. Também escreveu Uma defesa do livre
pensamento em matemática. Ainda em 1734, é nomeado bispo de Cloyne, na Irlanda.
Durante a fome e a epidemia de peste, que ocorreram entre 1737 e 1741, Berkeley
devotou-se aos doentes, tentando curá-los com água de alcatrão. Sobre o tema,
escreveu uma obra chamada Siris, em 1744. Também por esta época escreveu O
questionador, onde reflete sobre questões econômicas e sociais.
Em
1752, já velho e doente, Berkeley renunciou ao episcopado e se retirou para
Oxford, onde veio a morrer.
“O que existe é o que vemos e
tocamos. O que vemos e não tocamos não existe.”
“Sempre podemos encontrar tempo
para envelhecer.”
“Ser é ser percebido.”
“A verdade é o grito de todos,
mas o jogo dos poucos.”
“Poucos pensam, mas todos julgam.”
“Nada é mais óbvio que a
existência de Deus.”
“A verdade está nos lábios de todos,
mas no coração de poucos.”
HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich, foi um filósofo alemão. É
unanimemente considerado um dos mais importantes e influentes filósofos da
história. Pode ser incluído naquilo que se chamou de Idealismo Alemão, uma
espécie de movimento filosófico marcado por intensas discussões filosóficas
entre pensadores de cultura alemã (Prússia) do final do século XVIII e início
do XIX. Essas discussões tiveram por base a publicação da Crítica da Razão Pura
de Immanuel Kant. Hegel, ainda no seminário de Tübingen, escreveu, juntamente
com dois renomados colegas, os filósofos Friedrich Schelling e Friedrich
Hölderlin, o que chamaram de "O Mais Antigo Programa de Sistema do
Idealismo Alemão". Posteriormente Hegel desenvolveu um sistema filosófico que
denominou "Idealismo Absoluto", uma filosofia capaz de compreender
discursivamente o absoluto (de atingir um saber do absoluto, saber cuja
possibilidade fora, de modo geral, negada pela crítica de Kant à metafísica).
Apesar de ser notavelmente crítica em relação ao Iluminismo, a filosofia
hegeliana é tida por muitos como, para usar a expressão de Habermas, a
"filosofia da modernidade por excelência".
Hegel
influenciou um grande número de autores (Strauss, Bauer, Feuerbach, Stirner,
Marx, Dilthey, Bradley, Dewey, Kojève, Hyppolite, Hans Küng, Fukuyama, Žižek).
Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant e Rousseau, assim como pela
Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do Idealismo
Alemão.
Hegel
descreve sua concepção filosófica, no prefácio a uma de suas mais célebres
obras, a Fenomenologia do Espírito, da seguinte forma: "Segundo minha
concepção – que só deve ser justificada pela apresentação do próprio sistema –,
tudo decorre de entender e exprimir o verdadeiro não como substância, mas
também, precisamente, como sujeito. Ao mesmo tempo, deve-se observar que a
substancialidade inclui em si não só o universal ou a imediatez do saber mesmo,
mas também aquela imediatez que é o ser, ou a imediatez para o saber. [...] A
substância viva é o ser, que na verdade é sujeito, ou – o que significa o mesmo
– que é na verdade efetivo, mas só na medida em que é o movimento do
pôr-se-a-si-mesmo, ou a mediação consigo mesmo do tornar-se outro. Como
sujeito, é a negatividade pura e simples, e justamente por isso é o
fracionamento do simples ou a duplicação oponente, que é de novo a negação
dessa diversidade indiferente e de seu oposto. Só essa igualdade
reinstaurando-se, ou só a reflexão em si mesmo no seu ser-Outro, é que são o
verdadeiro; e não uma unidade originária enquanto tal, ou uma unidade imediata
enquanto tal. O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe
seu fim como sua meta, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante
sua atualização e seu fim."
“A harmonia da infância é um dom
da natureza, a segunda harmonia deve resultar do trabalho e do culto ao
espírito.”
“Nada existe de grandioso sem
paixão.”
“O homem não é mais do que a
série dos seus atos.”
“Nada de grande se realizou no
mundo sem paixão.”
“A necessidade geral da arte é a
necessidade racional que leva o homem a tomar consciência do mundo interior e
exterior e a lazer um objeto no qual se reconheça a si próprio.”
“A necessidade, a natureza e a
história não são mais do que instrumentos da revelação do Espírito.”
“Grandeza, entidade variável mas
que, apesar da sua variação, continua sempre a ser a mesma.”
“O que a história ensina é que os
governos e as pessoas nunca aprendem com a história.”
“A existência do homem tem o seu
centro na cabeça, ou seja, na razão, sob cuja inspiração ele constrói o mundo
da realidade.”
“Lutai primeiro pela alimentação
e pelo vestuário, e em seguida o reino de Deus virá por si mesmo.”
“Compreender o que é, esta é a
tarefa da Filosofia, pois o que é, é a razão.”
“Quem exagera o argumento,
prejudica a causa.”
“Cada estágio da história é um
momento necessário da ideia do espírito do mundo.”
“Tudo o que é racional é real e
tudo o que é real é racional.”
“A educação é a arte de tornar o
homem ético.”
HEIDEGGER , MARTIN, foi um filósofo, escritor,
professor universitário e reitor alemão. Ele é visto como o ponto de ligação
entre o existencialismo de Kierkegaard a fenomenologia de Husserl. Sua
preocupação maior foi a de elaborar uma análise da existência, ou seja,
esclarecer o verdadeiro sentido do ser.
Heidegger considerava o seu método fenomenológico e
hermenêutico. Ambos os conceitos referem a intenção de dirigir a atenção (a
circunvisão) para o trazer à luz daquilo que na maior parte das vezes se oculta
naquilo que se mostra, mas que é precisamente o que se manifesta nisso que se
mostra. Assim, o trabalho hermenêutico visa a interpretar o que se mostra pondo
a lume isso que se manifesta aí mas que, no início e na maioria das vezes, não
se deixa ver.
O método vai diretamente ao fenómeno, procedendo à
sua análise, pondo a claro o modo como da sua manifestação. Heidegger afirma
que esta metodologia corresponde a um modelo kantiano, ou copernicano da
colocação ou projeção da perspetiva. Neste sentido, a sua metodologia operava
uma inflexão do ponto de vista, na medida em que o foco deveria ser desviado do
dasein para o ser. Esta inflexão focaliza os modos de ser do ente,
correspondendo a uma inversão da ontologia tradicional.
Além da sua relação com a fenomenologia, a
influência de Heidegger foi igualmente importante para o existencialismo e
desconstrucionismo.
“A angústia é a disposição
fundamental que nos coloca ante o nada.”
“Só há mundo onde há linguagem.”
“O homem age como se fosse o
senhor e mestre da linguagem, enquanto que na verdade a linguagem permanece
mestra do homem.”
“A filosofia implica uma
mobilidade livre no pensamento, é um ato criador que dissolve as ideologias.”
“A analítica existencial da
presença mobiliza igualmente uma tarefa, cuja urgência não é menor que a
questão do ser, a saber, a liberação do a priori, que se deve fazer visível, a
fim de possibilitar a discussão filosófica da questão 'o que é o homem'.”
“Entre o pensamento e a poesia há
um parentesco porque ambos usam o serviço da linguagem e progridem com ela.
Contudo, entre os dois persiste ao mesmo tempo um abismo profundo, pois moram
em cumes separados.”
“A possibilidade de se
compreender o ser deste ente vai depender da segurança com que se exerce um
modo conveniente de acesso.”
“As modalidades de acesso e
interpretação devem ser escolhidas de modo que esse ente possa mostrar-se em si
mesmo e por si mesmo.”
“A angústia é a disposição
fundamental que nos coloca perante o nada.”
HERÁCLITO, foi um filósofo pré-socrático
considerado o " Pai da dialética ". Recebeu a alcunha de
"Obscuro" principalmente em razão da obra a ele atribuída por
Diógenes Laércio, Sobre a Natureza, em estilo obscuro, próximo ao das sentenças
oraculares.
Na vulgata filosófica, Heráclito é o pensador do
"tudo flui" (em grego, πάντα ῥεῖ; transl.: panta rei, sintetizando a
ideia de um mundo em movimento perpétuo, em oposição ao paradigma de
Parmênides) e do fogo, que seria o elemento do qual deriva tudo o que nos
circunda.
De seus escritos restaram poucos fragmentos
(encontrados em obras posteriores), os quais geraram grande número de obras
explicativas.
Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jônia (atual
Turquia). Diógenes Laércio relata que "Heráclito, filho de Bóson, ou,
segundo outra tradição, de Heronte, era natural de Éfeso. Tinha aproximadamente
quarenta anos por ocasião da 69ª Olimpíada (504-501 a.C.). Era homem de
sentimentos elevados, orgulhoso e cheio de desprezo pelos outros".
Por seu desprendimento em relação ao poder e pelo
desprezo que dedicava aos bens materiais, Heráclito não era simpático aos
efésios, que eram exatamente o seu oposto. Foi, aliás, muito criticado por seus
concidadãos quando conseguiu convencer o tirano Melancoma a abdicar para ir
viver nos bosques, em livre contato com a natureza. Heráclito era acusado de
desprezar a plebe, de se recusar a participar da política (essencial aos
gregos) e de desdenhar os poetas, os filósofos e a religião.
Misantropo, viveu na solidão do templo de Ártemis.
O mesmo Diógenes nos conta: "Retirado no templo de Ártemis, divertia-se em
jogar com as crianças e, acercando-se dele os efésios, perguntou-lhes:
De que vos admirais, perversos? Que é melhor: fazer
isso ou administrar a República convosco?
Nos últimos anos da sua vida, passou a viver ainda
mais isolado, nas montanhas, alimentando-se somente de plantas. Quando adoeceu,
atacado por uma hidropisia, Heráclito foi obrigado a voltar à cidade. Aos
médicos, cujo conhecimento ridicularizava, perguntou se seriam capazes de
transformar uma inundação em seca, aludindo à sua doença. Os médicos não
entenderam e acabaram sendo expulsos por Heráclito. O filósofo resolveu então
recorrer a um curandeiro que lhe aconselhou imergir-se no estrume pois o calor
faria evaporar a água em excesso que havia em seu corpo. Foi um desastre: os
cães de Heráclito não reconheceram o seu dono, inteiramente coberto de
excrementos, e o atacaram, causando a sua morte. É possível também que a causa
da morte de Heráclito tenha sido com o sufocamento do esterco de vaca. O
historiador Neantes de Cízico (século III a.C.) afirma que, tendo sido
impossível retirar o corpo de sob o esterco, lá permaneceu.
“O caráter de um homem
é o seu destino”.
“Não se pode percorrer duas vezes
o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo
estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersa
e se recolhe, vem e vai.”
“Nada é permanente, exceto a
mudança.”
“Se não sabe escutar, não sabe falar”.
“Dura é a luta contra o desejo,
que compra o que quer à custa da alma.”
“Não poderias entrar duas vezes
no mesmo rio.”
“O caminho para cima e o caminho
para baixo são um único caminho.”
“Muito estudo não ensina
compreensão.”
“A oposição produz a concórdia.
Da discórdia surge a mais bela harmonia.”
“Paremos de indagar o que o
futuro nos reserva e recebamos como um presnte o que quer que nos traga o dia
de hoje.”
“A guerra é mãe e rainha de todas
as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz
escravos, de outros, homens livres.”
"Ninguém entra em um mesmo
rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como
as águas que já serão outras."
“A sabedoria é a meta da alma
humana; mas a pessoa, à medida que em seus
conhecimentos avança, vê o horizonte
do desconhecido cada vez mais longe.”
JEAN-JACQUES ROSSEAU, também
conhecido como J.J. Rousseau ou simplesmente Rousseau (Genebra, 28 de Junho de
1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778), foi um importante filósofo, teórico
político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos
principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo.
Para
ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Para
a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a
criança de acordo com a Natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos
e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.
Jean-Jacques
Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu de infeção puerperal nove dias
depois do parto, acontecimento que seria por ele descrito como "a primeira
das minhas desventuras". Foi criado pelo pai, Isaac Rousseau, um
relojoeiro calvinista, cujo avô fora um huguenote fugido da França. Aos 10 anos
teve de afastar-se do pai, mas continuaram mantendo contato.
Na
adolescência, foi estudar numa rígida escola religiosa sendo aluno do pastor
Lambercier. Gostava de passear pelos campos. Em certa ocasião, encontrando os
portões da cidade fechados, quando voltava de uma de suas saídas, opta por
vagar pelo mundo.
Acaba
tendo como amante uma rica senhora e, sob seus cuidados, desenvolve o interesse
pela música e filosofia. Longe de sua protetora, que agora estava em uma
situação financeira ruim e com outra amante, ele parte para Paris.
Havia
inovado muitas coisas no campo da música, o que lhe rendeu um convite de
Diderot para que escrevesse sobre isso na famosa Enciclopédia. Além disso,
obteve sucesso com uma de suas óperas, intitulada O Adivinho da Vila. Aos 37
anos, participando de um concurso da academia de Dijon cujo tema era: "O
restabelecimento das ciências e das artes terá favorecido o aprimoramento dos
costumes?", torna-se famoso ao escrever respondendo de forma negativa o
Discurso Sobre as Ciências e as Artes, ganhando o prêmio em 1750.
Após
isso, Rousseau, então famoso na elite parisiense, é convidado para participar
de discussões e jantares para expôr suas ideias. Ao contrário de seu grande
rival Voltaire, que também não era nobre, aquele ambiente não o agradava.
Rousseau
teve cinco filhos com sua amante de Paris, porém, acaba por colocá-los todos em
um orfanato. Uma ironia, já que anos depois escreve o livro Emílio, ou Da
Educação que ensina sobre como deve-se educar as crianças.
O que
escreve como peça mestra do Emílio, a "Profissão de Fé do Vigário
Saboiano", acarretar-lhe-á perseguições e retaliações tanto em Paris como
em Genebra. Chega a ter obras queimadas. Rousseau rejeita a religião revelada e
é fortemente censurado. Era adepto de uma religião natural, em que o ser humano
poderia encontrar Deus em seu próprio coração.
Entretanto,
seu romance A Nova Heloísa mostra-o como defensor da moral e da justiça divina.
Apesar de tudo, o filósofo era um espiritualista e terá, por isso e entre
outras coisas, como principal inimigo Voltaire, outro grande iluminista.
Em sua
obra Confissões, responde a muitas acusações de François-Marie Arouet
(Voltaire). Para alguns, Jean-Jacques Rousseau revela-se um cristão rebelado,
desconfiado das interpretações eclesiásticas sobre os Evangelhos.
Politicamente,
expõe suas ideias no Do contrato social, publicado em 1762. Procura um Estado
social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania
do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através de um corpo político
dos cidadãos. Segundo suas ideias, a população tem que tomar cuidado ao
transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal "o homem
nasce bom e a sociedade o corrompe".
Ainda
no ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras
foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na
cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convite do
filósofo David Hume. De volta à França, no ano de 1767, casou-se com Thérèse
Levasseur.
Depois
de toda uma produção intelectual, suas fugas às perseguições e uma vida de
aventuras e de errância, Rousseau passa a levar uma vida retirada e solitária.
Por opção, ele foge das pessoas e vive em certa misantropia.
Nesta
época, dedica-se à natureza, que sempre foi uma de suas paixões. Seu grande
interesse por botânica o leva a recolher espécie e montar um herbário. Seus
relatos desta época estão no livro "Devaneios de Caminhante
Solitário". Falece aos 66 anos, em 2 de julho de 1778, no castelo de
Ermenonville, onde estava hospedado.
“Felicidade: uma polpuda conta
bancária, um bom cozinheiro e uma boa digestão.”
“Encontrar uma forma de
associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda
a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece, contudo a si
mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental
cuja solução o contrato social oferece”.
“Os homens dizem que a vida é
curta, e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim.”
“Não há nada que esteja menos sob
o nosso domínio que o coração, e, longe de podermos comandá-lo, somos forçados
a obedecer-lhe.”
“A alma resiste muito mais
facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada.”
“A espécie de felicidade que me
falta, não é tanto fazer o que quero mas não fazer o que não quero.”
“Caminhar com bom tempo, numa
terra bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objectivo agradável:
eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada.”
“De todos os animais, o homem é
aquele a quem mais custa viver em rebanho.”
“A juventude é a época de se
estudar a sabedoria; a velhice é a época de a praticar.”
“Se é a razão que faz o homem, é
o sentimento que o conduz.”
“Povos livres, lembrai-vos desta
máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.”
“A natureza nunca nos engana;
somos sempre nós que nos enganamos.”
“A educação do homem começa no
momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instruí.”
GOETHE, Johann Wolfgang Von, foi um
autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez
incursões pelo campo da ciência natural. Como escritor, Goethe foi uma das mais
importantes figuras da literatura alemã[1] e do Romantismo europeu, nos finais
do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller, foi
um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang.
De sua
vasta produção fazem parte: romances, peças de teatro, poemas, escritos
autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas de arte, literatura e ciências
naturais. Além disso, sua correspondência epistolar com pensadores e
personalidades da época é grande fonte de pesquisa e análise de seu pensamento.
Através
do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe tornou-se famoso em toda a
Europa no ano de 1774 e, mais tarde, houve um amadurecimento de sua produção,
influenciada sobretudo pela parceria com Schiller, no qual em conjunto
tornou-se o mais importante autor do Classicismo de Weimar. Sua obra prima,
porém, é o drama trágico Fausto, publicado em fragmento em 1790, depois em
primeira parte definitiva em 1808 e, por fim, numa segunda parte, em 1832, ano
de sua morte, tomando-lhe, portanto, a vida inteira. Goethe é até hoje
considerado o mais importante escritor alemão, cuja obra influenciou a
literatura de todo o mundo.
“Uma vida inútil é uma morte
prematura.”
“Pensar é fácil. Agir é difícil.
Agir conforme o que pensamos, isso ainda o é mais.”
“Apenas é digno da vida aquele
que todos os dias parte para ela em combate.”
“Ingratidão é uma forma de
fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato.”
“Se tomardes a vida com excessiva
severidade, que atração tem? Se a manhã não vos convidar a novas alegrias e se
à noite não esperardes nenhum prazer, valerá a pena vestir-se e despir-se?”
“Não conhecemos as pessoas quando
elas se dirigem a nós; somos nós que temos de nos dirigir a elas para saber
como são.”
“Só sabemos com exatidão quando
sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a
dúvida.”
JOHN LOCKE, foi um
filósofo inglês conhecido como o "pai do liberalismo", sendo
considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos
principais teóricos do contrato social.
Locke ficou conhecido como o fundador do empirismo,
além de defender a liberdade e a tolerância religiosa. Como filósofo, pregou a
teoria da tábua rasa, segundo a qual a mente humana era como uma folha em
branco, que se preenchia apenas com a experiência. Essa teoria é uma crítica à
doutrina das ideias inatas de Platão, segundo a qual princípios e noções são
inerentes ao conhecimento humano e existem independentemente da experiência.
Locke escreveu o Ensaio acerca do Entendimento
Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza do conhecimento.
Um dos objetivos de Locke é a reafirmação da
necessidade do Estado e do contrato social e outras bases. Opondo-se à Hobbes,
Locke acreditava que se tratando de Estado-natureza, os homens não vivem de
forma bárbara ou primitiva. Para ele, há uma vida pacífica explicada pelo
reconhecimento dos homens por serem livres e iguais.
“Ler fornece ao espírito
materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.”
“Onde não há lei, não há
liberdade.”
“Todos os homens são passíveis de
errar; e a maior parte deles é, em muitos aspectos, por paixão ou interesse
tentada a fazê-lo.”
“Uma infinidade de seres
inferiores ao ser humano prova uma infinidade de seres superiores a ele.”
“A necessidade de procurar a
verdadeira felicidade é o fundamento da nossa liberdade.”
JOHN STUART MILL, foi um
filósofo e economista britânico. É considerado por alguns como o filósofo de
língua inglesa mais influente do século XIX. É conhecido principalmente pelos
seus trabalhos nos campos da filosofia política, ética, economia política e
lógica, além de influenciar inúmeros pensadores e áreas do conhecimento.
Defendeu o utilitarismo, a teoria ética proposta inicialmente por seu padrinho,
Jeremy Bentham. Além disso, é um dos mais proeminentes e reconhecidos
defensores do liberalismo político, sendo seus livros fontes de discussão e
inspiração sobre as liberdades individuais ainda nos tempos atuais. Mill chegou
a ser membro do Parlamento Britânico, eleito em 1865, tendo defendido
principalmente o direito das mulheres, chegando a apresentar uma petição para
estender o sufrágio às mulheres.
“Aparentemente uma pessoa pode
progredir durante um certo tempo e então parar. Quando ela pára? Quando deixa
de ter individualidade.”
“Ainda que as circunstâncias
influam muito sobre o nosso carácter, a vontade pode modificar as
circunstâncias em nosso favor.”
“Se toda a humanidade menos um
fosse da mesma opinião, e apenas um indivíduo fosse de opinião contrária, a
humanidade não teria maior direito de silenciar essa pessoa do que esta o
teria, se pudesse, de silenciar a humanidade.”
“Aprendi a procurar a felicidade
limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los.”
“A disciplina é mais forte do que
o número; a disciplina, isto é, a perfeita cooperação, é um atributo da
civilização.”
“No final de contas, o valor de
um Estado é o valor dos indivíduos que o compõem.”
“Todas as coisas boas que existem
são os frutos da originalidade.”
“Todas as tendências egoístas que
há nos homens, o culto de si próprios e o desprezo pelos outros, têm origem na
organização actual das relações entre os homens e as mulheres.”
KANT, IMMANUEL, foi um filósofo prussiano.
Amplamente considerado como o principal filósofo da era moderna, Kant operou,
na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental (de René
Descartes e Gottfried Wilhelm Leibniz, onde impera a forma de raciocínio
dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George
Berkeley, que valoriza a indução).
Nascido de uma modesta família de artesãos, depois
de um longo período como professor secundário de geografia, Kant veio a estudar
filosofia, física e matemática na Universidade de Königsberg e em 1755 começou
a lecionar ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor
catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando
uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou
numerosos trabalhos sobre ciências naturais e exatas.
Kant é famoso sobretudo pela elaboração do
denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a
priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do
mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar.
A filosofia da
natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais
determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual
do século XX.
Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela
proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do Sistema Solar,
conhecida como a hipótese Kant-Laplace.
“Até aqui, foi assumido que todo
o nosso conhecimento deve conformar-se aos objectos. Mas todas as nossas
tentativas de estender o nosso conhecimento de objectos pelo estabelecer de
qualquer coisa a priori a seu respeito, por meios de conceitos, acabaram, nesta
suposição, por falhar. Temos pois, por tentativas, que ver se temos ou não mais
sucesso nas tarefas da metafísica, se supusermos que os objectos devem corresponder
ao nosso conhecimento.”
“Age de tal modo que a máxima da
tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal.”
“O homem não é nada além daquilo
que a educação faz dele.”
“Podemos julgar o coração de um
homem pela forma como ele trata os animais.”
“A amizade é semelhante a um bom
café; uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor.”
“A moral, propriamente dita, não
é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos
dignos da felicidade.”
“Age sempre de tal modo que o teu
comportamento possa vir a ser princípio de uma lei universal.”
“É no problema da educação que
assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.”
“É por isso que se mandam as
crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se
habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes
ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas
idéias.”
“O sábio pode mudar de opinião. O
ignorante, nunca.”
“Não se ensina filosofia;
ensina-se a filosofar.”
“Todo o conhecimento humano
começou com intuições, passou daí aos conceitos e terminou com ideias.”
KARL MARX,foi um
filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista. Nascido na
Prússia, ele mais tarde se tornou apátrida e passou grande parte de sua vida em
Londres, no Reino Unido. A obra de Marx em economia estabeleceu a base para
muito do entendimento atual sobre o trabalho e sua relação com o capital, além
do pensamento econômico posterior. Ele publicou vários livros durante sua vida,
sendo que O Manifesto Comunista (1848) e O Capital (1867-1894) são os mais
proeminentes.
Marx nasceu em uma família de classe média em
Tréveris, na Renânia prussiana, e estudou nas universidades de Bonn e Berlim,
onde ficou interessado pelas ideias filosóficas dos jovens hegelianos. Depois
dos estudos, ele escreveu para Rheinische Zeitung, um jornal radical publicado
em Colônia, e começou a trabalhar na teoria da concepção materialista da
história. Ele se mudou para Paris em 1843, onde começou a escrever para outros
jornais radicais e conheceu Friedrich Engels, que se tornaria seu amigo de
longa data e colaborador. Em 1849, ele foi exilado e se mudou para Londres
junto com sua esposa e filhos, onde continuou a escrever e formular suas
teorias sobre a atividade econômica e social. Ele também fez campanha para o
socialismo e tornou-se uma figura significativa na Associação Internacional dos
Trabalhadores.
As teorias de Marx sobre a sociedade, a economia e
a política — a compreensão coletiva de que é conhecido como o marxismo —
sustentam que as sociedades humanas progridem através da luta de classes: um
conflito entre uma classe social que controla os meios de produção e a classe
trabalhadora, que fornece a mão de obra para a produção e que o Estado foi
criado para proteger os interesses da classe dominante, embora seja apresentado
como um instrumento que representa o interesse comum de todos. Além disso, ele
previu que, assim como os sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo
produziria tensões internas que conduziriam à sua auto-destruição e
substituição por um novo sistema: o socialismo. Ele argumentava que os
antagonismos no sistema capitalista, entre a burguesia e o proletariado, seriam
consequência de uma guerra perpétua entre a primeira e as demais classes ao
longo da história. Isto, associado à sociedade industrial e ao acúmulo de
capital, geraria a sua classe antagônica, que resultaria na "conquista do
poder político pela classe operária e, eventualmente, no estabelecimento de uma
sociedade sem classes e apátrida — o comunismo — regida por uma livre associação
de produtores. Marx ativamente argumentava que a classe trabalhadora deveria
realizar uma ação revolucionária organizada para derrubar o capitalismo e provocar
mudanças sócio-econômicas.
Elogiado e criticado, Marx tem sido descrito como
uma das figuras mais influentes na história da humanidade. Muitos intelectuais,
sindicatos e partidos políticos em nível mundial foram influenciados por suas
ideias, com muitas variações sobre o seu trabalho base. Marx é normalmente
citado, ao lado de Émile Durkheim e Max Weber, como um dos três principais
arquitetos da ciência social moderna.
“A mistificação por que passa a
dialética nas mãos de Hegel não o impede de ser o primeiro a apresentar suas
formas gerais de movimento, de maneira ampla e consciente. Em Hegel, a
dialética está de cabeça para baixo. É necessária pô-la de cabeça para cima, a
fim de descobrir a substância racional dentro do invólucro místico.”
“Numa certa etapa do seu
desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em
contradição com as relações de produção existentes ou, o que é apenas uma
expressão jurídica delas, com as relações de propriedade no seio das quais se
tinham até aí movido. De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas
relações transformam-se em grilhões das mesmas. Ocorre então uma época de
revolução social.”
“A desvalorização do mundo humano
aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.”
“Não é a consciência do homem que
lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a
consciência.”
“De cada um, de acordo com suas
habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades.”
“As idéias dominantes de uma
época sempre foram as idéias da classe dominante.”
“O trabalhador só se sente a
vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é
imposto, é trabalho forçado.”
“De nada valem as idéias sem
homens que possam pô-las em prática.”
“O caminho do inferno está
pavimentado de boas intenções.”
“O dinheiro é a essência alienada
do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a.”
“O primeiro requisito da
felicidade dos povos é a abolição da religião.”
“A religião é o suspiro da criança
acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de
uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo.”
KIERKEGAARD, foi um filósofo dinamarquês,
teólogo, poeta, crítico social, e autor religioso que é amplamente considerado
o primeiro filósofo existencialista. Ele escreveu textos críticos sobre
religião organizada, cristandade, moralidade, ética, psicologia, e filosofia da
religião, mostrando um gosto pela metáfora, ironia e parábolas. Grande parte do
seu trabalho filosófico aborda as questões de como alguém vive como um
"único indivíduo", dando prioridade à realidade humana concreta sobre
o pensamento abstrato e destacando a importância da escolha e do compromisso
pessoal. Ele estava contra críticos literários que definiam intelectuais
idealistas e filósofos de seu tempo, e achava que Swedenborg, Hegel, Goethe,
Fichte, Schelling, August Schlegel e Hans Christian Andersen eram todos
"entendidos" muito rapidamente por "estudiosos".
O trabalho teológico de Kierkegaard centra-se na
ética cristã, na instituição da Igreja, nas diferenças entre provas puramente
objetivas do cristianismo, a distinção qualitativa infinita entre o homem, e
Deus(a finitude e temporalidade do homem em contraste com a infinitude e
eternidade de Deus), e a relação subjetiva do indivíduo com o Deus-homem Jesus
Cristo, que veio pela fé. Grande parte de seu trabalho trata do amor cristão.
Ele era extremamente crítico com a prática do cristianismo como uma religião de
Estado, principalmente a da Igreja da Dinamarca. O seu trabalho psicológico
explorou as emoções e os sentimentos dos indivíduos diante de escolhas de vida.
O trabalho inicial de Kierkegaard foi escrito sob
diversos pseudônimos que ele usava para apresentar pontos de vista distintos e
interagir uns com os outros em um diálogo complexo.
Ele explorou problemas
particularmente complexos de diferentes pontos de vista, cada um
sob um
pseudônimo diferente. Ele escreveu muitos Discursos de Edificação sob seu
próprio nome e os dedicou ao "indivíduo único" que pode querer
descobrir o significado de suas obras. Notavelmente, ele escreveu: "A
ciência e o método escolar querem ensinar que o objetivo é o caminho. O
cristianismo ensina que o caminho é tornar-se subjetivo, tornar-se um
sujeito". Embora os cientistas possam aprender sobre o mundo pela
observação, Kierkegaard negou enfaticamente que essa observação poderia revelar
o funcionamento interno do mundo do espírito.
Algumas das idéias-chave de Kierkegaard incluem o
conceito de "verdades subjetivas e objetivas", o cavaleiro da fé, a
dicotomia de recordação e repetição, a angústia, a infinita distinção
qualitativa, a fé como paixão, e as três etapas do caminho da vida. Kierkegaard
escreveu em dinamarquês, e a recepção de seu trabalho foi inicialmente limitada
à Escandinávia, mas, no final do século 20, seus escritos foram traduzidos para
o francês, o alemão e outras grandes línguas européias. Em meados do século 20,
seu pensamento exercia uma influência substancial sobre filosofia, teologia e
cultura ocidental.
De acordo com Ludwig Wittgenstein, Kierkegaard foi
o filosofo mais profundo do século 19.
“A oração não muda a Deus, muda o
homem.”
“O tirano morre e seu reinado
termina. O mártir morre e seu reinado começa.”
“A maioria dos homens persegue o
prazer com tanta impetuosidade que passa por ele sem vê-lo.”
“Durante o primeiro período de um
homem, o perigo é não correr riscos.”
“Se é uma vantagem, por exemplo,
poder-se ser o que se deseja, maior ainda é sê-lo, ou seja, a passagem do
possível ao real é um progresso, uma ascensão.”
“Ninguém pode ver-se a si próprio
num espelho, sem se conhecer previamente, caso contrário, não é ver-se, mas
apenas ver alguém.”
“A ausência de desespero não
equivale à ausência dum mal; porque não estar doente não significa que o
sejamos, mas não estar desesperado pode ser o próprio indício de que o somos.”
LAO TZU, Lao Zi ou Laozi (também
conhecido como Lao-Tzu e Lao-Tze, literalmente "Velho Mestre") foi um
filósofo e escritor da Antiga China. É conhecido por ser o autor do importante
livro Tao Te Ching, o fundador do taoismo filosófico e uma divindade no taoismo
religioso e nas religiões tradicionais chinesas.
Embora seja uma figura
lendária, Lao Zi é geralmente situado por volta do século VI a.C. e pensa-se
que foi coevo de Confúcio, mas alguns historiadores acreditam que ele viveu no
Período dos Estados Combatentes algures nos séculos V e IV a.C. É uma
personagem chave na cultura china, sendo que tanto os imperadores da dinastia
Tang como as pessoas hodiernas do apelido Li, consideram-no o fundador da sua
linhagem. O trabalho de Lao Zi tem sido adoptado por vários movimentos
anti-autoritários e pelo legalismo chinês.
"Faça as coisas mais
difíceis enquanto são fáceis e faça as grandes enquanto são pequenas. Uma
jornada de 1000 milhas deve começar com um único passo"
"O grande líder é aquele que
as pessoas dizem: 'nós o fizemos' "
“Dominar o outro é força;
dominar-se é o verdadeiro poder”
"Quando eu me despojo do que
sou, me torno o que eu poderia ser"
"Quando você se contenta em
ser simplesmente você mesmo e não comparar ou competir, todos te
respeitam"
"Grandes atos são feitos de
pequenas atitudes"
"Uma formiga em movimento
faz mais do que um boi dormindo"
"Tudo o que é difícil deve
tentar-se enquanto é fácil"
"A natureza não se apressa;
contudo, tudo é realizado"
"Preocupe-se com a aprovação
das pessoas e você será prisioneiro de si mesmo"
“A saúde é a maior posse. O contentamento é o
maior tesouro. A confiança o melhor amigo”
LEON TOLSTOI, foi um
escritor russo, amplamente reconhecido como um dos maiores de todos os tempos.
Nascido
em 1828, em uma família aristocrática, Tolstói é conhecido pelos romances
Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877), muitas vezes citados como
verdadeiros pináculos da ficção realista. Ele alcançou aclamação literária
ainda jovem, primeiramente com sua trilogia semi-autobiográfica, Infância,
Adolescência e Juventude (1852-1856) e por suas Crônicas de Sebastopol (1855),
obra que teve como base suas experiências na Guerra da Crimeia. A ficção de
Tolstói inclui dezenas de histórias curtas e várias novelas como A Morte de
Ivan Ilitch (1886), Felicidade Conjugal (1859) e Hadji Murad (1912). Ele também
escreveu algumas peças e diversos ensaios filosóficos.
Durante
a década de 1870, Tolstói experimentou uma profunda crise moral, seguida do que
ele considerou um despertar espiritual igualmente profundo, conforme descrito
em seu trabalho não-ficcional A Confissão (1882). Sua interpretação literal dos
ensinamentos éticos de Jesus, centrada no Sermão da Montanha, fez com que ele se
tornasse um fervoroso anarquista cristão e pacifista. As ideias de Tolstói
sobre resistência não-violenta, expressadas em obras como O reino de deus esta
em vós (1894), teriam um impacto profundo em figuras centrais do século 20 como
Wittgenstein, William Jennings Bryan e Gandhi. Tolstói também se tornou um
defensor dedicado do Georgismo, filosofia econômica de Henry George,
incorporada em sua obra intelectual, sobretudo em seu último romance
Ressurreição (1899).
“Em minha busca de respostas para
a pergunta da vida, senti-me exatamente como um homem perdido em uma floresta.”
“Aquele que conheceu apenas a sua
mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.”
“Os homens distinguem-se entre si
também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem;
outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.”
“A arte é um dos meios que une os
homens.”
“Não é possível ser bom pela
metade.”
“A verdadeira felicidade está na
própria casa, entre as alegrias da família.”
“Mas a verdade é que não só nos
países autocráticos como naqueles supostamente livres - como a Inglaterra, a
América, a França e outros - as leis não foram feitas para atender à vontade da
maioria, mas sim à vontade daqueles que detêm o poder.”
“Os que se chamam grandes homens
são etiquetas que dão o seu nome aos acontecimentos históricos; e assim como as
etiquetas, não têm relação com esses acontecimentos.”
“A mulher é uma substância tal,
que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente
nova.”
MAQUIAVEL, NICOLAU, foi um historiador, poeta,
diplomata e músico de origem florentina do Renascimento. É reconhecido como
fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de ter escrito
sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os
recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal
interpretado historicamente.
Desde as primeiras críticas, feitas postumamente
pelo cardeal inglês Reginald Pole, as opiniões, muitas vezes contraditórias,
acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu
nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, maldade.
Maquiavel viveu a juventude sob o esplendor
político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e
entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda
Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes
da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra.
Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas
principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas
jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.
Como renascentista, Maquiavel se utilizou de
autores e conceitos da Antiguidade Clássica de maneira nova. Um dos principais
autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e
entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.
“Mesmo as leis mais bem ordenadas
são impotentes diante dos costumes (…)”
“O primeiro método para estimar a
inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.”
“Os preconceitos têm mais raízes
do que os princípios.”
“Os homens hesitam menos em
ofender quem se faz amar do que em ofender quem se faz temer; porque o amor é
mantido por um vínculo de obrigação que, por serem os homens pérfidos, é
rompido por qualquer ocasião em benefício próprio; mas o temor é mantido por um
medo de punição que não abandona jamais.”
“Tornamo-nos odiados tanto
fazendo o bem como fazendo o mal.”
“Poucos vêem o que somos, mas
todos vêem o que aparentamos.”
“Todos os Estados bem governados
e todos os príncipes inteligentes tiveram cuidado de não reduzir a nobreza ao
desespero, nem o povo ao descontentamento.”
“Mas a ambição do homem é tão
grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a
algum tempo pode resultar dela.”
“O que tem começo, tem fim.”
“Eu creio que um dos princípios
essenciais da sabedoria é o de se abster das ameaças verbais ou insultos.”
MARCUS AURELIUS, foi imperador romano desde 161
até sua morte. Nascido Marco Ânio Catílio Severo (Marcus Annius Catilius
Severus), tomou o nome de Marco Ânio Vero (Marcus Annius Verus) pelo casamento.
Ao ser designado imperador, mudou o nome para Marco Aurélio Antonino,
acrescentando-lhe os títulos de imperador, césar e augusto. Aurelius significa
"dourado", e a referência a Antoninus deve-se ao facto de ter sido
adoptado pelo imperador Antonino Pio.
Seu reinado foi marcado por guerras na parte
oriental do Império Romano contra os partas, e na fronteira norte, contra os
germanos. Foi o último dos cinco bons imperadores, e é lembrado como um
governante bem-sucedido e culto; dedicou-se à filosofia, especialmente à
corrente filosófica do estoicismo, e escreveu uma obra que até hoje é lida,
Meditações.
“A felicidade de sua
vida depende da qualidade de seus pensamentos”
“Você pode ter poder sobre a sua
mente – e não eventos externos. Perceba isso e encontre a força”
“A vida de um homem é o que os
seus pensamentos fazem dela”
“Mantenha-se simples, bom, puro,
sério, livre de afetação, amigo da justiça, temente aos deuses, gentil,
apaixonado, vigoroso em todas as suas atitudes. Lute para viver como a
filosofia gostaria que vivesse. Reverencie os deuses e ajude os homens. A vida
é curta.”
“Uma república sem cidadãos de
boa reputação não pode existir nem ser bem governada; por outro lado, a
reputação dos cidadãos é motivo de tirania das repúblicas.”
“Os homens prudentes sabem sempre
tirar proveito dos atos a que a necessidade os constrangeu.”
“As consequências da
ira são mais dolorosas do que a da raiva e as ações que a tenham causado”
MONTAIGNE , Michel Eyquem de, foi um
jurista, político, filósofo, escritor, cético e humanista francês, considerado
como o inventor do ensaio pessoal. Nas suas obras analisou as instituições, as
opiniões e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a
generalidade da humanidade como objeto de estudo.
Ele
criticou a educação livresca e mnemônica, propondo um ensino voltado para a
experiência e para a ação. Acreditava que a educação livresca exigiria muito
tempo e esforço, o que afastaria os jovens dos assuntos mais urgentes da vida.
Para ele, a educação deveria formar indivíduos aptos ao julgamento, ao
discernimento moral e à vida prática.
“A sabedoria é uma construção
sólida e única, na qual cada parte tem seu lugar e deixa sua marca.”
“Mesmo quando não devo seguir o
caminho reto porque é reto, opto por segui-lo porque descobri por experiência própria
que, quando tudo é dito e feito, em geral, é o caminho mais feliz e mais útil.”
“O inverso da verdade tem dez mil
formas e um campo ilimitado.”
"Se me obrigassem a dizer porque o
amava, sinto que a minha única resposta seria:
Porque era ele, porque era
eu''.
"A minha opinião é que nós temos
de nos emprestar aos outros, mas apenas nos darmos a nós mesmos."
"É uma perfeição absoluta,
dir-se-ia divina, sabermos desfrutar lealmente do nosso ser."
PARMENIDES, foi um filósofo grego
natural de Eleia, uma cidade grega na costa sul da Magna Grécia. Supostamente
de família rica, seus primeiros contatos filosóficos foram com a escola
pitagórica, especialmente com Ameinias. O único trabalho conhecido de
Parménides é um poema, Sobre a natureza, que sobreviveu apenas na forma de
fragmentos. Neste poema, Parménides descreve duas visões da realidade. Em
"O caminho da verdade" (a parte do poema), ele explica como realidade
(cunhado como "o-que-é").
A mudança é impossível
enquanto a existência é atemporal, uniforme, necessária e imutável.
Desde a antiguidade
considera-se que Parmênides escreveu uma só obra, intitulada Sobre a natureza.
É um poema didático escrito em hexâmetros. A língua em que foi escrito deriva
da expressão épica, utilizada no dialeto homérico.
“Unidade
e a imobilidade do Ser.”
“O
mundo sensível é uma ilusão.”
“O Ser
é uno, eterno, não-gerado e imutável.”
“Não se
confia no que vê.”
“A
essência das coisas não muda.”
PLATÃO, foi um filósofo e
matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos
filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de
educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e
seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia
natural, da ciência e da filosofia ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro
tenha sido Arístocles.
Para Giovanni Reale, os
três grandes pontos focais da filosofia de Platão são: a Teoria das Idéias, dos
Princípios e do Demiurgo. A obra Fédon engloba todo o quadro da metafísica
platônica e enfatiza essas três teorias, mas Platão advertiu os leitores de sua
obra sobre a dificuldade existente em compreendê-las.
Política: Platão, em sua
obra A República, faz uma critica a forma de governo de sua época, pois afirma
que os governantes deveriam brigar para não governar, como brigam para chegar
ao poder. Diz, ainda, que o verdadeiro chefe não nasce para atender os
interesses de si próprio, mas sim de toda a coletividade a ele subordinada.
Dessa forma, entende-se
que a critica de Platão estava ligada ao governo que fcriava leis visando seus
interesses, e os determinando como justo, entretanto, punindo como injusto
aquele que transgredir suas regras, uma vez que o elegido para governar poderia
ser o mais votado, mas não sendo, portanto, o mais preparado para aquela
função.
Nesse sentido, Platão
afirma que "Efetivamente, arriscar-nos-íamos, se houvesse um Estado de
homens de bem, a que houvesse competições para não governar, como agora as há
para alcançar o poder, e tornar-se-ia, então evidente do verdadeiro chefe não
nasceu para velar pela sua conveniência, mas pela dos seus subordinados. (Platão,
A República, p. 34)".
Conclui-se que, deve se
buscar uma harmonia entre o governante e o seus subordinados, em outras
palavras, o ideal de Estado deveria corresponder ao ideal de homem.
Teoria das Ideias: A
Teoria das Ideias ou Teoria das Formas afirma que formas (ou ideias) abstratas
não-materiais (mas substanciais e imutáveis) é que possuem o tipo mais alto e
mais fundamental da realidade e não o mundo material mutável conhecido por nós
através dos sentidos. Em uma analogia de Reale, as coisas que captamos com os
"olhos do corpo" são formas físicas, as coisas que captamos com os
"olhos da alma" são as formas não-físicas; o ver da inteligência
capta formas inteligíveis que são as essências puras. As Ideias são as
essências eternas do bem, do belo etc. Para Platão, há uma conexão metafísica
entre a visão do olho da alma e o objeto em razão do qual tal visão não existe.
Este "mais real do que o que vemos habitualmente" é descrito em sua
Alegoria da caverna.
Platão era um
racionalista, realista, idealista e dualista e a ele tem sido associadas muitas
das ideias que inspiraram essas filosofias mais tarde.
"Aquele que não é um bom
aprendiz não será um bom mestre"
"Uma boa decisão é baseada
em conhecimento, e não em números"
"Aplique-se agora e na
próxima vida. Sem esforço, você não pode ser próspero. Apesar de a terra ser
boa, você não pode ter uma colheita abundante sem cultivo"
"Como dizem os construtores,
pedras maiores não se ajeitam sem as menores"
"Todas as coisas serão
produzidas em quantidade e qualidade superior, e com maior facilidade, quando
cada homem trabalhar em uma única ocupação, de acordo com seus dons naturais, e
no momento adequado, sem imiscuir-se em nada mais"
"O começo é a parte mais
importante do trabalho"
“A amizade é uma predisposição
recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.”
PLOTINO, foi um dos principais
filósofos de língua grega do mundo antigo. Em sua filosofia, existem três
princípios: O Um, o Intelecto, e a Alma. o Seu professor Amônio Sacas era da
tradição Platônica. os historiadores do século XIX inventaram o termo
platonismo que foi aplicado a ele e à sua filosofia, que foi influente na
Antiguidade Tardia.
Muitas das informações biográficas sobre Plotino vêm de
Pórfiro, incluindo o prefácio à sua edição das Enéadas. Seus escritos de
metafísica inspiraram religiões pagãs, islâmica, judaica, cristã, gnóstica,
além de metafísicos e místicos.
“A alma
só é bela pela inteligência, e as outras coisas, tanto nas acções como nas
intenções, só são belas pela alma que lhes dá a forma da beleza.”
"O conhecimento, se não
determina a ação, está morto para nós"
“A alma só é bela pela
inteligência, e as outras coisas, tanto nas ações como nas intenções, só são
belas pela alma que lhes dá a forma da beleza.”
“Morrer é mudar de corpo como os
atores mudam de roupa.”
PROTÁGORAS, foi um sofista da Grécia Antiga,
célebre por cunhar a frase:
"O homem é a medida de todas
as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto
não são."
Tendo como base para isso o pensamento de
Heráclito. Tal frase expressa bem o relativismo tanto dos Sofistas em geral
quanto o relativismo do próprio Protágoras. Se o homem é a medida de todas as
coisas, então coisa alguma pode ser medida para os homens, ou seja, as leis, as
regras, a cultura, tudo deve ser definido pelo conjunto de pessoas, e aquilo
que vale em determinado lugar não deve valer, necessariamente, em outro. Esta
máxima (ou axioma) também significa que as coisas são conhecidas de uma forma
particular e muito pessoal por cada indivíduo, o que vai contra, por exemplo,
ao projeto de Sócrates de chegar ao conceito absoluto de cada coisa.
Assim como Sócrates, Protágoras foi acusado de
ateísmo (tendo inclusive livros seus queimados em uma praça pública), motivo
pelo qual fugiu de Atenas, estabelecendo-se na Sicília, onde morreu aos
sessenta e cinco anos.
Um dos diálogos platônicos, cujo título é Protágoras,
expõe o diálogo de Sócrates com o Sofista.
RENÉ
DESCARTES, foi um filósofo, físico e matemático
francês.[1] Durante a Idade Moderna, também era conhecido por seu nome latino
Renatus Cartesius.
Notabilizou-se sobretudo por
seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve
reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato
que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu
nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.
Descartes, por vezes chamado
de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática
moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da
História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de
filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma
reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos
especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo
da Idade Moderna. Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um
movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com
John Locke e David Hume.
“Daria tudo que sei pela metade
do que ignoro.”
“O bom senso é a coisa do mundo
mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais
difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do
que aquele que têm.”
“Não há nada no mundo que esteja
melhor repartido do que a razão: toda a gente está convencida de que a tem de
sobra.”
“Eleva a tal ponto a tua alma,
que as ofensas não a possam alcançar.”
“Penso, logo existo.”
“Viver sem filosofar é o que se
chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir.”
SANTO AGOSTINHO, foi um
dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo
cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e
filosofia ocidental. Ele era o bispo de Hipona, uma cidade na província romana
da África.
Escrevendo na era patrística, ele é amplamente considerado como
sendo o mais importante dos Padres da Igreja no ocidente. Suas obras-primas são
"A Cidade de Deus" e "Confissões", ambas ainda muito
estudadas atualmente.
De
acordo com Jerônimo, seu contemporâneo, Agostinho "re-estabeleceu a antiga
fé". Em seus primeiros anos, Agostinho foi muito influenciado pelo
maniqueísmo e, logo depois, pelo neoplatonismo de Plotino. Depois de se
converter ao cristianismo e aceitar o batismo (387), Agostinho desenvolveu uma
abordagem original à filosofia e teologia, acomodando uma variedade de métodos
e perspectivas de uma maneira até então desconhecida.
Acreditando que a graça
de Cristo era indispensável para a liberdade humana, ajudou a formular a
doutrina do pecado original e deu contribuições seminais ao desenvolvimento da
teoria da guerra justa.
Quando
o Império Romano do Ocidente começou a ruir, Agostinho desenvolveu o conceito
de "Igreja Católica" como uma "Cidade de Deus" espiritual
(na obra homônima) distinta da cidade terrena e material de mesmo nome. "A
Cidade de Deus" estava também intimamente ligada ao segmento da Igreja que
aderiu ao conceito da Trindade como postulado pelo Concílio de Niceia e pelo
Concílio de Constantinopla.
Na
Igreja Católica e na Comunhão Anglicana, Agostinho é venerado como um santo, um
proeminente Doutor da Igreja e o patrono dos agostinianos. Sua festa é
celebrada no dia de sua morte, 28 de agosto. Muitos protestantes, especialmente
os calvinistas, consideram Agostinho como um dos "pais teológicos" da
Reforma Protestante por causa de suas doutrinas sobre a salvação e graça
divina.
Na
Igreja Ortodoxa, algumas de suas doutrinas não são aceitas, como a da cláusula
Filioque, do pecado original e do monergismo. Ainda assim, apesar destas
controvérsias, é considerado também um santo, sendo comemorado como Abençoado
Santo Agostinho no dia 15 de junho[. Ainda assim, numerosos autores ortodoxos
advogaram a favor de suas obras e de sua personalidade, como Genádio II de
Constantinopla e Seraphim Rose.
“O dom da fala foi concedido aos
homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que
expressassem seus pensamentos uns aos outros.”
“Que é, pois o tempo? Se ninguém
me pergunta, eu sei; se quero explicá-lo a quem me pede, não sei.”
“A ociosidade caminha com
lentidão, por isso todos os vícios a atingem.”
“Conhece-te, aceita-te,
supera-te.”
“Existirá a verdade ainda que o
mundo pereça.”
“Ninguém nega a Deus, senão
aquele a quem lhe convém que Deus não exista.”
“Faça o que pode. Deus não te
pede mais.”
“Se precisas uma mão, recorda que
eu tenho duas.”
SARTRE, foi um
filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do
existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel
ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda
com a sua vida e a sua obra.
Repeliu as distinções e as funções problemáticas e,
por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua
filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a
essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as
outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência"
que suceda à existência. Ele também é conhecido por seu relacionamento aberto
que durou cerca de 51 anos (até sua morte) com a filósofa e escritora francesa
Simone de Beauvoir.
Baseado principalmente na fenomenologia de Husserl
e em 'Ser e Tempo' de Heidegger, o existencialismo sartriano procura explicar
todos os aspectos da experiência humana. A maior parte deste projeto está
sistematizada em seus dois grandes livros filosóficos: O ser e o nada e Crítica
da razão dialética.
“O importante não é aquilo que
fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.”
“Quando os ricos fazem a guerra,
são sempre os pobres que morrem.”
“A violência, seja qual for a
maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.”
“Cada homem deve descobrir o seu
próprio caminho.”
“O homem deve ser inventado a
cada dia.”
“O homem está condenado a ser
livre.”
“És livre, escolhe, ou seja:
inventa.”
“Quando, alguma vez, a liberdade
irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse
homem.”
“Não há necessidade de fogo, o
inferno são os outros.”
SÊNECA, foi um dos mais célebres
advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como
Séneca (ou Sêneca), o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e
filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento,
inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.
Sêneca foi
simultaneamente dramaturgo de sucesso, uma das pessoas mais ricas de Roma,
estadista famoso e conselheiro do imperador. Sêneca teve que negociar,
persuadir e planejar seu caminho pela vida. Ao invés de filosofar da segurança
da cátedra de uma universidade, ele teve que lidar constantemente com pessoas
não cooperativas e poderosas e enfrentar o desastre, o exílio, a saúde frágil e
a condenação à morte. Sêneca correu riscos e teve grandes feitos.
"Sorte é o que acontece
quando a preparação encontra a oportunidade"
“De que me adianta saber dividir
um cordeiro em partes, se não sei dividi-lo com meu irmão?”
“Você será avarento se conviver
com homens mesquinhos e avarentos. Será vaidoso se conviver com homens
arrogantes. Jamais se livrará da crueldade se compartilhar sua casa com um
torturador. Alimentará sua luxúria confraternizando-se com os adúlteros. Se
quer se livrar de seus vícios, mantenha-se afastado do exemplo dos viciados.”
“O amor não se define; sente-se.”
“Importa mais o que
você pensa sobre si mesmo do que o que os outros pensam de você”
“Não há vento favorável
para o marinheiro que não sabe para onde ir”
SCHOPENHAUER,
ARTHUR, foi um filósofo alemão do século XIX. Ele é mais
conhecido pela sua obra principal "O mundo como vontade e
representação" (1818), em que ele caracteriza o mundo fenomenal como o
produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica. A partir do
idealismo transcendental de Imannuel Kant, Schopenhauer desenvolveu um sistema
metafísico ateu e ético que tem sido descrito como uma manifestação exemplar de
pessimismo filosófico. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o pensamento
indiano e alguns dos conceitos budistas na metafísica alemã. Foi fortemente
influenciado pela leitura das Upanishads, que foram traduzidas pela primeira
vez para o latim no início do século XIX.
Schopenhauer acreditava no
amor como meta na vida, mas não acreditava que ele tivesse a ver com a
felicidade. Era apenas a vontade cega e irracional que todos os seres têm de se
reproduzirem, dando assim continuidade à vida e, por conseguinte, ao
sofrimento. A sensação de felicidade que o amor traz é apenas o interrompimento
temporário do querer, a fuga de uma dor imposta pela vontade. Para Schopenhauer
somente o sofrimento é positivo, pois se faz sentir, o que chamamos de
felicidade é negativo, no sentido de que não a percebemos. Considerava esse
impulso de reprodução, esse "gênio da espécie", tão forte como o medo
da morte, daí que muitos amantes arriscam a vida e a perdem obedecendo a este
desejo.
“Por
mais maciço e imenso que seja este mundo, sua existência depende, em qualquer
momento, apenas de um fio único e delgadíssimo: a consciência em que aparece.”
“O
mundo como representação, isto é; unicamente do ponto de vista de que o
consideramos aqui, tem duas metades essenciais, necessárias e inseparáveis. Uma
é o objeto; suas formas são o espaço e o tempo, donde a pluralidade. A outra
metade é o sujeito; não se encontra colocada no tempo e no espaço, porque
existe inteira e indivisa em todo ser que percebe: daí resulta que um só desses
seres junto ao objeto completa o mundo como representação, tão perfeitamente
quanto todos os milhões de seres semelhantes que existem: mas, também, se esse
ser desaparece, o mundo como representação não mais existe.”
“A
consciência é a mera superfície de nossa mente, da qual, como da terra, não
conhecemos o interior, mas apenas a crosta.”
“Desviemos
um instante os olhos de nossa própria indigência e de nosso limitado horizonte;
levemo-los sobre esses homens que venceram o mundo, nos quais a vontade,
atingindo a perfeita consciência de si, se reconheceu em tudo que existe e,
livremente, renunciou a si mesma...”
SÓCRATES,
foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado
como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura
enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores
que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte,
bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem
que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter
perdurado da Antiguidade aos dias de hoje.
Através de sua representação nos diálogos de seu
estudante ou professor, Sócrates tornou-se renomado por sua contribuição no
campo da ética, e é este Sócrates platônico que legou seu nome a conceitos como
a ironia socrática e o método socrático (elenchus). Este permanece até hoje a
ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de discussões, e
consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de questões são
feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também
uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Foi o Sócrates
de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos da
epistemologia e da lógica, e a influência de suas ideias e de seu método
continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais
que se seguiram a ele.
Nas palavras do filósofo britânico Martin Cohen,
Platão, o idealista, oferece "um ídolo, a figura de um mestre, para a
filosofia. Um santo, um profeta do 'Deus-Sol', um professor condenado por seus
ensinamentos como herege."
"Cuidado com a esterilidade da vida
agitada"
“Creio que tenho prova suficiente
de que falo a verdade: a pobreza.”
“Só sei que nada sei.”
“Todo o meu saber consiste em
saber que nada sei.”
“Tudo o que sei, é que nada sei!”
“Só sei que nada sei e por saber
que nada sei, fico sabendo mais que os outros...”
“A verdadeira sabedoria consiste
em saber que você não sabe de nada”
“ Ele supõe saber alguma
coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber parece que
sou um pouco mais sábio que ele exatamente por não supor que saiba o que não
sei.”
“Só sei que nada sei, e o fato de
saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma
coisa.”
“Quanto mais sei que sei, menos
sei que sei.”
“Os cidadãos não terão alívio do
mal, meu querido Glauco, nem a raça humana, creio, a não ser que os filósofos
governem as cidades ou que os que hoje chamamos de reis e governantes estudem
filosofia verdadeira e genuinamente, até que o poder político e a filosofia
coalesçam e as diversas naturezas dos que hoje perseguem alguém até a exclusão
do outro sejam forçosamente impedidas de fazê-lo.”
“Empregue o seu tempo
em melhorar a si mesmo pelos escritos de outros homens, para que você possa
facilmente ganhar aquilo pelo qual os outros têm trabalhado duro para
conseguir”
SUN TZU, foi um general, estrategista
e filósofo chinês. Sun Tzu é mais conhecido por sua obra A Arte da Guerra,
composta por 13 capítulos de estratégias militares.
Sun Tzu, também grafado
como Sunzi, foi uma figura histórica cuja existência é questionada por vários
historiadores. Seu nome de nascimento era Sun Wu, sendo Sun o seu sobrenome, e
Tzu um título que significa "Mestre". Tradicionalmente, Sun Tzu terá
vivido no Período das Primaveras e Outonos da China (722 a.C. – 481 a.C.) como
general do Rei Hu Lu. Historiadores mais recentes, que admitem a sua
existência, datam o seu trabalho, A Arte da Guerra, do Período dos Reinos
Combatentes (476 a.C. – 221 a.C.), baseado nas descrições da guerra desse
livro, e pela semelhança da forma de redação do texto com outros trabalhos
feitos no início do período dos Reinos Combatentes.
Os historiadores mais
tradicionais acreditam que o seu descendente, Sun Pin, também escreveu um
tratado sobre táticas militares, intitulado A Arte da Guerra de Sun Pin. Ambos
são mencionados como Sun Tzu nos textos tradicionais chineses, e alguns
historiadores acreditavam que Sun Wu era de fato Sun Pin até à descoberta dos
seus trabalhos, em 1972. Durante os séculos XIX e XX, A Arte da Guerra de Sun
Tzu, ganhou grande popularidade sendo adaptado na prática pelo mundo Ocidental,
continuando os seus trabalhos a influenciar as culturas e políticas tanto dos
mundos Asiático como do Ocidental.
"No meio do caos há sempre
uma oportunidade"
“As oportunidades multiplicam-se
à medida que são agarradas.”
“Aquele que se empenha a resolver
as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a
vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem.”
“O verdadeiro método, quando se
tem homens sob as nossas ordens, consiste em utilizar o avaro e o tolo, o sábio
e o corajoso, e em dar a cada um a responsabilidade adequada.”
“Os que ignoram as condições
geográficas - montanhas e florestas - desfiladeiros perigosos, pântanos e
lamaçais - não podem conduzir a marcha de um exército.”
“Se o inimigo deixa uma porta
aberta, precipitemo-nos por ela.”
THOMAS HOBBES, foi um matemático, teórico
político e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do cidadão (1651). Na
obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre
a necessidade de um governo e de uma sociedade fortes. No estado natural,
embora alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros,
nenhum se ergue tão acima dos demais de forma a estar isento do medo de que
outro homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem direito a tudo e,
uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos
contra todos (Bellum omnia omnes). No entanto, os homens têm um desejo, que é
também em interesse próprio, de acabar com a guerra e, por isso, formam
sociedades através de um contrato social.
De acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de
uma autoridade à qual todos os membros devem render o suficiente da sua
liberdade natural, de forma que a autoridade possa assegurar a paz interna e a
defesa comum. Este soberano, quer seja um monarca ou uma assembleia (que pode,
até mesmo, ser composta de todos, caso em que seria uma democracia), deveria
ser o Leviatã, uma autoridade inquestionável. A teoria política do Leviatã
mantém, no essencial, as ideias de suas duas obras anteriores, Os elementos da
lei e Do cidadão (em que tratou a questão das relações entre Igreja e Estado).
Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os
homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto
e centralizado. O Estado não pode estar sujeito às leis por ele criadas pois
isso seria infringir sua soberania. Para ele, a Igreja cristã e o Estado
cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito
de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto.
Neste sentido, critica a livre interpretação da Bíblia na Reforma Protestante
por, de certa forma, enfraquecer o monarca. Sua filosofia política foi
analisada pelo cientista político Richard Tuck como uma resposta para os
problemas que o método cartesiano introduziu para a filosofia moral. Hobbes
argumenta que só podemos conhecer algo do mundo exterior a partir das
impressões sensoriais que temos dele ("Só existe o que meus sentidos
percebem"). Esta filosofia é vista como uma tentativa de embasar uma
teoria coerente de uma formação social puramente no fato das impressões em si,
a partir da tese de que as impressões sensoriais são suficientes para o homem
agir no sentido de preservar sua própria vida. A partir desse imperativo,
Hobbes constrói toda sua filosofia política.
Segundo Hobbes, o ser humano não nasce livre, pois
somente podemos nos considerar realmente livres quando somos capazes de avaliar
as consequências, boas ou más, das nossas ações.
Hobbes ainda escreveu muitos outros livros falando
sobre filosofia política e outros assuntos, oferecendo uma descrição da
natureza humana como cooperação em interesse próprio. Foi contemporâneo de
Descartes e escreveu uma das respostas para a obra Meditações sobre filosofia
primeira, deste último.
“O homem é lobo do homem, em
guerra de todos contra todos.”
“Pertence a cada homem só aquilo
que ele é capaz de conseguir, e apenas enquanto for capaz de conservá-lo. É
esta condição miserável que o homem realmente se encontra, por obra da simples
natureza.”
“A razão é o passo, o aumento da
ciência o caminho, e o benefício da humanidade é o fim.”
“O universo é corpóreo; tudo o
que é real é material, e aquilo que não é material não é real.”
“Os pactos, sem a força, não passam
de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém.”
“Dos poderes humanos o maior
deles é aquele que é composo pelos poderes de vários homens, unidos por
consentimento de uma só pessoa, natural ou civil, que tem o uso de todos os
seus poderes na dependência de sua vontade.”
“Temos aversão não apenas por
coisas que sabemos nos terem causado dano, mas também por aquelas que não
sabemos que danos podem causar.”
“O medo dos poderes invisíveis,
inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião.”
“A curiosidade e a produção do
conhecimento no homem muitas vezes supera qualquer
prazer carnal,
distinguindo-o dessa forma de qualquer animal.”
VIRGÍLIO, foi um
poeta romano clássico, autor de três grandes obras da literatura latina, as Éclogas
(ou Bucólicas), as Geórgicas, e a Eneida. Uma série de poemas menores, contidos
na Appendix vergiliana, são por vezes atribuídos a ele.
Virgílio
é tradicionalmente considerado um dos maiores poetas de Roma, e expoente da
literatura latina. Sua obra mais conhecida, a Eneida, é considerada o épico
nacional da antiga Roma: segue a história de Eneias, refugiado de Troia, que
cumpre o seu destino chegando às margens de Itália — na mitologia romana, o ato
de fundação de Roma. A obra de Virgílio foi uma vigorosa expressão das
tradições de uma nação que urgia pela afirmação histórica, saída de um período
turbulento de cerca de dez anos, durante os quais as revoluções prevaleceram.
Virgílio teve uma influência ampla e profunda na literatura ocidental, mais notavelmente
na Divina Comédia de Dante, em que Virgílio aparece como guia de Dante pelo
inferno e purgatório.
“Uma dor assim, se tivesse podido prevê-la saberia
suportá-la.”
“Enquanto os rios correrem para o mar, os montes
fizerem sombra aos vales e as estrelas fulgirem no firmamento, deve durar a
recordação do benefício recebido na mente do homem reconhecido.”
“Feliz aquele que conseguiu compreender a causa das
coisas.”
“A inveja, como o vento, açoita sempre os cumes mais
altos.”
“Nada se espalha com maior rapidez
do que um boato.”
VOLTAIRE, foi um
escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês. Conhecido pela sua
perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive
liberdade religiosa e livre comércio, é uma dentre muitas figuras do Iluminismo
cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução
Francesa quanto da Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70
obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas,
romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais
de 2 mil livros e panfletos.
Foi um
defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas
punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou
suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu
tempo. Voltaire é o patriarca de Ferney. Ficou conhecido por dirigir duras
críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza. Por
dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão,
refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu naquele país,
conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke.
“Os homens devem ter corrompido
um pouco a natureza, pois não nasceram lobos e acabaram se tornando lobos.”
“O repouso é bom, mas o tédio é
irmão do repouso.”
“Todas as riquezas do mundo não
valem um bom amigo.”
“Deus concedeu-nos o dom de
viver; compete-nos a nós viver bem.”
“Nem sempre podemos agradar, mas
podemos falar sempre agradavelmente.”
“Esta vida é um perpétuo combate
e a filosofia o único emplastro que podemos pôr nas feridas que recebemos de
todos os lados.”
WITTGENSTEIN,
LUDWIG JOSEPH JOHANN, foi um filósofo e arquiteto austríaco,
naturalizado britânico. Foi um dos principais autores da virada linguística na
filosofia do século XX. Suas principais contribuições foram feitas nos campos
da lógica, filosofia da linguagem, filosofia da matemática e filosofia da
mente.
Muitos o consideram o filósofo
mais importante do século passado. Seu mais popular livro de filosofia
publicado, o Tractatus Logico-Philosophicus, de 1922, exerceu profunda
influência no desenvolvimento do positivismo lógico. Mais tarde, as ideias por
ele formuladas a partir de 1930 e difundidas em Cambridge e Oxford também
impulsionaram um outro movimento filosófico - a chamada "filosofia da
linguagem comum".
Seu pensamento é geralmente
dividido em duas fases. Para identificá-las, muitos autores recorrem ao
artifício de atribuir os escritos da juventude ao Primeiro Wittgenstein e a
obra posterior ao Segundo Wittgenstein, como se designassem autores distintos.
A cada um desses períodos corresponde uma obra central na história da filosofia
do século XX. À primeira fase, pertence o Tractatus Logico-Philosophicus, livro
em que Wittgenstein procura esclarecer as condições lógicas que o pensamento e
a linguagem devem atender para poder representar o mundo. À segunda fase,
pertencem as Investigações Filosóficas, publicadas postumamente em 1953. Nesse
livro, Wittgenstein trata de tópicos similares aos do Tractatus (embora sob uma
perspectiva radicalmente diferente) e avança sobre temas da filosofia da mente
ao analisar conceitos como os de compreensão, intenção, dor e vontade.
“Minhas
proposições elucidam dessa maneira: quem me entende acaba por reconhecê-las
como contrassensos, após ter escalado através delas – por elas – para além
delas. (Deve, por assim dizer, jogar fora a escada após ter subido por ela.) Deve
sobrepujar essas proposições, e então verá o mundo corretamente."
"Sobre
aquilo de que não se pode falar, deve-se calar."
“Que
bom que não me deixo influenciar!”
“O
mundo é tudo o que acontece.”
“Humor
não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.”
“É
por isso que tampouco pode haver proposições na ética. Proposições não podem
exprimir nada de mais alto.”
“As
fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.”
“O
mundo é a totalidade dos fatos, não das coisas.”
“Toda
a concepção moderna do mundo tem como fundamento a ilusão de que as chamadas
leis da natureza sejam as explicações dos fenômenos naturais.”
Fontes:
https://www.frasesfamosas.com.br/frases-de/
LÊRTIOS, Diogenes. Vidas e
Doutrinas dos Filósofos Ilustres. 2 ed., reimpressão – Brasília: Editora
Universidade de Brasília, 2008
MARCONDES, Danilo. Iniciação á
Historia da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein – Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed. 1997.
STOKES, Philip. Os 100
pensadores essenciais da filosofia: dos pré-socráticos aos novos cientistas –
Rio de Janeiro: DIFEL, 2012.