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domingo, 22 de abril de 2018

DESEJOS E DESAPEGOS




O animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora. (Demócrito)



          Comecei falando de cachorros e agora estou falando de leitura, assim como um livro, um cachorro também é uma ótima companhia, sabemos que a solidão nunca é um problema porque leitores e donos de cachorros, jamais ficam entediados ou tristes se não houver ninguém (seres humanos) por perto para conversar ou lhes fazer companhia um livro e um cachorro serão como pessoas, você sabe a diferença entre seres humanos e pessoas?.
          
          Assim como um amigo, livros e cachorros são bons companheiros e te fazem sorrir, te emocionam, te envolvem, te cativam e fazem com que você se identifique e se sinta bem. Unir os dois, Livros e cachorros, penso que seja ainda melhor.
          
           Alguns dias atrás estava lendo um livro de Eugenio Mussak, “Um Novo Olhar e Outras Crônicas Sobre Um Mundo Volátil”, lá havia uma crônica muito interessante que resolvi compartilhar. Pensei que dupla imbatível, unir literatura e a sabedoria dos cães.
          
           Você sabe por que seu cão é mais feliz do que você? – No pensamento do homem ocidental nascido numa sociedade de consumo, seus desejos são: um carro, praia, negócios, uma bebida, bela casa, entre outros. No pensamento do cão (se é que pensa), seus desejos são: ele estar ao lado do seu dono deitados ao sol exatamente como estavam fazendo na imagem acima.




          Em resumo: O cão era mais feliz porque desejava ter exatamente o que tinha, enquanto o homem projetava seus desejos para aquilo que ainda não possuía.

DESEJOS X DESAPEGO

         Na metáfora dos desejos, tem a ver com desapego das coisas e a valorização das experiências.

          Nós os apegados (quase todos nós, vamos concordar) sofremos porque somos impermanentes, estamos aqui de passagem, e impermanência não combina com apego, definitivamente.

         Infelizmente o desapego não faz parte de nossa cultura, de nossa educação, de nosso modelo mental.

         Numa relação amorosa, onde o apego é confundido com amor. Costumamos nos apegar aquilo, ou aqueles que amamos. Justificamos o apego pelo amor. Compreensível, mas ao reter (querer) a seu lado alguém que você ama, mesmo contrariando sua vontade ou seu destino, você estaria infelicitando o objeto de seu amor.

O apego é “Eu quero que você me faça feliz!”

O amor é “Eu quero que você seja feliz!”.


Fontes: MUSSAK, Eugenio. Um novo olhar e outras crônicas sobre um mundo volátil – São Paulo: Integrare Editora, 2016

domingo, 15 de abril de 2018

Coletânea de Frases e Aforismas de Grandes Pensadores para Inspiração!


          Assim como uma bela paisagem que nos remete a contemplação e meditação, também encontramos nas frases e aforismos de grandes pensadores uma dose de inspiração e motivação. Seja motivação para seguir em frente ou romper com uma relação e até mesmo para dar um up nos negócios, afinal de contas os pensadores antigos também amaram, foram amados (uns foram amados menos que outros), participaram e entendiam bem de negócios!

          Uma boa ideia para liberar o stress do dia a dia é recorrer à sabedoria antiga e refletir a partir de frases de filósofos, no entanto, veja bem, são apenas algumas frases, sugiro que ao entrar em contato com as frases, escolha uma delas e vá ao encontro do autor lendo alguma de suas obras e entenda o contexto, tenho certeza que a partir daí vai nascer uma paixão avassaladora pelo pensamento humano.

          Esses pequenos pensamentos podem nos ajudar a resolver problemas, nos confortar ou apenas nos fazer pensar em como ter uma vida melhor, a leitura é o amigo de todas as horas, e principalmente das horas solitárias, este amigo sempre estará presente, basta abrir um livro e o encontrará, um novo livro é um novo amigo, faça amigos, muitos amigos.

Confira a seguir alguns geniais pensadores e algumas de suas frases mais célebres:

AGESILAU II foi rei da cidade-Estado grega de Esparta, de 400 a.C. a 360 a.C., tempo durante o qual foi, nas palavras do célebre historiador Plutarco, "comandante e rei tão bom quanto qualquer outro de toda a Grécia". Foi identificado enormemente, durante seu reinado, com os feitos e fortunas de seu país.

"As posições não trazem distinções; quem as faz são os homens que as ocupam"

ALBERT CAMUS foi um foi um escritor, filósofo, romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta francês nascido na Argélia. Ele também atuou como jornalista militante envolvido na Resistência Francesa, situando-se próximo às correntes libertárias durante as batalhas morais no período pós-guerra. Seu profícuo trabalho inclui peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e ensaios onde ele desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo. Para Camus, essa revolta leva à ação e fornece sentido ao mundo e à existência, e então "Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer".

“O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol...”

“Eu não creio em Deus, é verdade. Mas nem por isso sou ateu.”

“Eu não creio na sua ressurreição, mas não ocultarei a emoção que sinto diante de Cristo e dos seus ensinamentos. Perante Ele e a sua história não experimento senão respeito e reverência.”

"Não existe pátria para quem desespera e, quanto a mim, sei que o mar me precede e me segue, e minha loucura está sempre pronta. Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor, mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe. Eis porque sofro, de olhos secos, este exílio. Espero ainda. Um dia chega, enfim... "

“O significado da vida é o mais urgente das questões.”

ARISTÓTELES foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. 

Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com treze anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. 

Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas onde funda o Liceu.

"O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra"

“É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.”

"Você nunca fará nada neste mundo sem coragem. É a melhor qualidade da mente ao lado da honra"

"A dignidade não consiste em possuir honrarias, mas em merecê-las”

"O caráter pessoal do orador alcança a persuasão quando ele nos leva a crer no discurso proferido. Acreditamos mais nos homens de bem por serem mais preparados e íntegros do que outros. Em geral, isso é verdadeiro, qualquer que seja a questão, e absolutamente verdadeiro onde a certeza exata é impossível e as opiniões são divididas"

"Quanto à vida consagrada ao ganho, é uma vida forçada, e a riqueza não é evidentemente o bem que procuramos; é algo de útil, nada mais, e ambicionado no interesse de outra coisa"

"E os que foram maltratados e acreditam que foram maltratados são terríveis, pois estão sempre em busca de sua oportunidade."

"Nosso caráter é resultado de nossa conduta."

"O que você tem capacidade de fazer, tem capacidade também de não fazer."

"Em tudo o que fazemos, temos em vista alguma outra coisa."

“Nós somos o que fazemos todos os dias. Deste modo, a excelência não é um ato, mas um hábito”.

“A felicidade depende de nós mesmos”.

“O homem ideal carrega os acidentes da vida com dignidade e graça, tomando a melhor das circunstâncias”.

AVICENA Abu ibn Sina, Avicena (980-1037), foi um médico e filósofo persa (iraniano) que exerceu uma influência notável tanto no oriente (países islâmicos) quanto no ocidente (Europa). Nasceu onde hoje é o Uzbequistão, outrora parte do Império Persa. Seus escritos, junto com Averroes, influenciaram William de Auvergne, Alberto Magno e Tomás de Aquino, e outros doutores e intelectuais, e persistiu nas faculdades de medicina até o século XIX. Destacam-se, na sua volumosa obra (cerca de 190 títulos, sendo 40 de Medicina), o “Cânone da Medicina” (al-Qanum), onde sintetiza os ensinamentos de Hipócrates e Galeno, que se tornou o texto padrão de muitas universidades europeias, e “A Cura” (Kitab al-Shifa), este último um tratado de filosofia médica onde concilia o neoplatonismo com o aristotelismo. Avicena era um polímata, tendo escrito também sobre ética, lógica, metafísica e outros temas.

Regras do bem viver
“Você que ignora o que o destino lhe preparou, possa Deus lhe tirar do seu torpor e abrir os seus olhos. Saiba que a riqueza que você junta ficará para os outros, e que somente a felicidade que você proporciona às pessoas pertence verdadeiramente a você.”
“O tempo faz esquecer as dores, extingue as vinganças, apazigua a cólera e sufoca o ódio; e então o passado é como se ele nunca tivesse existido.”

“Seja prudente em tudo e saiba guardar zelosamente seu segredo. Se você o guardar bem, ele será seu escravo, se você o deixar escapar, ele escravizará você.”
“[Sempre que recordo essas últimas palavras, lembro-me desse aforisma de Platão: “A boa palavra faz os melhores amigos; a má palavra nos traz os  piores inimigos”.]”
“Se alguém que lhe fez algo errado pedir o seu perdão, não hesite em esquecer o que essa pessoa lhe fez.”

“Se eu não deixar marcas no coração dos homens, eles não se preocuparão comigo, não os terei nem a favor e nem contra mim. [Ser discreto e evitar comentários negativos é sempre uma boa regra para uma vida tranquila.]”

“Assim como não devemos dar rédeas ao mau humor, da mesma forma devemos evitar lançar nossa ira sobre alguém simplório.”

“A ira que rapidamente se dissipa, não engendra ódio.”

“[Gosto de ajuntar a esse aforisma um princípio  bem conhecido da filosofia: “Não há ofensa se quem nos ofendeu reconhece publicamente o seu erro”.]”

“É natural que aqueles que fazem algo sem refletir arrependam-se mais adiante das consequências.”

“Destino, esse cavalo indomável, é dócil somente para aqueles que sabem tirar proveito da experiência.”

“A mais vantajosa das boas ações é a caridade, e o melhor caráter é aquele que suporta todas as aflições sem se queixar. A pior das ações é a hipocrisia. O homem que não se eleva sobre a turba não permanece sem mácula.”

“Não podemos permanecer eternamente nesta Terra, e agir como desejaríamos, devemos nos erguer acima de toda insignificância e elevar nossa  mente na pura filosofia.”

Sobre a inveja entre colegas

“Eles não suportam que eu seja um médico de mérito. É doloroso para eles verem meus méritos junto às suas ignorâncias. Eles pensam que podem me ferir com calúnias e difamações, mas as suas calúnias lembram-me um bode raivoso golpeando uma montanha com seus chifres.”

“Eu nunca dei a mínima atenção àqueles que me invejam, nunca mencionei os seus nomes, e, no entanto, eles gastam suas vidas a falar do meu, invejosamente.”

“Se eles me olham com desdém, sei que enquanto eles dormem eu estou acordado, buscando o conhecimento. Se eles me olham com antipatia, só me verão negativamente, mas se eles me olharem com alguma simpatia, perceberão que o negativo que imaginaram em mim é de fato algo positivo.”

Sobre as coisas do mundo

“O homem engana a si mesmo com ilusões, porém os dias passam e o tempo voa.”

“Os pelos brancos da minha barba é um sinal que anuncia a velhice e me diz que já não tenho muito tempo para gasta-lo em diversões e prazeres.”

“Todos temos a capacidade de sofrer e ser feliz, porém alguns tem uma predisposição a tudo que traz sofrimento ou alegria.”

“A riqueza é volúvel, ela não conhece nem a lei e nem a medida.”

“O mundo foi feito para ser destruído, e fortalecido para ser esmagado.”

Sobre o conhecimento

“As realidades que existem, ou bem possuem o ser independente de nós e de nossa ação, ou bem o recebe de nós e de nossa atividade. O conhecimento das realidades no primeiro caso é o que denominamos “filosofia especulativa”, e, no segundo, “filosofia prática”. A finalidade do conhecimento especulativo é a aquisição de um conteúdo de pensamento que não se refere a ação [teoria], enquanto a finalidade do conhecimento prático é a de adquirir um conteúdo de pensamento relativo a ação [prática]. Desse modo, em relação à noção de ciência, o saber especulativo é o mais digno.”

Moralidade

“Preocupar-se com aqueles que não querem se ocupar [trabalhar, estudar] e esperar que eles mudem e obedeçam, é perder tempo, uma fraqueza. Regozijar-se de nossa própria virtude tomando-a como exemplo, mesmo que isso seja verdade, é um erro arrogante. Deixar-se guiar pelas verdades universais é a salvação.”

BALTASAR GRACIÁN y MORALES foi um jesuíta e escritor pertencente ao Século de Ouro Espanhol , assim como o poeta Francisco de Quevedo (1580-1654) e o dramaturgo e poeta Calderón de la Barca (1600-1681). Dentre as obras mais importantes de Gracián encontra-se o romance O Criticon uma das obras mais importantes de toda literatura espanhola, ainda não disponível em português. Sua qualidade é comparada a Dom Quixote de Miguel de Cervantes. De cunho filosófico, sua obra mais notória é A Arte da Prudência, um conjunto de trezentos aforismas sobre o bem viver.

“Tudo tem seu tempo e até certas manifestações mais vigorosas e originais entram ou saem de moda. Mas a sabedoria tem uma vantagem: é eterna.”

BERTRAND RUSSEL foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Em vários momentos na sua vida, ele se considerou um liberal, um socialista e um pacifista. Mas, também admitiu que nunca foi nenhuma dessas coisas em um sentido profundo. Sendo um popularizador da filosofia, Russell foi respeitado por inúmeras pessoas como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.

Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e morreu em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas, mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era inquieto.

“A humanidade transformou-se em uma grande família, tanto que não podemos garantir a nossa própria prosperidade se não garantirmos a prosperidade de todos. Se você quer ser feliz, precisa resignar-se a ver os outros também felizes.”

BLAISE PASCAL Blaise Pascal era filho de Étienne Pascal, professor de matemática, e de Antoinette Begon. Perdeu a sua mãe com três anos de idade. Seu pai tratou da sua educação por ele ser o único filho do sexo masculino, orientando-o com vistas ao desenvolvimento correto da sua razão e do seu juízo. O recurso aos jogos didáticos era parte integrante desse ensino que incluía disciplinas tão variadas como história, geografia e filosofia.

O talento precoce para as ciências físicas levou a família a Paris, onde ele se consagrou ao estudo da matemática. Acompanhou o pai quando este foi transferido para Rouen e lá realizou as primeiras pesquisas no campo da Física. Suas experiências sobre sons resultaram em um pequeno tratado (1634). No ano seguinte chega à dedução de 32 proposições de geometria estabelecidas por Euclides. Publica Essay pour les coniques (1640), obra na qual está formulado o célebre teorema de Pascal.

Blaise Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática: a Geometria Projetiva e a Teoria das probabilidades. Em Física, estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo, ampliando o trabalho de Evangelista Torricelli. É ainda o autor de uma das primeiras calculadoras mecânicas, a Pascaline, e de estudos sobre o método científico.

Como matemático, interessou-se pelo cálculo infinitesimal, pelas sequências, tendo enunciado o princípio da recorrência matemática. O cálculo diferencial e integral de Newton e Leibniz que seria a base da física clássica foi inspirado em um tratado publicado por Blaise Pascal sobre os senos num quadrante de um círculo onde buscou a integração da função seno, que também viria a ser a base da matemática moderna. Criou um tipo de máquina de calcular que chamou de La pascaline (1642), uma das primeiras calculadoras mecânicas que se conhece, conservada no Museu de Artes e Ofícios de Paris. Anders Hald escreveu: "Para aliviar o trabalho do seu pai como agente fiscal, Pascal inventou uma máquina de calcular para adição e subtração assegurando sua construção e venda." 

Seguindo o programa de Galileu e Torricelli, refutou o conceito de "horror ao vazio". Os seus resultados geraram numerosas controvérsias entre os aristotélicos tradicionais.

De volta a Paris (1647), influenciado pelas experiências de Torricelli, enunciou os primeiros trabalhos sobre o vácuo e demonstrou as variações da pressão atmosférica. A partir de então, desenvolveu extensivas pesquisas utilizando sifões, seringas, foles e tubos de vários tamanhos e formas e com líquidos como água, mercúrio, óleo, vinho, ar, etc., no vácuo e sob pressão atmosférica.

Na sequência de uma experiência mística, em finais 1654, faz a sua "segunda conversão" e abandona as ciências para se dedicar exclusivamente à filosofia e à teologia, num período marcado pelo conflito entre jansenistas e jesuítas. No ano seguinte, recolhe-se à abadia de Port-Royal-des-Champs, centro do jansenismo. Só voltaria às ciências após "novo milagre" (1658). São desse período as suas principais contribuições no campo filosófico-religioso: Les Provinciales (1656-1657), conjunto de 18 cartas escritas em defesa do jansenista Antoine Arnauld - oponente dos jesuítas que estava em julgamento pelos teólogos de Paris - e Pensées fragmentos publicados postumamente (1670), nos quais estão formuladas suas ideias sobre a espiritualidade e a defesa do cristianismo.




“Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida.”

“Pluralidade que não se reduz à unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania.”

"O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece".

CARL GUSTAV JUNG foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung propôs e desenvolveu os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida, arquétipo e inconsciente coletivo. Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria, psicologia, ciência da religião, literatura e áreas afins.

O conceito central da psicologia analítica é a individuação - o processo psicológico de integração dos opostos, incluindo o consciente e o inconsciente, mantendo, no entanto, a sua autonomia relativa. Jung considerou a individuação como o processo central do desenvolvimento humano.

Ele criou alguns dos mais conhecidos conceitos psicológicos, incluindo o arquétipo, o inconsciente coletivo, o complexo, e a sincronicidade. A classificação tipológica de Myers Briggs (MBTI), um instrumento popular psicométrico, foi desenvolvido a partir de suas teorias.

Via a psique humana como "de natureza simbólica", e fez, deste simbolismo, o foco de suas explorações. Ele é um dos maiores estudiosos contemporâneos de análise de sonhos e simbolização. Embora exercesse sua profissão como médico e se considerasse um cientista, muito do trabalho de sua vida foi passado a explorar áreas tangenciais à ciência, incluindo a filosofia oriental e ocidental, alquimia, astrologia e sociologia, bem como a literatura e as artes. Seu interesse pela filosofia e ocultismo levaram muitos a vê-lo como um místico.

“Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento de sentido.”

“Tudo o que nos irrita nos outros pode levar-nos a um entendimento de nós mesmos.”

“Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos.”

“Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.”

“Ser 'normal' é o ideal dos que não têm êxito, de todos os que se encontram abaixo do nível geral de adaptação.”

“Quando pensamos, fazêmo-lo com o fim de julgar ou chegar a uma conclusão; quando sentimos, é para atribuir um valor pessoal a qualquer coisa que fazemos.”

“Os sonhos são as manifestações não falsificadas da atividade criativa inconsciente.”

“O ego é dotado de um poder, de uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos vontade.”

CICERO, Marco Tulio - foi um advogado, político, escritor, orador e filósofo da gens Túlia da República Romana eleito cônsul em 63 a.C. com Caio Antônio Híbrida. Era filho de Cícero, o Velho, com Élvia e pai de Cícero, o Jovem, cônsul em 30 a.C., e de Túlia. Cícero nasceu numa rica família municipal de Roma de ordem equestre e foi um dos maiores oradores e escritores em prosa da Roma Antiga.

Sua influência na língua latina foi tão imensa que acredita-se que toda a história subsequente da prosa, não apenas no Latim, como nas línguas europeias, no século XIX seja ou uma reação contra seu estilo ou uma tentativa de retornar a ele. Segundo Michael Grant, "a influência de Cícero sobre a história da literatura e das ideias europeias em muito excede a de qualquer outro escritor em prosa de qualquer língua". Cícero introduziu os romanos às principais escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico latino (inclusive com neologismos como "evidentia", "humanitas", "qualitas", "quantitas" e "essentia"), destacando-se como tradutor e filósofo.

A redescoberta das cartas de Cícero por Petrarca é geralmente considerada como um dos eventos iniciais do Renascimento, no século XIV, nos assuntos públicos, humanismo e na cultura romana clássica. Segundo o historiador polonês Tadeusz Zieliński, "o Renascimento era, acima de tudo, um reavivamento de Cícero e, apenas depois dele e através dele, do resto da antiguidade clássica". O pico da autoridade e prestígio de Cícero se deu durante o Iluminismo no século XVIII e seu impacto sobre os principais pensadores iluministas, como John Locke, David Hume e Montesquieu, foi substancial. Suas obras estão entre as mais influentes da cultura europeia e ainda hoje constituem um dos mais importantes corpus de material primário para obras e revisões sobre a história da Roma Antiga, especialmente sobre os últimos dias da República Romana.

Embora tenha sido um dotado orador e um advogado de sucesso, Cícero acreditava que sua carreira política era sua conquista mais importante. Foi durante seu consulado que a Segunda Conspiração de Catilina tentou derrubar o governo romano através de um ataque por forças estrangeiras e Cícero suprimiu a revolta executando cinco dos conspiradores sem o devido processo legal. Durante a caótica segunda metade do século I a.C., marcada pelas sucessivas guerras civis e pela ditadura de Júlio César, Cícero liderou a campanha pelo retorno do governo republicano. Logo depois da morte de César, Cícero se destacou como inimigo de Marco Antônio nas lutas pelo poder que se seguiram, atacando-o numa série de discursos. Acabou proscrito como inimigo do estado pelo Segundo Triunvirato e consequentemente executado por soldados por sua ordem em 43 a.C., depois de ser interceptado numa tentativa de fugir da península Itálica. Suas mãos e sua cabeça foram, como vingança final de Antônio, exibidas no Fórum Romano.

“A filosofia é o melhor remédio para a mente.”

“Aquilo que é verdadeiro, simples e sincero é bastante compatível com a natureza do homem.”

“Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.”

“A gratidão não é só a maior das virtudes, mas o pai de todos as outras”

CONFÚCIO foi um pensador e filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos.
A filosofia de Confúcio sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, os procedimentos corretos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam predominância na China em relação a outras doutrinas, como o legalismo e o taoismo, durante a Dinastia Han(206 a.C. – 220). Os pensamentos de Confúcio foram desenvolvidos num sistema filosófico conhecido por confucionismo.

Por nenhum texto ser comprovadamente de autoria de Confúcio e as ideias mais comumente atribuídas a ele terem sido redigidas durante o período entre a sua morte e a fundação do primeiro império chinês em 221 a.C., muitos acadêmicos são muito cautelosos em atribuir asserções específicas ao próprio Confúcio. Os seus ensinamentos podem ser encontrados na obra Analectos de Confúcio, uma coleção de aforismos que foi compilada muitos anos após a sua morte. Por cerca de dois mil anos, pensou-se ter sido Confúcio o autor ou editor de todos os Cinco Clássicos, como o Clássico dos Ritos e Os Anais de Primavera e Outono.

Os princípios de Confúcio tinham base nas tradições e crenças chinesas comuns. Favoreciam uma lealdade familiar forte, veneração dos ancestrais, respeito com os idosos por parte dos mais jovens (e, de acordo com intérpretes posteriores, das esposas para como os maridos), e a família como a base para um governo ideal.

"Aquele que não economiza irá agonizar"

"Não importa o quão devagar você vá, desde que não pare"

"Escolha uma profissão que ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida"

"Quando é óbvio que os objetivos não podem ser alcançados, não ajuste as metas, mas sim as etapas da ação"

"O homem superior compreende o que é certo, o homem inferior compreende o que vai vender"

“A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai””

"O sucesso depende de preparação prévia"

"A vontade de vencer, o desejo de sucesso, o desejo de atingir seu pleno potencial. Estas são as chaves que irão abrir a porta para a excelência pessoal"

"Quando você está trabalhando para os outros, que seja com o mesmo zelo como se fosse para você mesmo"

"O homem superior é afligido pelas limitações de sua capacidade; ele não está angustiado pelo fato de que os homens não reconhecem a capacidade que ele tem”

“Inteligência não é sabedoria.”

“Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.”

“Não importa o quão devagar você vá, desde que você não pare”

“Nossa maior força não é nunca cair, mas crescer a cada vez que caímos.”

DAVID HUME, foi um filósofo, historiador e ensaísta britânico nascido na Escócia que se tornou célebre por seu empirismo radical e seu ceticismo filosófico. Ao lado de John Locke e George Berkeley, David Hume compõe a famosa tríade do empirismo britânico, sendo considerado um dos mais importantes pensadores do chamado iluminismo escocês e da própria filosofia ocidental.

David Hume opôs-se particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o espírito humano desde um ponto de vista teológico-metafísico. Assim David Hume abriu caminho à aplicação do método experimental aos fenômenos mentais. Sua importância no desenvolvimento do pensamento contemporâneo é considerável. Teve profunda influência sobre Kant, sobre a filosofia analítica do início do século XX e sobre a fenomenologia.

O estudo da sua obra tem oscilado entre aqueles que colocam ênfase no lado cepticista (tais como Reid, Greene, e os positivistas lógicos) e aqueles que enfatizam o lado naturalista (como Kemp Smith, Stroud e Galen Strawson). Por muito tempo apenas se destacou em seu pensamento o ceticismo destrutivo. Somente no fim do século XX os comentadores se empenharam em mostrar o caráter positivo e construtivo do seu projeto filosófico.

David Hume foi um leitor voraz. Entre suas fontes, incluem-se tanto a Filosofia antiga como o pensamento científico de sua época, ilustrado pela física e pela filosofia empirista. Fortemente influenciado por Locke e Berkeley mas também por vários filósofos franceses, como Pierre Bayle e Nicolas Malebranche, e diversas figuras dos círculos intelectuais ingleses, como Samuel Clarke, Francis Hutcheson (seu professor) e Joseph Butler (a quem ele enviou seu primeiro trabalho para apreciação), é entretanto a Newton que Hume deve seu método de análise, conforme assinalado no subtítulo do Tratado da Natureza Humana – Uma Tentativa de Introduzir o Método Experimental de Raciocínio nos Assuntos Morais.

Seguindo atentamente os acontecimentos nas colônias americanas, tomou partido pela independência americana. Em 1775, disse a Benjamin Franklin: "sou americano em meus princípios".

“As pessoas são muito mais propensas a valorizar o interesse no presente em detrimento do distante e remoto.”

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.”

“O hábito... é o grande guia da vida humana.”

“O coração do homem existe para reconciliar as contradições mais notórias.”

“Todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são imitações de nossas mais vivas impressões ou percepções.”

“A razão é - e só deve ser - escrava das paixões e, em nenhum caso, pode reivindicar uma função diferente da de servir e obedecer a elas.”

“A memória não tanto produz, mas revela a identidade pessoal, ao nos mostrar a relação de causa e efeito existente entre nossas diferentes percepções.”

“Seja um filósofo, mas, no meio de toda sua filosofia, não deixe de ser um homem.”

“De um modo geral, os erros na religião são perigosos; enquanto os da filosofia apenas ridículos.”

“Em nossos raciocínios a respeito dos fatos, existem todos os graus imagináveis de certeza. Um homem sábio, portanto, ajusta sua crença à evidência.”

DEMÓSTENES, foi um preeminente orador e político grego de Atenas. Sua oratória constitui uma importante expressão da capacidade intelectual da Atenas antiga e providenciam um olhar sobre a política e a cultura da Grécia antiga durante o século IV a.C. 

Demóstenes aprendeu retórica estudando os discursos dos grandes oradores antigos. Sua vida como orador e político foi dedicada à defesa de Atenas que se via ameaçada por Filipe II da Macedônia. Contra o líder macedônio, Demóstenes escreveu inúmeros discursos que ficaram conhecidos como Filípicas. O objetivo era conclamar os cidadãos atenienses e arregimentar forças contra a Macedônia antes que fosse tarde demais.

Em 338 a.C., Demóstenes participou da batalha de Queroneia — na qual Atenas foi derrotada pela Macedônia e marcou o início do domínio de Filipe e depois de Alexandre, o Grande, sobre a Grécia.

Após 335 a.C., Demóstenes vê decair tanto sua reputação quanto influência. Chegou mesmo a ser condenado por ter se deixado comprar por um ministro de Alexandre e facilitar sua fuga de Atenas. Foi preso mas conseguiu fugir, exilando-se de Atenas por longo período.

Após a morte de Alexandre, em 323 a.C., Demóstenes é chamado de volta e retoma suas atividades. Alia-se, então, à revolta contra Antípatro. Tendo falhado tal revolta, Antípatro exige a entrega dos chefes revoltosos. Demóstenes foge para o templo de Poseidon na ilha grega de Calauria. Quando percebe que está cercado pelos soldados de Antípatro, suicida-se com veneno.

"Pequenas oportunidades são frequentemente o início de grandes empreendimentos"

“Será um homem sensato aquele que, para decidir se um homem está em paz ou em guerra consigo, liga mais para as palavras do que para os fatos.”

“O que um homem medita num ano, é destruído num dia pela mulher.”

“É extremamente fácil enganar a si mesmo; pois o homem geralmente acredita no que deseja.”

“Parece-me que o bom cidadão deve preferir as palavras que salvam às palavras que agradam.”

“Toda a vantagem obtida no passado é julgada à luz do resultado final.”

DEMÓCRITO, nasceu na cidade de Mileto, viajou pela Babilônia, Egito e Atenas, e se estabeleceu em Abdera no final do século V a.C. É tradicionalmente considerado um filósofo pré-socrático. Cronologicamente é um erro, já que foi contemporâneo de Sócrates, e, além disso, do ponto de vista filosófico, a maior parte de suas obras (segundo a doxografia) tratou da ética e não apenas da physis (cujo estudo caracterizava os pré-socráticos).

Demócrito foi discípulo e depois sucessor de Leucipo de Mileto. A fama de Demócrito decorre do fato de ele ter sido o maior expoente da teoria atômica ou do atomismo. De acordo com essa teoria, tudo o que existe é composto por elementos indivisíveis chamados átomos (do grego, "a", negação e "tomo", divisível. Átomo= indivisível). Não há certeza se a teoria foi concebida por ele ou por seu mestre Leucipo, e a ligação estreita entre ambos dificulta a identificação do que foi pensado por um ou por outro. Todavia, parece não haver dúvidas de ter sido Demócrito quem de fato sistematizou o pensamento e a teoria atomista. 

Demócrito avançou também o conceito de um universo infinito, onde existem muitos outros mundos como o nosso.

Embora amplamente ignorado em Atenas durante sua vida, a obra de Demócrito foi bastante conhecida por Aristóteles, que a comentou extensivamente. É famosa a anedota de que Platão detestava tanto Demócrito que queria que todos os seus livros fossem queimados. Há anedotas segundo as quais Demócrito ria e gargalhava de tudo e dizia que o riso torna sábio, o que o levou a ser conhecido, durante o renascimento, como "o filósofo que ri".

Na Grécia antiga, Protágoras de Abdera teria sido seu discípulo direto e, posteriormente, o principal filósofo influenciado por ele foi Epicuro. No renascimento muitas de suas ideias foram aceitas (por exemplo, Giordano Bruno), e tiveram um papel importante durante o iluminismo. Muitos consideram que Demócrito é "o pai da ciência moderna".

“É melhor corrigir os seus próprios erros do que corrigir os outros”.

“A amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos os insensatos.”

“O caráter de um homem faz o seu destino.”

“Na realidade, não conhecemos nada, pois a verdade está no íntimo.””

“O animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora.”

“Os homens, ao fugir da morte, perseguem-na.”

“A felicidade não reside nas posses e nem em ouro, ela mora na alma.

“Desejar violentamente uma coisa é tornar-se cego para o demais.”

“A morte não nos concerne, pois quando vivemos, a morte não está aqui. E quando ela chega, não estamos mais vivos.”

EPICURO, foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas que se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador. Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor. 

Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de Hesíodo, "todas as coisas vieram do caos", ele perguntou: "E o caos veio de que?". Retornou para a terra natal em 323 a.C. Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.

Epicuro ouviu o filósofo acadêmico Pânfilo em Samos, que não lhe foi de muito agrado. Por isso foi mandado para Téos pelo seu pai. Com Nausífanes de Téos, discípulo de Demócrito de Abdera, Epicuro teria entrado em contato com a teoria atomista — da qual reformulou alguns pontos. Epicuro ensinou filosofia em Lâmpsaco, Mitilene e Cólofon até que em 306 a.C. fundou sua própria escola filosófica, chamada “O Jardim”, onde residia com alguns amigos, na cidade de Atenas. Lecionou em sua escola até a morte, em 270 a.C., cercado de amigos e discípulos e tendo sua vida marcada pelo ascetismo, serenidade e doçura.

“Se você não desenvolver a coragem de ser feliz em seus relacionamentos diários, você não a desenvolverá para sobreviver aos tempos difíceis de adversidades desafiadoras”.

 “O desejo é a causa de todos os males.”

“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem.”

“Nenhum prazer é em si um mal, porém certas coisas capazes de engendrar prazeres trazem consigo maior número de males que de prazeres.”

“Os prazeres do amor jamais nos serviram. Devemos nos considerar felizes se não nos aborrecerem.”

“Tu, que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do prazer.”

“O prazer de fazer o bem, é maior do que recebê-lo.”

“A necessidade é um mal, mas não há necessidade de viver nela.”

“O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade.”

EPÍTETO, foi um filósofo grego estoico que viveu a maior parte de sua vida em Roma, como escravo a serviço de Epafrodito, o cruel secretário de Nero que, segundo a tradição, uma vez lhe quebrou uma perna.

Apesar de sua condição, conseguiu assistir as preleções do famoso estoico Caio Musônio Rufo. De sua obra se conservam o Encheiridion de Epicteto (também conhecido como Manual de Epicteto) e as Diatribes (ou Discursos), ambos editados por seu discípulo Lúcio Flávio Arriano de Nicomédia.

Como viver uma vida plena, uma vida feliz? Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? Responder a estas duas perguntas fundamentais foi a única paixão de Epicteto. 

Embora suas obras sejam menos conhecidas hoje, em função do declínio do ensino da cultura clássica, tiveram enorme influência sobre as ideias dos principais pensadores da arte de viver durante quase dois mil anos.

Para Epicteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas.

"A verdadeira riqueza não consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades"

"Só a educação liberta"

“Pratique sozinho, pelo amor de Deus, em situações simples, e só então aborde as situações mais complexas.”

"Se alguém lhe disser que uma certa pessoa fala mal de você, não se justifique sobre o que é dito sobre, mas responda:" Ele ignora minhas outras falhas, senão não teria mencionado só essas".

ESPINOZA, BARUCH DE, foi um dos grandes racionalistas e filósofos do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente a René Descartes e Gottfried Leibniz. 

Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Espinosa defendeu que Deus e Natureza eram dois nomes para a mesma realidade, a saber, a única substância em que consiste o universo e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou modificações. Ele afirmou que Deus sive Natura ("Deus ou Natureza" em latim) era um ser de infinitos atributos, entre os quais a extensão (sob o conceito atual de matéria) e o pensamento eram apenas dois conhecidos por nós.

A sua visão da natureza da realidade, então, fez tratar os mundos físicos e mentais como dois mundos diferentes ou submundos paralelos que nem se sobrepõem nem interagem mas coexistem em uma coisa só que é a substância. Esta formulação é uma solução muitas vezes considerada um tipo de panteísmo e de monismo, porém não por Espinosa, que era um racionalista e, por extensão, se teria um acompanhamento intelectual do Universo, como define ele em seu conceito de "Amor Intelectual de Deus".

Espinosa também propunha uma espécie de determinismo, segundo o qual absolutamente tudo o que acontece ocorre através da operação da necessidade, e nunca da teleologia. 

Para ele, até mesmo o comportamento humano seria totalmente determinado, sendo então a liberdade a nossa capacidade de saber que somos determinados e compreender por que agimos como agimos. Deste modo, a liberdade para Espinosa não é a possibilidade de dizer "não" àquilo que nos acontece, mas sim a possibilidade de dizer "sim" e compreender completamente porque as coisas deverão acontecer de determinada maneira.

A filosofia de Espinosa tem muito em comum com o estoicismo, mas difere muito dos estoicos num aspecto importante: ele rejeitou fortemente a afirmação de que a razão pode dominar a emoção. Pelo contrário, defendeu que uma emoção pode ser ultrapassada apenas por uma emoção maior. A distinção crucial era, para ele, entre as emoções activas e passivas, sendo as primeiras aquelas que são compreendidas racionalmente e as outras as que não o são.

“Percebi que todas as coisas que temia e receava só continham algo de bom ou de mau na medida em que o ânimo se deixava afetar por elas.”

“Compreender é o começo da aprovação.”

“Paz não é a ausência de guerra; é uma virtude, um estado mental, uma disposição para a benevolência, confiança e justiça.”

“O homem livre, no que pensa menos é na morte, e a sua sabedoria é uma meditação, não da morte, mas da vida.”

“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não gozamos dela porque reprimamos os impulsos viciosos, mas pelo contrário, porque gozamos dela, podemos reprimir os impulsos viciosos.”

“Não é uma ação que vence uma paixão. É uma paixão mais forte que vence outra mais fraca.”

“Se os homens tivessem no silêncio a mesma capacidade que têm no falar o mundo seria muito mais feliz.”

“A paixão sem a razão é cega, a razão sem a paixão é inativa.”

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI, foi um escritor, filósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores "psicólogos" que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como investigadores da psiquê).

Entre outros temas, a obra do autor explora o significado do sofrimento e da culpa, o livre-arbítrio, o cristianismo, o racionalismo, o niilismo, a pobreza, a violência, o assassinato, o altruísmo, além de analisar transtornos mentais, muitas vezes ligados à humilhação, ao isolamento, ao sadismo, ao masoquismo e ao suicídio. Pela retratação filosófica e psicológica profunda e atemporal dessas questões, seus escritos são comumente chamados de romances filosóficos e romances psicológicos.

Dostoiévski logrou atingir certo sucesso já com seu primeiro romance, Gente Pobre, o qual foi imediatamente elogiado e protegido pelo mais importante crítico russo da primeira metade do século XIX, Vissarion Belínski. Contudo, o escritor não conseguiu repetir o sucesso até seu retorno da Sibéria, quando escreveu o semibiográfico Recordações da Casa dos Mortos, tratando dos anos que passou na prisão. Essa obra foi considerada por Liev Tolstói como o melhor livro de toda a literatura moderna. Alguns anos mais tarde, sua fama aumentaria muito graças aos seus romances Crime e Castigo, O Idiota e Os Demônios. Já próximo da morte, seu romance Os Irmãos Karamazov o colocaria como um dos maiores escritores de todos os tempos.

A influência de Dostoiévski é imensa, tendo ele sido reconhecido como precursor dos seguintes movimentos: nietzscheanismo, psicanálise, expressionismo, surrealismo, teologia da crise e existencialismo.

“Para destruir, aniquilar definitivamente um homem, infligir-lhe as punições mais terríveis, diante das quais o assassino mais feroz tremeria de pavor, basta apenas lhe atribuir um trabalho de caráter total e inteiramente inútil e irracional.”

“Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente.”

“Quanto mais gosto da humanidade em geral, menos aprecio as pessoas em particular, como indivíduos.”

“Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”

“Nem homem nem nação podem existir sem uma ideia sublime.”

“A purificação pelo sofrimento é menos dolorosa que a situação que se cria a um culpado por uma absolvição impensada.”

“Podem ter a certeza de que não foi quando descobriu a América, mas sim quando estava a descobri-la, que Colombo se sentiu feliz.”

“A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade.”

“Não há ideia nem fato que não possam ser vulgarizados e apresentados a uma luz ridícula.”

“A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho.”

FOUCAULT, MICHEL, foi um filósofo, historiador das ideias, teórico social, filólogo e crítico literário. Suas teorias abordam a relação entre poder e conhecimento e como eles são usados ​​como uma forma de controle social por meio de instituições sociais. Embora muitas vezes seja citado como um pós-estruturalista e pós-modernista, Foucault acabou rejeitando esses rótulos, preferindo classificar seu pensamento como uma história crítica da modernidade. Seu pensamento foi muito influente tanto para grupos acadêmicos, quanto para ativistas.

Foucault é conhecido pelas suas críticas às instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à medicina, às prisões, e por suas ideias sobre a evolução da história da sexualidade, suas teorias gerais relativas ao poder e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem como por estudar a expressão do discurso em relação à história do pensamento ocidental. Têm sido amplamente discutidas a imagem da "morte do homem", anunciada em As Palavras e Coisas, e a ideia de subjetivação, reativada no interesse próprio de uma forma ainda problemática para a filosofia clássica do sujeito. Parece então que mais do que em análises da "identidade", por definição, estáticas e objetivadas, 

Foucault centra-se na vida e nos diferentes processos de subjetivação.

“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo.”

“Quando o homem desdobra o arbitrário de sua loucura, encontra a sombria necessidade do mundo; o animal que assombra seus pesadelos e suas noites de privação é sua própria natureza, aquela que porá a nu a implacável verdade do Inferno.”

“O que domina a existência humana é este fim e esta ordem à qual ninguém escapa. A presença que é uma àmeaça no interior mesmo do mundo é uma presença descarnada.”

“Em todos os lados, a loucura fascina o homem.”

“Se a filosofia deve começar como discurso absoluto, o que é que se passará com a história, e que começo é esse que começa com um indivíduo singular, numa sociedade, numa classe social, no meio das lutas?”

“O discurso é uma violência que fazemos às coisas.”

“Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo.”

“A alma, prisão do corpo.”

“Édipo não se cegou por culpa, mas por excesso de informação.”

FRANCIS BACON, foi um político, filósofo, ensaísta inglês, barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda Verulâmio) e visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência moderna.

Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.

Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de Saint Alban. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de pesada multa, foi também proibido de exercer cargos públicos.

Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem. Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de "fundador da ciência moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.

Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosa cruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. 

Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosa cruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).

“Não há equívoco maior do que confundir homens inteligentes com sábios.”

“Mas os homens devem saber que só Deus e os anjos podem ser espectadores do teatro da vida humana.”

“Seja verdadeiro consigo mesmo e não seja falso com os outros.”

“Conhecimento é poder”.

FRIEDRICH NIETZCHE, foi um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha. Ele escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo.

Suas ideias-chave incluíam a crítica à dicotomia apolíneo/dionisíaca, o perspectivismo, a vontade de poder, a "morte de Deus", o Übermensch (Além-Homem, ver: Novo Homem) e eterno retorno. Sua filosofia central é a ideia de "afirmação da vida", que envolve questionamento de qualquer doutrina que drene uma expansiva de energias, não importando o quão socialmente predominantes essas ideias poderiam ser. Seu questionamento radical do valor e da objetividade da verdade tem sido o foco de extenso comentário e sua influência continua a ser substancial, especialmente na tradição filosófica continental compreendendo existencialismo, pós-modernismo e pós-estruturalismo. Suas ideias de superação individual e transcendência além da estrutura e contexto tiveram um impacto profundo sobre pensadores do final do século XIX e início do século XX, que usaram estes conceitos como pontos de partida para o desenvolvimento de suas filosofias. 

Mais recentemente, as reflexões de Nietzsche foram recebidas em várias abordagens filosóficas que se movem além do humanismo, por exemplo, o transumanismo.
Nietzsche começou sua carreira como filólogo clássico— um estudioso da crítica textual grega e romana— antes de se voltar para a filosofia. Em 1869, aos vinte e quatro anos, foi nomeado para a cadeira de Filologia Clássica na Universidade de Basileia, a pessoa mais jovem a ter alcançado esta posição. Em 1889, com quarenta e quatro anos de idade, sofreu um colapso e uma perda completa de suas faculdades mentais. A composição foi posteriormente atribuída a paresia geral atípica devido a sífilis terciária, mas este diagnóstico vem entrado em questão. Nietzsche viveu seus últimos anos sob os cuidados de sua mãe até a morte dela em 1897, depois ele caiu sob os cuidados de sua irmã, Elisabeth Förster-Nietzsche, até falecer, em 1900.

Como sua cuidadora, sua irmã assumiu o papel de curadora e editora de seus manuscritos. Förster-Nietzsche era casada com um proeminente nacionalista e antissemita alemão, Bernhard Förster, e retrabalhou escritos inéditos de Nietzsche para se adequar a ideologia de seu marido, muitas vezes de maneiras contrárias às suas opiniões expressas, que estavam fortemente e explicitamente opostas ao antissemitismo e nacionalismo. Através de edições de Förster-Nietzsche, o nome de Friedrich tornou-se associado com o militarismo alemão e o nazismo, mas estudiosos posteriores do século XX vêm tentando neutralizar esse equívoco de suas ideias.

“Isto é um sonho, bem sei, mas quero continuar a sonhar.”

“Eu Não sei Sair Nem Entrar, Sou Tudo Aquilo Que Não Sabe Nem sair nem entrar..”

“Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar”

“Sim, sei de onde venho! Insatisfeito com a labareda ardo para me consumir! Aquilo em que toco torna-se luz. Carvão aquilo que abandono. Sou certamente labareda!”

"E eu, que estou de bem com a vida, creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhasde sabão e tudo que entre os homens se lhes assemelhem".

"Para mim o ateísmo não é nem uma consequência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto".

“A filosofia é o exílio voluntário entre montanhas geladas."

"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmo somos desconhecidos."

"Não me roube a solidão sem antes me oferecer verdadeira companhia."

"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."

"Como são múltiplas as ocasiões para o mal-entendido e para a ruptura hostil!"

"Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".

"Há homens que já nascem póstumos."

"O Evangelho morreu na cruz."

"A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."

"Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida mas no "além" - no nada -, tira-se da vida o seu centro de gravidade."

"Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária."

"O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."

"A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."

"As convicções são cárceres."

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."

"Até os mais corajosos raramente têm a coragem para aquilo que realmente sabem."

"Aquilo que não me destrói me fortalece."

"Sem música, a vida seria um erro."

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."

"A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo."

"O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."

"Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."

"Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."

"Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar. "Je höher man steigt, desto mehr schwinden die Kräfte – aber umso weiter sieht man." (Ingmar Bergman)

"Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras."

"O Homem evolui dos macacos? É, existem macacos!"

"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."

"Torna-te quem tu és!"

"Cada pessoa tem que escolher quanta verdade consegue suportar"

"O desespero é o preço pago pela autoconsciência"

"O depois de amanhã me pertence"

"O padre está mentindo."

"Deus está morto mas o seu cadáver permanece insepulto."

"Acautela-te quando lutares com monstros, para que não te tornes um."

"Da escola de guerra da vida: o que não me mata, torna-me mais forte."

"Será o Homem um erro de Deus, ou Deus um erro dos Homens?"

"É preciso muito caos interior para parir uma estrela que dança."

"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."

"A alma nobre tem reverência por si mesma."

"Não existem fenômenos morais, mas apenas uma interpretação moral dos fenômenos."

GEORGE BERKELEY, foi um filósofo idealista irlandês. Estudou no Trinity College de Dublin, onde se tornou fellow em 1707. Lecionou hebraico, grego e teologia. Por esta época, dedicou-se ao estudo sistemático da filosofia (em especial John Locke, Isaac Newton e Malebranche).

Dois anos mais tarde, publicou seu primeiro livro importante: Ensaio para uma nova teoria da visão. Em 1710, apresentou seu princípio de que ser é ser percebido (esse est percipi) na primeira parte da obra Tratado sobre os princípios do conhecimento humano. Em 1712 publicou Três diálogos entre Hilas e Filonous a fim de melhor explicar as concepções propostas na obra anterior.

Ao mesmo tempo, Berkeley era ministro da Igreja Anglicana e, em Londres, escreveu uma série de artigos no jornal The Guardian contra os livre-pensadores. Em 1713 abandona essa atividade e torna-se preceptor de jovens ingleses que desejavam conhecer a Itália. 

Viajou para lá, onde permaneceu até 1721. Nesse período, perdeu o manuscrito da segunda parte dos Princípios, que jamais voltaria a escrever. Após este período, ele encontrou diversos outros filósofos dos quais ele viria à criticar algumas posições mais tarde, como Ian Neheelson.

Em seguida, atirou-se à polêmica religiosa, atribuindo todos os males de seu país à incredulidade. Pensando em remediá-los, tornou-se missionário e foi para as Bermudas, onde ficou três anos. Nessa viagem pelo novo mundo, escreveu o Alciphron em 1732.

De volta a Londres, escreveu O analista entre 1732 e 1734. Nesta obra, criticava o cálculo diferencial e integral de Newton. Também escreveu Uma defesa do livre pensamento em matemática. Ainda em 1734, é nomeado bispo de Cloyne, na Irlanda. Durante a fome e a epidemia de peste, que ocorreram entre 1737 e 1741, Berkeley devotou-se aos doentes, tentando curá-los com água de alcatrão. Sobre o tema, escreveu uma obra chamada Siris, em 1744. Também por esta época escreveu O questionador, onde reflete sobre questões econômicas e sociais.

Em 1752, já velho e doente, Berkeley renunciou ao episcopado e se retirou para Oxford, onde veio a morrer.

“O que existe é o que vemos e tocamos. O que vemos e não tocamos não existe.”

“Sempre podemos encontrar tempo para envelhecer.”

“Ser é ser percebido.”

“A verdade é o grito de todos, mas o jogo dos poucos.”

“Poucos pensam, mas todos julgam.”

“Nada é mais óbvio que a existência de Deus.”

“A verdade está nos lábios de todos, mas no coração de poucos.”

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich, foi um filósofo alemão. É unanimemente considerado um dos mais importantes e influentes filósofos da história. Pode ser incluído naquilo que se chamou de Idealismo Alemão, uma espécie de movimento filosófico marcado por intensas discussões filosóficas entre pensadores de cultura alemã (Prússia) do final do século XVIII e início do XIX. Essas discussões tiveram por base a publicação da Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant. Hegel, ainda no seminário de Tübingen, escreveu, juntamente com dois renomados colegas, os filósofos Friedrich Schelling e Friedrich Hölderlin, o que chamaram de "O Mais Antigo Programa de Sistema do Idealismo Alemão". Posteriormente Hegel desenvolveu um sistema filosófico que denominou "Idealismo Absoluto", uma filosofia capaz de compreender discursivamente o absoluto (de atingir um saber do absoluto, saber cuja possibilidade fora, de modo geral, negada pela crítica de Kant à metafísica). Apesar de ser notavelmente crítica em relação ao Iluminismo, a filosofia hegeliana é tida por muitos como, para usar a expressão de Habermas, a "filosofia da modernidade por excelência".

Hegel influenciou um grande número de autores (Strauss, Bauer, Feuerbach, Stirner, Marx, Dilthey, Bradley, Dewey, Kojève, Hyppolite, Hans Küng, Fukuyama, Žižek). Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant e Rousseau, assim como pela Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do Idealismo Alemão.

Hegel descreve sua concepção filosófica, no prefácio a uma de suas mais célebres obras, a Fenomenologia do Espírito, da seguinte forma: "Segundo minha concepção – que só deve ser justificada pela apresentação do próprio sistema –, tudo decorre de entender e exprimir o verdadeiro não como substância, mas também, precisamente, como sujeito. Ao mesmo tempo, deve-se observar que a substancialidade inclui em si não só o universal ou a imediatez do saber mesmo, mas também aquela imediatez que é o ser, ou a imediatez para o saber. [...] A substância viva é o ser, que na verdade é sujeito, ou – o que significa o mesmo – que é na verdade efetivo, mas só na medida em que é o movimento do pôr-se-a-si-mesmo, ou a mediação consigo mesmo do tornar-se outro. Como sujeito, é a negatividade pura e simples, e justamente por isso é o fracionamento do simples ou a duplicação oponente, que é de novo a negação dessa diversidade indiferente e de seu oposto. Só essa igualdade reinstaurando-se, ou só a reflexão em si mesmo no seu ser-Outro, é que são o verdadeiro; e não uma unidade originária enquanto tal, ou uma unidade imediata enquanto tal. O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe seu fim como sua meta, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim."

“A harmonia da infância é um dom da natureza, a segunda harmonia deve resultar do trabalho e do culto ao espírito.”

“Nada existe de grandioso sem paixão.”

“O homem não é mais do que a série dos seus atos.”

“Nada de grande se realizou no mundo sem paixão.”

“A necessidade geral da arte é a necessidade racional que leva o homem a tomar consciência do mundo interior e exterior e a lazer um objeto no qual se reconheça a si próprio.”

“A necessidade, a natureza e a história não são mais do que instrumentos da revelação do Espírito.”

“Grandeza, entidade variável mas que, apesar da sua variação, continua sempre a ser a mesma.”

“O que a história ensina é que os governos e as pessoas nunca aprendem com a história.”

“A existência do homem tem o seu centro na cabeça, ou seja, na razão, sob cuja inspiração ele constrói o mundo da realidade.”

“Lutai primeiro pela alimentação e pelo vestuário, e em seguida o reino de Deus virá por si mesmo.”

“Compreender o que é, esta é a tarefa da Filosofia, pois o que é, é a razão.”

“Quem exagera o argumento, prejudica a causa.”

“Cada estágio da história é um momento necessário da ideia do espírito do mundo.”

“Tudo o que é racional é real e tudo o que é real é racional.”

“A educação é a arte de tornar o homem ético.”

HEIDEGGER , MARTIN, foi um filósofo, escritor, professor universitário e reitor alemão. Ele é visto como o ponto de ligação entre o existencialismo de Kierkegaard a fenomenologia de Husserl. Sua preocupação maior foi a de elaborar uma análise da existência, ou seja, esclarecer o verdadeiro sentido do ser.

Heidegger considerava o seu método fenomenológico e hermenêutico. Ambos os conceitos referem a intenção de dirigir a atenção (a circunvisão) para o trazer à luz daquilo que na maior parte das vezes se oculta naquilo que se mostra, mas que é precisamente o que se manifesta nisso que se mostra. Assim, o trabalho hermenêutico visa a interpretar o que se mostra pondo a lume isso que se manifesta aí mas que, no início e na maioria das vezes, não se deixa ver.

O método vai diretamente ao fenómeno, procedendo à sua análise, pondo a claro o modo como da sua manifestação. Heidegger afirma que esta metodologia corresponde a um modelo kantiano, ou copernicano da colocação ou projeção da perspetiva. Neste sentido, a sua metodologia operava uma inflexão do ponto de vista, na medida em que o foco deveria ser desviado do dasein para o ser. Esta inflexão focaliza os modos de ser do ente, correspondendo a uma inversão da ontologia tradicional.

Além da sua relação com a fenomenologia, a influência de Heidegger foi igualmente importante para o existencialismo e desconstrucionismo.

“A angústia é a disposição fundamental que nos coloca ante o nada.”

“Só há mundo onde há linguagem.”

“O homem age como se fosse o senhor e mestre da linguagem, enquanto que na verdade a linguagem permanece mestra do homem.”

“A filosofia implica uma mobilidade livre no pensamento, é um ato criador que dissolve as ideologias.”

“A analítica existencial da presença mobiliza igualmente uma tarefa, cuja urgência não é menor que a questão do ser, a saber, a liberação do a priori, que se deve fazer visível, a fim de possibilitar a discussão filosófica da questão 'o que é o homem'.”

“Entre o pensamento e a poesia há um parentesco porque ambos usam o serviço da linguagem e progridem com ela. Contudo, entre os dois persiste ao mesmo tempo um abismo profundo, pois moram em cumes separados.”

“A possibilidade de se compreender o ser deste ente vai depender da segurança com que se exerce um modo conveniente de acesso.”

“As modalidades de acesso e interpretação devem ser escolhidas de modo que esse ente possa mostrar-se em si mesmo e por si mesmo.”

“A angústia é a disposição fundamental que nos coloca perante o nada.”

HERÁCLITO, foi um filósofo pré-socrático considerado o " Pai da dialética ". Recebeu a alcunha de "Obscuro" principalmente em razão da obra a ele atribuída por Diógenes Laércio, Sobre a Natureza, em estilo obscuro, próximo ao das sentenças oraculares.

Na vulgata filosófica, Heráclito é o pensador do "tudo flui" (em grego, πάντα ῥεῖ; transl.: panta rei, sintetizando a ideia de um mundo em movimento perpétuo, em oposição ao paradigma de Parmênides) e do fogo, que seria o elemento do qual deriva tudo o que nos circunda.

De seus escritos restaram poucos fragmentos (encontrados em obras posteriores), os quais geraram grande número de obras explicativas.

Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jônia (atual Turquia). Diógenes Laércio relata que "Heráclito, filho de Bóson, ou, segundo outra tradição, de Heronte, era natural de Éfeso. Tinha aproximadamente quarenta anos por ocasião da 69ª Olimpíada (504-501 a.C.). Era homem de sentimentos elevados, orgulhoso e cheio de desprezo pelos outros".

Por seu desprendimento em relação ao poder e pelo desprezo que dedicava aos bens materiais, Heráclito não era simpático aos efésios, que eram exatamente o seu oposto. Foi, aliás, muito criticado por seus concidadãos quando conseguiu convencer o tirano Melancoma a abdicar para ir viver nos bosques, em livre contato com a natureza. Heráclito era acusado de desprezar a plebe, de se recusar a participar da política (essencial aos gregos) e de desdenhar os poetas, os filósofos e a religião.

Misantropo, viveu na solidão do templo de Ártemis. O mesmo Diógenes nos conta: "Retirado no templo de Ártemis, divertia-se em jogar com as crianças e, acercando-se dele os efésios, perguntou-lhes:

De que vos admirais, perversos? Que é melhor: fazer isso ou administrar a República convosco?

Nos últimos anos da sua vida, passou a viver ainda mais isolado, nas montanhas, alimentando-se somente de plantas. Quando adoeceu, atacado por uma hidropisia, Heráclito foi obrigado a voltar à cidade. Aos médicos, cujo conhecimento ridicularizava, perguntou se seriam capazes de transformar uma inundação em seca, aludindo à sua doença. Os médicos não entenderam e acabaram sendo expulsos por Heráclito. O filósofo resolveu então recorrer a um curandeiro que lhe aconselhou imergir-se no estrume pois o calor faria evaporar a água em excesso que havia em seu corpo. Foi um desastre: os cães de Heráclito não reconheceram o seu dono, inteiramente coberto de excrementos, e o atacaram, causando a sua morte. É possível também que a causa da morte de Heráclito tenha sido com o sufocamento do esterco de vaca. O historiador Neantes de Cízico (século III a.C.) afirma que, tendo sido impossível retirar o corpo de sob o esterco, lá permaneceu.

“O caráter de um homem é o seu destino”.

“Não se pode percorrer duas vezes o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersa e se recolhe, vem e vai.”

“Nada é permanente, exceto a mudança.”

Se não sabe escutar, não sabe falar”.

“Dura é a luta contra o desejo, que compra o que quer à custa da alma.”

“Não poderias entrar duas vezes no mesmo rio.”

“O caminho para cima e o caminho para baixo são um único caminho.”

“Muito estudo não ensina compreensão.”

“A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia.”
“Paremos de indagar o que o futuro nos reserva e recebamos como um presnte o que quer que nos traga o dia de hoje.”

“A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres.”

"Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras."

“A sabedoria é a meta da alma humana; mas a pessoa, à medida que em seus 
conhecimentos avança, vê o horizonte do desconhecido cada vez mais longe.”

JEAN-JACQUES ROSSEAU, também conhecido como J.J. Rousseau ou simplesmente Rousseau (Genebra, 28 de Junho de 1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778), foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo.

Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a criança de acordo com a Natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.

Jean-Jacques Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu de infeção puerperal nove dias depois do parto, acontecimento que seria por ele descrito como "a primeira das minhas desventuras". Foi criado pelo pai, Isaac Rousseau, um relojoeiro calvinista, cujo avô fora um huguenote fugido da França. Aos 10 anos teve de afastar-se do pai, mas continuaram mantendo contato.

Na adolescência, foi estudar numa rígida escola religiosa sendo aluno do pastor Lambercier. Gostava de passear pelos campos. Em certa ocasião, encontrando os portões da cidade fechados, quando voltava de uma de suas saídas, opta por vagar pelo mundo.

Acaba tendo como amante uma rica senhora e, sob seus cuidados, desenvolve o interesse pela música e filosofia. Longe de sua protetora, que agora estava em uma situação financeira ruim e com outra amante, ele parte para Paris.

Havia inovado muitas coisas no campo da música, o que lhe rendeu um convite de Diderot para que escrevesse sobre isso na famosa Enciclopédia. Além disso, obteve sucesso com uma de suas óperas, intitulada O Adivinho da Vila. Aos 37 anos, participando de um concurso da academia de Dijon cujo tema era: "O restabelecimento das ciências e das artes terá favorecido o aprimoramento dos costumes?", torna-se famoso ao escrever respondendo de forma negativa o Discurso Sobre as Ciências e as Artes, ganhando o prêmio em 1750.

Após isso, Rousseau, então famoso na elite parisiense, é convidado para participar de discussões e jantares para expôr suas ideias. Ao contrário de seu grande rival Voltaire, que também não era nobre, aquele ambiente não o agradava.

Rousseau teve cinco filhos com sua amante de Paris, porém, acaba por colocá-los todos em um orfanato. Uma ironia, já que anos depois escreve o livro Emílio, ou Da Educação que ensina sobre como deve-se educar as crianças.

O que escreve como peça mestra do Emílio, a "Profissão de Fé do Vigário Saboiano", acarretar-lhe-á perseguições e retaliações tanto em Paris como em Genebra. Chega a ter obras queimadas. Rousseau rejeita a religião revelada e é fortemente censurado. Era adepto de uma religião natural, em que o ser humano poderia encontrar Deus em seu próprio coração.

Entretanto, seu romance A Nova Heloísa mostra-o como defensor da moral e da justiça divina. Apesar de tudo, o filósofo era um espiritualista e terá, por isso e entre outras coisas, como principal inimigo Voltaire, outro grande iluminista.

Em sua obra Confissões, responde a muitas acusações de François-Marie Arouet (Voltaire). Para alguns, Jean-Jacques Rousseau revela-se um cristão rebelado, desconfiado das interpretações eclesiásticas sobre os Evangelhos.

Politicamente, expõe suas ideias no Do contrato social, publicado em 1762. Procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através de um corpo político dos cidadãos. Segundo suas ideias, a população tem que tomar cuidado ao transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe".

Ainda no ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convite do filósofo David Hume. De volta à França, no ano de 1767, casou-se com Thérèse Levasseur.

Depois de toda uma produção intelectual, suas fugas às perseguições e uma vida de aventuras e de errância, Rousseau passa a levar uma vida retirada e solitária. Por opção, ele foge das pessoas e vive em certa misantropia.

Nesta época, dedica-se à natureza, que sempre foi uma de suas paixões. Seu grande interesse por botânica o leva a recolher espécie e montar um herbário. Seus relatos desta época estão no livro "Devaneios de Caminhante Solitário". Falece aos 66 anos, em 2 de julho de 1778, no castelo de Ermenonville, onde estava hospedado.

“Felicidade: uma polpuda conta bancária, um bom cozinheiro e uma boa digestão.”

“Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece, contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece”.

“Os homens dizem que a vida é curta, e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim.”

“Não há nada que esteja menos sob o nosso domínio que o coração, e, longe de podermos comandá-lo, somos forçados a obedecer-lhe.”

“A alma resiste muito mais facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada.”

“A espécie de felicidade que me falta, não é tanto fazer o que quero mas não fazer o que não quero.”

“Caminhar com bom tempo, numa terra bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objectivo agradável: eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada.”

“De todos os animais, o homem é aquele a quem mais custa viver em rebanho.”

“A juventude é a época de se estudar a sabedoria; a velhice é a época de a praticar.”

“Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz.”

“Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.”

“A natureza nunca nos engana; somos sempre nós que nos enganamos.”

“A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instruí.”

GOETHE, Johann Wolfgang Von, foi um autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã[1] e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller, foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang.

De sua vasta produção fazem parte: romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas de arte, literatura e ciências naturais. Além disso, sua correspondência epistolar com pensadores e personalidades da época é grande fonte de pesquisa e análise de seu pensamento.

Através do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe tornou-se famoso em toda a Europa no ano de 1774 e, mais tarde, houve um amadurecimento de sua produção, influenciada sobretudo pela parceria com Schiller, no qual em conjunto tornou-se o mais importante autor do Classicismo de Weimar. Sua obra prima, porém, é o drama trágico Fausto, publicado em fragmento em 1790, depois em primeira parte definitiva em 1808 e, por fim, numa segunda parte, em 1832, ano de sua morte, tomando-lhe, portanto, a vida inteira. Goethe é até hoje considerado o mais importante escritor alemão, cuja obra influenciou a literatura de todo o mundo.

“Uma vida inútil é uma morte prematura.”

“Pensar é fácil. Agir é difícil. Agir conforme o que pensamos, isso ainda o é mais.”

“Apenas é digno da vida aquele que todos os dias parte para ela em combate.”

“Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato.”

“Se tomardes a vida com excessiva severidade, que atração tem? Se a manhã não vos convidar a novas alegrias e se à noite não esperardes nenhum prazer, valerá a pena vestir-se e despir-se?”

“Não conhecemos as pessoas quando elas se dirigem a nós; somos nós que temos de nos dirigir a elas para saber como são.”

“Só sabemos com exatidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida.”

JOHN LOCKE, foi um filósofo inglês conhecido como o "pai do liberalismo", sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social.

Locke ficou conhecido como o fundador do empirismo, além de defender a liberdade e a tolerância religiosa. Como filósofo, pregou a teoria da tábua rasa, segundo a qual a mente humana era como uma folha em branco, que se preenchia apenas com a experiência. Essa teoria é uma crítica à doutrina das ideias inatas de Platão, segundo a qual princípios e noções são inerentes ao conhecimento humano e existem independentemente da experiência.

Locke escreveu o Ensaio acerca do Entendimento Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza do conhecimento.

Um dos objetivos de Locke é a reafirmação da necessidade do Estado e do contrato social e outras bases. Opondo-se à Hobbes, Locke acreditava que se tratando de Estado-natureza, os homens não vivem de forma bárbara ou primitiva. Para ele, há uma vida pacífica explicada pelo reconhecimento dos homens por serem livres e iguais.

“Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.”

“Onde não há lei, não há liberdade.”

“Todos os homens são passíveis de errar; e a maior parte deles é, em muitos aspectos, por paixão ou interesse tentada a fazê-lo.”

“Uma infinidade de seres inferiores ao ser humano prova uma infinidade de seres superiores a ele.”

“A necessidade de procurar a verdadeira felicidade é o fundamento da nossa liberdade.”

JOHN STUART MILL, foi um filósofo e economista britânico. É considerado por alguns como o filósofo de língua inglesa mais influente do século XIX. É conhecido principalmente pelos seus trabalhos nos campos da filosofia política, ética, economia política e lógica, além de influenciar inúmeros pensadores e áreas do conhecimento. Defendeu o utilitarismo, a teoria ética proposta inicialmente por seu padrinho, Jeremy Bentham. Além disso, é um dos mais proeminentes e reconhecidos defensores do liberalismo político, sendo seus livros fontes de discussão e inspiração sobre as liberdades individuais ainda nos tempos atuais. Mill chegou a ser membro do Parlamento Britânico, eleito em 1865, tendo defendido principalmente o direito das mulheres, chegando a apresentar uma petição para estender o sufrágio às mulheres.

“Aparentemente uma pessoa pode progredir durante um certo tempo e então parar. Quando ela pára? Quando deixa de ter individualidade.”

“Ainda que as circunstâncias influam muito sobre o nosso carácter, a vontade pode modificar as circunstâncias em nosso favor.”

“Se toda a humanidade menos um fosse da mesma opinião, e apenas um indivíduo fosse de opinião contrária, a humanidade não teria maior direito de silenciar essa pessoa do que esta o teria, se pudesse, de silenciar a humanidade.”

“Aprendi a procurar a felicidade limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los.”

“A disciplina é mais forte do que o número; a disciplina, isto é, a perfeita cooperação, é um atributo da civilização.”

“No final de contas, o valor de um Estado é o valor dos indivíduos que o compõem.”

“Todas as coisas boas que existem são os frutos da originalidade.”

“Todas as tendências egoístas que há nos homens, o culto de si próprios e o desprezo pelos outros, têm origem na organização actual das relações entre os homens e as mulheres.”

KANT, IMMANUEL, foi um filósofo prussiano. Amplamente considerado como o principal filósofo da era moderna, Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Wilhelm Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

Nascido de uma modesta família de artesãos, depois de um longo período como professor secundário de geografia, Kant veio a estudar filosofia, física e matemática na Universidade de Königsberg e em 1755 começou a lecionar ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou numerosos trabalhos sobre ciências naturais e exatas.

Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. 

A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX.

Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do Sistema Solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.

“Até aqui, foi assumido que todo o nosso conhecimento deve conformar-se aos objectos. Mas todas as nossas tentativas de estender o nosso conhecimento de objectos pelo estabelecer de qualquer coisa a priori a seu respeito, por meios de conceitos, acabaram, nesta suposição, por falhar. Temos pois, por tentativas, que ver se temos ou não mais sucesso nas tarefas da metafísica, se supusermos que os objectos devem corresponder ao nosso conhecimento.”

“Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal.”

“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”

“Podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais.”

“A amizade é semelhante a um bom café; uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor.”

“A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade.”

“Age sempre de tal modo que o teu comportamento possa vir a ser princípio de uma lei universal.”

“É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.”

“É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias.”

“O sábio pode mudar de opinião. O ignorante, nunca.”

“Não se ensina filosofia; ensina-se a filosofar.”

“Todo o conhecimento humano começou com intuições, passou daí aos conceitos e terminou com ideias.”

KARL MARX,foi um filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista. Nascido na Prússia, ele mais tarde se tornou apátrida e passou grande parte de sua vida em Londres, no Reino Unido. A obra de Marx em economia estabeleceu a base para muito do entendimento atual sobre o trabalho e sua relação com o capital, além do pensamento econômico posterior. Ele publicou vários livros durante sua vida, sendo que O Manifesto Comunista (1848) e O Capital (1867-1894) são os mais proeminentes.

Marx nasceu em uma família de classe média em Tréveris, na Renânia prussiana, e estudou nas universidades de Bonn e Berlim, onde ficou interessado pelas ideias filosóficas dos jovens hegelianos. Depois dos estudos, ele escreveu para Rheinische Zeitung, um jornal radical publicado em Colônia, e começou a trabalhar na teoria da concepção materialista da história. Ele se mudou para Paris em 1843, onde começou a escrever para outros jornais radicais e conheceu Friedrich Engels, que se tornaria seu amigo de longa data e colaborador. Em 1849, ele foi exilado e se mudou para Londres junto com sua esposa e filhos, onde continuou a escrever e formular suas teorias sobre a atividade econômica e social. Ele também fez campanha para o socialismo e tornou-se uma figura significativa na Associação Internacional dos Trabalhadores.

As teorias de Marx sobre a sociedade, a economia e a política — a compreensão coletiva de que é conhecido como o marxismo — sustentam que as sociedades humanas progridem através da luta de classes: um conflito entre uma classe social que controla os meios de produção e a classe trabalhadora, que fornece a mão de obra para a produção e que o Estado foi criado para proteger os interesses da classe dominante, embora seja apresentado como um instrumento que representa o interesse comum de todos. Além disso, ele previu que, assim como os sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo produziria tensões internas que conduziriam à sua auto-destruição e substituição por um novo sistema: o socialismo. Ele argumentava que os antagonismos no sistema capitalista, entre a burguesia e o proletariado, seriam consequência de uma guerra perpétua entre a primeira e as demais classes ao longo da história. Isto, associado à sociedade industrial e ao acúmulo de capital, geraria a sua classe antagônica, que resultaria na "conquista do poder político pela classe operária e, eventualmente, no estabelecimento de uma sociedade sem classes e apátrida — o comunismo — regida por uma livre associação de produtores. Marx ativamente argumentava que a classe trabalhadora deveria realizar uma ação revolucionária organizada para derrubar o capitalismo e provocar mudanças sócio-econômicas.

Elogiado e criticado, Marx tem sido descrito como uma das figuras mais influentes na história da humanidade. Muitos intelectuais, sindicatos e partidos políticos em nível mundial foram influenciados por suas ideias, com muitas variações sobre o seu trabalho base. Marx é normalmente citado, ao lado de Émile Durkheim e Max Weber, como um dos três principais arquitetos da ciência social moderna.

“A mistificação por que passa a dialética nas mãos de Hegel não o impede de ser o primeiro a apresentar suas formas gerais de movimento, de maneira ampla e consciente. Em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. É necessária pô-la de cabeça para cima, a fim de descobrir a substância racional dentro do invólucro místico.”

“Numa certa etapa do seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes ou, o que é apenas uma expressão jurídica delas, com as relações de propriedade no seio das quais se tinham até aí movido. De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas relações transformam-se em grilhões das mesmas. Ocorre então uma época de revolução social.”

“A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.”

“Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.”

“De cada um, de acordo com suas habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades.”

“As idéias dominantes de uma época sempre foram as idéias da classe dominante.”

“O trabalhador só se sente a vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado.”

“De nada valem as idéias sem homens que possam pô-las em prática.”

“O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções.”

“O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a.”

“O primeiro requisito da felicidade dos povos é a abolição da religião.”

“A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo.”

KIERKEGAARD, foi um filósofo dinamarquês, teólogo, poeta, crítico social, e autor religioso que é amplamente considerado o primeiro filósofo existencialista. Ele escreveu textos críticos sobre religião organizada, cristandade, moralidade, ética, psicologia, e filosofia da religião, mostrando um gosto pela metáfora, ironia e parábolas. Grande parte do seu trabalho filosófico aborda as questões de como alguém vive como um "único indivíduo", dando prioridade à realidade humana concreta sobre o pensamento abstrato e destacando a importância da escolha e do compromisso pessoal. Ele estava contra críticos literários que definiam intelectuais idealistas e filósofos de seu tempo, e achava que Swedenborg, Hegel, Goethe, Fichte, Schelling, August Schlegel e Hans Christian Andersen eram todos "entendidos" muito rapidamente por "estudiosos".

O trabalho teológico de Kierkegaard centra-se na ética cristã, na instituição da Igreja, nas diferenças entre provas puramente objetivas do cristianismo, a distinção qualitativa infinita entre o homem, e Deus(a finitude e temporalidade do homem em contraste com a infinitude e eternidade de Deus), e a relação subjetiva do indivíduo com o Deus-homem Jesus Cristo, que veio pela fé. Grande parte de seu trabalho trata do amor cristão. Ele era extremamente crítico com a prática do cristianismo como uma religião de Estado, principalmente a da Igreja da Dinamarca. O seu trabalho psicológico explorou as emoções e os sentimentos dos indivíduos diante de escolhas de vida.

O trabalho inicial de Kierkegaard foi escrito sob diversos pseudônimos que ele usava para apresentar pontos de vista distintos e interagir uns com os outros em um diálogo complexo. 
Ele explorou problemas particularmente complexos de diferentes pontos de vista, cada um 
sob um pseudônimo diferente. Ele escreveu muitos Discursos de Edificação sob seu próprio nome e os dedicou ao "indivíduo único" que pode querer descobrir o significado de suas obras. Notavelmente, ele escreveu: "A ciência e o método escolar querem ensinar que o objetivo é o caminho. O cristianismo ensina que o caminho é tornar-se subjetivo, tornar-se um sujeito". Embora os cientistas possam aprender sobre o mundo pela observação, Kierkegaard negou enfaticamente que essa observação poderia revelar o funcionamento interno do mundo do espírito.

Algumas das idéias-chave de Kierkegaard incluem o conceito de "verdades subjetivas e objetivas", o cavaleiro da fé, a dicotomia de recordação e repetição, a angústia, a infinita distinção qualitativa, a fé como paixão, e as três etapas do caminho da vida. Kierkegaard escreveu em dinamarquês, e a recepção de seu trabalho foi inicialmente limitada à Escandinávia, mas, no final do século 20, seus escritos foram traduzidos para o francês, o alemão e outras grandes línguas européias. Em meados do século 20, seu pensamento exercia uma influência substancial sobre filosofia, teologia e cultura ocidental.

De acordo com Ludwig Wittgenstein, Kierkegaard foi o filosofo mais profundo do século 19.

“A oração não muda a Deus, muda o homem.”

“O tirano morre e seu reinado termina. O mártir morre e seu reinado começa.”

“A maioria dos homens persegue o prazer com tanta impetuosidade que passa por ele sem vê-lo.”

“Durante o primeiro período de um homem, o perigo é não correr riscos.”

“Se é uma vantagem, por exemplo, poder-se ser o que se deseja, maior ainda é sê-lo, ou seja, a passagem do possível ao real é um progresso, uma ascensão.”

“Ninguém pode ver-se a si próprio num espelho, sem se conhecer previamente, caso contrário, não é ver-se, mas apenas ver alguém.”

“A ausência de desespero não equivale à ausência dum mal; porque não estar doente não significa que o sejamos, mas não estar desesperado pode ser o próprio indício de que o somos.”

LAO TZU, Lao Zi ou Laozi (também conhecido como Lao-Tzu e Lao-Tze, literalmente "Velho Mestre") foi um filósofo e escritor da Antiga China. É conhecido por ser o autor do importante livro Tao Te Ching, o fundador do taoismo filosófico e uma divindade no taoismo religioso e nas religiões tradicionais chinesas.

Embora seja uma figura lendária, Lao Zi é geralmente situado por volta do século VI a.C. e pensa-se que foi coevo de Confúcio, mas alguns historiadores acreditam que ele viveu no Período dos Estados Combatentes algures nos séculos V e IV a.C. É uma personagem chave na cultura china, sendo que tanto os imperadores da dinastia Tang como as pessoas hodiernas do apelido Li, consideram-no o fundador da sua linhagem. O trabalho de Lao Zi tem sido adoptado por vários movimentos anti-autoritários e pelo legalismo chinês.

"Faça as coisas mais difíceis enquanto são fáceis e faça as grandes enquanto são pequenas. Uma jornada de 1000 milhas deve começar com um único passo"

"O grande líder é aquele que as pessoas dizem: 'nós o fizemos' "

“Dominar o outro é força; dominar-se é o verdadeiro poder”

"Quando eu me despojo do que sou, me torno o que eu poderia ser"

"Quando você se contenta em ser simplesmente você mesmo e não comparar ou competir, todos te respeitam"

"Grandes atos são feitos de pequenas atitudes"

"Uma formiga em movimento faz mais do que um boi dormindo"

"Tudo o que é difícil deve tentar-se enquanto é fácil"

"A natureza não se apressa; contudo, tudo é realizado"

"Preocupe-se com a aprovação das pessoas e você será prisioneiro de si mesmo"

 “A saúde é a maior posse. O contentamento é o maior tesouro. A confiança o melhor amigo”


LEON TOLSTOI, foi um escritor russo, amplamente reconhecido como um dos maiores de todos os tempos.

Nascido em 1828, em uma família aristocrática, Tolstói é conhecido pelos romances Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877), muitas vezes citados como verdadeiros pináculos da ficção realista. Ele alcançou aclamação literária ainda jovem, primeiramente com sua trilogia semi-autobiográfica, Infância, Adolescência e Juventude (1852-1856) e por suas Crônicas de Sebastopol (1855), obra que teve como base suas experiências na Guerra da Crimeia. A ficção de Tolstói inclui dezenas de histórias curtas e várias novelas como A Morte de Ivan Ilitch (1886), Felicidade Conjugal (1859) e Hadji Murad (1912). Ele também escreveu algumas peças e diversos ensaios filosóficos.

Durante a década de 1870, Tolstói experimentou uma profunda crise moral, seguida do que ele considerou um despertar espiritual igualmente profundo, conforme descrito em seu trabalho não-ficcional A Confissão (1882). Sua interpretação literal dos ensinamentos éticos de Jesus, centrada no Sermão da Montanha, fez com que ele se tornasse um fervoroso anarquista cristão e pacifista. As ideias de Tolstói sobre resistência não-violenta, expressadas em obras como O reino de deus esta em vós (1894), teriam um impacto profundo em figuras centrais do século 20 como Wittgenstein, William Jennings Bryan e Gandhi. Tolstói também se tornou um defensor dedicado do Georgismo, filosofia econômica de Henry George, incorporada em sua obra intelectual, sobretudo em seu último romance Ressurreição (1899).

“Em minha busca de respostas para a pergunta da vida, senti-me exatamente como um homem perdido em uma floresta.”

“Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.”

“Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.”

“A arte é um dos meios que une os homens.”

“Não é possível ser bom pela metade.”

“A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.”

“Mas a verdade é que não só nos países autocráticos como naqueles supostamente livres - como a Inglaterra, a América, a França e outros - as leis não foram feitas para atender à vontade da maioria, mas sim à vontade daqueles que detêm o poder.”

“Os que se chamam grandes homens são etiquetas que dão o seu nome aos acontecimentos históricos; e assim como as etiquetas, não têm relação com esses acontecimentos.”

“A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova.”

MAQUIAVEL, NICOLAU, foi um historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.

Desde as primeiras críticas, feitas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, maldade.
Maquiavel viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.

Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade Clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.

“Mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes (…)”

“O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.”

“Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios.”

“Os homens hesitam menos em ofender quem se faz amar do que em ofender quem se faz temer; porque o amor é mantido por um vínculo de obrigação que, por serem os homens pérfidos, é rompido por qualquer ocasião em benefício próprio; mas o temor é mantido por um medo de punição que não abandona jamais.”

“Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal.”

“Poucos vêem o que somos, mas todos vêem o que aparentamos.”

“Todos os Estados bem governados e todos os príncipes inteligentes tiveram cuidado de não reduzir a nobreza ao desespero, nem o povo ao descontentamento.”

“Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela.”

“O que tem começo, tem fim.”

“Eu creio que um dos princípios essenciais da sabedoria é o de se abster das ameaças verbais ou insultos.”

MARCUS AURELIUS, foi imperador romano desde 161 até sua morte. Nascido Marco Ânio Catílio Severo (Marcus Annius Catilius Severus), tomou o nome de Marco Ânio Vero (Marcus Annius Verus) pelo casamento. Ao ser designado imperador, mudou o nome para Marco Aurélio Antonino, acrescentando-lhe os títulos de imperador, césar e augusto. Aurelius significa "dourado", e a referência a Antoninus deve-se ao facto de ter sido adoptado pelo imperador Antonino Pio.

Seu reinado foi marcado por guerras na parte oriental do Império Romano contra os partas, e na fronteira norte, contra os germanos. Foi o último dos cinco bons imperadores, e é lembrado como um governante bem-sucedido e culto; dedicou-se à filosofia, especialmente à corrente filosófica do estoicismo, e escreveu uma obra que até hoje é lida, Meditações.


“A felicidade de sua vida depende da qualidade de seus pensamentos”

“Você pode ter poder sobre a sua mente – e não eventos externos. Perceba isso e encontre a força”

“A vida de um homem é o que os seus pensamentos fazem dela”

“Mantenha-se simples, bom, puro, sério, livre de afetação, amigo da justiça, temente aos deuses, gentil, apaixonado, vigoroso em todas as suas atitudes. Lute para viver como a filosofia gostaria que vivesse. Reverencie os deuses e ajude os homens. A vida é curta.”

“Uma república sem cidadãos de boa reputação não pode existir nem ser bem governada; por outro lado, a reputação dos cidadãos é motivo de tirania das repúblicas.”

“Os homens prudentes sabem sempre tirar proveito dos atos a que a necessidade os constrangeu.”

“As consequências da ira são mais dolorosas do que a da raiva e as ações que a tenham causado”


MONTAIGNE , Michel Eyquem de, foi um jurista, político, filósofo, escritor, cético e humanista francês, considerado como o inventor do ensaio pessoal. Nas suas obras analisou as instituições, as opiniões e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a generalidade da humanidade como objeto de estudo.

Ele criticou a educação livresca e mnemônica, propondo um ensino voltado para a experiência e para a ação. Acreditava que a educação livresca exigiria muito tempo e esforço, o que afastaria os jovens dos assuntos mais urgentes da vida. Para ele, a educação deveria formar indivíduos aptos ao julgamento, ao discernimento moral e à vida prática.

“A sabedoria é uma construção sólida e única, na qual cada parte tem seu lugar e deixa sua marca.”

“Mesmo quando não devo seguir o caminho reto porque é reto, opto por segui-lo porque descobri por experiência própria que, quando tudo é dito e feito, em geral, é o caminho mais feliz e mais útil.”

“O inverso da verdade tem dez mil formas e um campo ilimitado.”

"Se me obrigassem a dizer porque o amava, sinto que a minha única resposta seria: 
Porque era ele, porque era eu''.

"A minha opinião é que nós temos de nos emprestar aos outros, mas apenas nos darmos a nós mesmos."

"É uma perfeição absoluta, dir-se-ia divina, sabermos desfrutar lealmente do nosso ser."

PARMENIDES, foi um filósofo grego natural de Eleia, uma cidade grega na costa sul da Magna Grécia. Supostamente de família rica, seus primeiros contatos filosóficos foram com a escola pitagórica, especialmente com Ameinias. O único trabalho conhecido de Parménides é um poema, Sobre a natureza, que sobreviveu apenas na forma de fragmentos. Neste poema, Parménides descreve duas visões da realidade. Em "O caminho da verdade" (a parte do poema), ele explica como realidade (cunhado como "o-que-é").

A mudança é impossível enquanto a existência é atemporal, uniforme, necessária e imutável.

Desde a antiguidade considera-se que Parmênides escreveu uma só obra, intitulada Sobre a natureza. É um poema didático escrito em hexâmetros. A língua em que foi escrito deriva da expressão épica, utilizada no dialeto homérico.

“Unidade e a imobilidade do Ser.”

“O mundo sensível é uma ilusão.”

“O Ser é uno, eterno, não-gerado e imutável.”

“Não se confia no que vê.”

“A essência das coisas não muda.”

PLATÃO, foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles.

Para Giovanni Reale, os três grandes pontos focais da filosofia de Platão são: a Teoria das Idéias, dos Princípios e do Demiurgo. A obra Fédon engloba todo o quadro da metafísica platônica e enfatiza essas três teorias, mas Platão advertiu os leitores de sua obra sobre a dificuldade existente em compreendê-las.

Política: Platão, em sua obra A República, faz uma critica a forma de governo de sua época, pois afirma que os governantes deveriam brigar para não governar, como brigam para chegar ao poder. Diz, ainda, que o verdadeiro chefe não nasce para atender os interesses de si próprio, mas sim de toda a coletividade a ele subordinada.

Dessa forma, entende-se que a critica de Platão estava ligada ao governo que fcriava leis visando seus interesses, e os determinando como justo, entretanto, punindo como injusto aquele que transgredir suas regras, uma vez que o elegido para governar poderia ser o mais votado, mas não sendo, portanto, o mais preparado para aquela função.

Nesse sentido, Platão afirma que "Efetivamente, arriscar-nos-íamos, se houvesse um Estado de homens de bem, a que houvesse competições para não governar, como agora as há para alcançar o poder, e tornar-se-ia, então evidente do verdadeiro chefe não nasceu para velar pela sua conveniência, mas pela dos seus subordinados. (Platão, A República, p. 34)".

Conclui-se que, deve se buscar uma harmonia entre o governante e o seus subordinados, em outras palavras, o ideal de Estado deveria corresponder ao ideal de homem.

Teoria das Ideias: A Teoria das Ideias ou Teoria das Formas afirma que formas (ou ideias) abstratas não-materiais (mas substanciais e imutáveis) é que possuem o tipo mais alto e mais fundamental da realidade e não o mundo material mutável conhecido por nós através dos sentidos. Em uma analogia de Reale, as coisas que captamos com os "olhos do corpo" são formas físicas, as coisas que captamos com os "olhos da alma" são as formas não-físicas; o ver da inteligência capta formas inteligíveis que são as essências puras. As Ideias são as essências eternas do bem, do belo etc. Para Platão, há uma conexão metafísica entre a visão do olho da alma e o objeto em razão do qual tal visão não existe. Este "mais real do que o que vemos habitualmente" é descrito em sua Alegoria da caverna.

Platão era um racionalista, realista, idealista e dualista e a ele tem sido associadas muitas das ideias que inspiraram essas filosofias mais tarde.

"Aquele que não é um bom aprendiz não será um bom mestre"

"Uma boa decisão é baseada em conhecimento, e não em números"

"Aplique-se agora e na próxima vida. Sem esforço, você não pode ser próspero. Apesar de a terra ser boa, você não pode ter uma colheita abundante sem cultivo"

"Como dizem os construtores, pedras maiores não se ajeitam sem as menores"

"Todas as coisas serão produzidas em quantidade e qualidade superior, e com maior facilidade, quando cada homem trabalhar em uma única ocupação, de acordo com seus dons naturais, e no momento adequado, sem imiscuir-se em nada mais"

"O começo é a parte mais importante do trabalho"

“A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.”

PLOTINO, foi um dos principais filósofos de língua grega do mundo antigo. Em sua filosofia, existem três princípios: O Um, o Intelecto, e a Alma. o Seu professor Amônio Sacas era da tradição Platônica. os historiadores do século XIX inventaram o termo platonismo que foi aplicado a ele e à sua filosofia, que foi influente na Antiguidade Tardia. 

Muitas das informações biográficas sobre Plotino vêm de Pórfiro, incluindo o prefácio à sua edição das Enéadas. Seus escritos de metafísica inspiraram religiões pagãs, islâmica, judaica, cristã, gnóstica, além de metafísicos e místicos.

“A alma só é bela pela inteligência, e as outras coisas, tanto nas acções como nas intenções, só são belas pela alma que lhes dá a forma da beleza.”

"O conhecimento, se não determina a ação, está morto para nós"

“A alma só é bela pela inteligência, e as outras coisas, tanto nas ações como nas intenções, só são belas pela alma que lhes dá a forma da beleza.”

“Morrer é mudar de corpo como os atores mudam de roupa.”

PROTÁGORAS, foi um sofista da Grécia Antiga, célebre por cunhar a frase:

"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são."

Tendo como base para isso o pensamento de Heráclito. Tal frase expressa bem o relativismo tanto dos Sofistas em geral quanto o relativismo do próprio Protágoras. Se o homem é a medida de todas as coisas, então coisa alguma pode ser medida para os homens, ou seja, as leis, as regras, a cultura, tudo deve ser definido pelo conjunto de pessoas, e aquilo que vale em determinado lugar não deve valer, necessariamente, em outro. Esta máxima (ou axioma) também significa que as coisas são conhecidas de uma forma particular e muito pessoal por cada indivíduo, o que vai contra, por exemplo, ao projeto de Sócrates de chegar ao conceito absoluto de cada coisa.

Assim como Sócrates, Protágoras foi acusado de ateísmo (tendo inclusive livros seus queimados em uma praça pública), motivo pelo qual fugiu de Atenas, estabelecendo-se na Sicília, onde morreu aos sessenta e cinco anos.

Um dos diálogos platônicos, cujo título é Protágoras, expõe o diálogo de Sócrates com o Sofista.

RENÉ DESCARTES, foi um filósofo, físico e matemático francês.[1] Durante a Idade Moderna, também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius.

Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.

Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna. Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.

“Daria tudo que sei pela metade do que ignoro.”

“O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm.”

“Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: toda a gente está convencida de que a tem de sobra.”

“Eleva a tal ponto a tua alma, que as ofensas não a possam alcançar.”

“Penso, logo existo.”

“Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir.”

SANTO AGOSTINHO, foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental. Ele era o bispo de Hipona, uma cidade na província romana da África. 

Escrevendo na era patrística, ele é amplamente considerado como sendo o mais importante dos Padres da Igreja no ocidente. Suas obras-primas são "A Cidade de Deus" e "Confissões", ambas ainda muito estudadas atualmente.

De acordo com Jerônimo, seu contemporâneo, Agostinho "re-estabeleceu a antiga fé". Em seus primeiros anos, Agostinho foi muito influenciado pelo maniqueísmo e, logo depois, pelo neoplatonismo de Plotino. Depois de se converter ao cristianismo e aceitar o batismo (387), Agostinho desenvolveu uma abordagem original à filosofia e teologia, acomodando uma variedade de métodos e perspectivas de uma maneira até então desconhecida. 

Acreditando que a graça de Cristo era indispensável para a liberdade humana, ajudou a formular a doutrina do pecado original e deu contribuições seminais ao desenvolvimento da teoria da guerra justa.

Quando o Império Romano do Ocidente começou a ruir, Agostinho desenvolveu o conceito de "Igreja Católica" como uma "Cidade de Deus" espiritual (na obra homônima) distinta da cidade terrena e material de mesmo nome. "A Cidade de Deus" estava também intimamente ligada ao segmento da Igreja que aderiu ao conceito da Trindade como postulado pelo Concílio de Niceia e pelo Concílio de Constantinopla.

Na Igreja Católica e na Comunhão Anglicana, Agostinho é venerado como um santo, um proeminente Doutor da Igreja e o patrono dos agostinianos. Sua festa é celebrada no dia de sua morte, 28 de agosto. Muitos protestantes, especialmente os calvinistas, consideram Agostinho como um dos "pais teológicos" da Reforma Protestante por causa de suas doutrinas sobre a salvação e graça divina.

Na Igreja Ortodoxa, algumas de suas doutrinas não são aceitas, como a da cláusula Filioque, do pecado original e do monergismo. Ainda assim, apesar destas controvérsias, é considerado também um santo, sendo comemorado como Abençoado Santo Agostinho no dia 15 de junho[. Ainda assim, numerosos autores ortodoxos advogaram a favor de suas obras e de sua personalidade, como Genádio II de Constantinopla e Seraphim Rose.

“O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.”

“Que é, pois o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; se quero explicá-lo a quem me pede, não sei.”

“A ociosidade caminha com lentidão, por isso todos os vícios a atingem.”

“Conhece-te, aceita-te, supera-te.”

“Existirá a verdade ainda que o mundo pereça.”

“Ninguém nega a Deus, senão aquele a quem lhe convém que Deus não exista.”

“Faça o que pode. Deus não te pede mais.”

“Se precisas uma mão, recorda que eu tenho duas.”

SARTRE, foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.

Repeliu as distinções e as funções problemáticas e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" que suceda à existência. Ele também é conhecido por seu relacionamento aberto que durou cerca de 51 anos (até sua morte) com a filósofa e escritora francesa Simone de Beauvoir.

Baseado principalmente na fenomenologia de Husserl e em 'Ser e Tempo' de Heidegger, o existencialismo sartriano procura explicar todos os aspectos da experiência humana. A maior parte deste projeto está sistematizada em seus dois grandes livros filosóficos: O ser e o nada e Crítica da razão dialética.

“O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.”

“Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem.”

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.”

“Cada homem deve descobrir o seu próprio caminho.”

“O homem deve ser inventado a cada dia.”

“O homem está condenado a ser livre.”

“És livre, escolhe, ou seja: inventa.”

“Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.”

“Não há necessidade de fogo, o inferno são os outros.”

SÊNECA, foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Séneca (ou Sêneca), o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.

Sêneca foi simultaneamente dramaturgo de sucesso, uma das pessoas mais ricas de Roma, estadista famoso e conselheiro do imperador. Sêneca teve que negociar, persuadir e planejar seu caminho pela vida. Ao invés de filosofar da segurança da cátedra de uma universidade, ele teve que lidar constantemente com pessoas não cooperativas e poderosas e enfrentar o desastre, o exílio, a saúde frágil e a condenação à morte. Sêneca correu riscos e teve grandes feitos.

"Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade"

“De que me adianta saber dividir um cordeiro em partes, se não sei dividi-lo com meu irmão?”

“Você será avarento se conviver com homens mesquinhos e avarentos. Será vaidoso se conviver com homens arrogantes. Jamais se livrará da crueldade se compartilhar sua casa com um torturador. Alimentará sua luxúria confraternizando-se com os adúlteros. Se quer se livrar de seus vícios, mantenha-se afastado do exemplo dos viciados.”

“O amor não se define; sente-se.”

“Importa mais o que você pensa sobre si mesmo do que o que os outros pensam de você”

“Não há vento favorável para o marinheiro que não sabe para onde ir”

SCHOPENHAUER, ARTHUR, foi um filósofo alemão do século XIX. Ele é mais conhecido pela sua obra principal "O mundo como vontade e representação" (1818), em que ele caracteriza o mundo fenomenal como o produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica. A partir do idealismo transcendental de Imannuel Kant, Schopenhauer desenvolveu um sistema metafísico ateu e ético que tem sido descrito como uma manifestação exemplar de pessimismo filosófico. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o pensamento indiano e alguns dos conceitos budistas na metafísica alemã. Foi fortemente influenciado pela leitura das Upanishads, que foram traduzidas pela primeira vez para o latim no início do século XIX.

Schopenhauer acreditava no amor como meta na vida, mas não acreditava que ele tivesse a ver com a felicidade. Era apenas a vontade cega e irracional que todos os seres têm de se reproduzirem, dando assim continuidade à vida e, por conseguinte, ao sofrimento. A sensação de felicidade que o amor traz é apenas o interrompimento temporário do querer, a fuga de uma dor imposta pela vontade. Para Schopenhauer somente o sofrimento é positivo, pois se faz sentir, o que chamamos de felicidade é negativo, no sentido de que não a percebemos. Considerava esse impulso de reprodução, esse "gênio da espécie", tão forte como o medo da morte, daí que muitos amantes arriscam a vida e a perdem obedecendo a este desejo.

“Por mais maciço e imenso que seja este mundo, sua existência depende, em qualquer momento, apenas de um fio único e delgadíssimo: a consciência em que aparece.”

“O mundo como representação, isto é; unicamente do ponto de vista de que o consideramos aqui, tem duas metades essenciais, necessárias e inseparáveis. Uma é o objeto; suas formas são o espaço e o tempo, donde a pluralidade. A outra metade é o sujeito; não se encontra colocada no tempo e no espaço, porque existe inteira e indivisa em todo ser que percebe: daí resulta que um só desses seres junto ao objeto completa o mundo como representação, tão perfeitamente quanto todos os milhões de seres semelhantes que existem: mas, também, se esse ser desaparece, o mundo como representação não mais existe.”

“A consciência é a mera superfície de nossa mente, da qual, como da terra, não conhecemos o interior, mas apenas a crosta.”

“Desviemos um instante os olhos de nossa própria indigência e de nosso limitado horizonte; levemo-los sobre esses homens que venceram o mundo, nos quais a vontade, atingindo a perfeita consciência de si, se reconheceu em tudo que existe e, livremente, renunciou a si mesma...”

SÓCRATES, foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje.

Através de sua representação nos diálogos de seu estudante ou professor, Sócrates tornou-se renomado por sua contribuição no campo da ética, e é este Sócrates platônico que legou seu nome a conceitos como a ironia socrática e o método socrático (elenchus). Este permanece até hoje a ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de discussões, e consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de questões são feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Foi o Sócrates de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos da epistemologia e da lógica, e a influência de suas ideias e de seu método continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais que se seguiram a ele.

Nas palavras do filósofo britânico Martin Cohen, Platão, o idealista, oferece "um ídolo, a figura de um mestre, para a filosofia. Um santo, um profeta do 'Deus-Sol', um professor condenado por seus ensinamentos como herege."

"Cuidado com a esterilidade da vida agitada"

“Creio que tenho prova suficiente de que falo a verdade: a pobreza.”

“Só sei que nada sei.”

“Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.”

“Tudo o que sei, é que nada sei!”

“Só sei que nada sei e por saber que nada sei, fico sabendo mais que os outros...”

“A verdadeira sabedoria consiste em saber que você não sabe de nada”

“ Ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber parece que sou um pouco mais sábio que ele exatamente por não supor que saiba o que não sei.”

“Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.”

“Quanto mais sei que sei, menos sei que sei.”

“Os cidadãos não terão alívio do mal, meu querido Glauco, nem a raça humana, creio, a não ser que os filósofos governem as cidades ou que os que hoje chamamos de reis e governantes estudem filosofia verdadeira e genuinamente, até que o poder político e a filosofia coalesçam e as diversas naturezas dos que hoje perseguem alguém até a exclusão do outro sejam forçosamente impedidas de fazê-lo.”

“Empregue o seu tempo em melhorar a si mesmo pelos escritos de outros homens, para que você possa facilmente ganhar aquilo pelo qual os outros têm trabalhado duro para conseguir”

SUN TZU, foi um general, estrategista e filósofo chinês. Sun Tzu é mais conhecido por sua obra A Arte da Guerra, composta por 13 capítulos de estratégias militares.

Sun Tzu, também grafado como Sunzi, foi uma figura histórica cuja existência é questionada por vários historiadores. Seu nome de nascimento era Sun Wu, sendo Sun o seu sobrenome, e Tzu um título que significa "Mestre". Tradicionalmente, Sun Tzu terá vivido no Período das Primaveras e Outonos da China (722 a.C. – 481 a.C.) como general do Rei Hu Lu. Historiadores mais recentes, que admitem a sua existência, datam o seu trabalho, A Arte da Guerra, do Período dos Reinos Combatentes (476 a.C. – 221 a.C.), baseado nas descrições da guerra desse livro, e pela semelhança da forma de redação do texto com outros trabalhos feitos no início do período dos Reinos Combatentes.

Os historiadores mais tradicionais acreditam que o seu descendente, Sun Pin, também escreveu um tratado sobre táticas militares, intitulado A Arte da Guerra de Sun Pin. Ambos são mencionados como Sun Tzu nos textos tradicionais chineses, e alguns historiadores acreditavam que Sun Wu era de fato Sun Pin até à descoberta dos seus trabalhos, em 1972. Durante os séculos XIX e XX, A Arte da Guerra de Sun Tzu, ganhou grande popularidade sendo adaptado na prática pelo mundo Ocidental, continuando os seus trabalhos a influenciar as culturas e políticas tanto dos mundos Asiático como do Ocidental.

"No meio do caos há sempre uma oportunidade"

“As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas.”

“Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem.”

“O verdadeiro método, quando se tem homens sob as nossas ordens, consiste em utilizar o avaro e o tolo, o sábio e o corajoso, e em dar a cada um a responsabilidade adequada.”

“Os que ignoram as condições geográficas - montanhas e florestas - desfiladeiros perigosos, pântanos e lamaçais - não podem conduzir a marcha de um exército.”

“Se o inimigo deixa uma porta aberta, precipitemo-nos por ela.”

THOMAS HOBBES, foi um matemático, teórico político e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do cidadão (1651). Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de um governo e de uma sociedade fortes. No estado natural, embora alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais de forma a estar isento do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem direito a tudo e, uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos contra todos (Bellum omnia omnes). No entanto, os homens têm um desejo, que é também em interesse próprio, de acabar com a guerra e, por isso, formam sociedades através de um contrato social.

De acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma autoridade à qual todos os membros devem render o suficiente da sua liberdade natural, de forma que a autoridade possa assegurar a paz interna e a defesa comum. Este soberano, quer seja um monarca ou uma assembleia (que pode, até mesmo, ser composta de todos, caso em que seria uma democracia), deveria ser o Leviatã, uma autoridade inquestionável. A teoria política do Leviatã mantém, no essencial, as ideias de suas duas obras anteriores, Os elementos da lei e Do cidadão (em que tratou a questão das relações entre Igreja e Estado).

Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. O Estado não pode estar sujeito às leis por ele criadas pois isso seria infringir sua soberania. Para ele, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto. Neste sentido, critica a livre interpretação da Bíblia na Reforma Protestante por, de certa forma, enfraquecer o monarca. Sua filosofia política foi analisada pelo cientista político Richard Tuck como uma resposta para os problemas que o método cartesiano introduziu para a filosofia moral. Hobbes argumenta que só podemos conhecer algo do mundo exterior a partir das impressões sensoriais que temos dele ("Só existe o que meus sentidos percebem"). Esta filosofia é vista como uma tentativa de embasar uma teoria coerente de uma formação social puramente no fato das impressões em si, a partir da tese de que as impressões sensoriais são suficientes para o homem agir no sentido de preservar sua própria vida. A partir desse imperativo, Hobbes constrói toda sua filosofia política.

Segundo Hobbes, o ser humano não nasce livre, pois somente podemos nos considerar realmente livres quando somos capazes de avaliar as consequências, boas ou más, das nossas ações.

Hobbes ainda escreveu muitos outros livros falando sobre filosofia política e outros assuntos, oferecendo uma descrição da natureza humana como cooperação em interesse próprio. Foi contemporâneo de Descartes e escreveu uma das respostas para a obra Meditações sobre filosofia primeira, deste último.

“O homem é lobo do homem, em guerra de todos contra todos.”

“Pertence a cada homem só aquilo que ele é capaz de conseguir, e apenas enquanto for capaz de conservá-lo. É esta condição miserável que o homem realmente se encontra, por obra da simples natureza.”

“A razão é o passo, o aumento da ciência o caminho, e o benefício da humanidade é o fim.”

“O universo é corpóreo; tudo o que é real é material, e aquilo que não é material não é real.”

“Os pactos, sem a força, não passam de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém.”

“Dos poderes humanos o maior deles é aquele que é composo pelos poderes de vários homens, unidos por consentimento de uma só pessoa, natural ou civil, que tem o uso de todos os seus poderes na dependência de sua vontade.”

“Temos aversão não apenas por coisas que sabemos nos terem causado dano, mas também por aquelas que não sabemos que danos podem causar.”

“O medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião.”

“A curiosidade e a produção do conhecimento no homem muitas vezes supera qualquer 
 prazer carnal, distinguindo-o dessa forma de qualquer animal.”

VIRGÍLIO, foi um poeta romano clássico, autor de três grandes obras da literatura latina, as Éclogas (ou Bucólicas), as Geórgicas, e a Eneida. Uma série de poemas menores, contidos na Appendix vergiliana, são por vezes atribuídos a ele.

Virgílio é tradicionalmente considerado um dos maiores poetas de Roma, e expoente da literatura latina. Sua obra mais conhecida, a Eneida, é considerada o épico nacional da antiga Roma: segue a história de Eneias, refugiado de Troia, que cumpre o seu destino chegando às margens de Itália — na mitologia romana, o ato de fundação de Roma. A obra de Virgílio foi uma vigorosa expressão das tradições de uma nação que urgia pela afirmação histórica, saída de um período turbulento de cerca de dez anos, durante os quais as revoluções prevaleceram. Virgílio teve uma influência ampla e profunda na literatura ocidental, mais notavelmente na Divina Comédia de Dante, em que Virgílio aparece como guia de Dante pelo inferno e purgatório.

“Uma dor assim, se tivesse podido prevê-la saberia suportá-la.”

“Enquanto os rios correrem para o mar, os montes fizerem sombra aos vales e as estrelas fulgirem no firmamento, deve durar a recordação do benefício recebido na mente do homem reconhecido.”

“Feliz aquele que conseguiu compreender a causa das coisas.”

“A inveja, como o vento, açoita sempre os cumes mais altos.”

“Nada se espalha com maior rapidez do que um boato.”

VOLTAIRE, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês. Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio, é uma dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.

Foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo. Voltaire é o patriarca de Ferney. Ficou conhecido por dirigir duras críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza. Por dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão, refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu naquele país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke.

“Os homens devem ter corrompido um pouco a natureza, pois não nasceram lobos e acabaram se tornando lobos.”

“O repouso é bom, mas o tédio é irmão do repouso.”

“Todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo.”

“Deus concedeu-nos o dom de viver; compete-nos a nós viver bem.”

“Nem sempre podemos agradar, mas podemos falar sempre agradavelmente.”

“Esta vida é um perpétuo combate e a filosofia o único emplastro que podemos pôr nas feridas que recebemos de todos os lados.”

WITTGENSTEIN, LUDWIG JOSEPH JOHANN, foi um filósofo e arquiteto austríaco, naturalizado britânico. Foi um dos principais autores da virada linguística na filosofia do século XX. Suas principais contribuições foram feitas nos campos da lógica, filosofia da linguagem, filosofia da matemática e filosofia da mente.

Muitos o consideram o filósofo mais importante do século passado. Seu mais popular livro de filosofia publicado, o Tractatus Logico-Philosophicus, de 1922, exerceu profunda influência no desenvolvimento do positivismo lógico. Mais tarde, as ideias por ele formuladas a partir de 1930 e difundidas em Cambridge e Oxford também impulsionaram um outro movimento filosófico - a chamada "filosofia da linguagem comum".

Seu pensamento é geralmente dividido em duas fases. Para identificá-las, muitos autores recorrem ao artifício de atribuir os escritos da juventude ao Primeiro Wittgenstein e a obra posterior ao Segundo Wittgenstein, como se designassem autores distintos. A cada um desses períodos corresponde uma obra central na história da filosofia do século XX. À primeira fase, pertence o Tractatus Logico-Philosophicus, livro em que Wittgenstein procura esclarecer as condições lógicas que o pensamento e a linguagem devem atender para poder representar o mundo. À segunda fase, pertencem as Investigações Filosóficas, publicadas postumamente em 1953. Nesse livro, Wittgenstein trata de tópicos similares aos do Tractatus (embora sob uma perspectiva radicalmente diferente) e avança sobre temas da filosofia da mente ao analisar conceitos como os de compreensão, intenção, dor e vontade.

“Minhas proposições elucidam dessa maneira: quem me entende acaba por reconhecê-las como contrassensos, após ter escalado através delas – por elas – para além delas. (Deve, por assim dizer, jogar fora a escada após ter subido por ela.) Deve sobrepujar essas proposições, e então verá o mundo corretamente."

"Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar."

“Que bom que não me deixo influenciar!”

“O mundo é tudo o que acontece.”

“Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.”

“É por isso que tampouco pode haver proposições na ética. Proposições não podem exprimir nada de mais alto.”

“As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.”

“O mundo é a totalidade dos fatos, não das coisas.”

“Toda a concepção moderna do mundo tem como fundamento a ilusão de que as chamadas leis da natureza sejam as explicações dos fenômenos naturais.”

Fontes:


https://www.frasesfamosas.com.br/frases-de/


LÊRTIOS, Diogenes. Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. 2 ed., reimpressão – Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2008

MARCONDES, Danilo. Iniciação á Historia da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.

STOKES, Philip. Os 100 pensadores essenciais da filosofia: dos pré-socráticos aos novos cientistas – Rio de Janeiro: DIFEL, 2012.