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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Definição, Sentido e Limitações

 

Nossa mente é maravilhosa ao mesmo tempo esta maravilha é tagarela, ela nos faz pensar sobre tudo, ela nos conduz a "lugares" misteriosos, lugares onde nossas definições e conceitos não conseguem responder a questões devido aos próprios limites que possuímos, é quando chegamos ao momento de superar os próprios limites estabelecidos culturalmente e principalmente aqueles estabelecidos por nós.

É verdade que as pessoas têm uma tendência natural de procurar definição e sentido em várias áreas de suas vidas. Essa busca por significado pode ser observada em diferentes aspectos, desde questões existenciais até em atividades cotidianas, antes de tudo, “definir” é estabelecer limites, isto é, “delimitar” o conceito de algo nos mantendo dentro de um balizamento, em muitos casos é preciso coragem para pensar e enfrentar tabus e muitos hábitos culturais repetimos sem pensar.

No nível mais básico, os seres humanos têm uma necessidade de compreender o mundo ao seu redor e atribuir significado às coisas. Isso pode envolver a busca por respostas para perguntas fundamentais, como o propósito da vida, a existência de um poder superior ou o significado da própria existência.

Além disso, as pessoas também buscam sentido em suas relações interpessoais, trabalho, hobbies e em outras atividades que ocupam seu tempo e energia. Elas desejam sentir-se realizadas, conectadas e valorizadas em suas vidas diárias.

A busca por definição e sentido pode ser impulsionada por diferentes fatores, como a necessidade de encontrar um propósito pessoal, lidar com a incerteza ou enfrentar desafios e adversidades. A busca por sentido pode variar amplamente de uma pessoa para outra, pois cada indivíduo tem suas próprias experiências, valores e crenças.

É importante ressaltar que a definição e o sentido podem ser construídos de maneira individual e subjetiva. O que uma pessoa considera significativo pode não ter o mesmo significado para outra, principalmente para nós brasileiros que vivemos num ambiente maravilhosamente repleto de diferenças, mesmo assim é um processo altamente pessoal e único para cada indivíduo, pensando nisto é que precisamos entender para não ser preciso tolerar, entender neste caso é ter empatia para não ser "obrigado" a tolerar, a palavra tolerar me parece ser limitada e dura demais para sentirmos empatia, infelizmente muito se fala em tolerância, esta seria a ultima fronteira da convivência humana.

A busca por definição e sentido é uma parte intrínseca de nossa natureza "humana". É uma busca contínua e individualizada que reflete a necessidade de compreensão, propósito e realização em diferentes aspectos da vida, nosso senso comum é nosso motor de propulsão, nele estão nossas experiências e ferramentas de uso imediato, cientes de sua limitação, o senso comum "consciente" procura cultivar hábitos positivos ampliando seu conhecimento, um desses modos de evoluir é através da erudição e consciência filosófica.

Quando queremos ampliar nosso alcance de conhecimento inicialmente procuramos focar em algum tema ou assunto de interesse, por necessidade ou por curiosidade, há várias razões pelas quais decidimos falar e pensar a respeito, falo isto porque a vida é curta, mas não precisa ser pequena, jogar os limites para adiante é básico neste mundo que a cada instante nos atropela por tantas descobertas e novidades.

Na busca de significado a erudição e a filosofia muitas vezes estão relacionadas à busca de significado e propósito na vida. Ao explorar esses temas, podemos nos confrontar com questões existenciais e éticas, buscando compreender melhor a natureza do ser humano, a realidade e o propósito da existência. Falar sobre erudição e filosofia pode ser uma maneira de explorar essas questões e buscar respostas pessoais.

Diálogo e compartilhamento também são os ingredientes necessários para se falar sobre erudição e filosofia, pois podemos estar buscando o diálogo e o compartilhamento de ideias com outras pessoas. Discutir esses temas pode abrir espaço para trocas intelectuais, debates saudáveis e a oportunidade de ouvir diferentes perspectivas. Pode ser que você queira compartilhar suas próprias ideias ou aprender com as experiências e conhecimentos de outras pessoas, não ficando de fora seu próprio senso comum.

Independentemente da motivação específica por trás de nossa escolha de falar sobre erudição e filosofia atualmente, esses temas têm potencial para enriquecer nossa compreensão do mundo, estimular nosso pensamento crítico e contribuir para nosso crescimento pessoal. A exploração desses assuntos é recompensadora e gratificante, seja individualmente ou em um contexto de troca de ideias e conhecimentos com outras pessoas.

Erudição e filosofia são dois campos de estudo relacionados, interligados, mas distintos, dentro do domínio do conhecimento humano, no entanto ser erudito não quer dizer que seja filósofo, mas o filósofo pode ser erudito.

A erudição refere-se ao amplo conhecimento adquirido por meio do estudo e da leitura extensiva em várias áreas do conhecimento, como história, ciência, literatura, filosofia e outros campos acadêmicos. Uma pessoa erudita é aquela que possui um vasto acervo de informações e está familiarizada com uma ampla gama de tópicos. A erudição envolve a busca ativa pelo conhecimento e a exploração de diversas fontes, como livros, artigos, ensaios e outros recursos acadêmicos.

Por outro lado, a filosofia é uma disposição que cabe conforme o interesse de cada um e específica que se preocupa com questões fundamentais sobre a existência humana, o conhecimento, a moralidade, a realidade e a natureza da verdade. Ela busca entender as questões mais profundas e fundamentais sobre o mundo e a nossa experiência nele. A filosofia não se limita a acumular informações, mas também envolve a reflexão crítica e a análise lógica dessas questões.

A erudição pode desempenhar um papel importante no estudo da filosofia, uma vez que a filosofia está fundamentada em uma ampla gama de tradições intelectuais, conceitos e teorias. Uma pessoa erudita em filosofia terá um conhecimento aprofundado das diferentes escolas de pensamento, dos filósofos proeminentes e de suas ideias. A erudição pode fornecer uma base sólida para a análise filosófica e contribuir para uma compreensão mais ampla das questões filosóficas.

No entanto, é importante destacar que a erudição por si só não garante a capacidade de fazer filosofia. A filosofia requer interesse, vontade em pensar, habilidades de pensamento crítico, análise lógica, argumentação e síntese conceitual, que vão além do conhecimento meramente acumulado. Embora a erudição possa fornecer o contexto histórico e o acúmulo de conhecimento necessários para a filosofia, ela é apenas um ponto de partida e não substitui a prática filosófica em si. A filosofia é uma atividade intelectual que envolve a reflexão pessoal e o engajamento ativo com as questões filosóficas.

É preciso seguir em frente, se pensarmos bem, muito já foi dito e praticamente quase tudo sobre filosofia já foi escrito, muitos se debruçaram e escreveram a respeito de tudo, o erudito visa tentar ler de tudo um pouco, pois é impossível ler tudo, a filosofia construiu muito sobre os mais diversos temas, campos e áreas, no entanto, isso não impede, necessariamente, que não possamos seguir em frente e possamos por nós mesmos compreender o que é filosofia, sempre é preciso chegar por nós mesmos à essência da definição do que seja a verdadeira filosofia, a cada um caberá sua filosofia de vida.

Como disse o professor Márcio Petrocelli, somente quando encontramos a nossa visão e, de algum modo, nos tornemos nós mesmos a filosofia, nascerá o pensador, o filósofo. Nada nos diz mais profundamente sobre a nossa procura do que aquilo que nasce das profundezas do nosso próprio ser. Já dizia Camus, logo no início do seu Mito de Sísifo: “Só há uma questão filosófica verdadeiramente séria: o suicídio. Julgar que a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. Se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem dez ou doze categorias, isso vem depois.”

Nesta nossa breve vida, procuramos sentido, formamos conceitos e definições, colocamos rótulos, prejulgamos e pré-conceituamos, no entanto precisamos superar nossas limitações do que "sempre foi assim que fizemos", ao final de tudo aquilo que foi dito e escrito, ainda procuramos uma boa filosofia de vida, informação pela erudição não é conhecimento se não filosofarmos e darmos liga culturalmente de nada valerá caminhar tanto.

Então, vamos filosofar mais um pouco, tentar alguns conceitos mais corriqueiros como por exemplo a  definição e o sentido da vida são questões filosóficas profundas que têm sido debatidas ao longo da história. Existem diversas perspectivas e abordagens sobre o tema, e as respostas podem variar de acordo com as crenças e valores pessoais de cada indivíduo.

Em termos gerais, a definição da vida refere-se à existência e às características que a distinguem de objetos inanimados. A vida é frequentemente associada à capacidade de crescer, reproduzir-se, responder a estímulos, metabolizar energia e evoluir.

Quanto ao sentido da vida, é uma questão mais complexa e subjetiva. Para alguns, o sentido da vida pode estar ligado a propósitos religiosos ou espirituais, enquanto outros podem buscar um sentido mais pessoal e individual. Alguns filósofos argumentam que o sentido da vida é construído por cada indivíduo, por meio de suas ações, relacionamentos e busca por significado.

Não existe uma resposta definitiva e universalmente aceita para a definição e o sentido da vida. Cada pessoa pode encontrar seu próprio significado e propósito, seja através de conexões sociais, busca de conhecimento, realização de objetivos pessoais ou até mesmo em contribuir para o bem-estar dos outros e do mundo ao seu redor.

A definição e o sentido da vida são conceitos pessoais e individuais, moldados por nossas experiências, valores e visões de mundo. É uma jornada pessoal e contínua de auto exploração e descoberta.

No que tange ao nosso objetivo de desvendar o mundo e seus segredos, percebemos que nossa erudição está cada vez mais fragmentada, muito devido a ampliação do conhecimento, as especializações nos distanciam do macro, estamos nos tornando micros dentro de um mundo gigantesco, o foco no ponto nos puxa para dentro dele,  cientificamente vamos descobrindo e criando mais pixels, estamos deixando para trás a leveza artística dos conceitos que dependem de imaginação, espanto, maravilhamento e esquecendo que os conceitos nasceram da inspiração de imagens, de audaciosas metáforas, do deslocamento criativo de palavras. Nietzsche em suas meditações concluiu que os conceitos não deixam de ser ilusões, das quais se esqueceu o que são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas.

Por fim, será que esquecemos que já havíamos aprendido a diferença que existe entre sentido e conceito? poucos param para pensar a respeito de um ou de outro, ainda mais no tempo de abreviaturas e reduções que estão fazendo diariamente em nossa língua, pensar a respeito não é pouco, o mundo não é mais aquele que vivemos a 30 anos atrás, naqueles 30 anos procurávamos falar e escrever corretamente, pois sabíamos que o "que" falamos era e é o resultado do pensamento e imaginação.

Atualmente a velocidade das transformações nos obrigam a tentar entender o vocabulário desfigurado e emburrecido, o que pensar então do pensamento que está se encurtando também na mesma proporção em que nossa linguagem está se deteriorando ao nível de substituirmos nossa linguagem artística pela linguagem informal, coloquial e a linguagem de algoritmos, substituindo palavras pelo código binário 0 e 1. Precisamos pensar e falar em definição e sentido superando estas limitações conceituais que estão nos emburrecendo, talvez voltar atrás no caminho e enveredar noutra direção e sentido.

Filosofar é esta imensidão de pensamentos, deixar a mente dialogar consigo mesmo é uma dialética pessoal onde cada um pode ou não concordar com tudo ou alguma coisa daquilo que pensamos, mas todos nós podemos e devemos pensar a respeito do mundo onde estamos inseridos, é obrigação não deixar o tempo passar sem refletir nem que seja um pouquinho, ir além do nascer, crescer e morrer, é preciso tirar o foco de nosso interior e olhar para o mundo exterior ampliando nossas dimensões.

A dimensão filosófica do conhecimento não desapareceu com o desenvolvimento espetacular tecnologia, o século XXI nos apresenta grandes desafios, vivemos um momento histórico, neste novo milênio o Homem está no centro dos acontecimentos, nossa responsabilidade com o que está acontecendo ao mundo são consequências dos nossos atos, portanto não podemos esperar que todas as soluções sejam tecnológicas.

O sentido macro é existencial, o homem inserido no mundo é uma pequena parte constituinte, mas o maior responsável por quase tudo que acontece de bom e ruim, o sentido da sobrevivência para os seres humanos no século XXI ainda é essencialmente o mesmo que em qualquer outra época, garantir a preservação da vida e buscar condições que permitam a prosperidade e a felicidade. No entanto, as circunstâncias e desafios específicos enfrentados pelos indivíduos neste século podem ser diferentes dos enfrentados por gerações anteriores.

No século XXI, os seres humanos enfrentam uma série de questões complexas que podem afetar seu senso de sobrevivência e bem-estar, filosofar também é isto, olhar para o mundo como parte dele, procurar entender os problemas e enfrentar os desafios com soluções responsáveis e inteligentes como por exemplo:

    Mudanças climáticas: O aumento da temperatura global, o derretimento das calotas polares, os eventos climáticos extremos e outros efeitos das mudanças climáticas representam uma ameaça significativa para a sobrevivência das pessoas. É necessário encontrar soluções para mitigar esses impactos e garantir a sustentabilidade do planeta.

   Desigualdade social: A disparidade econômica e social continua sendo um problema importante no século XXI. A luta pela igualdade de oportunidades, acesso à educação, saúde, moradia adequada e empregos dignos é fundamental para garantir a sobrevivência e o bem-estar de todos.

   Avanço tecnológico: O rápido avanço da tecnologia traz benefícios, mas também apresenta desafios. A automação e a inteligência artificial podem afetar o mercado de trabalho e criar incertezas sobre o futuro profissional das pessoas. É importante adaptar-se e adquirir habilidades relevantes para o mundo em constante mudança.

   Crises humanitárias e conflitos: Conflitos armados, migração em massa, deslocamento forçado, crises de refugiados e outras situações humanitárias representam desafios para a sobrevivência e o bem-estar de muitas pessoas. A cooperação internacional e a busca de soluções pacíficas são essenciais para enfrentar essas crises.

   Saúde global: A pandemia de COVID-19 destacou a importância da saúde global e da capacidade de resposta a emergências sanitárias. Garantir acesso a serviços de saúde de qualidade, desenvolvimento de vacinas, medidas de prevenção e resposta a doenças são fundamentais para a sobrevivência da população.

   Sustentabilidade ambiental: A preservação do meio ambiente e a adoção de práticas sustentáveis são cruciais para garantir a sobrevivência das gerações futuras. A redução da poluição, o uso responsável dos recursos naturais e a proteção da biodiversidade são questões urgentes.

Em suma, o sentido da sobrevivência no século XXI para os seres humanos envolve enfrentar esses desafios complexos de forma colaborativa e encontrar soluções sustentáveis. É necessário promover a resiliência, a empatia, a cooperação global e a conscientização sobre o impacto de nossas ações no mundo para garantir um futuro melhor para todos, então é hora de revisar conceitos, definir objetivos e superar nossas limitações, reconhecer essas limitações é parte de nossa condição humana. No entanto, também é fundamental lembrar que os seres humanos têm a capacidade de superar muitos desses obstáculos por meio da inovação, colaboração e adaptação.

 


sábado, 3 de junho de 2023

Intuição na espiritualidade, aprender e confiar!

 

Muitas vezes antes de baterem a porta já sabia que iriam bater, até quando o telefone tocou eu ja sabia quem estava do outro lado da linha, e veja que não era alguém que eu estava aguardando para falar, outras vezes uma musica estava tocando na minha mente e ao ligar o rádio a mesma musica estava tocando, estes são alguns exemplos claros e evidentes do poder da intuição, no entanto é claro que nem sempre acertamos, afinal a intuição não é infalível, mas podemos, sim confiar nela, ela é poderosa em níveis diferentes em cada um.

Em outras ocasiões pude perceber que a pessoa que estava falando comigo estava mentindo e na epoca ainda não tinha lido nada sobre linguagem corporal, eu simplesmente sabia, com o passar do tempo passei a identificar alguém ser confiável ou não, atualmente com tanto malandro querendo aplicar golpes precisamos de todas nossa habilidades lógicas e intuitivas para nos defendermos deles.

Intuição todos temos, porem poucos lhe dão atenção, a intuição sempre desempenhou um papel importante na minha vida, posso dizer que a moda aristotélica aprendi através da experiência e na disciplina do exercício, intuição é natural a todos nós, depende apenas da importância que lhe damos e o espaço que ela ocupa dentro de cada um.

Quando exercitamos o autoconhecimento passamos a conhecer nossos próprios padrões e reações. A intuição muitas vezes se baseia em experiências passadas e no conhecimento acumulado, então aprendi a estar atento aos insights que surgem com base nas minhas próprias vivências, em nosso subconsciente existe uma imensa gama de memórias, impulsos, desejos, é um submundo estranho e surpreendente, lá estão escondidas forças que precisam ser entendidas.

Deixar a intuição trabalhar é uma abordagem útil em várias situações. A intuição muitas vezes é descrita como um "sentimento" ou uma compreensão instantânea de algo, sem a necessidade de raciocínio lógico. Às vezes, a intuição também surge dentro de sua própria lógica, ela também se baseia em padrões e informações sutis que o cérebro percebeu, mesmo que não se esteja consciente disso, por isto presto atenção em pistas e sinais que podem estar à minha volta e que possam estar influenciando minha intuição.

Quando aprendemos a valorizar a intuição começamos a despertar interesse pelas formas de ampliar seu alcance, existem várias maneiras de exercitar e desenvolver a intuição, o desenvolvimento ocorre através de algumas práticas que ajudam bastante como por exemplo:

A Meditação é uma prática poderosa para acalmar a mente e se conectar com a intuição. Reserve alguns minutos todos os dias para meditar, concentrando-se na sua respiração e permitindo que os pensamentos se dissipem, é uma forma de aquietar a mente. Isso ajudará a abrir espaço para a intuição se manifestar.

Escuta interior, tire um tempo regularmente para se afastar do ruído e das distrações externas e ouvir sua voz interior. Pode ser por meio de uma caminhada tranquila na natureza, um momento de contemplação silenciosa ou escrever em um diário. Esteja aberto para receber insights intuitivos e preste atenção às mensagens que surgirem.

Exercícios de imaginação, use sua imaginação de forma intencional. Visualize situações e imagine diferentes possibilidades. Isso ajudará a estimular sua intuição e a capacidade de obter insights além do pensamento lógico.

Registre seus sonhos, mantenha um caderno ao lado da cama e anote seus sonhos assim que acordar. Os sonhos podem conter símbolos e mensagens intuitivas que podem ser úteis para o seu crescimento pessoal e tomada de decisões. Em alguns casos resolvi problemas que aparentemente não tinham solução, a solução em principio paria mirabolante, porém não era, a solução me fez sair da tal caixinha e ver o problema de outra maneira.

Confie nos primeiros pensamentos: Quando enfrentar uma decisão ou um problema, anote as primeiras ideias ou insights que surgirem em sua mente, mesmo que pareçam estranhos ou não convencionais. Muitas vezes, essas primeiras impressões são intuitivas e podem levar a soluções criativas, e olhem não foram uma ou duas vezes que se mostrou valido, quantas vezes este método me surpreendeu positivamente.

Pratique a escuta atenta: Preste atenção às informações sutis ao seu redor. Observe as pessoas, os padrões, as energias e as vibrações do ambiente. Quanto mais você estiver consciente do seu entorno, mais fácil será captar sinais intuitivos, estar presente no presente é estar vivendo intensamente esta vida curta que nem por isto precisa ser pequena, agora parodiando Benjamin Disraeli.

Sugiro prestar atenção às sensações físicas que experimentamos quando estamos tomando decisões. Se algo não parece certo, o corpo pode reagir de maneira sutil, como um aperto no estômago ou uma sensação de tensão. Esses sinais podem ser pistas da intuição.

Desenvolver a intuição é um processo gradual, então seja paciente consigo mesmo e esteja aberto para receber insights de maneiras diferentes. Com a prática regular, você fortalecerá sua conexão intuitiva e aprenderá a confiar nela como uma ferramenta valiosa em sua vida.

Como disse anteriormente a intuição não é infalível e, em certas situações, pode ser apropriado complementar a intuição com pensamento crítico e análise racional. No entanto, permitir que a intuição participe do processo de tomada de decisões pode trazer insights e perspectivas únicas.

A intuição é uma habilidade valiosa que todos nós possuímos. Ela é a capacidade de compreender ou perceber algo sem a necessidade de um raciocínio lógico ou análise detalhada. Quando deixamos a intuição trabalhar, permitimos que nossa mente faça conexões subconscientes e reconheça padrões sutis.

Na espiritualidade, a intuição é frequentemente considerada como uma conexão com uma sabedoria mais profunda, uma orientação divina ou uma consciência superior. Ela é vista como uma forma de comunicação direta com o divino ou com o Eu Superior. Acredito  que a intuição espiritual possa fornecer insights, orientação e respostas para questões que vão além do conhecimento racional.

Muitas tradições espirituais enfatizam a importância de cultivar e confiar na intuição como uma maneira de se conectar com a verdade interior e com o plano divino. A intuição pode ser considerada como uma voz interior, um sentimento profundo, uma orientação intuitiva ou até mesmo uma sincronicidade significativa. É uma forma de acesso direto à sabedoria espiritual e pode ajudar na tomada de decisões, na escolha do caminho certo e no crescimento pessoal.

A sincronicidade aparece quando estamos na hora certa e no lugar certo, entendo que a sincronidiade é o que define os acontecimentos que se relacionam, no entanto, por relação de significado e não casual. Karl Jung é o idealizador do termo e ele procurou estudar este fenômeno vital, devido a sua importância e profundidade.

Na espiritualidade, o desenvolvimento da intuição geralmente é encorajado por meio de práticas como meditação, oração, reflexão interior, contemplação silenciosa e conexão com a natureza. Essas práticas ajudam a acalmar a mente e abrir espaço para receber insights intuitivos.

No entanto, é importante ter em mente que a intuição na espiritualidade não é um substituto para um discernimento cuidadoso, uma reflexão ética ou uma busca de conhecimento e sabedoria. Ela é uma ferramenta valiosa que pode ser usada em conjunto com outros recursos para buscar uma compreensão mais profunda da existência e da jornada espiritual, as combinações das inteligências fazem parte do processo de desenvolvimento humano.

Cada pessoa pode ter sua própria compreensão e experiência da intuição na espiritualidade, e é importante respeitar as diferentes perspectivas e abordagens nesse sentido. O cultivo da intuição espiritual é um processo individual e único para cada pessoa, e cada um pode descobrir sua própria maneira de se conectar com essa forma de sabedoria intuitiva.

A intuição se manifesta muitas vezes de maneira sutil como sentir o olhar de alguém e quando nos viramos percebemos que estávamos sendo observados, sonhar com eventos antes que ocorram, sentir que alguém conhecido está com problemas ou em perigo são algumas das manifestações intuitivas, são provas de nossa conexão com o mundo que nos rodeia, aprender a enxergar estes momentos nos ajuda a compreender melhor a nós mesmos e o mundo no qual estamos inseridos.

Não foi à toa que uma de minhas formações acadêmicas foi o estudo de Filosofia, a intuição desempenha um papel significativo na filosofia, especialmente na filosofia continental e em algumas tradições da filosofia oriental. Embora existam várias abordagens e interpretações da intuição filosófica, em geral, ela se refere a um tipo de conhecimento ou compreensão direta e imediata, que não é baseado na razão ou na análise conceitual.

Na tradição ocidental, a intuição filosófica tem sido explorada por filósofos como René Descartes, Immanuel Kant, Henri Bergson e Martin Heidegger. Descartes, por exemplo, destacou a intuição como uma fonte de conhecimento fundamental em sua busca por uma base indubitável para a filosofia. Ele acreditava que a intuição clara e distinta poderia fornecer certeza em relação a verdades fundamentais.

Kant também abordou a intuição, diferenciando entre intuição sensível e intuição intelectual. A intuição sensível refere-se à percepção dos objetos do mundo externo, enquanto a intuição intelectual é uma forma de conhecimento imediato e não conceitual, que Kant considerava como uma faculdade superior à razão.

Bergson desenvolveu a ideia de intuição como uma forma de conhecimento que acessa diretamente a realidade temporal e fluída da vida. Ele argumentou que a intuição permite uma compreensão mais profunda e completa da experiência do que a análise conceitual.

Heidegger também enfatizou a importância da intuição em sua filosofia. Para ele, a intuição revela o ser e sua verdade. Ele considerava a intuição como uma forma de apreensão direta do mundo, que é anterior ao pensamento conceitual.

Além disso, em muitas tradições filosóficas orientais, como o hinduísmo, o budismo e o taoísmo, a intuição desempenha um papel central. A meditação e a contemplação são frequentemente utilizadas como práticas para desenvolver a intuição e alcançar um conhecimento mais profundo da natureza da realidade.

Em resumo, a intuição na filosofia refere-se a uma forma de conhecimento direto e imediato, que transcende a razão e a análise conceitual. Ela desempenha um papel importante em várias tradições filosóficas, oferecendo uma abordagem complementar à razão e permitindo uma compreensão mais profunda da realidade, Deus colocou no mundo homens com inteligências múltiplas capazes de construir “filosofias” que ampliaram nosso conhecimento e nosso lugar no processo de crescimento espiritual e mental.

Aprender e confiar na intuição está muito além daquilo que aqueles que a rejeitam podem realmente compreender a profundidade e alcance, nossa espiritualidade conectada com a força maior em sua sabedoria nos criou com inteligências múltiplas para melhor conhecermos nosso criador, a lição do constante aprendizado nos torna humildes, devemos admitir que nada sabemos diante desta imensidão espiritual, vamos em frente com nossa fé no grande Pai.

Tem uma frase que soa poeticamente em minha mente: "intuição pode ser docilidade à audição da voz que nos habita"; é o sussurro que vem da realidade e das coisas" parece ser uma expressão poética que enfatiza a importância de ouvir atentamente e estar aberto para as vozes que existem dentro de nós e ao nosso redor.

Dar atenção a intuição é como um convite para ser receptivo aos sussurros da realidade e das experiências que nos cercam, reconhecendo a sabedoria e os ensinamentos que podem ser encontrados nas coisas simples e cotidianas.

É importante cultivarmos uma mente aberta, atenta e sensível para ouvir e compreender as mensagens que a vida e o mundo nos oferecem. Ela ressalta que há uma riqueza de conhecimento e compreensão disponível se estivermos dispostos a nos conectar com a realidade e prestar atenção aos detalhes e sutilezas que muitas vezes passam despercebidos.

O sussurro da realidade e das coisas refere-se a essa sabedoria e conhecimento que está presente em nosso ambiente e em nossas experiências diárias. Pode ser encontrado na natureza, nas interações com outras pessoas, nas situações que enfrentamos e nas reflexões que fazemos sobre elas. Esses sussurros podem nos oferecer insights valiosos, nos conectar com uma compreensão mais profunda da vida e nos ajudar a tomar decisões mais sábias.