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quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Um Lugar Comum

 

A vida, às vezes, pode parecer uma sucessão interminável de momentos previsíveis e rotineiros. Acordamos, vamos ao trabalho, cumprimos nossas responsabilidades e, eventualmente, nos recolhemos para dormir, apenas para repetir tudo de novo no dia seguinte. No entanto, há um sentimento crescente de que estamos destinados a algo mais do que essa monotonia diária, uma sensação de que as paredes do cotidiano não podem conter o anseio por uma existência mais profunda e significativa.

É como se as pessoas estivessem perdendo o interesse pelo que é comum, pelo que é previsível. Há uma inquietação latente, uma busca incessante por algo que transcenda as fronteiras estabelecidas pelo convencional. Afinal, quem disse que a vida deveria ser apenas uma sequência de eventos mundanos? Quem ditou que a existência se resume a uma série de tarefas cumpridas e obrigações preenchidas?

Talvez seja essa a razão pela qual muitos de nós saem em busca do desconhecido, dispostos a explorar os confins do mundo e os recessos de nossa própria alma. É uma jornada de autodescoberta, uma tentativa de encontrar significado em um universo que muitas vezes parece caótico e desprovido de propósito. E, nessa busca, encontramos um aliado poderoso: a voz dos pensadores espiritualistas, aqueles que ousaram desafiar as noções convencionais e mergulhar nas profundezas do ser humano.

Um desses pensadores é Alan Watts, filósofo e estudioso das tradições espirituais do Oriente. Watts instiga-nos a questionar as estruturas que limitam nossa compreensão da realidade, desafiando-nos a explorar as possibilidades infinitas que se estendem além do que é tangível e mensurável. Ele nos lembra que a vida é muito mais do que uma série de eventos lineares; é um fluxo interminável de energia e consciência, permeado pela interconexão de todas as coisas. Em suas palavras, Watts nos convida a abraçar a incerteza, a dançar com a ambiguidade e a abraçar a totalidade do ser. Ele nos lembra que, ao invés de buscar respostas definitivas, devemos aprender a viver as perguntas, a mergulhar nas profundezas do mistério que permeia cada respiração e cada batida do coração.

É nesse espírito de exploração e descoberta que encontramos a verdadeira essência da vida. Não se trata apenas de acumular experiências ou conquistar realizações materiais; trata-se de abrir nossos corações e mentes para a vastidão do universo, reconhecendo que somos parte de algo maior do que nós mesmos. Portanto, enquanto nos aventuramos pelo desconhecido, em busca de algo mais do que o comum, lembremo-nos das palavras sábias dos mestres espirituais que vieram antes de nós. Que seus ensinamentos nos inspirem a abraçar a beleza da jornada, a celebrar a diversidade da vida e a encontrar significado mesmo nos momentos mais simples e mundanos.

É a busca pelo extraordinário no ordinário que nos permite transcender as limitações da existência cotidiana e abraçar a plenitude de quem realmente somos. Então, vamos ousar sonhar além do comum, pois é lá, nas fronteiras da possibilidade, que encontramos a verdadeira magia da vida.

Agora me veio a lembrança uma estória, você já ouviu falar daquela história do João? Ele estava sempre buscando alguma coisa além do comum (ele e muita gente), tipo um Indiana Jones moderno. Viajava o mundo todo, explorando cada canto remoto, atrás de sabe-se lá o quê. Ele tinha essa ideia de que a felicidade estava sempre além do horizonte, num lugar exótico, cheio de mistérios e aventuras. Então, lá vai o João, atravessando desertos, escalando montanhas, mergulhando em mares desconhecidos... Era tipo um reality show, só que sem as câmeras. As pessoas achavam ele o máximo, vivendo essa vida de nômade, sempre em busca de algo mais.

Mas aí, um dia, o João dá de cara com um lugarzinho comum, uma cidadezinha pacata, no meio do nada. Nada de praias paradisíacas, nada de montanhas imponentes, só um punhado de casas simples e gente tranquila vivendo suas vidas. E sabe o que acontece? O João, depois de tanto rodar o mundo, percebe que a tal felicidade que ele tanto buscava, estava ali o tempo todo, bem debaixo do nariz dele. Ele começa a conversar com as pessoas, a compartilhar histórias, a sentir a calma daquele lugar.

E adivinha? O João descobre que a felicidade não estava num templo perdido ou numa ilha deserta. Estava ali, no calor humano, na simplicidade do dia a dia, nas pequenas coisas que a vida oferece quando a gente presta atenção. Então, o João decide ficar um tempo naquela cidadezinha, sabe? Deixa de ser o aventureiro destemido e se transforma no amigo de todo mundo, no cara que sabe o nome de cada um, que divide um café na padaria da esquina, que sente a vida pulsando ali, bem ali, no lugar mais comum do mundo.

E a lição que a gente tira disso tudo é que, às vezes, a gente passa tanto tempo buscando lá fora, que esquece de olhar para dentro, de valorizar o que está pertinho da gente. Então, fica a dica: não subestima o poder do lugar comum, porque é nele que a magia da vida muitas vezes se esconde.

Agora para outros que ainda não encontraram este tal lugarzinho, eles continuam viajando, então vamos falar um pouco a respeito do desejo de viajar, muitos lugares que encontramos pelo caminho são lugares comuns, não são ainda para nós, mas serão. E, ah, viajar, é tipo uma paixão universal. Tem um monte de coisas que nos motivam a querer sair por aí explorando o mundo. Primeiro, tem aquela coisa de escapar da rotina. Tipo, a vida pode ficar meio entediante se a gente fica só no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas todo dia. Viajar é como um escape, uma chance de dar uma respirada diferente, experimentar coisas novas, conhecer gente diferente.

E tem também essa coisa de curiosidade. A gente cresce ouvindo histórias sobre lugares distantes, culturas diferentes, comidas exóticas... É meio que uma vontade de ver com os próprios olhos o que tá lá fora, de vivenciar aquilo que a gente só via em fotos ou nos filmes. Outra parada é a busca por experiências. Tipo, cada lugar tem sua vibe, suas paisagens, suas pessoas, suas comidas... É tipo um buffet de sensações. E a gente quer provar de tudo, sentir aquele friozinho na barriga de conhecer algo novo, algo que muda a nossa perspectiva sobre a vida.

Ah, e não dá para esquecer daquela sensação de liberdade. Tipo, quando a gente está viajando, a gente se sente livre, meio que dono do próprio destino. Não tem rotina, não tem cobranças, é só você e o mundo, explorando sem rumo, sem pressa. E, claro, tem aquele negócio de criar memórias. Tipo, as viagens ficam marcadas na nossa mente, como aquelas histórias que a gente conta para os netos. É tipo uma riqueza que a gente guarda para sempre, momentos que a gente leva com a gente pra onde quer que a vida nos leve.

Enfim, viajar é tipo uma terapia, uma aventura, uma escola da vida, tudo junto e misturado. É a busca pela essência da vida, pela conexão com o mundo, pela descoberta do que realmente importa. E é por isso que a gente está sempre com a mochila pronta, pronto para botar o pé na estrada e ver o que o mundo tem para oferecer, queremos ver os lugares comuns deles que são incomuns para nós, até que se tornem comuns para nós e nós sigamos em frente em busca de mais aventuras. Então, vamos viajando procurando o incomum no comum até nos darmos conta que a felicidade pode estar no lugar comum. Então, me perguntei se a felicidade não estaria nos lugares, mas sim, na alegria por si só em viajar e sentir a liberdade de ir e vir, coisa que nosso espirito precisa sentir para se sentir livre.

Dizer e Mostrar


Você já parou para pensar na importância de falar sobre como nos comunicamos? Parece algo simples, não é? Afinal, estamos constantemente envolvidos em conversas, trocas de mensagens, compartilhamento de ideias. No entanto, quando mergulhamos um pouco mais fundo, descobrimos um mundo fascinante de significados, gestos e emoções que permeiam cada interação humana. É aí que entra Ludwig Wittgenstein, um sujeito que, lá nos confins do século XX, decidiu explorar os meandros da linguagem e da comunicação como ninguém antes havia feito. E o que ele descobriu, bem, isso nos faz repensar tudo o que pensávamos saber sobre como nos expressamos e nos conectamos uns com os outros.

Então, por que é tão importante falar sobre isso? Porque, meus amigos, a forma como nos comunicamos não é apenas um detalhe trivial em nossas vidas. É a cola que une nossas relações, a ferramenta que usamos para transmitir nossos pensamentos mais profundos e nossos sentimentos mais íntimos. Vamos embarcar em uma jornada através das palavras e dos gestos, onde cada conversa, cada sorriso, cada olhar carrega consigo um mundo de significado. Vamos explorar juntos a dança entre dizer e mostrar, e descobrir como ela molda quem somos e como nos conectamos com o mundo ao nosso redor.

Na trama complexa da vida cotidiana, encontramos uma interação constante entre o que dizemos e o que mostramos. Como se esse grande palco da existência exigisse tanto as palavras quanto os gestos para nos expressarmos plenamente. E nesse intrincado jogo, Ludwig Wittgenstein, o filósofo da linguagem, nos convida a dançar com a distinção entre dizer e mostrar. Imagine-se, por um momento, em uma sala de aula onde um professor tenta explicar um conceito abstrato a um aluno ansioso. As palavras fluem, as explicações são claras, mas é somente quando o professor faz uma demonstração prática que o conceito realmente se enraíza na mente do aluno. Aqui, o dizer e o mostrar convergem para iluminar a compreensão.

Mas a dança entre dizer e mostrar vai além das paredes da sala de aula. Ela se desenrola em cada interação humana, em cada expressão emocional, em cada obra de arte que admiramos. Quando um amigo sorri ao nos ver, quando um amante olha profundamente nos olhos, quando um artista pinta uma tela com cores vibrantes, estamos testemunhando a linguagem silenciosa do mostrar.

É nas pequenas sutilezas da vida que encontramos a riqueza dessa dança. Na troca de olhares entre pais e filhos, nas mãos que se estendem para ajudar um estranho, nas tradições que nos conectam com nossas raízes culturais. São esses momentos onde as palavras falham em capturar a complexidade da experiência humana, mas o mostrar revela o que está além das letras e dos discursos.

Em um mundo inundado por comunicações instantâneas e mídias sociais, muitas vezes nos esquecemos do poder do mostrar. Ficamos presos em um ciclo interminável de palavras digitais, esquecendo que a verdadeira conexão humana reside na linguagem do corpo, nas ações que tomamos e nas emoções que compartilhamos. Wittgenstein nos lembra que a linguagem vai além das palavras. Ela é tecida nas fibras do nosso ser entrelaçada nas nuances das nossas interações diárias. É através da dança entre dizer e mostrar que nos tornamos verdadeiramente humanos, que encontramos significado nas profundezas da experiência humana.

Agora você quer ver uma coisa interessante e que está bem a nossa frente? E no nosso cotidiano? a tese de Wittgenstein sobre dizer e mostrar certamente se estende às dinâmicas familiares, especialmente entre pais e filhos. É como aquele velho ditado: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", certo? É quase como se os pais estivessem fazendo uma dança complexa entre o que dizem e o que realmente fazem. E é aí que as coisas ficam interessantes, porque as crianças, espertas como são, não apenas escutam o que os pais dizem, mas também observam atentamente o que eles fazem. É como se houvesse uma linguagem não verbal acontecendo o tempo todo, e as crianças são mestres em decifrar esses sinais. Então, quando os pais dizem uma coisa e mostram outra na prática, estão enviando uma mensagem contraditória que pode confundir e até mesmo minar a confiança dos filhos. É um exemplo vívido de como o dizer e o mostrar estão constantemente entrelaçados em nossas vidas, moldando nossas percepções e entendimentos do mundo ao nosso redor.

Agora vamos pensar em algo que todos fazemos diariamente: o ato de cumprimentar alguém. Imagine que você encontra um amigo na rua e decide cumprimentá-lo. Agora, aqui está a questão: você pode dizer "Oi, tudo bem?" com um sorriso caloroso no rosto, mas se estiver olhando para baixo, mexendo no telefone ou parecendo distraído, o que você está realmente mostrando? Por mais que suas palavras transmitam uma mensagem de amizade e interesse, suas ações podem contar uma história diferente. É como se houvesse um descompasso entre o que você diz e o que você mostra, e é algo que acontece o tempo todo em nossas interações cotidianas. Essa discrepância entre dizer e mostrar pode afetar a qualidade de nossas conexões interpessoais, pois é a congruência entre nossas palavras e a linguagem corporal que realmente constrói a confiança e o entendimento mútuo. Portanto, nossas atitudes cotidianas, desde um simples cumprimento até a forma como nos comportamos em diferentes situações, são exemplos vivos de como o dizer e o mostrar estão intrinsecamente ligados em nossa vida diária.

Outra situação é quando dizemos algo para alguém, também podemos criar expectativas daquilo que iremos mostrar, e dependendo do que acontecer aos mostrar podemos decepcionar ou atender as expectativas. É como quando você promete a um amigo que vai ajudá-lo com um projeto importante. Você diz a ele que estará lá, que trabalharão juntos e que será incrível. Seu amigo, é claro, cria todas essas expectativas empolgantes sobre como será ótimo trabalhar com você e alcançar resultados incríveis. Mas então chega o dia e, por alguma razão, você não aparece ou não consegue contribuir tanto quanto prometeu. De repente, aquelas expectativas que você gerou começam a desmoronar. Seu amigo fica desapontado, talvez até um pouco chateado, porque o que você disse não correspondeu ao que você mostrou. É uma daquelas situações em que o dizer e o mostrar estão totalmente fora de sincronia, e o resultado pode ser uma decepção real. Por isso, é importante não apenas falar com cuidado, mas também garantir que nossas ações estejam alinhadas com nossas palavras. Afinal, é a harmonia entre o que dizemos e o que fazemos que constrói confiança e fortalece nossos relacionamentos.

À medida que chegamos ao fim desta reflexão sobre a dança entre dizer e mostrar, é impossível não sentir uma reverência renovada pelas complexidades da comunicação humana. Nossas palavras são mais do que meros veículos de informação; são pontes que conectam nossas mentes e corações, nossas experiências e nossos sonhos. Que possamos continuar a explorar as nuances dessa dança, aprimorando nossa capacidade de compreender e ser compreendidos, tanto nas palavras que escolhemos quanto nos gestos que compartilhamos. Pois, no final das contas, é na interseção entre o dizer e o mostrar que encontramos a verdadeira magia da comunicação humana, e é lá que reside a essência da nossa humanidade compartilhada. Então, vamos continuar dançando, explorando e celebrando a riqueza da linguagem que nos une.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Mais ou Menos


Quem nunca se deparou com a decisão difícil entre querer "mais" ou "menos" de algo na vida? Seja na hora de escolher o tamanho do café pela manhã, equilibrar as horas de trabalho e lazer, ou até mesmo nas relações interpessoais, o dilema do "Mais ou Menos" está sempre presente, batendo à nossa porta. Nossa jornada diária é permeada por essa dualidade intrigante. Às vezes, ansiamos por mais desafios, mais diversão, mais tempo, enquanto em outros momentos, buscamos desacelerar, simplificar, e desfrutar de um pouco menos de agitação.

A questão do "Mais ou Menos" vai muito além das escolhas óbvias. Ela reflete nossos desejos, nossas prioridades e até nossas inseguranças. Nos faz questionar se estamos buscando o suficiente ou se estamos nos contentando com menos do que merecemos. Nesta exploração informal, vamos entrar no universo do "Mais ou Menos", desvendar suas complexidades e descobrir como essa dicotomia molda nossas vidas de maneiras sutis e surpreendentes. Então, vamos dar uma olhada nas nuances do cotidiano, onde o "Mais ou Menos" nos desafia a encontrar o equilíbrio entre nossas aspirações e realidades.

Na busca incessante por compreender a complexidade da existência e do universo, a filosofia emerge como uma ferramenta primordial para explorar os matizes da condição humana. Dentro desse vasto campo de investigação, surge o conceito intrigante do "Mais ou Menos", que não apenas desafia as fronteiras da dicotomia, mas também nos convida a contemplar a natureza ambígua da realidade.

O "Mais ou Menos" na Filosofia:

Ao refletir sobre o "Mais ou Menos", somos confrontados com uma dualidade aparentemente simples, mas profundamente enraizada na experiência humana. Essa dualidade permeia não apenas nossas interações cotidianas, mas também os mais intricados debates filosóficos sobre a natureza da verdade, da moralidade e da própria existência. De fato, é um dilema que nos leva de lado para outro e ainda fica a sensação do Mais ou Menos. Imagine que você está decidindo quanto tempo dedicar ao trabalho e quanto tempo reservar para o lazer e o descanso durante a semana. Por um lado, você sente a pressão de se dedicar mais ao trabalho, seja para cumprir prazos, atender expectativas ou simplesmente alcançar seus objetivos profissionais.

Por outro lado, você também reconhece a importância de cuidar de si mesmo, relaxar e desfrutar de momentos de descontração com amigos e familiares. Nesse dilema do "Mais ou Menos", você se vê tentado a dedicar mais horas ao trabalho para alcançar o sucesso ou satisfazer as demandas externas, mas ao mesmo tempo, você reconhece a necessidade de equilibrar sua vida, evitar o esgotamento e cultivar relacionamentos significativos.

E já pensou, quando nos perguntam como foi a apresentação do projeto, ou como resolvemos e se resolvemos o problema e respondemos: "mais ou menos", é como se estivéssemos numa encruzilhada entre o bem e o mal, entre o céu e o inferno, mas sem realmente saber em qual dos lados estamos. É como se estivéssemos flutuando num limbo, onde as coisas não foram um desastre total, mas também não foram um sucesso estrondoso. É como se estivéssemos navegando numa nuvem cinzenta de incerteza, onde o brilho do progresso e a sombra da falha se misturam de maneira confusa. Talvez haja momentos de vitória, mas também obstáculos inesperados que nos deixam hesitantes em dar uma resposta definitiva. É uma resposta que, por mais vaga que pareça, carrega consigo uma complexidade de emoções, desafios e realizações que não podem ser facilmente encapsuladas em um simples "bom" ou "ruim". É como se estivéssemos olhando para uma pintura impressionista, onde os contornos do sucesso e do fracasso se misturam em uma miríade de tons e nuances, deixando-nos com a tarefa desafiadora de interpretar o quadro completo com todas as suas imperfeições e beleza.

Assim, você se vê diante da difícil decisão de quanto tempo alocar para cada aspecto da sua vida. Encontrar o equilíbrio certo pode ser desafiador, pois você precisa pesar as vantagens de dedicar mais horas ao trabalho em relação aos benefícios de reservar tempo para o descanso e o lazer. Essa situação ilustra como o dilema do "Mais ou Menos" está presente em nossas vidas cotidianas, exigindo que ponderemos nossas prioridades e façamos escolhas que melhor atendam às nossas necessidades e aspirações.

A Dialética Hegeliana:

O filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel oferece uma perspectiva esclarecedora sobre o "Mais ou Menos" por meio de sua dialética. Para Hegel, o mundo é caracterizado por um constante processo de tese, antítese e síntese. Nessa estrutura dinâmica, o "Mais" e o "Menos" não são meramente opostos, mas sim momentos complementares de um movimento mais amplo em direção à totalidade. Na dialética hegeliana, o "Mais" representa o impulso em direção à afirmação, à plenitude e à presença. É a busca pela totalidade, pelo absoluto, pela manifestação completa do Ser. Por outro lado, o "Menos" surge como o momento da negação, da limitação, da ausência. É a força que impulsiona a contradição, a fragmentação e a incompletude. No entanto, Hegel nos lembra que essa dicotomia entre "Mais" e "Menos" é apenas aparente. Na síntese, esses opostos se reconciliam em um novo estado de ser, que transcende e inclui suas polaridades anteriores. Assim, o "Mais ou Menos" é transformado em algo mais complexo e dinâmico, que abarca a riqueza e a diversidade da experiência humana.

A Perspectiva Existencialista:

Por outro lado, os filósofos existencialistas como Jean-Paul Sartre e Albert Camus abordam o tema do "Mais ou Menos" de uma maneira diferente. Para eles, a existência humana é marcada pela angústia e pelo absurdo de viver em um mundo indiferente e sem sentido. Nesse contexto, o "Mais" e o "Menos" representam as tentativas desesperadas do ser humano de encontrar significado em meio ao caos existencial. Sartre argumenta que o ser humano está constantemente buscando transcender sua condição finita, buscando o "Mais" em um mundo que oferece apenas o "Menos". No entanto, essa busca é inevitavelmente frustrada pela contingência e pela liberdade radical do indivíduo. Por outro lado, Camus sugere que a verdadeira liberdade reside na aceitação do absurdo da existência, na capacidade de encontrar beleza e significado no "Menos".

O tema do "Mais ou Menos" na filosofia nos convida a explorar as nuances e contradições da condição humana. Desde as elaboradas reflexões dialéticas de Hegel até as meditações existenciais de Sartre e Camus, somos desafiados a confrontar a ambiguidade e a complexidade do mundo ao nosso redor. O "Mais ou Menos" não é apenas uma questão de quantidade ou grau, mas sim um reflexo da nossa busca incessante por significado, transcendência e autenticidade. Na interseção entre o "Mais" e o "Menos", encontramos não apenas a dualidade, mas também a possibilidade de transformação e crescimento pessoal. Então, ao contemplar o "Mais ou Menos" na filosofia da vida, somos convidados a abraçar a ambiguidade e a incerteza como elementos essenciais da experiência humana, reconhecendo que é na intersecção entre a luz e a sombra que encontramos verdadeiramente a plenitude da vida.

Deixei por ultimo a cereja do bolo, no cotidiano há muita gente que vive de expectativas nas redes sociais, aqui a matemática esta presente nas alegrias e frustrações, entre luz e sombra. Ah, a matemática das redes sociais! É engraçado como algo tão simples como contar seguidores pode se tornar uma fonte de tanto drama e ansiedade. Quando olhamos para a conta "mais ou menos" entre aqueles que nos seguem e os que seguimos, é como se estivéssemos em um jogo de equilíbrio entre popularidade e curadoria. Por um lado, queremos ter um monte de seguidores, porque, hey, quem não gosta de ser amado, certo? Mas ao mesmo tempo, não queremos seguir um monte de gente só para inflar nossos números e perder a essência do que realmente importa nas interações online. Então, cada vez que damos uma espiada naquela conta "mais ou menos", somos confrontados com essa ambiguidade: estamos sendo suficientemente interessantes para sermos seguidos, ou estamos seguindo as pessoas certas para manter nossa timeline relevante? É como tentar encontrar o equilíbrio entre ser popular e ser autêntico, e vamos admitir, isso pode ser um pouco complicado de calcular! Então, mais ou menos, conta?