A vida, às vezes, pode parecer uma sucessão interminável de momentos previsíveis e rotineiros. Acordamos, vamos ao trabalho, cumprimos nossas responsabilidades e, eventualmente, nos recolhemos para dormir, apenas para repetir tudo de novo no dia seguinte. No entanto, há um sentimento crescente de que estamos destinados a algo mais do que essa monotonia diária, uma sensação de que as paredes do cotidiano não podem conter o anseio por uma existência mais profunda e significativa.
É como se as pessoas estivessem perdendo o interesse pelo que é comum, pelo que é previsível. Há uma inquietação latente, uma busca incessante por algo que transcenda as fronteiras estabelecidas pelo convencional. Afinal, quem disse que a vida deveria ser apenas uma sequência de eventos mundanos? Quem ditou que a existência se resume a uma série de tarefas cumpridas e obrigações preenchidas?
Talvez seja essa a razão pela qual muitos de nós saem em busca do desconhecido, dispostos a explorar os confins do mundo e os recessos de nossa própria alma. É uma jornada de autodescoberta, uma tentativa de encontrar significado em um universo que muitas vezes parece caótico e desprovido de propósito. E, nessa busca, encontramos um aliado poderoso: a voz dos pensadores espiritualistas, aqueles que ousaram desafiar as noções convencionais e mergulhar nas profundezas do ser humano.
Um desses pensadores é Alan Watts, filósofo e estudioso das tradições espirituais do Oriente. Watts instiga-nos a questionar as estruturas que limitam nossa compreensão da realidade, desafiando-nos a explorar as possibilidades infinitas que se estendem além do que é tangível e mensurável. Ele nos lembra que a vida é muito mais do que uma série de eventos lineares; é um fluxo interminável de energia e consciência, permeado pela interconexão de todas as coisas. Em suas palavras, Watts nos convida a abraçar a incerteza, a dançar com a ambiguidade e a abraçar a totalidade do ser. Ele nos lembra que, ao invés de buscar respostas definitivas, devemos aprender a viver as perguntas, a mergulhar nas profundezas do mistério que permeia cada respiração e cada batida do coração.
É nesse espírito de exploração e descoberta que encontramos a verdadeira essência da vida. Não se trata apenas de acumular experiências ou conquistar realizações materiais; trata-se de abrir nossos corações e mentes para a vastidão do universo, reconhecendo que somos parte de algo maior do que nós mesmos. Portanto, enquanto nos aventuramos pelo desconhecido, em busca de algo mais do que o comum, lembremo-nos das palavras sábias dos mestres espirituais que vieram antes de nós. Que seus ensinamentos nos inspirem a abraçar a beleza da jornada, a celebrar a diversidade da vida e a encontrar significado mesmo nos momentos mais simples e mundanos.
É a busca pelo extraordinário no ordinário que nos permite transcender as limitações da existência cotidiana e abraçar a plenitude de quem realmente somos. Então, vamos ousar sonhar além do comum, pois é lá, nas fronteiras da possibilidade, que encontramos a verdadeira magia da vida.
Agora me veio a lembrança uma estória, você já ouviu falar daquela história do João? Ele estava sempre buscando alguma coisa além do comum (ele e muita gente), tipo um Indiana Jones moderno. Viajava o mundo todo, explorando cada canto remoto, atrás de sabe-se lá o quê. Ele tinha essa ideia de que a felicidade estava sempre além do horizonte, num lugar exótico, cheio de mistérios e aventuras. Então, lá vai o João, atravessando desertos, escalando montanhas, mergulhando em mares desconhecidos... Era tipo um reality show, só que sem as câmeras. As pessoas achavam ele o máximo, vivendo essa vida de nômade, sempre em busca de algo mais.
Mas aí, um dia, o João dá de cara com um lugarzinho comum, uma cidadezinha pacata, no meio do nada. Nada de praias paradisíacas, nada de montanhas imponentes, só um punhado de casas simples e gente tranquila vivendo suas vidas. E sabe o que acontece? O João, depois de tanto rodar o mundo, percebe que a tal felicidade que ele tanto buscava, estava ali o tempo todo, bem debaixo do nariz dele. Ele começa a conversar com as pessoas, a compartilhar histórias, a sentir a calma daquele lugar.
E adivinha? O João descobre que a felicidade não estava num templo perdido ou numa ilha deserta. Estava ali, no calor humano, na simplicidade do dia a dia, nas pequenas coisas que a vida oferece quando a gente presta atenção. Então, o João decide ficar um tempo naquela cidadezinha, sabe? Deixa de ser o aventureiro destemido e se transforma no amigo de todo mundo, no cara que sabe o nome de cada um, que divide um café na padaria da esquina, que sente a vida pulsando ali, bem ali, no lugar mais comum do mundo.
E a lição que a gente tira disso tudo é que, às vezes, a gente passa tanto tempo buscando lá fora, que esquece de olhar para dentro, de valorizar o que está pertinho da gente. Então, fica a dica: não subestima o poder do lugar comum, porque é nele que a magia da vida muitas vezes se esconde.
Agora para outros que ainda não encontraram este tal lugarzinho, eles continuam viajando, então vamos falar um pouco a respeito do desejo de viajar, muitos lugares que encontramos pelo caminho são lugares comuns, não são ainda para nós, mas serão. E, ah, viajar, é tipo uma paixão universal. Tem um monte de coisas que nos motivam a querer sair por aí explorando o mundo. Primeiro, tem aquela coisa de escapar da rotina. Tipo, a vida pode ficar meio entediante se a gente fica só no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas todo dia. Viajar é como um escape, uma chance de dar uma respirada diferente, experimentar coisas novas, conhecer gente diferente.
E tem também essa coisa de curiosidade. A gente cresce ouvindo histórias sobre lugares distantes, culturas diferentes, comidas exóticas... É meio que uma vontade de ver com os próprios olhos o que tá lá fora, de vivenciar aquilo que a gente só via em fotos ou nos filmes. Outra parada é a busca por experiências. Tipo, cada lugar tem sua vibe, suas paisagens, suas pessoas, suas comidas... É tipo um buffet de sensações. E a gente quer provar de tudo, sentir aquele friozinho na barriga de conhecer algo novo, algo que muda a nossa perspectiva sobre a vida.
Ah, e não dá para esquecer daquela sensação de liberdade. Tipo, quando a gente está viajando, a gente se sente livre, meio que dono do próprio destino. Não tem rotina, não tem cobranças, é só você e o mundo, explorando sem rumo, sem pressa. E, claro, tem aquele negócio de criar memórias. Tipo, as viagens ficam marcadas na nossa mente, como aquelas histórias que a gente conta para os netos. É tipo uma riqueza que a gente guarda para sempre, momentos que a gente leva com a gente pra onde quer que a vida nos leve.
Enfim, viajar é tipo uma terapia, uma aventura, uma escola da vida, tudo junto e misturado. É a busca pela essência da vida, pela conexão com o mundo, pela descoberta do que realmente importa. E é por isso que a gente está sempre com a mochila pronta, pronto para botar o pé na estrada e ver o que o mundo tem para oferecer, queremos ver os lugares comuns deles que são incomuns para nós, até que se tornem comuns para nós e nós sigamos em frente em busca de mais aventuras. Então, vamos viajando procurando o incomum no comum até nos darmos conta que a felicidade pode estar no lugar comum. Então, me perguntei se a felicidade não estaria nos lugares, mas sim, na alegria por si só em viajar e sentir a liberdade de ir e vir, coisa que nosso espirito precisa sentir para se sentir livre.