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domingo, 26 de abril de 2026

Argumento Magistral

O Idealismo de Berkeley

Tem dias em que a realidade parece sólida demais para ser questionada. A mesa é dura, o chão sustenta, o mundo está ali — independente de você. A gente vive como se isso fosse óbvio. Até que aparece George Berkeley e resolve puxar o tapete com uma ideia desconcertante: e se nada disso existir do jeito que você imagina?

Não “não existir” no sentido de desaparecer, mas no sentido de não ser independente da mente.


O chamado “argumento magistral” (master argument) de Berkeley começa quase como um desafio:

“Tente conceber um objeto que exista sem ser percebido.”

Parece fácil. Você imagina uma árvore no meio de uma floresta, sem ninguém por perto. Pronto — uma coisa não percebida, certo?

Berkeley diria: não tão rápido.

Porque, no momento em que você imagina essa árvore, ela já está sendo percebida — por você. Dentro da sua mente. Você não conseguiu pensar um objeto não percebido; você apenas pensou um objeto sendo percebido de outra forma.

E aí vem o golpe: é impossível conceber algo totalmente fora de qualquer percepção.


A conclusão de George Berkeley é radical e elegante ao mesmo tempo: esse est percipi — ser é ser percebido.

Ou seja, as coisas não existem como matéria independente, mas como ideias percebidas por uma mente.

Não existe “matéria” no sentido clássico. O que existe são percepções organizadas.


No cotidiano, isso parece absurdo à primeira vista. Afinal, a cadeira continua ali mesmo quando você sai do quarto. O mundo não some quando você fecha os olhos.

Berkeley não nega isso. Ele só muda o fundamento.

Para ele, as coisas continuam existindo porque são percebidas continuamente por uma mente infinita — Deus. Não é você que sustenta o mundo, mas há sempre uma percepção ativa que garante sua continuidade.


O argumento magistral não prova diretamente que o mundo é mental. O que ele faz é mais sutil — ele enfraquece a ideia de um mundo totalmente independente da mente.

Ele mostra que, sempre que tentamos escapar da percepção, acabamos caindo nela de novo.

É como tentar pular fora da própria sombra.


Isso tem um efeito curioso sobre como vivemos.

A gente costuma tratar a realidade como algo “lá fora”, sólido, objetivo, distante. Mas Berkeley sugere que tudo o que temos acesso — absolutamente tudo — já está mediado pela experiência.

Você nunca toca a “coisa em si”. Você toca sensações, interpretações, percepções.

E talvez isso não seja uma limitação — talvez seja a própria estrutura da realidade.


Claro, existem críticas fortes. Muitos dizem que Berkeley confunde o ato de conceber com o objeto concebido. Outros argumentam que o fato de não conseguirmos imaginar algo não prova que ele não exista.

E essas críticas são legítimas.

Mas o argumento magistral continua inquietante porque ele não depende só de lógica — ele mexe com a nossa intuição mais básica: a ideia de que o mundo existe por si só, indiferente à mente.


Pensando bem, Berkeley não está dizendo que o mundo é uma ilusão. Ele está dizendo algo mais estranho: que o mundo é inseparável da experiência.

Não há um “lado de fora” completamente acessível.

E talvez seja por isso que o argumento dele ainda incomoda. Porque ele não destrói a realidade — ele a desloca.

O chão continua firme. A mesa continua dura.

Mas agora existe uma pergunta silenciosa por baixo de tudo isso:

se tudo o que é… é percebido, então até que ponto o mundo é algo que encontramos — e até que ponto é algo que acontece em nós?

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Soluções Metafísicas

Vamos falar sobre quando o mundo não cabe no mundo

Outro dia, após uma boa caminhada no fim da tarde, fiquei olhando para uma árvore que parecia mais cansada do que eu. Seus galhos estavam despenteados pelo vento, e o sol se punha atrás dela como quem se esconde de vergonha por mais um dia mal vivido por todos nós. Nessa hora, pensei: o que é essa árvore, afinal? Ela existe de verdade? Existe só porque a vejo? Ou é apenas um fenômeno da minha mente? Perguntas assim parecem inúteis quando estamos no corre-corre da vida, mas são justamente elas que abrem portas para compreendermos o que estamos fazendo aqui.

Esse tipo de pergunta é o campo da metafísica — uma tentativa teimosa da filosofia de ir além do visível, de costurar o real com fios que não se veem. E quando o mundo parece contraditório, quando a experiência falha em nos dar respostas firmes, é aí que surgem as soluções metafísicas: modos de explicar o que é a realidade, como ela se sustenta e qual a nossa relação com ela. Entre elas, três grandes famílias disputam o direito de dizer o que “é”: o realismo, o idealismo e o fenomenalismo.

O realismo: o mundo como resistência

O realismo aposta todas as fichas na ideia de que o mundo existe independentemente de nós. Se ninguém estivesse olhando a árvore, ela ainda assim estaria lá, fazendo sombra e abrigando pássaros. O realismo é quase um ato de humildade: ele diz que o mundo não precisa da gente para existir. Somos apenas visitantes, intérpretes de algo que já está pronto.

Essa visão foi defendida por Aristóteles, que acreditava que as substâncias (como a árvore, o cavalo ou o ser humano) são reais por si mesmas e possuem uma existência independente da mente. Para ele, o mundo é composto por essências que se realizam na matéria. Em sua Metafísica, Aristóteles afirma que a realidade está nas coisas concretas, e o papel do pensamento é apenas reconhecer o que já está dado.

O problema é que, embora o mundo pareça sólido, tudo o que conhecemos sobre ele chega por meio da percepção. Como saber se essa percepção é confiável?

O idealismo: o mundo como construção da mente

O idealismo, ao contrário, diz que o mundo só existe porque há mente que o pensa. A árvore só é árvore porque há um sujeito que a reconhece como tal. George Berkeley, filósofo irlandês do século XVIII, resumiu isso com uma frase provocadora: esse est percipi — ser é ser percebido.

Berkeley argumentava que os objetos não têm existência independente; eles só existem enquanto são percebidos por uma mente. E como algumas coisas continuam existindo mesmo quando ninguém as observa? Ele responde: porque Deus as percebe continuamente. Ou seja, tudo está sempre na mente — na nossa ou na mente divina.

O idealismo alcança sua versão mais robusta em Immanuel Kant, embora ele tente escapar tanto do realismo quanto do idealismo puro. Kant defende que não conhecemos as coisas “em si” (noumena), mas apenas os “fenômenos”, isto é, como elas aparecem para nós conforme as estruturas da nossa mente (espaço, tempo, causalidade). Assim, embora exista um “mundo lá fora”, só conseguimos acessá-lo moldado pelas lentes do sujeito.

O fenomenalismo: o mundo como fenômeno vivido

E então vem o fenomenalismo, tentando costurar as duas visões. Ele diz: não precisamos escolher entre um mundo fora e um mundo dentro. O que existe para nós são fenômenos — o modo como o mundo aparece à consciência. A realidade, nesse ponto de vista, é aquilo que se manifesta na experiência. Nem objeto nu, nem mente pura — mas um campo de encontro.

Edmund Husserl, o pai da fenomenologia, propôs que suspendêssemos o julgamento sobre a existência das coisas (epoché) e voltássemos a atenção para os modos como elas nos aparecem. A árvore, nesse olhar, não é nem apenas objeto físico nem invenção da mente — ela é uma vivência concreta, com cheiro, luz, peso, presença. Para Husserl, “toda consciência é consciência de algo”, ou seja, não existe mente sem mundo nem mundo sem mente — ambos surgem juntos, no fenômeno.

Já Maurice Merleau-Ponty, que dá continuidade a essa linha, insiste na experiência encarnada: o corpo é o meio pelo qual o mundo se dá. A árvore, então, não é um conceito abstrato, mas algo que se toca, se cheira, se caminha em volta. Não é nem um objeto objetivo, nem um devaneio subjetivo: é um acontecimento entre mim e ela.

Soluções metafísicas: resposta ou insistência?

As soluções metafísicas não são exatamente respostas, mas modos de insistir na pergunta. Nenhuma das três correntes resolve tudo, mas todas abrem trilhas que nos permitem caminhar melhor com as dúvidas. O realismo nos ancora com Aristóteles, o idealismo nos provoca com Berkeley e Kant, e o fenomenalismo nos acorda com Husserl e Merleau-Ponty. Cada um nos convida a enxergar o mundo com outros olhos — ou a perceber que talvez ver nunca seja apenas ver.

No fim das contas, talvez não estejamos buscando saber o que é o real, mas o que é estar no real. A árvore junto a pista de caminhada continua lá — firme, imóvel, indiferente. Talvez ela exista por si. Talvez só exista quando eu a olho. Ou talvez exista como parte da história de alguém que também gosta de caminhadas e, sem querer, encontrou um pedaço de eternidade disfarçado de galho.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

EM ANO DE ELEIÇÕES UMA FOLHA EM BRANCO TEM MAIS A DIZER...


Uma folha em branco tem mais a dizer que muitos discursos apelativos, esta é uma das regras em tempo de eleições.
Confesso que tento levar os candidatos a sério, mas analisando a figura por si só já esta dado o recado, e quando abrem a boca ai a coisa complica, são nulidades em inteligência, como diria Locke são “tabulas rasas”, desprovidos de qualquer conteúdo, piora quando fazem macaquices (desculpem-me os macacos) parecendo débeis mentais.
Segundo Locke, Deus nos conferiu apenas as faculdades para que pudéssemos adquirir conhecimento, dentro de certos limites. Contrariando o inatismo, ele afirma que, ao nascermos, somos como uma folha em branco - "tábula rasa", diziam os empiristas - que é escrita na medida em que vivemos e temos experiência de mundo:
"Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel em branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer idéias, ou seja nascemos com banco de dados “zerado”; como ela é suprida? De onde lhe provém este vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia do homem pintou nela com uma variedade quase infinita? De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento." (1978, I, II, ii).
Basicamente é isso que o empirismo sustenta: contrapondo-se ao racionalismo, que privilegia a razão como fonte segura do conhecimento, esta escola enfatiza o papel da experiência. Junto com Locke, fazem parte do empirismo britânico os filósofos George Berkeley (1685-1753), David Hume (1711-1776) e John Stuart Mill (1806-1873).

Mas isso não quer dizer que, para Locke, a razão não tem nenhuma função no processo cognitivo e que apenas aprendemos por meio das sensações. Seria um absurdo dizer isso, porque equivaleria a dizer que um matemático, para saber que um triângulo possui três lados, teria que encontrar um triângulo andando de metrô ou vagando pelo bosque.
O que isto tem a ver com as eleições?, candidatos, promessas, discursos vazios, discursos apelativos, frases de efeito, imagem publica e ai vai, etc, etc.
A maioria dos candidatos são uma tabula rasa, muitos sequer tem domínio da assinatura, outros já com planos arquitetados conseguem se eleger com ajuda de tratativas que em caso de serem eleitos ajudarão seus colaboradores nalgum favorecimento, as promessas são apenas ferramentas para alavancar seus propósitos.
Em época de eleição é comum os candidatos macacos baterem palminha no portão de sua casa, com sorriso aberto querem apertar a sua mão e na outra mão entregar o tal “santinho”, a “colinha”, neste momento fazem juras de amor, honestidade e fidelidade, mas cuidado eles sofrem de amnésia, e somente lembrarão de bater palminha em seu portão nas próximas eleições, sabem porque: Já ouviram falar de “Lei de Gerson?”. Pois essa lei foi inventada por nós brasileiros, todos os dias a lei é praticada, aplicada, principalmente nas mais simples atividades cotidianas, os movimentos em direção das massas ocorre com vistas a obterem vantagem.
Sendo assim, a população merece o político que tem, seja pela escolhas no voto inserido na urna, seja também nas atitudes cotidianas. É preciso mudar, precisamos por nossa vez deixar de sermos “tabulas rasas”, precisamos ativar a memória lembrando como devemos agir de forma correta, caso contrario a circularidade não será rompida, as novas gerações serão até piores do que somos hoje. Tem outra solução, talvez Abraão leve o povo para o deserto, aguarde a morte das atuais gerações, inicie novos ensinamentos de valores a novas gerações, mas isto é impossível, voltemos a realidade.
A teta este é o objetivo. As promessas são as mesmas, prometem cumprir o que não foi cumprido, foi e é prometido repetidamente, pelos mesmos candidatos eleitos no passado que querem se reeleger e pelos novos que querem mamar na teta.
Os novos vêem nos atuais representantes eleitos pelo povo todo o tipo de improbidade, abuso e desrespeito, enchendo as burras pessoais, e quando descobertos não são penalizados,
Pensam: também quero mamar deitado (quem faz isto são os porcos, vocês já viram como os porcos agem?)
Afinal que promessas não são cumpridas?: saúde publica; educação de qualidade; segurança publica; previdência social ainda penaliza o aposentado (um dia você também será um); honestidade e seriedade de nossos representantes...
Os números dos candidatos para eleições 2012 é muito superior ao numero na eleição anterior, sabemos o porque, sabemos que em sua maioria há interesse em serem servidos e não pensam em servir.
Para melhor entender a festa eleitoral e o processo que antecede a festa é necessário refletir um pouco, perceber suas nuances, como afirma Marcelo Brito (http://marcelobrito-eleitoral.blogspot.com.br/), há uma conceituação que a maioria das pessoas não pensou, pois bem, lá vai...
Vocês sabem o que é um panfleto apócrifo?
Pois bem. Trata-se de um panfleto (folheto, folha) confeccionado com determinada informação sem a identificação de quem seja o mandante ou responsável pela divulgação da ideia nele constante. No nosso dia a dia é muito comum vê-lo travestido de carta aberta à população, só que como uma carta anônima na qual não é possível identificar os autores.
O candidato, partido ou coligação pode usar de um panfleto apócrifo (carta anônima) na propaganda eleitoral?
Antes de responder a tal pergunta, quero lembrá-los que a propaganda eleitoral pode ocorrer de duas formas:
a) propaganda eleitoral positiva: aqui, são ressaltadas as qualidades “positivas” do candidato, as suas virtudes são evidenciadas. Enfim, leva-se ao conhecimento do eleitorado o porque daquele candidato ser o mais apto ao exercício de determinado cargo público;
b) propaganda eleitoral negativa: por outro lado, podemos também levar ao conhecimento público as qualidades negativas (se é que se pode juntar essas duas palavras...qualidade negativa? Existe isso? É melhor chamar defeito, não acham?), os motivos, os fatos que contraindicam um determinado candidato ao exercício de um cargo públicos.
As duas modalidades são válidas. Mas não só isso: são também legais (de acordo com a lei)! Enfim, na propaganda eleitoral eu posso falar bem de um candidato, mas posso também falar mal.
E onde está o limite da propaganda eleitoral?
Bem, não precisaríamos de leis para dizer isso, posto que é uma norma que naturalmente deveríamos respeitar. Contudo, para ficarmos bem embasados, cito, resumidamente, alguns limites estabelecidos na legislação eleitoral (para mais detalhes leia o art. 13 da Resolução-TSE nº 23.370/2011). 
Não será tolerada propaganda, respondendo o infrator pelo emprego de processo de propaganda vedada e, se for o caso, pelo abuso de poder (Código Eleitoral, arts. 222, 237 e 243, I a IX, Lei nº 5.700/71 e Lei Complementar nº 64/90, art. 22) que:
I – induzam preconceitos de raça ou de classes;
II – incitem atentado contra pessoa ou bens;
III – instiguem à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública;
IV – implique oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza;
V – perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
VI – prejudique a higiene e a estética urbana; (nossas cidades são muito belas e precisam continuar assim mesmo no período eleitoral)
IX – caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa, bem como atingir órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública.
Voltando à nossa pergunta, posso ou não usar de panfleto apócrifo?
Vejam que informação excelente para todos nós: nos termos do Art. 12, da Resolução TSE 23.370/2011, independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido político, da coligação ou do candidato (Lei nº 9.504/97, art. 38).  O mesmo dispositivo prevê, ainda que todo material impresso de campanha eleitoral deverá conter:
a) o número de inscrição no CNPJ ou o número de inscrição no CPFdo responsável pela confecção;
b) o número de inscrição no CNPJ ou o número de inscrição no CPFde quem a contratou;
c) a respectiva tiragem (quantos impressos foram confeccionados).
Quem desrespeitar o comando acima responde pelo emprego de processo de propaganda vedada e, se for o caso, pelo abuso do poder(Lei nº 9.504/97, art. 38, § 1º, Código Eleitoral, arts. 222 e 237, e Lei Complementar nº 64/90, art. 22).
Então, meus nobres amigos, o uso de panfleto apócrifo é vedado, posto que é caracterizado como meio de propaganda eleitoral (positiva ou negativa de acordo com o seu conteúdo) devendo ser identificado quem fez, quem mandou fazer e a quantidade.
O candidato, partido ou coligação não precisam usar de subterfúgios, de métodos obscuros, evasivos, incompatíveis com a transparência que deve nortear a conduta dos nossos dignos representantes municipais.
Logo, se quiserem falar mal, falem! Se quiserem trazer à tona fatos que tornem uma pessoa indigna do cargo que pleiteia, que o faça. Contudo, façam respeitando os limites que indiquei lá em cima. Não usem de panfletos como instrumento de disseminação de fofocas. Não caluniem, não difamem, não injuriem. Levem ao povo o conhecimento da verdade, daquilo que há comprovação.  É importante dar ao eleitorado as ferramentas para que possam dar um voto consciente sabendo os pontos positivos e negativos de cada candidato.
Quero ressaltar, ainda, que o panfleto apócrifo não está isento de ser comprovada a sua origem e a do seu autor. Para isso existem as testemunhas, os vídeos, fotos, as buscas e apreensões. Por exemplo, se é identificada uma pessoa espalhando esse material, por meio dela é possível puxar o “fio da teia” até chegar à sua origem.
Tudo isso é válido também para a internet, rádio etc.

MENSAGEM AOS CANDIDATOS
Candidatos experientes ou não cometem erros, e erros que poderiam ser evitados. A exemplo dos 10 mandamentos, cabalisticamente temos os 10 erros mais cometidos pelos candidatos e que não deveriam cometer, são eles:

10 ERROS QUE O CANDIDATO NÃO PODE COMETER !

         Baseado no artigo da fonte abaixo.
         Fonte: veja.abril.com.br/blog/10-mais/politica/as-10-licoes-para-os-politicos-do-pais-apos-as-eleicoes-2010-2/
         
 


  Começou as campanhas destas eleições 2012, e vê-se o uso da web bem intenso, com grande número de candidatos nas redes sociais, mas correndo o risco de estarem no palco cometendo gafes políticas marcantes.
         A questão, então, é aprender com os erros dos outros.

1 - Pesquise a definição de debate e coloque em prática.
     Não entre na rede só por entrar e “aparecer” aos internautas. O risco de parecer ridículo é muito grande. Tenha propostas, coerência e, sobretudo, bom conhecimento do(s) tema(s) em discussão.

2. Leia seu texto em voz alta antes de fazer seus pronunciamentos.
    Tenha o cuidado de ler em voz alta o texto do discurso para si mesmo, acerte a dicção e as pausas necessárias. Faça com que a fala seja a mais natural e convincente possível. Evite os preciosismos.

3. Mesmo sem chance de vencer, você pode chamar a atenção.
    Seja original, mas sem ser ridículo. Não se exponha parecendo um tolo ou despreparado. Cuide de se apresentar aos eleitores de forma agradável, podendo até mesmo ser divertido e engraçado, mas nunca sem conhecimento ou base no que disser ou comentar. Tenha conteúdo. Se não souber responder a uma pergunta, seja sincero e diga que não sabe, mas que vai procurar se informar.

4. Decore o número de seu partido.
    Candidato pode errar tudo, se equivocar a respeito de uma coisa ou outra, mas nunca, nunca deve se confundir na hora de pedir votos para o seu partido – principalmente se você for a principal candidata da sua legenda. Marina Silva pagou esse mico. Em um discurso de campanha no Espírito Santo, a candidata verde trocou o número 43 (do PV) pelo 45 (do PSDB de Serra), e mais de uma vez.

5. Entenda que nem toda “celebridade” será eleita.
    Nem todo político conhecido deverá ser eleito, e que poderá ter sua chance se fizer um bom trabalho de campanha. Alguns dos adversários “famosos” podem não ter a preferência do eleitorado, e podem não ser eleitos.

6. Lembre-se que você poderá estar sendo filmado/gravado, e que sempre poderá haver um registro do que disse.
    Se você quer passar credibilidade, tem de ser no mínimo coerente em suas falas. Não pode dizer que não disse algo que alguém tem como provar que você falou sim – lembrando bem que sempre vai haver alguém por perto para gravar as suas declarações e, como se sabe, isso pode, e será, ser usado contra você algum dia. Afinal, você é uma pessoa pública. O que deve ser seguido é não criar polêmica em torno das opiniões, por exemplo sobre a legalização do aborto.

7. Saiba se comunicar com os “internautas”.
    Os candidatos invadiram a web de tal forma que até normas específicas foram criadas para o espaço. E o que virou moda foram programas produzidos especificamente para a internet. Mas se você não tem intimidade alguma com o meio, uma aulinha simples resolveria o problema. Dispensar qualquer conselho a respeito e entrar com a cara e a coragem em sua primeira exibição do tipo é muito arriscado.

8. Aprenda a usar o Twitter e o Facebook para evitar micos.
    Em 2010 o Brasil viveu a primeira campanha eleitoral via Twitter e Facebook. Mas o problema foi que muitos candidatos se arriscaram nessa novidade sem ter muita certeza do que estavam fazendo, e acabaram pagando micos, claro, e tendo de pensar em uma boa explicação depois.

9. Não coloque palavras na boca dos oponentes.
    A cada eleição, os políticos partem para um verdadeiro vale-tudo para conquistar votos. E isso inclui até prever o que os concorrentes poderão fazer se forem eleitos, mesmo que isso não passe, e nunca passa, de pura imaginação.
    Dica: os eleitores já não acreditam mais nesse tipo de “joguinho”.

10. Não mande espionar seus adversários.
      Pouco se poderá fazer com dados obtidos de forma ilícita se seus métodos forem parar na imprensa antes. E todo o trabalho só servirá para queimar o seu filme e de seu partido.


 Um pouquinho da memória...
A mídia fala que o mensalão é o maior golpe de corrupção aplicado no Brasil até hoje.


Antônio Fernandes de Souza, Procurador-Geral da República, diz na coletiva de imprensa, que os acusados do mensalão estão envolvidos na “organização criminosa”; ele pede o indiciamento dos 40 envolvidos do mensalão, entre eles os ex-ministros José Dirceu e Luís Gushikein (por corrupção ativa). No documento de 136 páginas, que são devassadores para o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula, com linguagem clara e direta, acusa a cúpula do PT formar uma “sofisticada organização criminosa” que se especializou em “desviar dinheiro público e comprar apoio político”, com o objetivo de “garantir a continuidade do projeto de poder” do PT.
Desde do dia 22 de agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF), o tribunal máximo do Brasil, está julgando os 40 nomes denunciados pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza em 11 de abril do ano passado, que tem previsão de sair o resultado no dia 24 de agosto. Caso o STF aceite as acusações do procurador-geral, todos os denunciados passam de acusados à réus, que poderão ser indiciados. Os deputados acusados que conseguiram se reeleger nas eleições de 1º de outubro de 2006, poderão enfrentar mais um processo de perda de mandatos.

Lista do “Bando dos 40”

Membros do PT

Membros da antiga administração do PT

  1. José Genoíno. Ex-presidente do PT. Negociava com os partidos no Congresso com a política com corrupção. “Interlocutor visível da organização criminosa”.
  2. Delúbio Soares. Ex-tesoureiro do PT. Coordenava o mensalão com corrupção, peculato e quadrilha. “Elo com as ramificações operacionais da quadrilha”.
  3. Silvio Pereira. Ex-secretário do PT e considerado o nº2 do PT. “Função primordial” de distribuir cargos no governo, de onde saíram grandes somas de dinheiro público para PT e outros partidos. Recebeu o carro Land Rover como propina.

Escaparam da cassação

  1. João Paulo Cunha. Deputado acusado de corrupção, peculato e lavragem de dinheiro.
  2. Professor Luizinho. Ex-líder do governo na Câmara. Deputado acusado pela Justiça.
  3. João Magno. Deputado acusado de falsificar o destino do dinheiro.

Deputado cassado

  1. José Dirceu. Ex-Ministro da Casa Civil e ex-deputado do PT-SP. Era chamado pelo Lula como “capitão do time” e “primeiro-ministro” em 2003. “Chefe do organograma delituoso”. Tem 3 acusações, entre essas, era acusado de ser “chefe de quadrilha”.

Renunciou ao cargo de deputado

  1. Paulo Rocha. Ex-líder do PT e ex-deputado. Acusado de mandar assessora Anita Leocádia buscar dinheiro e tem vários crimes.

Ex-membros do governo Lula

  1. Anderson Adauto, PMDB. Ex-ministro recebeu 1 milhão de reais pelo assessor José Luiz Alves e foi denunciado por corrupção.
  2. Henrique Pizzolato. Diretor de Publicidade do BB. Membro do PT que comandava verbas do Banco do Brasil (BB) com propina e delação.
  3. Luiz Gushiken. Ex-ministro é acusado de peculato, gerou os contratos que bancaram o mensalão. Apesar das graves acusações, Lula mantém Gushiken como assessor presidencial.

Base aliada

Membros de outros partidos

  1. José Borba. Ex-líder do PMDB. Acusado de receber 2 milhões e não entregou nenhum deputado.
  2. Romeu Queiroz. Deputado do PTB. Acusado de vender o apoio político no esquema do PTB.
  3. José Janene. Ex-líder do PP. Distribuía 4.100.000 reais do mensalão aos correligionários.

Membros de outros partidos que foram cassados

  1. Roberto Jefferson. Ex-deputado do PTB. Denunciou o mensalão. Vendeu o PTB para PT por 20 milhões de reais.
  2. Pedro Corrêa. Presidente do PP. Acusado pela Justiça por corrupção.

Político que escapou da cassação

  1. Pedro Henry. Uns dos líderes do PP. Pode responder por 3 crimes.

Membros de outros partidos que renunciaram

  1. Carlos Rodrigues, mais conhecido como Bispo Rodrigues. É acusado de receber 150 mil reais.
  2. Valdemar Costa Neto. Ex-presidente do PL. é acusado de corrupção, lavragem de dinheiro e quadrilha.

Publicidade

  1. Marcos Valério. Ele tem um recorde de 6 acusações. É acusado de pagar 50 mil reais para ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, como propina pra viabilizar a contratação da SMPB pela Casa.
  2. Duda Mendonça. Marqueteiro na campanha de Lula de 2002. Tem outras contas no exterior.

Outros

  1. Alberto Quaglia. Empresário acusado de lavragem de dinheiro e era biombo entre Valério e o PP.
  2. Breno Fischberg. É suspeito de fazer parte do grupo que lavrava dinheiro para PP: branqueamento.
  3. Enivaldo Quadrado. Sócio de Quaglia e Fischberg na quadrilha que lavrava o dinheiro do PP.
  4. Anita Leocádia. Assessora de Paulo Rocha. Ao receber o dinheiro de Rocha, foi denunciada por lavragem de dinheiro.
  5. José Luiz Alves. Ex-assessor de Anderson Adauto foi portador do dinheiro para ser endereçado para Adauto.
  6. Jacinto Lamas. Assessor de Valdemar Costa Neto. Carregava malas de dinheiro e denunciado por 3 crimes.
  7. Antônio Lamas. Irmão de Jacinto Lamas. Ajudava a buscar dinheiro de Marcos Valério em Minas Gerais.
  8. Zilmar Fernandes. Sócia de Duda. Tentou provar a inocência na CPI, apesar de contas secretas.
  9. Ramon Hollerbach. Sócio das agências DNA e SMPB. É acusado de 5 crimes.
  10. Cristiano Paz. Outro sócio de Marcos Valério. Tentou ocultar ou destruir provas de crimes no comando do esquema.
  11. Rogério Tolentino. Advogado que tentou destruir provas em que era o elo de Marcos Valério e o Banco Rural.
  12. Geiza Dias. Acusada de 4 crimes. Autorizava saques enviando e-mail ao Banco Rural em Brasília.
  13. Simone Vasconcelos. Esposa de Marcos Valério. Sob ordens do marido, pagava o mensalão até em carro-forte.
  14. José Roberto Salgado. Vice-presidente do Banco Rural. Ele é conhecido pela polícia por 4 crimes entre eles de lavragem de dinheiro.
  15. Ayanna Tenório. Executiva do Banco Rural. Acusada de integrar a quadrilha de mecanismo de branqueamento.
  16. Kátia Rabelo. Dona do Banco Rural. Acusada de mentir na CPI e foi acusada de 4 crimes, entre eles é na coordenação.
  17. Vinícius Samarane. Diretor do Banco Rural. Operava também à lavanderia do PT com crimes em série.
  18. Emerson Palmieri. Tesoureiro do PTB. Era membro do governo com corrupção e lavragem de dinheiro.
  19. João Cláudio Genu. Carregava o dinheiro para PP e foi denunciado com os chefes.

Outros acusados que não estão na lista

  1. Josias Gomes. Deputado acusado de sacar duas vezes 50 mil reais no Banco Rural de Brasília.
  2. Lúcio Bolonha Funaro. Doleiro e dono da Guaranhuns Participações. Réu confesso e acusado de repassar 6.500.000 reais ao PL a mando da cúpula do PT. Atualmente ele é o único colaborador das investigações que tem conclusões sobre o esquema.
  3. Pedro Azerevo.
  4. Abreu Adauto.
  5. Wanderval dos Santos.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_do_Bando_dos_40

Penso que há solução, acredito que existam pessoas de bem representando nossos interesses, mas como acreditar em alguém quando são tantas noticias frustrantes. Separar o joio do trigo esta muito difícil, há mais joio que trigo.

Penso em divulgar mais algum material relativo a festa eleitoral, aguardem...


Forte Abraço