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sábado, 29 de novembro de 2025

Gentileza Visível


Outro dia, no trânsito, um motorista parou para deixar uma senhora atravessar a rua. Nada grandioso: apenas um gesto simples, rápido, quase invisível. Mas reparei que o rosto dela mudou — um pequeno sorriso, um alívio. A gentileza, mesmo silenciosa, altera o ar ao redor. Já aconteceu comigo, procuro sempre retribuir, há alegria para quem dá e quem recebe a gentileza, vivemos em via de duas mãos!

Vivemos em um tempo em que se fala muito e se escuta pouco. As pessoas se atropelam, tanto nas ruas quanto nas conversas. E é por isso que a gentileza, quando aparece, parece quase revolucionária. Ela não precisa de aplausos; basta existir.

O curioso é que a gentileza verdadeira não é performática. Ela acontece quando ninguém está vendo. É quando alguém recolhe o copo do outro, quando se escuta com atenção, quando se responde com calma mesmo tendo razão para perder a paciência. São atos pequenos, mas que sustentam a delicadeza da convivência.

A bondade não é um gesto isolado — é um modo de ser. Ela se revela no olhar, na postura, no cuidado quase invisível. E talvez por isso tanta gente a perceba sem saber explicar: há algo luminoso em quem é gentil, uma serenidade que atravessa o tempo e o espaço.

O educador e pensador Rubem Alves dizia que “a delicadeza é a forma mais inteligente da força”. E é verdade: ser gentil num mundo apressado é um ato de coragem. É dizer, sem palavras, que o outro importa — e que o humano ainda resiste, mesmo nas esquinas do cotidiano.