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segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Essencial da História

Enquanto olhava distraidamente pela janela, me peguei pensando no que seria contar a história do Brasil de forma bem simples, quase como se fosse uma conversa casual sobre o que já rolou por aqui. Então peguei um livro de História do Brasil e comecei a olhar o índice e tentar montar um roteiro na cabeça, não é fácil, afinal são quinhentos anos. É engraçado como, às vezes, a gente olha para trás e tudo parece tão distante, mas também tão presente. E foi assim que me veio à mente essa sequência de acontecimentos que moldaram o país em que vivemos hoje.

Vamos pensar que tudo começa em 1500(?), quando Pedro Álvares Cabral e sua tripulação chegaram por acaso(?) nas praias do que eles nem imaginavam ser o Brasil. Eles estavam em busca de rotas comerciais, mas acabaram encontrando terras habitadas por povos indígenas, que já viviam aqui há séculos, com uma cultura própria, cheia de rituais, modos de vida, e um respeito pela natureza que os europeus não entendiam muito bem. Mas, claro, o interesse dos portugueses não era aprender com os indígenas, e sim explorar as riquezas do lugar. O pau-brasil, com sua madeira valiosa, foi só o começo de uma longa história de extração e exploração.

A colonização portuguesa, que durou mais de 300 anos, foi marcada pela exploração de tudo que se podia tirar dessas terras: primeiro, o pau-brasil, depois a cana-de-açúcar e, por fim, o ouro e os diamantes. E, para garantir essa produção toda, os portugueses se apoiaram na escravidão. Primeiro, tentaram escravizar os indígenas, mas quando isso não deu certo, trouxeram milhões de africanos para cá. O trabalho escravo sustentou a economia da colônia por séculos, e as consequências disso são sentidas até hoje, com uma sociedade profundamente desigual.

Em 1822, o Brasil finalmente se tornou independente. Dom Pedro I, filho do rei de Portugal, decidiu que seria mais conveniente para ele mandar por aqui do que voltar para a Europa. A famosa frase "Independência ou morte" marca o começo de um Brasil oficialmente separado de Portugal, mas as estruturas de poder e riqueza continuaram as mesmas. A elite branca, dona de terras, ainda mandava no país, e a escravidão só seria abolida 66 anos depois, em 1888, com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. Mas a abolição, infelizmente, não trouxe as mudanças que os ex-escravizados precisavam – eles foram deixados sem terras, sem educação, e sem o apoio necessário para construir uma nova vida.

O século XX trouxe uma nova onda de transformações. Logo no início, o Brasil ainda era um país agrário, baseado no café, mas começava a se industrializar. As oligarquias do café dominaram a política até a Revolução de 1930, que colocou Getúlio Vargas no poder e mudou bastante coisa. Getúlio trouxe algumas ideias de modernização, criou leis trabalhistas e deu um empurrão para a industrialização, mas também era autoritário. Depois de sua era, o Brasil entrou num período de instabilidade, que culminou no golpe militar de 1964.

Durante a ditadura militar, o Brasil viveu sob repressão por 21 anos. A censura, a tortura, e a supressão das liberdades marcaram essa época, mas também foi nesse período que o país se modernizou ainda mais economicamente, com grandes obras de infraestrutura. O custo social e político, no entanto, foi imenso. Em 1985, a ditadura finalmente chegou ao fim, e o Brasil voltou a respirar ares democráticos com a promulgação de uma nova Constituição em 1988.

Desde então, o Brasil tem vivido entre altos e baixos. Passamos por momentos de crescimento econômico e por crises políticas graves, como o impeachment de presidentes e escândalos de corrupção que sacudiram as bases da nossa jovem democracia. Mas, ao mesmo tempo, o Brasil floresceu como um país culturalmente rico, cheio de diversidade, música, culinária, e modos de ser que encantam o mundo. Hoje, o desafio é lidar com os velhos problemas de desigualdade, injustiça social e corrupção, mas com os olhos no futuro, tentando construir um país mais justo e inclusivo.

E é assim que de maneira muito resumida, olhando para trás, parece que cada pedaço dessa história, por mais doloroso ou difícil que tenha sido, ajudou a formar o Brasil do jeito que ele é: cheio de contradições, mas também de uma vitalidade imensa. A história continua, e a cada dia a gente vai escrevendo o próximo capítulo – quem sabe com um pouco mais de consciência do que ficou para trás. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Políticos e Políticas para o Meio Ambiente no Brasil




2014 ano de eleições: O 1º turno das eleições irá ocorrer no dia 5 de outubro e o 2º turno no dia 26 de outubro de 2014. O pleito vai eleger o Presidente, Vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, Deputados estaduais; o governador e vice-governador do Distrito Federal e os deputados do Distrito Federal.

VIVA A REPUBLICA!, MAS O QUE É MESMO REPUBLICA?

De pronto ao pensar na resposta o espirito de Platão manifesta-se, as palavras começam a surgir de maneira espontânea, Platão idolatra a grandeza moral. O grande, o verdadeiro político é o sábio, o pensador que se preocupa em espiritualizar os homens. A forma que é concebido o Estado ele assume seja a função do educador de homens virtuosos, segundo as virtudes que se referem respectivamente a cada classe, dita educação é dispensada essencialmente às classes superiores - especialmente aos filósofos, a quem cabem as virtudes mais elevadas e, portanto, a direção da República. Atualmente você identifica a figura do filósofo nos candidatos que se apresentam para espiritualizar os homens e mulheres brasileiros?

UM POUCO MAIS DE INFORMAÇÃO DO QUE SEJA REPUBLICA...

A palavra República deriva do latim e significa "coisa pública". Ao longo da história a interpretação e o sentido da "República" se modificaram. O conceito é utilizado pela primeira vez na história antiga de Roma, a partir de 509 aC. quando da organização de uma nova forma de governo, preocupada principalmente em retirar o poder das mãos de um único homem. Acabava a Monarquia e iniciava-se uma forma de governo onde o poder é dividido e, naquele momento, controlado
por um organismo coletivo, o Senado. No entanto o Senado romano administra a "coisa pública', porém o público, quer dizer, o povo, não tem direitos políticos. No século XVIII a ideia de República se modificou mais uma vez, a partir de ideias dos filósofos iluministas quando, ainda com pouca expressão, surgiu a ideia de Sufrágio Universal – um homem, um voto.

QUAL O PROBLEMA DA REPUBLICA ATUAL?

A cidade degrada-se naturalmente, como tudo o mais. Com o esfriamento das virtudes e com a concentração do poder nas oligarquias, com o individualismo das democracias, o resultado fatal só poderá “ser” o surgimento da tirania maquiada assumindo a face do candidato reeleito dos partidos elegendo seus candidatos consolidando-se no poder através de acordos obscuros. Esta é a ordem natural da decadência dos regimes políticos, destruídos pelas suas próprias negatividades que ao olhar do estranho não consegue enxergar os sorridentes tiranos, parecer sem “ser”, vazios de virtudes.

QUAL A DISTINÇÃO DA JUSTIÇA NO INDIVÍDUO E NO ESTADO?

A principal finalidade da cidade é educar as pessoas e ela não precisa legislar sobre tudo. A cidade é sábia porque é governada por reis-filósofos; a cidade é corajosa, porque garantida por guardiões valentes. Há que haver temperança nas paixões e ela deve ser praticada tanto pelas pessoas como pelos governantes. A justiça consiste em cada um fazer o que deve: o sábio governar, o professor ensinar, o artesão produzir, etc.
A alma humana é composta de três partes: os desejos, a razão (nous) e os impulsos (thymos). Estes são dominantes, em certas ocasiões, superando as contenções racionais (a história de Leôncio e o desejo de ver os cadáveres). A justiça, portanto, consiste na harmonia entre estas três partes, o que a faz aproximar-se da moral.
Para tanto, será necessária a distinção da sociedade em três classes, como são os distintos metais: ouro para os chefes dos guardiões, prata para os próprios guardiões (ou militares) e ferro para os produtores e artesãos. Os guardiões são mantidos pelo Estado e não têm direito à riqueza.

QUANTO A POLITICA E POLITICOS BRASILEIROS ONDE SE ENQUADRARIAM? QUAL CLASSE? SE PLATÃO FOSSE SE REFERIR AOS POLITICOS BRASILEIROS O QUE TERIA DITO?

Com certeza ao sair da caverna de Platão em direção ao ambiente externo, ao meio ambiente, precisaria sair para algum lugar que fosse melhor que a caverna que estava vivendo, as promessas de um mundo melhor onde pudéssemos viver, respirar, trabalhar teria de ser melhor do que esta caverna, você sabe quais são as promessas dos candidatos não-filósofos?
Pois, bem segue abaixo as propostas dos não-filósofos.


Publicado por Carolina Salles - em 11/09/2014
Por Ceres Battistell
No próximo dia 05 de outubro os brasileiros escolherão seus candidatos à presidência, ao Governo, ao Senado, deputados federais e deputados estaduais. A coluna Conteúdo Sustentável procurou levantar nesta edição algumas propostas na área ambiental dos principais candidatos à presidência para subsidiar o nosso leitor. Avaliamos os programas considerando os critérios de relevância dos temas, as metas para atingir cada tema e as soluções para atingir as metas. Confira:

Marina Silva
Marina Silva tem uma das propostas mais audaciosas, embora não apresente prazo, mas seu Plano de Governo na área ambiental especifica metas e instrumentos. Uma das propostas que chama atenção é ampliar para 40% a área de florestas plantadas e zerar a perda de cobertura florestal no país. Marina sugere a criação do Conselho Nacional de Mudanças Climáticas e da Agência de Clima. A candidata defende que órgãos públicos reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e promete incentivos para a agricultura de baixo carbono. Além disso, ela indica instrumentos econômicos para estimular a conservação, metas de eficiência energética e a diversificação das fontes de energia renováveis. Marina é a única que se compromete a implantar uma estratégia para a proteção dos oceanos.

Aécio Neves
O candidato Aécio Neves também tem um plano de governo avançado. Na minha opinião, é o segundo plano mais audacioso. Ele promete usar instrumentos econômicos para atingir objetivos ambientais, incluindo as licitações sustentáveis. Entre suas propostas estão o resgate do papel de pesquisa da Embrapa nos biomas brasileiros. A ideia é produzir conhecimento sobre os potenciais da fauna e flora. Ele inclui a meta para acesso universal a água potável e também a ampliação de programas de eficiência energética. Entre as propostas nesta área está o a criação de mecanismos para utilizar gás dos aterros. Vale destacar, promessa de campanhas contra desperdício de água e o apoio a agricultura de baixo carbono. Aécio foi o único a propor produzir um mapa de vulnerabilidades sociais as mudanças climáticas e uma política de redução de risco dos desastres.

Dilma Rousseff
Dilma defende o legado dos doze anos de governo petista e, ao mesmo tempo, propõe maiores avanços na aplicação de políticas públicas ambientais em áreas como redução do desmatamento, gestão dos recursos hídricos, fortalecimento das energias renováveis, pagamento por serviços ambientais, mais agilidade nos processos de licenciamento ambiental e gestão das Unidades de Conservação. Defende a efetivação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e alterações em temas polêmicos como, por exemplo, o Código Florestal ou a Lei Complementar 140.

Legado ambiental do PT
Como Dilma tenta a reeleição ela pode ter o seu mandato avaliado, cujo desempenho é ruim na visão dos ambientalistas. É preciso lembrar, que Dilma deixou o Congresso enfraquecer o Código Florestal, que anistiou o desmatamento de cerca de 29 milhões de hectares - sendo que os outros dois presidentes anteriores a ela sempre bloquearam as tentativas do Congresso de fazer isso. Na gestão de Dilma foram reduzidas as áreas protegidas para facilitar o licenciamento de hidrelétricas sem as devidas compensações. O desmatamento aumentou em 28% em 2013 em relação a 2012. Além disso, ela reduziu impostos da gasolina que por sua vez reduziu a atratividade do etanol – que emite menos gases do efeito estufa. Dilma reduziu o IPI de automóveis, o que aumentou os engarrafamentos e poluição nas cidades. Já um relatório recente do TCU mostrou que apenas 4% das Unidades de Conservação tem algum grau de gestão e implantação no país.

Três aves brasileiras foram recentemente consideradas extintas. As espécies são nativas da Mata Atlântica e habitavam a região ocupada pelo bioma no nordeste brasileiro. O status foi obtido a partir de pesquisas que envolveram especialistas brasileiros e estrangeiros e resultou no estudo “Status global de aves silvestres ameaçadas no nordeste do Brasil”, publicado na revista científica “Papéis avulsos de zoologia”, da Universidade de São Paulo. As aves extintas são: corujinha caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum), gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e o limpa-folhado-nordeste (Philydor novaesi). De acordo com os cientistas, as espécies não foram vistas e nem tiveram registros oficiais durante um longo período de tempo, o que motivou a decisão pela extinção.
Carolina Salles, Direito Ambiental, Mestre em Direito Ambiental.



Há algum tempo a sociedade deixou de pensar por si mesma, preferiram rir e deixar rirem de si, ao eleger tiriricas conduzindo-os irresponsavelmente ao mando de nossa caverna, eliminado as possibilidades do aquecimento a luz do sol. Sair da caverna é tão difícil que não conseguimos romper com a mesmice e acabamos achando que as propostas de nossos candidatos são factíveis, o problema esta em parte em nossa educação, quantas vezes ouvimos nos perguntarem para que serve a filosofia? Para que votar? Para que levar tão a sério as eleições? Vivemos na sombra da verdade, deixamos o mundo das aparências desprovidas de virtudes e moral governarem nossos destinos.

Estamos no ano de 2014 a menos de trinta dias para eleger tiriricas com suas promessas e ilusões circenses, pense, analise as propostas dos candidatos, podemos sair da caverna ou iremos permanecer nela? O que nos aguarda no meio ambiente externo.

Será que algum destes candidatos é a luz que irá iluminar a república, algum deles será o filósofo com as virtudes necessárias para brilhar como ouro?





Pense também na caverna como a urna, coloque seu voto e aguarde o resultado como se fosse a chave para sair para o lado externo iluminado, faça uso de suas virtudes, faça uso da terceira lei de Newton: Voto é ação, candidato eleito a reação. Boa ação leva a boa reação.