Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador mentiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mentiras. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de abril de 2026

Pequenas Ilusões


A gente passa o dia acreditando em coisas pequenas. E não no sentido bonito da fé — mas naquele tipo de crença silenciosa, quase automática, que nem pede confirmação. São as pequenas ilusões. Discretas, funcionais… e perigosamente confortáveis.

Eu percebi isso outro dia, numa situação banal: abrir o celular “só pra ver uma coisa rápida”. A promessa era simples, quase inocente. Cinco minutos depois, eu já estava navegando por coisas que nem lembrava ter procurado. A ilusão inicial? De que eu controlo o tempo. De que eu entro e saio quando quiser. Mas não é bem assim.

Tem uma ilusão muito comum: a de que depois a gente resolve. Depois responde. Depois muda. Depois começa. Esse “depois” é um dos personagens mais eficientes da nossa vida — ele nunca chega, mas está sempre disponível. E o curioso é que a gente acredita nele como se fosse uma data marcada.

Friedrich Nietzsche dizia que “não existem fatos, apenas interpretações”. Eu fico pensando se muitas dessas interpretações não são, na prática, pequenas ilusões que criamos pra tornar a vida mais suportável. Não exatamente mentiras — mas versões suavizadas da realidade.

Outra ilusão elegante: a de que os outros estão pensando muito sobre nós. A gente entra num ambiente e ajusta o comportamento, mede as palavras, calcula a postura… como se houvesse uma plateia atenta. Mas, na maior parte do tempo, cada um está ocupado demais sendo o centro do próprio mundo. É uma ilusão quase narcisista — e, ao mesmo tempo, profundamente insegura.

E tem aquela clássica: “quando eu tiver X, tudo se ajeita”. Pode ser dinheiro, tempo, reconhecimento, estabilidade. A vida vira uma equação com uma variável faltando. Só que, quando X chega, ele raramente resolve — ele só muda a forma do problema. A ilusão aqui não é desejar algo melhor. É acreditar que existe um ponto onde tudo finalmente se encaixa.

O mais interessante é que essas pequenas ilusões não são inúteis. Elas funcionam como amortecedores. Sem elas, talvez a realidade fosse dura demais, direta demais. A gente precisa de alguma narrativa pra seguir em frente, mesmo que ela não seja completamente verdadeira.

Mas existe uma linha fina — quase invisível — entre usar uma ilusão como apoio e viver dentro dela como regra.

Talvez o exercício não seja eliminar essas ilusões (até porque isso seria outra ilusão), mas reconhecê-las quando aparecem. Perceber o momento exato em que a gente diz “só mais cinco minutos”, “depois eu vejo isso”, “ninguém vai notar”.

Porque, no fundo, a vida não é feita das grandes mentiras que contamos — mas dessas pequenas histórias que repetimos todos os dias até que elas se tornem realidade.

E aí fica uma pergunta incômoda, dessas que não têm resposta rápida:

Quais são as pequenas ilusões que você tem alimentado… e já nem percebe mais?

domingo, 2 de outubro de 2011

Educação para inglês ver – Parte 2


 
Formação do professor

 
Formação do professor

Haddad anuncia que serão gratuitos os mestrados e doutorados em educação
Sexta-feira, 30 de setembro de 2011 - 17:41

Cursos de pós-graduação, mestrados e doutorados em educação, mesmo em instituições privadas, serão gratuitos. O anúncio foi feito pelo ministro Fernando Haddad, na tarde desta sexta-feira, 30, durante o 7º. Congresso Inclusão: Desafio Contemporâneo para a Educação Infantil, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo (Sedin).
Haddad explicou que deve assinar nos próximos dias uma portaria que dará a esses cursos o mesmo mecanismo do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Os professores que decidirem fazer o curso e trabalharem nas redes públicas terão a dívida saldada automaticamente.
O ministro da Educação admitiu que trabalha com dificuldade em um modelo de avaliação para a educação infantil. “Faço um desafio para vocês. Me mostrem os casos de sucesso e de eficiência para que possamos tabular esses valores.”
Haddad creditou ao presidente Lula a inclusão da educação infantil no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além do fornecimento de merenda, transporte escolar, biblioteca e livro didático. “O que mais me impressionou quando eu cheguei ao Ministério da Educação foi a constatação de que não só não havia mecanismos de financiamento, como não se dava importância a um ciclo tão importante da formação da criança.”
O ministro lembrou da emenda constitucional que tornou obrigatória a educação dos quatro aos 17 anos e qualificou o Programa de Reestruturação da Rede Escolar Pública (ProInfância) como o maior programa de expansão da rede física educacional. “A presidenta Dilma conveniou 4 mil creches e destinou recursos para 6.400 creches em todo o pais, 172 apenas na cidade de São Paulo. Além disso, o Ministério da Educação vai se responsabilizar pelo primeiro ano de custeio antes do censo” – concluiu.
Assessoria de Comunicação Social



Conta-se que Sócrates, ouvindo Platão ler seu Lysis, disse: “Por Héracles! Como esse jovem me faz dizer coisas que eu nunca disse!”
DIÓGENES LAÉRCIO, Vida e doutrinas dos filósofos ilustres


Há bastante tempo, é aguardada a noticia e finalmente chegou, é uma noticia para os professores da rede publica, o Ministro Haddad promete financiar pós graduação stricto sensu, cursos de mestrado e doutorado, para os professores da rede pública de ensino, resta esperar agora, que as universidade e faculdades ofereçam os cursos, e melhor, que a promessa se cumpra.
Uma pergunta ficou me martelando a cachola, sabe aquela questão que fica sem resposta?, pois é, estava pensando no estudante pobre e trabalhador, lembrei de uma frase do economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) "Os brasileiros pobres que estudam e trabalham são verdadeiros heróis. Submetem-se a uma jornada de até 16 horas diárias, oito de trabalho, quatro de estudo e outras quatro de deslocamento. Isso é mais do que os operários no século XIX.", ora, se entre dez brasileiros um é analfabeto, aquele trabalhador que buscar sua alfabetização e quiser ir mais alem, devera procurar conciliar o estudo com o tempo livre (que tempo livre?) para estudar. E, agora deverá se complicar um pouco mais, com o aumento do número de dias letivos, de 200 para 220 dias por ano, ou a ampliação da jornada diária para cinco horas ampliação da jornada diária. E ai? Tudo indica que, ficara ainda mais complicada a vida do estudante trabalhador.
E o problema não fica por ai, vejam a opinião de Marlei Fernandes de Carvalho:

Hipocrisia no aumento da carga horária anual, leiam!

Publicado em por Janeslei
de Marlei Fernandes de Carvalho, el jueves, 05 de mayo de 2011 a las 22:56
Para a Presidente da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho o projeto de lei que aumenta a carga horária anual de 800 para 960 horas dentro dos 200 dias letivos é um total desencontro histórico. Primeiro que está completamente na contramão da construção coletiva da CONAE e do Plano nacional de Educação. Segundo que a proposta histórica de educação integral não passa somente pelo aumento exíguo de 48 minutos diários e sim para uma jornada única de 7 horas. Terceiro que é um projeto completamente isolado, sem uma proposta pedagógica e sem consideração com elementos centrais da qualidade da educação: relação professor-número de aluno, jornada em uma única escola, aplicação do Piso com dedicação exclusiva, hoa-atividade, formação  continuada.
Não é a toa que a proposta vem de um senador suplente e que tem uma íntima relação com a educação privada. Muito provavelmente também não participou dos debates coletivos e democráticos. Pior ainda é o silêncio de todos os outros senadores. O projeto foi aprovado na Comissão de educação do Senado e segue para a Câmara dos Deputados. Precisamos agir e urgente!!


Um bom domingo a todos!

"As pesquisas não mudam a realidade. Quem muda a realidade é o homem. Agora, as pesquisas, as teorias mudam o homem. Se mudarem o homem, ele muda a realidade. Nada nos impede de fazer isso, a não ser o medo, o medo de ousar."