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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Filosofando com Deus


 

O dia esta chuvoso, sair de casa só por necessidade, então em meu recolhimento fiz auto provocações:  “Vou Filosofar com Deus” é, no fundo, pensei, vou filosofar com o silêncio — porque toda resposta divina, se vier, vem sem som.

Mas então decidi imaginar esse diálogo.

O que eu perguntaria a Deus

Esta não é a primeira vez que faço esta pergunta. Acho que minhas perguntas a Deus dependeriam mais do meu estado de espírito do que da minha razão. Nos dias bons, talvez eu perguntasse com curiosidade; nos dias ruins, com certa ironia.

Eu começaria devagar:

  • Por que o mistério é necessário? Se o amor é luz, por que precisa do escuro para existir?
  • Por que o tempo? Por que não criar a eternidade já dentro da vida, sem essa pressa de nascer e morrer?
  • Por que me fizeste consciente? A consciência é um presente ou uma armadilha?
  • O que é o bem, quando o mal também serve para nos fazer crescer?
  • E se tudo é teu plano, por que me dás a liberdade de errar?

Essas perguntas têm um sabor meio socrático — não para arrancar respostas, mas para ver até onde a minha alma consegue sustentar o peso da dúvida.


O que Deus me perguntaria

Agora, se Deus me respondesse com perguntas (como costuma fazer nas Escrituras e na própria vida), acho que Ele inverteria o espelho:

  • Por que buscas fora o que sempre te coloquei dentro?
  • Quando te queixas da injustiça, não estás pedindo que eu conserte o que tu mesmo podes mudar?
  • Dizes querer a verdade — mas estás pronto para vê-la sem que ela te favoreça?
  • Por que me chamas quando te sentes só, se também te fiz companhia uns aos outros?
  • E se eu te perguntasse o que tens feito com o tempo que te dei, o que responderias?

No fundo, esse diálogo entre o humano e o divino é o mesmo que ocorre entre o eu que pergunta e o eu que escuta.

A voz de Deus, talvez, não venha de fora — ela se manifesta quando o barulho interno se cala.
E, como dizia o místico Meister Eckhart, “Deus é um verbo mais do que um substantivo” — algo que acontece, não algo que se possui. Este dialogo tem o poder de sempre retornar em minha imaginação, Deus sempre atiça minha imaginação. E a sua?