Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador #linguagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #linguagem. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de março de 2025

Linguagem do Pensamento

Quando alguém diz que "pensou em algo, mas não consegue colocar em palavras", o que isso realmente significa? Se a linguagem fosse a estrutura essencial do pensamento, como sugerem algumas correntes filosóficas, então não conseguir expressar algo seria o mesmo que não ter pensado nisso. Mas sabemos que não é bem assim. Essa questão nos leva a uma teoria fascinante e controversa: a Linguagem do Pensamento (LOT, na sigla em inglês), formulada por Jerry Fodor.

Fodor propõe que pensar não é simplesmente falar consigo mesmo em um idioma natural, como o português ou o inglês. Em vez disso, ele argumenta que a mente opera por meio de um código interno, uma linguagem mental inata e universal, que ele chama de "mentalês". Segundo Fodor, essa linguagem seria composta por símbolos e regras combinatórias, funcionando de forma análoga a uma linguagem formal, como a matemática ou a lógica proposicional. Assim, antes mesmo de aprendermos a falar, já pensamos nessa estrutura subjacente.

Essa ideia é revolucionária porque desafia o pressuposto de que o pensamento depende da linguagem natural. Se a mente opera por meio de símbolos internos, isso explicaria como podemos aprender novas palavras e conceitos sem que já os tivéssemos expressado antes. Além disso, reforça a hipótese de que certos aspectos do pensamento são universais, independentes da cultura e da língua falada.

No entanto, a teoria de Fodor também enfrenta objeções. Um dos desafios é explicar a origem e a natureza dos símbolos mentais. Como a mente estabelece a relação entre esses símbolos internos e os objetos do mundo real? Outra crítica relevante vem dos defensores da cognição incorporada, que argumentam que o pensamento não pode ser reduzido a um sistema computacional de regras formais, pois depende do corpo, da experiência sensorial e da interação com o ambiente.

Ainda assim, a LOT continua sendo uma das teorias mais influentes na filosofia da mente e na ciência cognitiva. Ela nos obriga a reconsiderar a relação entre pensamento e linguagem, questionando até que ponto o que dizemos reflete de fato o que pensamos. Se Fodor estiver certo, muito do que pensamos nunca chega a ser verbalizado, permanecendo oculto na estrutura silenciosa da mente.

Afinal, o que pensamos quando não estamos falando? Talvez, como sugere Fodor, estejamos processando mentalês sem perceber – uma língua invisível que estrutura nossa compreensão do mundo muito antes de proferirmos a primeira palavra.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Destinerrância em Dérrida

Se há algo que a vida moderna nos ensina é que a certeza é uma mercadoria rara. Em um mundo onde emojis substituem expressões faciais e onde tweets de 280 caracteres tentam encapsular complexidades humanas, a destinerrância, conceito lançado por Jacques Derrida, parece ter se tornado o pano de fundo do nosso cotidiano, quem é que não escorregou nesta ou naquela informação por acidente de linguagem.

O conceito de "destinerrância" em Jacques Derrida, é utilizado em sua obra "Margens da Filosofia". Ele o introduz para destacar a natureza do erro, da ausência de um centro estável e da constante movimentação na linguagem e no pensamento. Para Derrida, a "destinerrância" refere-se à ausência de um destino fixo na linguagem, à ideia de que o significado não está ancorado em algum ponto final e imutável. Ele argumenta que a linguagem está sempre em movimento, sujeita a múltiplas interpretações e reinterpretações, o que cria um estado de constante "errância" ou "errar".


 Derrida

A "destinerrância" implica que não há um significado definitivo em um texto ou discurso, e qualquer tentativa de fixar um significado é sempre condicional e sujeita a revisão. Derrida usa esse conceito para questionar a ideia de presença imediata e certeza na filosofia tradicional, propondo uma compreensão mais fluida e aberta da linguagem. Assim, a "destinerrância" é uma maneira de expressar a ideia de que o erro não é um acidente na linguagem, mas uma possibilidade inerente e até mesmo necessária, uma vez que a linguagem está sempre em processo de diferenciação e adiamento.

A "destinerrância" de Derrida, como a possibilidade fatal de errar na linguagem, pode ser conectada a várias situações do cotidiano, especialmente quando se trata de comunicação e interpretação. Aqui estão algumas maneiras de entender esse conceito em contextos práticos. Em conversas cotidianas, a "destinerrância" pode ocorrer quando as palavras utilizadas por uma pessoa são interpretadas de maneira diferente pela outra, levando a mal-entendidos. Mensagens de texto e comunicação online frequentemente sofrem com a "destinerrância", pois a ausência de entonação vocal e linguagem corporal pode levar a interpretações equivocadas. A interpretação de textos, sejam eles literários, acadêmicos ou jornalísticos, muitas vezes envolve a "destinerrância". Diferentes leitores podem extrair significados distintos do mesmo texto. A adaptação de obras literárias para o cinema muitas vezes resulta em uma forma de "destinerrância", já que diferentes diretores podem interpretar e representar a história de maneiras diversas. A utilização de uma palavra ou expressão em diferentes contextos pode gerar "destinerrância". O significado pode variar dependendo do ambiente em que a linguagem é empregada. Em ambientes multiculturais, a "destinerrância" é comum, pois as diferentes culturas atribuem significados distintos a certas palavras e gestos. Campanhas publicitárias podem sofrer de "destinerrância" se a mensagem não for recebida da maneira pretendida pelo público-alvo. Logotipos e slogans podem ser interpretados de maneira inesperada, às vezes resultando em uma associação indesejada ou confusão. Nos discursos políticos, a "destinerrância" pode ocorrer quando as palavras utilizadas pelos líderes políticos são interpretadas de maneira diferente por diferentes grupos sociais. A disseminação de notícias falsas ou desinformação é um exemplo extremo de "destinerrância", onde a informação errada é compartilhada e interpretada como verdadeira.

A compreensão da "destinerrância" no cotidiano destaca a complexidade inerente à linguagem e a necessidade de reconhecer a diversidade de interpretações que podem surgir em diversas situações de comunicação.

O Jogo da Mensagem de Texto:

Vamos começar pelo óbvio explanando melhor: mensagens de texto. Você já enviou um simples "Estou a caminho!" e recebeu respostas que variam de "OK" a "Você está quase aqui, né?". É como se cada palavra carregasse consigo uma aura de incerteza. A destinerrância entra em cena, e aquilo que você achava ser uma mensagem direta se transforma em um quebra-cabeça interpretativo para quem está do outro lado da tela.

Redes Sociais e o Espetáculo da Destinerrância:

Nas redes sociais, a destinerrância é uma estrela em ascensão. Compartilhar uma foto ou um status é como lançar uma mensagem numa garrafa virtual, esperando que o significado chegue ao destinatário intocado. No entanto, a variabilidade nas interpretações é o que dá vida à destinerrância. Um simples "like" pode ser um sinal de aprovação, ironia, ou até mesmo um clique acidental.

A Cultura do Cancelamento:

Ah, a cultura do cancelamento. Aqui, a destinerrância atua como uma força poderosa. Uma palavra mal interpretada, um comentário deslocado e, de repente, você está na tempestade do cancelamento. A destinerrância, nesse contexto, transforma-se em um jogo perigoso de interpretar intenções, muitas vezes sem conhecer o contexto completo.

Mudanças Velozes e Significados Escorregadios:

A destinerrância é como uma língua em constante evolução, e não apenas no sentido literal. Palavras que tinham significados claros há alguns anos agora dançam em um terreno movediço de conotações e interpretações. Ser "descolado" hoje pode significar ser autêntico, mas amanhã pode ser sinônimo de ser indiferente.

Em um mundo onde a comunicabilidade é rei, a destinerrância emerge como um reino complexo de possibilidades e desafios. A questão é: como navegamos por esse mar de significados cambiantes?

A resposta pode residir na consciência. Consciência de que as palavras têm uma vida própria, que a interpretação é tão subjetiva quanto a experiência individual. Talvez, ao abraçar a destinerrância, possamos adotar uma abordagem mais flexível à comunicação, reconhecendo que a incerteza é o tempero que dá sabor à linguagem cotidiana. Assim, enquanto continuamos a enviar mensagens de texto, postar nas redes sociais e interagir em um mundo cada vez mais digital, abracemos a destinerrância com um sorriso de quem conhece o jogo, sabendo que, no final das contas, a beleza está na dança sutil das palavras em constante movimento.

Vamos pensar num exemplo do dia a dia, em algo mais leve e cotidiano usando a ideia da "destinerrância" de Derrida:

Imagine que você está combinando de encontrar um amigo em um café. Você manda uma mensagem dizendo: "Chego daqui a 10 minutos!" Parece simples, né? Mas aí entra a "destinerrância".

Seu amigo pode interpretar isso de diferentes maneiras:

  1. Otimizei o tempo: "Legal, vou pedir meu café agora e ainda dá tempo de encontrar uma mesa boa."
  2. Leve atraso esperado: "Ótimo, vou esperar relaxado."
  3. Pressa necessária: "10 minutos? Rápido, preciso me apressar!"

A mensagem é aparentemente clara, mas dependendo do contexto, do humor, do jeito de ser de cada um, a "destinerrância" se manifesta. É como se a certeza estivesse sempre escorregadia, sujeita a diferentes interpretações. E é isso que Derrida destaca: a linguagem não é uma linha reta, é cheia de curvas e voltas, e a certeza absoluta é difícil de encontrar.

E assim concluímos nossa pequena reflexão pela destinerrância no nosso dia a dia. Em um mundo onde a comunicação é instantânea e as palavras ganham vida própria, é impossível escapar do jogo sutil de interpretações. Então, da próxima vez que receber aquela mensagem enigmática ou se deparar com um comentário nas redes sociais que parece escapar à lógica, lembre-se: estamos todos navegando nesse oceano de significados escorregadios. A destinerrância pode ser um desafio, mas também é o que torna a linguagem tão fascinante. Enquanto nos perdemos um pouco na incerteza, encontramos espaço para a criatividade, para novas formas de expressão e para a aceitação de que, afinal, a clareza absoluta é um mito. Então, sigamos adiante, explorando as nuances da destinerrância com um sorriso no rosto e a curiosidade de quem sabe que cada palavra é uma viagem em si mesma. E, quem sabe, talvez nesse jogo de incertezas, descubramos o verdadeiro encanto da comunicação humana. Até a próxima, onde quer que as palavras nos levem!

 

domingo, 28 de maio de 2017

COMEÇAR PROBLEMATIZANDO LINGUAGEM, SIGNIFICADOS E CONCEITOS



A intenção é problematizar para depois conceituar, vamos lá!

Com ajuda de Andrew Pessin, começamos a problematizar, afinal de contas esta é uma das funções da filosofia e, estamos aqui para exercitar o que a filosofia se propõe.
Um tema muito querido pela filosofia é a linguagem, a linguagem é tão importante quanto é misteriosa para os seres humanos.
Você faz alguns sons e as pessoas de alguma maneira respondem apropriadamente, mas, claro, somente certos sons, digamos, os significativos, como palavras. E só algumas pessoas, aquelas que entendem seu idioma, por exemplo, compreendem o sentido de suas palavras. Então, se queremos entender a linguagem, devemos saber mais sobre o que é “significado”.
O primeiro resultado surpreendente é que o significado é abstrato, o que significa que não é uma coisa física e não existe em nenhum lugar no espaço. Alguém acabou de falar, por exemplo, a palavra “cachorro”. A palavra em si é um objeto físico, um som, algumas moléculas vibradas pelo ar. Um físico poderia descobrir algumas propriedades físicas daquele objeto, tais como sua localização seu movimento, sua frequência etc., mas seu significado, não poderia ser encontrado, literalmente, com ou dentro do som.
Da mesma maneira, a razão pela qual você pode não entender chinês não é porque seus ouvidos não estarem trabalhando de forma apropriada. Em vez disso, é porque os ouvidos só podem detectar objetos físicos, como sons, e significados não são objetos físicos. Você poderia ter os melhores ouvidos e mesmo assim não entenderia nada quando alguém falasse chinês com você.
Mas há outro resultado surpreendente.
Considere estas duas sentenças: “Está chovendo” e “Il pleut”. Essas sentenças tem o mesmo significado, se você sabe francês. Mas agora podemos dizer em qual idioma está o significado? Não está no português; nem vice-versa. Então o significado em si não está em nenhum idioma.
Compreender uma língua, dessa maneira, exige que nos apoiemos em coisas que não são detectáveis por nossos sentidos e que são independentes da linguagem.
É algo bom, mais fácil de dizer do que de fazer!

Prosseguindo com ajuda de nosso ilustre filósofo Andrew Pessin...

Pois é, a linguagem nos apresenta um enigma que é muito interessante. Quantas pernas tem um cachorro se você chamar seu rabo “de perna”? Há pelo menos três respostas possíveis. Cinco: suas quatro pernas mais o rabo, agora chamado de “perna”. Uma: se seu rabo for chamado de “perna”, ele só tem um desse tipo. E quatro: chamar o rabo de “perna” não a transforma em uma. Qual é a melhor resposta? Bem, não importa. Sua resposta depende do que você quer dizer com a palavra “perna” e você é livre para anexar o significado que quiser, pelo menos para esse enigma.
Mas o que você quer dizer quando sua as palavras mais diretas da linguagem, ou seja, os nomes?
As vezes nos referimos a uma coisa ao descreve-la: “o homem que escreveu Hamlet”. Às vezes nos referimos à mesma coisa pelo nome: “Shakespeare”. A diferença é que o nome se refere a coisa sem, na verdade, descrevê-la de nenhuma maneira. Isso sugere uma resposta natural à nossa pergunta: nomes simplesmente significam as coisas às quais se referem.
Mas agora considere a frase “Papai-Noel não existe”. Triste, eu sei, mas é verdade. E se nossa sentença é verdadeira, então o Papai-Noel não existe, em cujo caso o nome “Papai-Noel” não se refere a nenhuma coisa verdadeira. Mas, por meio da nossa teoria natural, o nome “Papai-Noel”, agora se referindo a nada, não teria sentido. E se a sentença não tem sentido, é difícil ver como poderia ser verdade – apesar de ser.

Então precisamos de uma teoria melhor.

O sentido de um nome, em outras palavras, deve ser algo diferente da coisa á qual se refere; então, “Papai-Noel” pode talvez ter sentido mesmo sem o cara gordo e feliz. Claro, é difícil dizer qual é o sentido de um nome se não for a coisa à qual ele se refere, mas pelo menos é claro que a teoria natural não consegue ficar com o rabo em pé.

Provocação: Uma rosa com outro nome não seria uma rosa.

Aqui já adentramos na questão dos universais...e para isto, trazemos Felipe Pimenta para nos auxiliar...

Existiria a rosa universal e imutável ou a rosa seria apenas um nome, pois só existiria a rosa individual, que seria diferente de todas as outras? A doutrina de Santo Tomás de Aquino seria que o homem tem a ideia de rosa em sua mente, e ao ver uma rosa real, ele pode conhecer que o conceito de rosa existe também na rosa individual. Frei Guilherme representa a filosofia de Ockham, que nega que existam os universais, já que só a rosa particular seria real. Isso marca o nascimento da ciência moderna, com seu empirismo radical. Frei Guilherme é um personagem moderno, com seu probabilismo em teologia natural, ceticismo em metafísica e orientação para pesquisas de caráter científico. Ele diz:” a verdadeira ciência não deve contentar-se com idéias, que são justamente signos, mas deve buscar as coisas em sua verdade singular”. Umberto Eco não faz muito bem a distinção entre a posição nominalista (frei Guilherme) e a da Igreja Católica.
Uma pergunta prendia a atenção dos escolásticos: os universais são reais ou não? algumas soluções se apresentam:

O realismo: os universais têm um valor absoluto de realidade; mas onde se encontram essas realidades? num mundo à parte ou em Deus, ou é imanente nas coisas materiais? Essa era a posição de Platão.
O nominalismo: nega-se, não já o concreto, mas a ideia espiritual e substitui-se por um nome comum, simples representante dum grupo de indivíduos concretos. Para os nominalistas só os indivíduos são reais. “universale est vox, flatus vocis”. O universal é voz, sopro de voz. Seus defensores são Roscelin, Guilherme de Ockham e, no livro, Frei Guilherme.

Realismo moderado: o universal é a natureza expressa em seus diferentes modos de ser: pode-se achar concretizada na matéria( teoria da individuação), universalizada nos nossos conceitos ( teoria da abstração) ou realizada em Deus (teoria do exemplarismo). O realismo moderado concebe ao mesmo tempo que só o indivíduo existe, que os universais exprimem o real e que a palavra é sinal de uma ideia espiritual. O concreto e o material existem na coisa e o abstrato e universal no espírito. Essa é a posição de São Tomás de Aquino e da Igreja Católica, que Humberto Eco não menciona.

Vamos do significado para os conceitos...

A partir de agora vamos trabalhar com ajuda do mineiro filosofo Dr. Antônio Joaquim Severino

A filosofia é de natureza complexa, para interpretar um texto filosófico, é necessária ajuda na interpretação de conceitos cujo conteúdo substancial a maioria dos alunos não domina, por esta razão resolvi apresentar esta mostra superficial. 

A mostra é superficial porque são muitos os filósofos, e os filósofos constroem raciocínios a partir de linguagens diferentes daquelas com as quais estamos acostumados, e cada um deles trabalha sua abstração que nem por isto deixará de nos traduzir a realidade concreta.

Com auxílio da filosofia foi possível do ser humano estabelecer as relações de sua existência e sua inter-relação, pois a medida que o ser humano em sua convivência vai agregando experiências, as relações vão se tornando cada vez mais especificamente humanas, neste viés já podemos representar através da abstração, a reduplica: o homem o mundo real, num processo de simbolização que é especificamente seu.

As três esferas da existência humana e sua Inter-relação:

Prática Social: Ao produzir seus meios de subsistência, os homens estabelecem entre si relações que são funcionais e caracterizadas por um coeficiente de poder.

Prática Produtiva: Pelo trabalho, os homens interferem na natureza com vistas a prover os meios de sua existência material, garantindo a produção de bens e a reprodução da espécie.

Prática Simbolizadora: As relações produtivas e sociais são simbolizadas em nível de representação e de apreciação valorativa, no plano subjetivo visando a significação e a legitimação da realidade social e econômica vivida pelo homens.
Esta pequena introdução adotada dentro de uma perpectiva antropológica, é necessária para dar significação a apresentação do glossário, os conceitos são resultado do trabalho humano a caminho de sua humanização, é o que nos torna diferentes dos demais animais que dividem conosco o ambiente terra, que nem por isto nos dá mais direitos que os demais, mas nos torna mais responsaveis por tudo o que acontece.

Feita a pequena introdução, segue glossário com pequena mostra de conceitos que julguei sejam os mais significativos para auxiliar os alunos no domínio e familiarização do vocabulário técnico da filosofia.

Subjetividade (e seus correlatos: sujeito, subjetivo): é a condição daquilo que se refere a consciência enquanto pólo que recebe as informações sobre os objetos nas relações que constituem as experiências dos homens frente aos vários aspectos da realidade. É a condição e o modo de atuação do sujeito, entendido este como esfera mental do homem enquanto pólo que recebe e apreende as informações referentes aos objetos na relação do conhecimento e das demais formas de sensibilidade.

Objetividade: é a condição e o modo de ser do objeto, entendido como o dado que fornece informações a mente, à consciência do sujeito na relação de conhecimento e de outras formas de sensibilidade.

Conhecimento: é a relação estabelecida entre sujeito e objeto, na qual o sujeito apreende informações a respeito do objeto. É a atividade do psiquismo humano que torna presente à sensibilidade ou à inteligência um determinado conteúdo, seja ele do campo empírico ou do próprio campo ideal.

Epistemologia: área da filosofia que estuda a questão do conhecimento humano, tendo assumido dois sentidos na tradição filosófica ocidental. Um sentido geral: estudo descritivo e crítico dos processos gerais do conhecimento, tendo por sinônimos gnoseologia, teoria do conhecimento; e um sentido mais restrito: estudo descritivo e crítico do conhecimento cientifico em particular. Só o contexto de seu uso no texto poderá esclarecer em que sentido o termo está sendo tomado.

Racionalidade: característica daquilo que se refere a razão. Considera-se como a razão a consciência subjetiva enquanto procede logicamente, estabelecendo nexos dotados de coerência lógica entre os vários objetos de sua apreensão. Com isso, distingue-se a atitude racional da consciência subjetiva de outras formas de manifestação, tais como a atitude emocional, a atitude imaginativa, a atitude afetiva, a atitude religiosa, a atitude estética e etc., que são todas atitudes subjetivas sem serem, no entanto, atitudes lógico-racionais.

Cosmovisão: trata-se do conjunto de concepções, intuitivas e espontâneas, de acordo com as quais uma pessoa ou um grupo social pensam a sua própria realidade, a sua época e a sua existência em geral. É o conjunto mais ou menos articulado das ideias presentes e vigentes numa determinada sociedade ou implícitas numa teoria sistematizada.

Ideologia: é igualmente um conjunto de representações, idéias, conceitos e valores, mediante os quais as pessoas ou grupos acreditam estar conhecendo e avaliando todos os aspectos da realidade. O caráter ideológico dessas representações vem do fato de que elas atuam mascarando, no plano subjetivo, o significado real objetivo desses aspectos, e isso em função de interesses de pessoas ou grupos particulares, que pretendem impor algum tipo de dominação. Nesse sentido, a ideologia é um falseamento da consciência, camuflando a objetividade das situações reais. Como toda produção da consciência, também a cosmovisão envolve elementos ideológicos, funcionando ideologicamente.

Escolástica: no seu sentido histórico, é a escola filosófica constituída na Idade Média, nas escolas eclesiásticas e nas universidades europeias da época. Com conteúdo formado pela síntese das doutrinas platônico-aristotélicas com as doutrinas cristãs, caracteriza-se pelo desenvolvimento de uma metodologia de pensamento e por uma pedagogia fundadas na lógica formal de Aristóteles. O seu caráter formalista, repetitivo, verbalista e a sua tendência ao dogmatismo acabaram por dar ao termo um sentido pejorativo.

Mito: em seu sentido original, é narrativa lendária desenvolvida pelas tradições culturais que procura explicar a origem do mundo e da humanidade, recorrendo a entidades e forças sobrenaturais, divinas e misteriosas; por derivação, pode significar crença sem fundamento, sem base, apesar de bem aceita no âmbito de determinada cultura (o mito da superioridade racial dos brancos), ou então, uma narrativa alegórica, objetivando apenas passar uma representação simbólica.

Religião: sistema de crenças em divindades sobrenaturais articulado a um conjunto de normas de ação, de atitudes práticas, de comportamentos pessoais, de celebrações rituais e de institucionalizações sociais que visam estabelecer um tipo de relacionamento entre o natural e o sobrenatural, relacionamento que propicie uma garantia de salvação divina para os homens.

Antropocentrismo, teocentrismo, cosmocentrismo: posições filosóficas que afirmam a prioridade, enquanto ocupando lugar central e fundamental na ordem da existência real, respectivamente, do homem, de Deus ou do mundo natural. O ser mais importante de toda realidade sendo, respectivamente, o homem, Deus ou a natureza, devendo ocupar então também o centro de referência de toda explicação filosófica.

Essência: é o núcleo básico, conjunto de características que fazem com que alguma coisa seja o que ela é; é o que define e especifica a natureza dessa coisa. A essência de um ser é aquilo que é fundamental e imprescindível para que ele seja o que é, em sua especificidade e identidade, distinto de outros seres.

Fenômeno: no vocabulário científico, é toda manifestação dos corpos naturais, é o fato observável; na filosofia de Kant, é o objeto da experiência do conhecimento enquanto síntese de impressões sensíveis e das formas a priori do entendimento.

Númeno: conceito kantiano que designa a essência, a coisa em si, independente de qualquer relação a um sujeito.

Subjetivismo: posição filosófica que privilegia a contribuição e a participação da subjetividade no processo do conhecimento.

Inatismo: concepção epistemológica de acordo com a qual algumas idéias são inatas, ou seja, não dependem de nenhuma experiência anterior, surgindo com a própria estruturação da consciência.

Empirismo: teoria epistemológica que afirma a radical derivação, direta ou indireta, de todo conhecimento da experiência sensível, seja ela interna ou externa.

Racionalismo: posição filosófica que considera que só a razão natural é condição necessária e suficiente, bem como fundamento de todo conhecimento.

Iluminismo: concepção filosófica de acordo com a qual o conhecimento se dá em função das luzes da razão e que só o conhecimento racional crítico e a cientificidade emancipam o homem da superstição e do dogma, promovendo seu progresso em todos os campos. Por extensão, é todo movimento politico, literário ou cultural que se apoia nessa visão.

Postulado: proposição nem evidente nem demonstrável que deve ser aceita como válida para a sustentação de um raciocínio ou de um sistema teórico.

Indução: procedimento lógico pelo qual se passa de alguns fatos particulares a um princípio geral. Trata-se de um processo de generalização, fundado no pressuposto filosófico do determinismo universal. Pela indução, estabelece-se uma lei geral a partir da repetição constatada de regularidades em vários casos particulares; da observação de reiteradas incidências de uma determinada regularidade, conclui-se pela sua ocorrência em todos os casos possíveis.

Dedução: procedimento lógico, raciocínio, pelo qual se pode tirar de uma ou de várias proposições (premissas) uma conclusão que delas decorre por força puramente lógica. A conclusão segue-se necessariamente das premissas.

Determinismo universal: principio segundo o qual todos os fenômenos da natureza são rigidamente determinados e interligados entre si, de acordo com leis que expressam relações causais constantes.

Lei científica: enunciado de uma relação causal constantes entre fenômenos ou elementos de um fenômeno. Relações necessárias, naturais e invariáveis. Fórmula geral que sintetiza um conjunto de fatos naturais, expressando uma relação funcional constante entre variáveis.

Variável: é todo fato ou fenômeno que se encontra numa relação com outros fatos, enquanto submetido a um processo de variação, qualquer que seja do tipo de variação com relação a alguma propriedade ou grau, a variação de um fato se correlacionando com a variação do outro. Exemplo: o calor dilatando o metal.

Teoria: conjunto de concepções, sistematicamente organizadas; síntese geral que propõe a explicar um conjunto de fatos cujos subconjuntos foram explicados pelas leis.

Sistema: conjunto organizado cujas partes são interdependentes, obedecendo a um único princípio, entendido este como uma lei absolutamente geral, uma proposição fundamental.

Hipótese: proposição explicativa provisória de relações entre fenômenos, a ser comprovada ou infirmada pela experimentação. Se confirmada, transforma-se na lei.

Contradição: oposição entre dois pólos incompatíveis, um afirmando, outro negando, ao mesmo tempo, algo de uma mesma coisa. Conflito real e histórico, luta de forças que contrapõem no interior do real e do pensamento, toda situação/afirmação aparecendo apenas como um momento provisório que deve ser necessariamente negado para ser superado.

Dialética: processo de superação da contradição: movimento do real, por cuja dinâmica interna de um dado elemento é negado pelo seu contrário que, por sua vez, é também negado e superado por um novo elemento, numa sequência permanente de afirmação, negação e superação; método de pensamento adequado para o entendimento desse processo.

Alienação: estado do indivíduo que não mais se pertence, que não mais detém o controle de si mesmo ou que se vê privado dos seus direitos fundamentais, passando a ser considerado uma coisa; processo pelo qual um ser se torna outro, distinto de si mesmo, ficando estranho a si mesmo, perdendo-se ao projetar sua identidade em outro, fora de si; processo ou estado de despossessão de si, vivida pelo sujeito humano, perda de sua própria essência que é projetada em outro sujeito.

Poder político: capacidade e exercício de domínio de pessoas ou grupos sobre outros, num contexto de relações sociais, com força de determinação de suas vontades e ações.

Filosofia política: área da filosofia que analisa as relações entre indivíduos e sociedade, as formas de expressão e exercício do poder, os sistemas de governo, a natureza e a fundamentação da atividade política.

Tecnocracia: sistema de organização política e social que se apoia apenas em procedimento técnico-racionais, levando em conta tão-somente os critérios de funcionalidade, de eficiência e de produtividade, desconsiderando-se critérios éticos e sociais.

Liberalismo: posição político-filosófica que considera a liberdade individual como princípio fundamental e o valor máximo da existência humana, contrapondo-se a todo e qualquer poder de intervenção que limite essa liberdade e cerceie a iniciativa dos indivíduos – de modo especial, o poder do Estado.

Cultura: do ponto de vista antropológico, e por oposição à natureza a cultura é o conjunto dos produtos, das representações e dos procedimentos postos pelos homens enquanto seres sociais. Tudo aquilo que não é posto como mero resultado da ação mecânica da natureza, portanto, tudo aquilo que passa por uma impregnação de algum tipo de intervenção humana.

Signo: é todo elemento que representa e substitui um objeto enquanto apreensível por um sujeito; é uma entidade formada de um aspecto físico ou significante e de um aspecto inteligível ou significado. Assim, no caso do signo linguístico, o som é o significado e o conceito, o significado. No signo, a relação significante/significado é estabelecida arbitrária e convencionalmente.

Significante: é a parte materializada do signo, a parte perceptível, imagem acústica.

Significado: é a parte imaterial do signo, a parte inteligível, o conteúdo ideal, o conceito.

Símbolo: é o signo onde a relação significante/significado já não é totalmente arbitraria, uma vez que decorre de uma analogia real ou suposta, aproveitando-se de unidades previamente significativas. Exemplo: a balança como símbolo da justiça, o cão como símbolo da lealdade, a bandeira como símbolo do pais.

Sinal: É um fato físico ligado a outro fato físico por uma relação natural ou convencional: nuvem negra é sinal de chuva, batida de sino é sinal de missa. O sinal é percebido como impressão sensorial, relaciona duas sensações. É indicativo, tem função sensório-motor, ao passo que o símbolo tem função meramente 

Estética: área da filosofia encarregada do estudo da sensação, abordando a experiências vivida nas várias formas da sensibilidade, levando em conta a agradabilidade provocada no sujeito. Daí se relacionar diretamente com a arte enquanto forma de expressão criativa do belo.

Moral: é o conjunto de prescrições vigentes numa determinada sociedade e consideradas como critérios válidos para a orientação do agir de todos os membros dessa sociedade.
A ação humana do ponto de vista moral, é fundada em valores, ou seja, princípios expressos mediante juízos apreciativos que são vivenciados por uma sensibilidade da consciência subjetiva dos indivíduos e que são concretizados objetivamente em normas práticas de ação e em costumes culturais no seio das sociedades.

Ética: é a área da filosofia que investiga os problemas colocados pelo agir humano enquanto relacionado com valores morais. Busca assim discutir e fundamentar os juízos de valor a que se referem as ações quando neles fundam seus objetivos, critérios e fins.
É bom atentar para o fato de quem em nosso meio, muitas vezes, os termos ética e moral são tornados como sinônimos, tanto para designar as prescrições vigentes como para designar a disciplina que estuda os valores implicados na ação. Só o contexto pode dizer em que sentido os termos estão sendo usados.

Existencialismo: se apoia metodologicamente na fenomenologia, procura desenvolver uma hermenêutica da existência. Enfatiza a condição do homem como ser consciente e livre, com grande responsabilidade sobre seu “destino” pessoal, apesar de sua congênita contingência decorrente de sua insuperável facticidade. Assim, a liberdade é a categoria fundamental da filosofia existencialista. Partindo de Kierkegaard, o existencialismo se afirmou com Heidegger, Sartre, Marcel, Jaspers, Nédoncelle e Buber.

Personalismo: expresso sobretudo pelo pensamento de Mounier, Lacroix, Berdiaeff e Landsberg, é uma filosofia bem próxima do existencialismo, dando contudo mais ênfase á dimensão práxico-política da existência humana, posição que o aproxima do marxismo.

Vitalismo: destaca o caráter evolutivo da existência humana. Ela é pensada por esses filósofos como sendo atravessada por uma força vital que a faz avançar sempre para estágios de maior perfeição. Privilegiam assim a temporalidade histórica e a concretude da vida. Destacam-se como representantes dessa corrente: Teilhard de Chardin, Bergson, Ortega y Gasset.

Exemplarismo: é uma teoria filosófica reconhecida especialmente pelas propostas de alguns dos mais ilustres filósofos como Platão e Santo Agostinho, levando em conta a abordagem feita por Platão.

De acordo com esta teoria, tudo que existe em nosso mundo não é nada mais do que uma cópia, ou seja, são sombras de realidades exemplares.

Através da teoria das ideias podemos observar o exemplarismo dentro da filosofia do grande filósofo grego. Assim, Platão afirmava que todas as coisas e objetos do mundo real são sombras das formas eternas, ou seja, das ideais. Estas últimas são as únicas capazes de ser reconhecidas verdadeiramente. Enquanto isso, a percepção das sombras ou do mundo em que vivemos, ouvimos, enxergamos e sentimos é mera opinião.

Nominalismo:
Uma das principais tendências filosóficas da Idade Média, o nominalismo, contrário ao realismo e ao conceitualismo, rejeitou o pensamento alcançado por abstrações e abriu caminho para o espírito de observação e a vulgarização da pesquisa indutiva.
O nominalismo é uma doutrina segundo a qual as idéias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente. A única realidade são os indivíduos e os objetos individualmente considerados. Desse modo, o universal não existe por si: é mero nome, vocábulo com significado geral, mas sem conteúdo concreto, que só reside no individual e no particular. Em seu retrospecto histórico da doutrina nominalista, Leibniz afirmava que, para os partidários do nominalismo, só existem, além das substâncias singulares, os nomes puros e, desse modo, a realidade das coisas abstratas e universais é eliminada.


O nominalismo traz a Questão dos Universais...


A controvérsia em torno da natureza das idéias dominou, de certo modo, a reflexão filosófica medieval. Principiou no século VII, quando Boécio traduziu para o latim o livro de Porfírio Eisagoge eistàs Aristotélis kategorías (Introdução às categorias de Aristóteles), em que se fixaram as bases da polêmica futura: "Não procurarei enunciar se os gêneros e as espécies existem por si mesmos ou na pura inteligência, nem, no caso de subsistir, se são corpóreos ou incorpóreos, nem se existem separados dos objetos sensíveis ou nestes objetos, formando parte deles."


Firmaram-se, a respeito do problema, três posições fundamentais: nominalismo, realismo e conceitualismo. Os realistas sustentavam que as idéias - ou os "universais", como as chamavam - possuem existência independente: existem ante res ("antes das coisas reais"), na mente divina ou em qualquer outro lugar. O realismo revelava-se, assim, de tradição claramente platônica. Os nominalistas, ao contrário, não atribuíam nenhuma existência às idéias: estas resumir-se-iam a seus símbolos, seus nomes ou palavras. Entre essas duas posições extremas situava-se a teoria conceitualista, para a qual as idéias teriam uma existência simbólica na mente, e outra, concreta, nas coisas.


As célebres discussões a respeito do problema, embora com aparência de sutileza inútil, ocultavam orientações mais profundas. O realismo representava uma visão do mundo mais espiritual, enquanto que o nominalismo nascia de uma visão mais concreta e antiespiritual das coisas. Por isso, o nominalismo, em toda a Idade Média, se apresentava como uma suspeita doutrina de céticos.


No segundo período da filosofia escolástica medieval, que começou no século XIII com santo Alberto Magno e santo Tomás de Aquino, prevaleceu a posição do realismo moderado. O nominalismo reviveu mais tarde, no século XIV, com o filósofo inglês Guilherme de Occam. Para este, todo conhecimento se baseia na experiência sensível, de que, por abstração, extraímos as idéias gerais, de que se servirá a ciência, sem necessidade alguma das antigas espécies dos realistas.


Occam também é chamado terminista. Ensinava que qualquer ciência é ciência só de proposições e de proposições enquanto são conhecidas. Todos os termos dessas proposições são só conceitos e não substâncias externas. O nominalismo dos séculos XIV e XV não é ortodoxo em relação à teoria escolástica, mas, em compensação, favorece o estudo das ciências naturais.


Nominalismo Atual, na filosofia moderna, são declaradamente nominalistas Thomas Hobbes, no século XVII, e, no século XVIII, Étienne Bonnot de Condillac, defensor da teoria sensualista do conhecimento. Já no século XX, Nelson Goodman e Willard van Orman Quine são defensores do que chamam "nominalismo construtivo". O primeiro não nega as entidades abstratas, mas somente as admite consideradas como indivíduos, pois o mundo é um mundo de indivíduos. Nega, assim, qualquer possibilidade de classes, nas quais se incluem indivíduos diversos.


Quine generaliza um argumento já proposto por Bertrand Russell sobre as chamadas descrições singulares. Ao estudar os possíveis usos ontológicos da linguagem, inclina-se para o nominalismo e contra o platonismo. Procura construir uma linguagem capaz de reduzir qualquer enunciado sobre entidades abstratas a um enunciado sobre entidades concretas. Só será possível admitir variáveis individuais, isto é, as que se referem a objetos concretos espaço-temporais, ou, pelo menos, temporais. São de resto nominalistas, ou apresentam afinidades com essa posição, nos tempos atuais, os neo-espinozistas, os neokantianos, os neopositivistas, os idealistas e pragmatistas.

    

Bibliografia

Fedeli, Orlando - Nos labirintos de Eco; (Humberto Eco, em O nome da rosa)

Pessin, Andrew. Filosofia em 60 segundos: expanda sua mente com um minuto por dia! São Paulo, Leya 2012;

Severino, Antônio Joaquim. 1941 – Filosofia. 2ª ed. – São Paulo: Cortez, 2007 (Coleção Magistério. Série formação geral)

http://queconceito.com.br/exemplarismo. Ultimo acesso em 28/05/2017.