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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Quatro Inteligências


Outro dia, sentado no sofá pensando em nada e em tudo, me ocorreu uma cena estranha: me ocorreu o encontro de quatro inteligências entrando num bar. Uma era toda lógica, fria, previsível — a artificial. A outra, cheia de sensações e nuances, quase sempre se confundindo entre sentir demais e entender de menos — a emocional. A terceira, com uma mistura de instinto, memória e milênios de tentativa e erro — a biológica. E a última, mais sutil, quase tímida, mas profunda e iluminadora — a espiritual.

Sim, existe uma inteligência espiritual. Não no sentido religioso tradicional, mas como uma percepção mais ampla, que nos permite sentir pertencimento ao todo, compreender propósito, intuir significados invisíveis. Pense nela como aquela voz que não grita, mas que sussurra verdades enquanto lavamos a louça ou caminhamos sem rumo.

A inteligência espiritual: o GPS do invisível

A inteligência espiritual não depende de algoritmos, hormônios ou reflexos. Ela aparece quando tudo desaba e, ainda assim, algo dentro de nós sussurra: “continua.” É ela que nos permite atravessar o vazio e encontrar sentido no sofrimento, ou enxergar beleza numa árvore solitária no meio do concreto.

Howard Gardner, criador da teoria das inteligências múltiplas, chegou a sugerir essa como uma possível nova categoria — uma inteligência que nos conecta a algo maior que nós mesmos. Já Viktor Frankl, que sobreviveu a campos de concentração, dizia que “quem tem um porquê enfrenta qualquer como.” Eis aí a essência da inteligência espiritual: ela não resolve o problema, mas nos lembra por que vale a pena enfrentá-lo.

E as demais continuam lá

A inteligência biológica é prática: ela só quer sobreviver. A emocional é sensível: quer harmonia. A artificial é precisa: busca otimizar. E a espiritual… bem, ela não quer, ela é. Não se mede com QI nem se desenvolve com atualização de software. Ela cresce no silêncio, no espanto, na dúvida — e até no erro.

As quatro no bar

No bar, a artificial ainda pede com base em dados. A emocional escolhe conforme o humor. A biológica observa se há proteína suficiente. E a espiritual, essa, sorri. Ela não precisa pedir — está ali para lembrar que, entre um gole e outro, estamos todos tentando entender por que estamos sentados à mesa da existência.

O curioso é que talvez seja essa última inteligência — tão ignorada no currículo escolar quanto vital nas encruzilhadas da vida — que deva conduzir as outras. Porque a espiritualidade autêntica não nos afasta da realidade: ela nos devolve a ela com mais profundidade, mais empatia, mais presença.

Finalizando a rodada

Ser inteligente não é ter uma resposta rápida. É saber escutar o corpo, sentir o outro, pensar com clareza e, sobretudo, reconhecer que há algo além — um tipo de sabedoria que não se explica, mas se vive. Como quem fecha os olhos e entende, finalmente, que inteligência de verdade talvez seja... saber estar vivo com dignidade.

Com ou sem wi-fi.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Indulgência do Desprezo


Há quem despreze com uma fúria seca, com olhos que cortam e palavras que anulam. Mas existe um desprezo mais sutil, mais perigoso talvez: o desprezo indulgente. Aquele que vem disfarçado de compreensão, que estende a mão não para ajudar, mas para lembrar que você está abaixo.

É o desprezo que sorri. Que diz “coitado” com um tom de piedade que escorre arrogância. Que ouve, balança a cabeça com compaixão e responde: “eu entendo, você não sabe o que está fazendo.” A indulgência do desprezo é elegante, educada, afável até. Não grita nem briga. Apenas olha de cima, com um certo carinho distante, como quem observa um animal exótico tentando entender o mundo.

No trabalho, pode vir na forma daquele elogio enviesado: “Você até que se saiu bem, considerando suas limitações.” Nas relações afetivas, aparece quando alguém diz: “Você é assim mesmo, né? Não dá pra esperar muito.” É um gesto que protege a si mesmo da culpa e ao outro da dignidade. Uma absolvição que não liberta — apenas mantém a distância segura entre “eu” e “você”.

No fundo, a indulgência do desprezo é um jeito polido de manter hierarquias invisíveis. É dizer: eu tolero você, porque sei que não pode ser melhor. E, ironicamente, é essa tolerância que mais humilha. Porque o desprezo direto ainda dá ao outro a chance de reagir. Já o indulgente... te coloca num canto e passa a mão na sua cabeça, como quem consola uma criança que nunca vai crescer.

Simone Weil dizia que “a atenção verdadeira é uma forma rara de generosidade”. E talvez o desprezo indulgente seja o contrário exato disso: uma falsa generosidade que recusa a ver o outro como igual, como alguém capaz de mudar, errar, tentar de novo — sem precisar ser tratado como inferior.

A indulgência do desprezo é traiçoeira porque parece bondade. Mas é apenas vaidade disfarçada de empatia. E talvez o antídoto para ela seja o silêncio atento, a escuta sincera, e a coragem de não se colocar acima — nem quando se tem razão.

terça-feira, 8 de abril de 2025

Traduzir Ideias

 

Sempre que alguém diz algo muito complexo, há quem reaja com um olhar perdido ou com um suspiro de paciência. A cena se repete em salas de aula, mesas de bar e reuniões de trabalho: alguém tenta explicar uma ideia sofisticada, mas as palavras parecem se enroscar em si mesmas, criando um labirinto onde poucos conseguem entrar. O que está em jogo aqui não é apenas a compreensão, mas a própria capacidade de conectar mundos diferentes. Como traduzir ideias para a linguagem de todos sem que percam sua profundidade?

A filosofia, muitas vezes vista como um território exclusivo dos iniciados, enfrenta esse dilema constantemente. Grandes pensadores como Sócrates, por exemplo, optaram pelo diálogo como método de esclarecimento. Ele caminhava entre o povo, questionava e desafiava os entendimentos comuns, tornando o pensamento filosófico algo próximo e acessível. Já outros, como Hegel, construíram sistemas tão intricados que, para desvendá-los, é necessário praticamente um passaporte especial.

Mas a questão vai além da filosofia. Em todas as áreas do conhecimento, há aqueles que dominam um saber técnico e aqueles que precisam compreendê-lo sem necessariamente ter estudado sua base. Um médico que explica um diagnóstico em termos inacessíveis ao paciente, um cientista que compartilha descobertas apenas com seus pares ou um professor que recita conceitos sem torná-los vivos para os alunos estão, de certa forma, criando barreiras invisíveis entre o saber e quem precisa dele.

A tradução de ideias não significa empobrecê-las. Significa encontrar a ponte entre o complexo e o acessível, permitindo que o conhecimento circule sem se tornar uma peça de museu. Bertolt Brecht, ao falar sobre arte e conhecimento, dizia que não basta dizer a verdade, é preciso torná-la compreensível. E isso não é uma tarefa menor: exige compreensão profunda, criatividade e um senso de empatia intelectual.

Em um mundo cada vez mais fragmentado, traduzir ideias pode ser um ato revolucionário. Quando um economista explica uma crise financeira de forma que qualquer pessoa possa entender como ela afeta sua vida, quando um cientista traduz sua pesquisa em uma metáfora clara e envolvente, quando um pensador se esforça para que seu pensamento toque o cotidiano das pessoas, algo poderoso acontece: o conhecimento deixa de ser um privilégio e se torna uma força viva, capaz de transformar realidades.

No fundo, talvez a verdadeira sofisticação não esteja em falar difícil, mas em tornar qualquer ideia inteligível sem que perca sua essência. Afinal, o que adianta um grande pensamento se ele não encontra um lugar para existir na mente e na vida das pessoas?

sábado, 18 de janeiro de 2025

Respeito Intelectual

Sabe aquela mãe que, mesmo quando o filho apronta das grandes, ainda o chama de "meu anjo", "meu menino de ouro"? Pois é, a gente vê isso e já sente um misto de irritação e incredulidade. Como ela pode defender alguém que causou tanto mal a outras pessoas? Será que isso é cegueira emocional, falta de ética, ou apenas o tal amor incondicional de que tanto falam? Esse dilema não é só uma questão de moralidade, mas também de como lidamos com as emoções e as relações humanas. E aí surge a pergunta: é possível respeitar intelectualmente uma atitude dessas sem ignorar a gravidade dos atos do filho? Vamos explorar esse nó filosófico cheio de sentimentos e contradições.

O respeito intelectual exige ponderação, imparcialidade e uma abertura para compreender perspectivas diferentes. Porém, há situações em que nossas convicções são desafiadas a tal ponto que o ato de respeitar o outro se torna um dilema moral. Um exemplo clássico é o da mãe que defende seu filho criminoso, mesmo diante de evidências de que ele causou desgraças a muitas pessoas. Como conciliar o respeito intelectual com a aparente cegueira moral de um amor incondicional? Esse dilema revela tensões entre valores éticos, emocionais e intelectuais que valem uma reflexão filosófica.

O Amor Maternal e Suas Contradições

O amor de uma mãe é frequentemente considerado um dos laços mais fortes e incondicionais da experiência humana. Ele transcende julgamentos racionais e frequentemente desafia a moralidade convencional. Simone de Beauvoir, em O Segundo Sexo, argumenta que as mulheres, ao serem culturalmente colocadas em papéis de cuidado e abnegação, internalizam uma visão sacrificial do amor. A mãe que defende o filho criminoso talvez esteja agindo sob essa lógica: não porque ignora o sofrimento alheio, mas porque prioriza o vínculo visceral e simbólico com sua cria.

Para essa mãe, o "menino de ouro" não é uma abstração ética, mas uma realidade emocional. Mesmo diante das evidências, ela se apega à imagem idealizada do filho porque essa imagem sustenta sua própria identidade como mãe. Questionar isso seria romper com uma parte essencial de si mesma, algo que muitos não conseguem fazer.

O Respeito Intelectual e Seus Limites

O respeito intelectual, segundo Kant, parte do reconhecimento da autonomia do outro como agente racional. No entanto, esse respeito não implica aceitar incondicionalmente todas as crenças ou ações de alguém. No caso da mãe que defende o filho criminoso, há uma tensão entre compreender seu posicionamento emocional e rejeitar as implicações éticas de sua defesa. O desafio é não cair em um julgamento simplista que desumanize a mãe ou a reduza a uma caricatura de cegueira moral.

Ademais, Hannah Arendt, ao discutir a banalidade do mal, alerta para o perigo de normalizar ações ou justificativas que perpetuam o sofrimento. Respeitar a dor e o amor de uma mãe não significa validar uma narrativa que minimiza o impacto devastador dos atos do filho sobre as vítimas.

Justiça e Empatia

A filosofia do Ubuntu, comum em culturas africanas, ensina que "eu sou porque nós somos". Isso sugere que a busca por justiça não deve ignorar a interconexão entre os indivíduos. A mãe que defende o filho criminoso está, em certo sentido, presa em uma teia de relacionamentos que moldam sua percepção da realidade. Entender essa teia nos permite estender empatia sem abdicar do compromisso com a justiça.

É possível respeitar a dor da mãe enquanto se insiste na responsabilidade do filho por seus atos. Isso exige um equilíbrio delicado: acolher o humano sem endossar o inaceitável. O verdadeiro respeito intelectual se dá quando conseguimos dialogar com a complexidade do outro sem abdicar de nossos próprios valores éticos.

O caso da mãe que defende o filho criminoso nos força a confrontar o limite entre amor e ética, entre empatia e conivência. A resposta não está em desprezar o amor incondicional dela, mas em contextualizá-lo como uma expressão humana que pode coexistir com a exigência de justiça. Assim, o respeito intelectual não é um aval para todas as crenças, mas uma disposição para compreender, criticar e, quando necessário, discordar com humanidade. Afinal, como dizia Spinoza, compreender não é perdoar, mas iluminar.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Arte de "Ser"

Sabe quando você passa por algo no dia a dia que te faz parar e refletir? Tipo aquele momento em que você ajuda alguém sem pensar duas vezes, ou quando enfrenta uma dificuldade e percebe o quanto somos todos humanos no fim das contas? Pois é, foi exatamente uma dessas situações que me inspirou a escrever sobre a capacidade de "ser" humano. A vida está cheia desses pequenos eventos que nos mostram o que realmente importa e como podemos fazer a diferença, mesmo nas coisas mais simples. Então, pega um café, relaxa e vamos refletir sobre a arte de ser humano no meio de tudo isso que chamamos de cotidiano.

A capacidade de "ser" humano é uma arte que se revela em pequenos gestos e situações do nosso cotidiano. Não se trata apenas de estar vivo, mas de viver com empatia, compaixão, e uma boa dose de imperfeição.

Acordando com o Pé Direito (ou Esquerdo)

Todo mundo tem aqueles dias em que o despertador toca e a vontade de ficar na cama é quase irresistível. Mas ser humano é levantar mesmo assim, com um sorriso torto no rosto e a promessa de café quente na cozinha. A luta contra a preguiça matinal é uma vitória silenciosa, um pequeno triunfo que marca o início de mais um dia cheio de oportunidades e desafios.

O Trânsito e a Paciência

Ah, o trânsito! Esse teste diário de paciência que todos enfrentamos. Ser humano é manter a calma quando o carro à sua frente decide que sinalizar é opcional. É dar passagem para aquele pedestre apressado, mesmo quando você está atrasado. No trânsito, exercitamos a empatia, entendendo que cada carro ao redor tem uma história e um destino.

O Trabalho em Equipe

No ambiente de trabalho, ser humano é mais do que apenas cumprir tarefas. É ajudar um colega com dificuldades, é compartilhar um elogio sincero, e reconhecer que todos estamos aprendendo. É também ter a humildade de admitir erros e a coragem de propor soluções. Ser humano no trabalho é lembrar que, por trás de cada função, há uma pessoa com sonhos, medos e aspirações.

Pequenos Gestos de Gentileza

Gestos simples podem transformar o dia de alguém. Segurar a porta para alguém que vem atrás, ceder o lugar no ônibus para alguém mesmo que não seja um idoso, ou até mesmo um sorriso para um estranho na rua. Esses momentos, embora pequenos, têm um impacto enorme. Eles reforçam a nossa conexão com o mundo ao nosso redor e nos lembram da nossa própria humanidade.

Lidando com Frustrações

Ser humano é lidar com frustrações. É receber uma crítica e tentar vê-la como uma oportunidade de crescimento, mesmo que o orgulho dê um pulo. É enfrentar uma decepção e encontrar forças para seguir em frente. Cada contratempo é uma chance de aprender e evoluir.

Celebrando as Pequenas Vitórias

No final do dia, ser humano é reconhecer e celebrar as pequenas vitórias. Seja um projeto concluído no trabalho, um jantar delicioso que você preparou, ou simplesmente o fato de ter conseguido chegar ao fim do dia. Essas pequenas alegrias são a essência da nossa existência.

A capacidade de "ser" humano é um exercício diário de empatia, resiliência e amor. Ela se manifesta nos pequenos detalhes do cotidiano, nas escolhas que fazemos, e na maneira como tratamos os outros. É essa capacidade que nos conecta, nos desafia e nos torna verdadeiramente humanos. Cada dia é uma nova oportunidade de praticar essa arte e fazer do mundo um lugar um pouco melhor, um gesto de cada vez.


quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Tacitamente Engajados

Em nossa sociedade atual, muitas vezes nos vemos tacitamente engajados na luta de todos contra todos. Isso pode ser observado nas mais variadas situações do cotidiano, desde a corrida matinal para pegar um ônibus lotado até as intrincadas manobras políticas no ambiente de trabalho.

Considere o início do dia, quando você está a caminho do trabalho. A multidão que se amontoa nos transportes públicos ou o congestionamento interminável nas vias principais são exemplos palpáveis dessa luta constante. Cada um está em busca de seu próprio espaço, de seu próprio tempo, muitas vezes em detrimento dos outros. A senhora idosa que tenta encontrar um assento, o jovem apressado que corre para não perder a próxima parada, o motorista impaciente que troca de faixa incessantemente. Todos parecem estar em uma batalha incessante pelo seu lugar ao sol.

No ambiente de trabalho, essa dinâmica se torna ainda mais evidente. A competição pelo reconhecimento, pelas promoções e pelas oportunidades é uma guerra silenciosa que todos enfrentam. Comentários sutis, manobras estratégicas e alianças temporárias são apenas algumas das táticas utilizadas nessa arena. Não se trata apenas de quem trabalha mais, mas de quem trabalha melhor, mais rápido e de forma mais visível.

Thomas Hobbes, um filósofo do século XVII, já refletia sobre essa condição humana em sua obra "Leviatã". Ele argumentava que, em estado de natureza, os seres humanos estão em uma "guerra de todos contra todos", uma luta constante pela sobrevivência e pelo poder. Segundo Hobbes, sem um poder centralizado para manter a ordem, essa competição desenfreada seria a norma, resultando em uma vida "solitária, pobre, desagradável, brutal e curta".

Embora hoje vivamos em sociedades organizadas e com sistemas de governo estabelecidos, essa luta de todos contra todos persiste, de forma mais sutil e velada. As regras sociais e legais moderam nossas ações, mas a competição subjacente continua a moldar nossas interações e decisões.

No entanto, essa luta incessante pode nos levar a refletir sobre nossas prioridades e sobre a forma como nos relacionamos com os outros. Ao invés de nos vermos como inimigos ou competidores, talvez possamos buscar formas de cooperação e apoio mútuo. Afinal, mesmo em um mundo de competição, há espaço para a solidariedade e para o reconhecimento da humanidade compartilhada.

O engajamento tácito na luta de todos contra todos nos desafia a encontrar um equilíbrio entre a busca por nossos próprios interesses e a consideração pelos interesses dos outros. Talvez, ao reconhecer essa luta, possamos encontrar maneiras de transformá-la em um esforço coletivo para um bem maior.

A ideia de que estamos tacitamente engajados na luta de todos contra todos pode, de fato, ser desafiada e alterada através do engajamento das pessoas em prol da ajuda humanitária, especialmente em situações de crise como as enchentes que assolam o estado.

Quando uma comunidade enfrenta uma catástrofe natural, como uma enchente devastadora, a luta individual pelo espaço e pelo tempo se transforma em uma luta coletiva pela sobrevivência e pela reconstrução. Nesse cenário, vemos a emergência de um espírito de solidariedade e cooperação que transcende as barreiras do cotidiano competitivo.

Pense nas cenas de uma cidade inundada: casas destruídas, ruas transformadas em rios, famílias desabrigadas. Em momentos como esse, as prioridades mudam drasticamente. A luta não é mais por um assento no ônibus ou uma promoção no trabalho, mas por resgatar vidas, prover abrigo e garantir o básico para aqueles que perderam tudo. Voluntários se mobilizam, comunidades se unem e a ajuda chega de todos os lados.

Esse tipo de engajamento humanitário pode ser um poderoso antídoto para a competição desenfreada que muitas vezes domina nossas vidas. Quando as pessoas se juntam para ajudar os afetados por uma enchente, elas demonstram que a cooperação e a empatia podem prevalecer sobre a competição. Elas mostram que, diante de uma necessidade maior, a humanidade pode se unir e trabalhar em conjunto.

A mobilização para ajudar as vítimas de enchentes envolve diversas formas de contribuição: doação de alimentos, roupas e remédios; voluntariado em abrigos temporários; participação em esforços de limpeza e reconstrução; e arrecadação de fundos para apoiar as famílias afetadas. Esses atos de solidariedade não só proporcionam alívio imediato, mas também fortalecem o tecido social, criando laços de confiança e respeito mútuo.

A filosofia de Hobbes, que descreve a vida em estado de natureza como uma guerra de todos contra todos, pode ser contrastada com a visão de filósofos como Emmanuel Levinas, que coloca a responsabilidade pelo outro no centro da ética. Para Levinas, a verdadeira humanidade se manifesta na nossa capacidade de responder ao sofrimento do outro, de ver o rosto do outro e sentir a obrigação de ajudar.

Assim, a resposta comunitária às enchentes pode ser vista como uma expressão dessa ética levinasiana, onde a luta de todos contra todos é temporariamente suspensa em favor de um esforço coletivo de ajuda e reconstrução. Esse engajamento não só alivia o sofrimento imediato, mas também pode transformar a maneira como nos relacionamos uns com os outros, promovendo uma cultura de cuidado e solidariedade.

Em suma, as enchentes e outras crises similares revelam o potencial humano para a empatia e a cooperação. Elas nos lembram que, apesar da competição que muitas vezes caracteriza nossas vidas, há um profundo desejo de ajudar e de fazer o bem. Ao se envolverem em esforços humanitários, as pessoas demonstram que a luta de todos contra todos pode ser superada pela união e pelo esforço conjunto em prol de um bem maior.


quarta-feira, 3 de julho de 2024

Dividindo o Mundo

Você já parou para pensar em quantas pessoas você cruza diariamente? No trânsito, no transporte público, no trabalho, na fila do supermercado. Vivemos cercados por uma verdadeira massa de pessoas, cada uma com seus próprios sonhos, medos, e histórias. E nesse emaranhado de vidas, surgem tanto os desafios quanto as oportunidades de convivência.

Pense na hora do rush. Aquela corrida matinal para chegar ao trabalho em meio a um mar de carros e pessoas é um dos momentos mais representativos de como dividimos o mundo. Cada um está imerso em seus próprios pensamentos, muitas vezes ignorando o próximo, mas todos compartilhando o mesmo espaço limitado. É nesse cenário que surgem os atritos: um empurrão no metrô, uma fechada no trânsito, um esbarrão apressado na calçada.

Mas essa divisão do espaço também pode revelar momentos de solidariedade e empatia. Quem nunca presenciou um estranho ajudando outro a carregar uma sacola pesada ou oferecendo o assento a uma pessoa idosa? São pequenos gestos que mostram que, apesar da correria, ainda conseguimos enxergar o outro.

Na vida profissional, dividir o mundo com uma massa de pessoas significa lidar com uma diversidade de personalidades e estilos de trabalho. O colega barulhento que insiste em falar alto ao telefone, a pessoa que traz lanches com cheiro forte para a mesa, ou aquele que monopoliza as reuniões com suas opiniões. Esses são apenas alguns exemplos de como a convivência pode ser desafiadora. No entanto, essa mesma diversidade pode enriquecer nosso cotidiano, trazendo diferentes perspectivas e ideias que nos ajudam a crescer e aprender.

E o que dizer das redes sociais? Dividimos o espaço virtual com bilhões de pessoas, cada uma postando suas opiniões, fotos e momentos. Essa massa digital pode ser tanto uma fonte de conexão quanto de conflito. Enquanto alguns posts nos inspiram e informam, outros podem gerar debates acalorados e até desentendimentos. Saber navegar nesse mar de informações e manter a civilidade é um desafio constante.

Para comentar essa complexa interação, podemos recorrer ao filósofo Jean-Paul Sartre, que dizia: "O inferno são os outros". Com essa famosa frase, Sartre não queria apenas dizer que as outras pessoas são insuportáveis, mas sim que a nossa existência é definida em grande parte pela convivência e pelos conflitos com os outros. Estamos constantemente sendo observados, julgados e afetados pelas ações alheias, e isso pode ser uma fonte tanto de angústia quanto de crescimento pessoal.

Portanto, viver em sociedade é um exercício contínuo de paciência, empatia e adaptação. Precisamos aprender a encontrar nosso espaço nesse mundo compartilhado, respeitando o espaço dos outros. E, acima de tudo, entender que, embora a convivência possa ser desafiadora, ela também é a fonte de nossas maiores riquezas humanas: o aprendizado, a amizade, e a solidariedade.

Então, quando você se sentir frustrado no meio de uma multidão ou irritado com o comportamento de alguém, lembre-se de que todos estamos juntos nessa complexa dança social. E talvez, ao praticar um pouco mais de compreensão e gentileza, possamos transformar esse grande palco em um lugar um pouco mais harmonioso para todos.


quarta-feira, 12 de junho de 2024

O Grande Outro

Em nosso dia a dia, muitas vezes nos pegamos seguindo normas, buscando aprovação ou agindo de maneiras que parecem ser guiadas por algo maior do que nós mesmos. Já se perguntou por que seguimos certas regras, ou por que ansiamos por validação nas redes sociais? Essas e outras situações cotidianas podem ser compreendidas à luz de um conceito fundamental na psicanálise: o Grande Outro. Introduzido pelo psicanalista francês Jacques Lacan, o Grande Outro representa a ordem simbólica que molda nossos desejos, comportamentos e identidades.

Então vamos analisar o que é o Grande Outro, trazendo exemplos práticos do nosso cotidiano para desmistificar esse conceito. Com a ajuda de Lacan, entenderemos como essa estrutura simbólica invisível influencia tudo, desde a maneira como interagimos na escola até como nos comportamos no ambiente de trabalho. Através dessas lentes, veremos que o Grande Outro está presente em todos os aspectos de nossas vidas, guiando-nos e moldando-nos de maneiras sutis e profundas.

Na Escola: A Figura da Autoridade

Imagine uma sala de aula. O professor está lá na frente, ensinando matemática. Os alunos prestam atenção, anotam e fazem perguntas. Aqui, o professor é uma figura de autoridade, mas ele também representa algo maior – as regras, a disciplina e o conhecimento que a escola transmite. Esse conjunto de regras e expectativas é uma manifestação do Grande Outro.

Lacan diria que o professor é uma instância através da qual o Grande Outro se manifesta. "O Grande Outro é o lugar onde o sujeito, em sua busca por identidade, confronta a ordem simbólica da linguagem e das leis sociais," explicaria ele. Então, quando um aluno respeita o professor, ele está, na verdade, respeitando essa ordem simbólica que regula a vida escolar.

Nas Redes Sociais: O Olhar do Outro

Agora pense nas redes sociais. Por que postamos fotos, compartilhamos pensamentos e aguardamos ansiosamente por curtidas e comentários? A resposta está no desejo de sermos reconhecidos e validados pelo "Outro".

Lacan poderia comentar: "O desejo do sujeito está sempre ligado ao desejo do Outro. Na era digital, o Grande Outro assume a forma de nossa audiência virtual." Portanto, quando você posta uma selfie, não está apenas mostrando seu rosto; está procurando validação, tentando preencher o que acredita ser a expectativa ou o desejo do Outro.

No Trabalho: As Regras Invisíveis

No ambiente de trabalho, muitas vezes seguimos normas e procedimentos que talvez nunca questionemos. Chegamos no horário, vestimos roupas apropriadas e nos comportamos de certa maneira. Essas normas são outra faceta do Grande Outro, a estrutura que regula nossa conduta profissional e a rigidez varia conforme o ambiente.

Lacan poderia nos lembrar: "O Grande Outro é o lugar da lei e da norma. No trabalho, essas regras invisíveis guiam nossas ações e moldam nosso comportamento." Assim, o que parece ser apenas um código de vestimenta ou uma política de empresa é, na verdade, uma expressão da ordem simbólica que define nossa vida profissional.

Na Família: A Influência do Nome-do-Pai

Dentro de casa, a figura paterna (ou uma figura de autoridade similar) introduz a criança à ordem social. Essa figura ajuda a criança a entender as regras e os limites, conduzindo-a da relação inicial e simbiótica com a mãe para o mundo maior da sociedade.

Lacan explicaria: "O Nome-do-Pai é uma instância do Grande Outro que introduz a lei e a ordem na vida da criança." Essa introdução permite à criança sair da relação direta com a mãe e integrar-se à sociedade, aceitando suas normas e valores.

Quando confrontado com a ausência da figura paterna, Jacques Lacan ressaltaria a importância da função do "Nome-do-Pai" na introdução da criança na ordem simbólica da sociedade. Essa ausência não apenas priva a criança de uma presença física, mas também da mediação necessária para internalizar as normas e leis que regulam o desejo e a identidade do sujeito. Sem essa função, a criança pode enfrentar dificuldades na formação da identidade, na compreensão do desejo e na separação simbólica da relação dual com a mãe. No entanto, Lacan também reconheceria que outras figuras ou estruturas podem assumir esse papel mediador, destacando a complexidade e a adaptabilidade do desenvolvimento psíquico humano diante da ausência paterna.

O Grande Outro em Todos os Lugares

O conceito de Grande Outro pode parecer abstrato, mas suas manifestações são concretas e omnipresentes em nossa vida cotidiana. Seja na escola, nas redes sociais, no trabalho ou em casa, estamos sempre interagindo com essa estrutura simbólica que molda nossos desejos, comportamentos e identidades.

Lacan, com seu olhar profundo e provocador, nos lembra que o sujeito é, em grande parte, uma construção do simbólico. "O inconsciente é estruturado como uma linguagem," ele diria, sugerindo que nosso eu mais íntimo é, em última análise, uma resposta à linguagem e às normas do Grande Outro.

Reflexão sobre Ser o Grande Outro

Saber que também somos parte do Grande Outro nos convida a uma reflexão profunda sobre nosso próprio agir e influência. Cada um de nós contribui para a construção e manutenção da ordem simbólica que guia a sociedade. Quando exercemos autoridade, estabelecemos normas ou buscamos validação, não somos apenas sujeitos passivos dessa estrutura; somos também agentes ativos que a perpetuam e transformam. Compreender essa dualidade nos incentiva a agir com mais responsabilidade e consciência, reconhecendo que nossas ações e palavras contribuem para moldar a realidade simbólica dos outros. Esse entendimento nos desafia a questionar e, se necessário, reformar as normas e valores que sustentamos, promovendo um ambiente mais justo e refletido.

Então, quando você seguir uma regra, procurar aprovação ou se adaptar a uma norma, lembre-se: você está dialogando com o Grande Outro, essa força invisível que guia e molda nossas vidas de maneiras sutis e profundas. 

domingo, 2 de junho de 2024

Próprias Lutas

A vida é um campo de batalhas onde cada um de nós enfrenta desafios únicos. Não importa quem você seja ou de onde você vem, todos nós temos nossas próprias lutas para travar. Esses desafios podem variar desde questões de saúde, problemas familiares, dificuldades financeiras ou crises existenciais. Cada pessoa carrega consigo um conjunto único de experiências e obstáculos que moldam sua jornada. A famosa frase "cada um luta suas próprias lutas" encapsula essa realidade e nos convida a uma reflexão profunda sobre a natureza das nossas dificuldades e a forma como as enfrentamos.

Desafios Cotidianos

No cotidiano, somos constantemente testados por situações que exigem resiliência e coragem. Pense no estudante que está se preparando para um exame importante. As noites insones, o estresse e a pressão para ter um bom desempenho são batalhas diárias que ele enfrenta com suas ferramentas: livros, anotações, e a capacidade de concentração. Para ele, a sala de estudo é um campo de batalha, e cada página lida é uma arma em seu arsenal.

Agora, imagine uma mãe solteira que trabalha em dois empregos para sustentar seus filhos. Seu desafio diário é equilibrar trabalho, cuidado dos filhos e a administração da casa. Suas ferramentas são a disciplina, a organização e um coração cheio de amor. Para ela, cada dia é uma nova luta, mas também uma nova oportunidade de vencer.

As Ferramentas e Armas de Cada Um

As "ferramentas e armas" que utilizamos para enfrentar nossos desafios variam de pessoa para pessoa. Alguns têm acesso a mais recursos e apoio, enquanto outros devem confiar mais em sua própria força de vontade e resiliência. Essa diversidade de experiências nos lembra da importância da empatia e da compreensão. Não podemos medir a dor ou a dificuldade dos outros com base em nossas próprias experiências.

Reflexões de um Pensador

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche tem uma citação que se encaixa bem nessa discussão: "Aquilo que não me mata, me fortalece." Nietzsche sugere que os desafios e as adversidades que enfrentamos nos tornam mais fortes e resilientes. Cada luta superada acrescenta algo à nossa força interior, à nossa capacidade de enfrentar futuras dificuldades.

A Fé como Ferramenta

Além das ferramentas práticas, um componente crucial que muitas vezes ajuda as pessoas a perseverar é a fé. Fé não necessariamente no sentido religioso, embora isso também seja válido, mas fé na forma de esperança e crença em dias melhores. A fé pode ser a força silenciosa que nos mantém firmes quando tudo parece desmoronar. É aquela voz interior que sussurra que, apesar das adversidades, há um propósito e um futuro mais brilhante.

A Fé em Deus como Fonte de Esperança

Para muitos, a fé em Deus é uma fonte inestimável de força e esperança. Acreditar que Deus nos provê o que precisamos pode ser um poderoso apoio nos momentos de dificuldade. Essa crença oferece conforto e a certeza de que, mesmo nos momentos mais sombrios, há um propósito divino e uma ajuda superior que nos ampara.

Empatia e Compreensão

Reconhecer que cada um luta suas próprias lutas nos ajuda a ser mais compreensivos com os outros. Quando vemos alguém em um momento de fraqueza ou dificuldade, é importante lembrar que não sabemos a extensão completa de suas batalhas. Uma palavra de apoio, um gesto de gentileza, pode fazer uma grande diferença para alguém que está lutando suas próprias guerras.

A vida nos expõe a diferentes desafios e cabe a cada um de nós enfrentá-los com as ferramentas e armas que possuímos. Essas lutas nos definem, nos fortalecem e, muitas vezes, nos conectam uns aos outros de maneiras profundas. Ao reconhecer e respeitar as batalhas alheias, podemos criar um mundo mais empático e solidário, onde cada um pode lutar suas próprias lutas sabendo que não está realmente sozinho. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Conflitos na adolescência (Drogas, Álcool e Distúrbios Alimentares)

Drogas na Adolescência


Os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contacto com as drogas devido ao ambiente em que estão inseridos, companhias erradas.
A isso, acrescente-se a frequente ausência dos pais que assim criam condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas consequências que isso lhes trará para a vida. Nesta fase da vida, eles afirmam a sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas e procuram nas drogas uma saída para estes problemas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "droga é toda a substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções". É compreendida também como o nome genérico de substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que podem causar danos físicos e psicológicos a quem as consume. Seu uso constante pode levar à mudança de comportamento e à criação de uma dependência, um desejo compulsivo de usar a droga habitualmente, ao mesmo tempo que o consumidor passa a apresentar problemas orgânicos decorrentes de sua falta.
A lei diferencia as drogas lícitas (cigarro, álcool, medicamentos) das ilícitas (cocaína, crack, ecstasy, entre outras). Do ponto de vista médico, porém, esta diferença não existe.
Os problemas para a saúde dos adolescentes decorrentes do uso/abuso de álcool e outras drogas (ilícitas) são inúmeros e de várias ordens. Podem-se listar desde os de ordem orgânica e funcional de sistemas do corpo até os de ajustamento social, provocados por modificações neuroquímicas que causam prejuízos no controle dos impulsos.
Os principais problemas do universo dos adolescentes estão associados à queda do desempenho escolar, dificuldades em aprender, prejuízo no desenvolvimento e estruturação das habilidades cognitivo-comportamentais e emocionais do jovem em questão. Estes vícios podem levar a problemas ainda mais graves que provocam a morte do consumidor seja através de acidentes rodoviários, overdose, etc.
Por isso, segue o lema “Resistir é Vencer” e não cedas às influências pois só assim podes fugir a estes problemas e às consequências que isto traz. Assim resiste, e tens uma vida saudável.

Álcoolismo na adolescência

O problema do alcoolismo na adolescência é cada vez mais alarmante, pois cada vez mais cedo os jovens começam a beber e mesmo sem moderação.
A bebida alcoólica pode ser considerada como a droga mais vendida no mundo, e o alcoolismo, que dela resulta, é um sério problema de saúde pública mundial.
Pesquisas recentes sobre os efeitos do álcool no cérebro dos adolescentes mostram que essa substância, consumida em quantidade não moderada, afeta as regiões do cérebro responsáveis por habilidades como memória, autocontrole e principalmente a motivação. Estes fatores estão relacionados com a capacidade de aprender dos adolescentes por isso o álcool influencia negativamente o rendimento escolar. Conclui-se que o consumo de álcool em larga escala na adolescência pode levar o adolescente, na sua vida adulta, a ter dificuldades para, entre outras coisas, tomar decisões e definir o que é certo ou errado para si.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), consideram-se beber moderadamente os homens que consomem menos do que 21 unidades de álcool por semana e mulheres que consomem até 14 unidades de álcool por semana. Cada unidade de álcool equivale à 10g de álcool, por exemplo 350ml de cerveja com 4% de álcool equivale à 1,5 unidades de álcool. Resumindo, os homens podem consumir no máximo por volta de 2 latas de cerveja por dia (ao longo do dia) e mulheres 1 lata. Claro que tais valores são relativos aos adultos de modo a que não se deve beber álcool na adolescência pois o fígado não está tão bem preparado para limpar o sangue.

Efeitos Maléficos do álcool

Esta talvez a parte que mais interessa aos jovens, pois muitos já começaram a beber seja por influência dos amigos ou por decisão própria e então querem saber quais os riscos que tal modo de vida pode levar.

Foi comprovado que o consumo moderado de álcool está associado a um maior risco de doença de Alzheimer e outras doenças senis, angina no peito, fraturas e osteoporose, diabetes, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, pedras nos rins, síndrome metabólica, cancro no pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumática e gastrite. O consumo moderado também pode dificultar a memória e o aprendizado, e até piora a pontuação em testes de QI.
Por isso se queres ter uma vida saudável não bebas, claro que se quiseres faz isso com moderação e não na tua adolescência.


Transtornos Alimentares na Adolescência
Transtornos Alimentares na Adolescência, é preocupação de muitas famílias, e pode ser resolvido se os familiares estiverem atentos aos sinais, para isto há necessidade da presença dos pais, e tomarem medidas para conter a extensão do problema. No site, http://gballone.sites.uol.com.br/alimentar/alimentar2.html, esta disponível pesquisa confiável e indicadores que servem aos familiares para identificar o problema.
Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de comportamento de risco para desenvolver um distúrbio alimentar. Em geral, os pacientes bulêmicos ou anoréticos, muito antes da doença estabelecida, já apresentavam alguma alteração emocional e do comportamento. 
Emocionalmente esses pacientes de risco apresentavam alguma crítica constante a alguma parte do corpo, insatisfação com o peso, enfim, alguma alteração na percepção corporal (Dismorfia) com diminuição gradativa de suas atividades sociais. 
Comportamentalmente, apresentavam hábito de fazer dieta mesmo quando o peso estava proporcional à estatura e, mesmo ao perderem peso, continuavam com a dieta (Fisher, 1995).
É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, o isolamento, os problemas de relacionamento, a preocupação e vergonha com o corpo, a distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares, etc., são característicos e esperados, fazendo parte da chamada Síndrome da Adolescência Normal (
Referência).
Na psiquiatria, diferentemente do que acontece na obstetrícia, onde a pessoa ou está ou não está grávida, podemos encontrar alterações em graus variados. É como se a pessoa pudesse estar muito grávida ou pouco grávida. E assim acontece com as alterações da auto-imagem corporal.
Sabemos que para se desenvolver a Anorexia Nervosa e a Bulimia é necessário que o paciente experimente antes a Dismorfia Corporal. A característica essencial da a Dismorfia Corporal (Transtorno Dismórfico Corporal pela CID.10 e DISM.IV ou, historicamente, Dismorfofobia) é uma preocupação com algum aspecto na aparência, sendo este aspecto obsessivamente imaginado ou, se realmente houver algo presente, a preocupação sobre isso é acentuadamente excessiva e desproporcional. Essa preocupação exagerada causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento sócio-ocupacional.
Mas, como vimos antes, sendo a psiquiatria uma área caracteristicamente pautada em graus de variações em suas alterações, a Dismorfia Corporal pode ser leve, moderada e grave. Para alterações na Conduta Alimentar é necessário que a pessoa tenha uma auto-imagem alterada quantitativamente ou qualitativamente. Pode estar se achando muito gorda, quando na realidade seria apenas “cheinha”, pode estar se vendo apenas gorda, quando na realidade é normal ou até magra, enfim, pode estar se vendo (e sentindo) distante de algum padrão ideal de configuração. 
A psiquiatria - onde não deve ser absolutamente obrigatória a concomitância entre o bem estar emocional e a adequação estética - quer saber se as pessoas podem estar vivendo numa cultura altamente estimulante para o desenvolvimento de transtornos emocionais, numa sociedade que faz crer a todos que o preço da não conformidade aos valores estéticos vigentes é obrigatoriamente a angústia e infelicidade. E até que ponto essa angústia e depressão levariam aos Transtornos da Conduta Alimentar.
O conceito ideal atual a se perseguir incessantemente é ser belo(a), jovem e magro(a). As pessoas em geral, e os adolescentes em particular, costumam crer que modelos, artistas de cinema e de televisão sejam protótipos a serem copiados. A questão estética deixa, assim de ser harmonia e passa a ser imposição. 
Na cultura ocidental atual, o conceito de beleza está associado à juventude, como se o belo fosse, necessariamente, igual a ser jovem. Talvez por isso nossa era vive batendo recordes na cirurgia de rejuvenescimento e no consumo de medicamentos para emagrecer.
A investigação nos Transtornos da Conduta Alimentar tem constituído um foco de atenção em psicologia e psiquiatria nessas três últimas décadas (Toro, 2000). De concreto, temos que as investigações epidemiológicas vêem mostrando um aumento considerável no número de pessoas acometidas de Bulimia Nervosa e Anorexia Nervosa nos últimos anos (Eagles et. al, 1995; Sáiz et al, 1999).



Calcula-se, de fato, que a prevalência desses transtornos oscila entre o 0,5 e o 4% (Carbajo et. al, 1995). Concretamente, o DSM-IV assinala a prevalência da Anorexia Nervosa na população adolescente e juvenil feminina entre o 0,5 e o 1%, e a da Bulimia Nervosa entre o 1 e o 3% (DSM.IV).
O tema tem sido predominantemente tratado em assuntos da adolescência por que se estima que 50% dos casos de Bulimia Nervosa ocorra antes dos 18 anos, porém como seu diagnóstico não tem sido fácil nessa faixa etária, tem-se a impressão de sua incidência ser maior acima dessa idade. 
A média de idade do início da Bulimia Nervosa foi de 16,3 anos, variando de 13 a 19 anos (Herzog et al, 1991). Sua principal característica são os episódios de comer-compulsivo (binge-eating) e esse comportamento é caracterizado por ingestão de alimentos muito calóricos, de forma compulsiva até o limite da capacidade gástrica e num espaço de tempo inferior a duas horas.
Nessas crises chega-se a ingerir até 20.000 cal, depois das quais sobrevém um sentimento de culpa e uma tentativa de compensar o pecado com horas de exercício físico exaustivo ou, literalmente, por livrar-se da comida através do vômito, laxantes e/ou diuréticos.
Em 30% dos casos de Bulimia há provocação de vômitos. Alguns usam diuréticos ou laxativos e uma porcentagem pequena usa medicação indicada para hipotireoidismo. Esses episódios ocorrem com freqüência de até 3 vezes por semana. Os pacientes bulêmicos estão sujeitos a grande variação de peso, com ganhos e perdas freqüentes. 
Outros comportamentos impulsivos podem estar presentes nesses pacientes como: roubar, gastar desmesuradamente, abuso de drogas, e promiscuidade (Practice Guideline for Eating Disorders, 1993). Uma história de abuso sexual pode estar presente em até 50% dos casos (Bulik et al, 1989). Veja Bulimia e Anorexia em PsiqWeb 
Por outro lado, a severidade na distorção da percepção da imagem corporal, extremamente grave nos pacientes com Anorexia e Bulimia, pode ser um sério fator de risco no desenvolvimento de Transtornos da Conduta Alimentar (Gupta et al, 2000).
É neste sentido que vários estudos têm ressaltado a relevância da insatisfação com a própria imagem corporal e sua relação com os Transtornos da Conduta Alimentar (Rosen et al, 1993), alguns propondo até sua inclusão como uma nova categoria de diagnóstico (Thompson et al, 1992). Com esta referência, Manuel de Gracia Blanco, David Ballester Ferrando, Josefina Patiño Masó e Carmen Suñol Gu apresentaram importante trabalho relacionando a prevalência de Transtornos da Conduta Alimentar e sua associação com a insatisfação corporal, numa mostra representativa da população de adolescentes.
Na linha de recentes investigações, a porcentagem de mulheres adolescentes que, numa primeira fase apresentam risco potencial de sofrer algum tipo de Transtorno da Alimentação se situa em 17,3% da mostra estudada, contra 0,6% nos homens adolescentes. Por outro lado, as adolescentes que manifestam maior sintomatologia própria dos Transtornos da Alimentação, também apresentam maior insatisfação com a própria imagem corporal associada. Falta-nos, entretanto, levantar dados para saber quais são, exatamente, os elementos culturais atrelados à valorização do próprio corpo. Que tipo de tirania cultural tem vitimado as pessoas a se sentirem insatisfeitas com o próprio corpo (portanto, consigo mesmas).
Do ponto de vista da prevalência dos Transtornos da Conduta Alimentar, outros estudos recentes têm mostrado uma tendência similar. Um desses estudos (Sáiz et al, 1999), com 816 adolescentes de ambos sexos, estudantes do curso secundário, encontrou 7,7% das mulheres e 1,1% dos homens com riscos potenciais de desenvolver Transtornos da Conduta Alimentar. Essa diferença entre os sexos se repete em outros trabalhos (Toro et al, 1989; Buddeberg-Fischer et al, 1996; Cotrufo et al, 1998).
 Sintomas Comuns Anorexia e Bulimia


Na Anorexia o esquema corporal é deturpado pela submissão aos padrôes (?) estéticos: a moça pensa e crê que é bonita

Anorexia
Bulimia
A. Recusa em manter o peso na proporção normal para idade e estatura 
X
X
B. Medo intenso de engordar, mesmo que com peso abaixo do normal 
X
X
C. Auto-avaliação alterada do peso e forma do corpo 
X
X
D. Amenorréia 
X
.
E. Episódios recorrentes de comer-compulsivo
.
X
F. Comportamento compensatório inadequado: Vômitos, laxantes, diuréticos, jejum, exercícios
.
X
G. Episódios com ocorrência média de ao menos 2 x / semana, por 3 meses
X
X
H. Auto-estima influenciada pelo peso e forma corpo
X
X
 
No que diz respeito à imagem corporal e propensão aos Transtornos Alimentares, numerosas investigações têm documentado o importantíssimo papel da auto-avaliação e da insatisfação da pessoa sobre sua imagem corporal (Cooper et al, 1997). Os estudos indicam também que as alterações da imagem corporal podem ser a causa de problemas emocionais importantes na adolescência e início da juventude (Cash et al, 1989), podendo atuar como um fator de risco predisponente, precipitante ou mantenedor dos Transtornos da Conduta Alimentar.
Veja artigo de Farias NMF, Alves AMP, Morishita R, Farias MA, Vitalle MS, Gouveia GR, Fisberg M, Wehba J, Medeiros EHGR.
Referir como:
Ballone GJ - Transtornos Alimentares em Adolescentes - in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/alimentar/alimentar2.html> revisto em 2003
Sinais de alerta
Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de "comportamento de risco" para desenvolver um distúrbio alimentar. Em geral, os pacientes bulêmicos ou anoréticos, muito antes da doença estabelecida, já apresentavam alguma alteração do comportamento: hábito de fazer dieta mesmo quando o peso é proporcional a estatura, crítica constante a alguma parte do corpo, e insatisfação, mesmo ao perderem peso, com diminuição gradativa de suas atividades sociais.
É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, isolamento, problemas de relacionamento, preocupação com o corpo, distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares, etc., são característicos e esperados, fazendo parte da chamada "Síndrome da adolescência normal".
 "Por causa das pressões sociais e do padrão estético magro, os casos de distúrbios entre crianças e homens têm crescido muito."
"Esse padrão de magreza surgiu nos anos 60. Desde então, houve uma evolução para padrões cada vez mais magros. Na última década, aumentou a pressão por causa da questão do exercício físico", acrescenta Angélica.
"Uma garota que brinca com a Barbie e se olha ao espelho vai, no mínimo, se achar uma baleia", brinca o professor de nutrição Fabio Ancona Lopes. "O jovem sente o apelo do padrão estético magro e de alimentos mais calóricos. Isso pode levá-lo a adotar dietas baseadas em conceitos errados quando não perigosos." Idem, da Folha On-Line de 25/03/2002 (veja acima)
Os distúrbios alimentares na adolescência são bastante comuns. Mas isto não deve ser ignorado. Afeta principalmente uma pessoa quando envelhece. Assim, devem ser tomados cuidados desde o início.
A coisa mais importante para uma boa atividade é comer. Na vida, você precisa de comer para continuar com as suas atividades diárias.
Todas as suas funções metabólicas dependem de comer. Assim, os médicos aconselham sempre a comer corretamente. Você deve comer alimentos nutritivos. Os alimentos devem ser consumidos para bem da sua saúde.
Os distúrbios alimentares são encontrados em todas as faixas etárias no entanto o maior número está registrado em adolescentes. Muitos daqueles que descobrem que têm um distúrbio alimentar mais tarde na vida percebe que tudo começou na sua adolescência.
Os distúrbios alimentares são de dois tipos: Quando você come demais e quando você come pouco.
Existem muitas causas para os distúrbios alimentares, tais como: a auto-estima, querendo caber em um grupo ou equipe, o stress, a vontade de se destacar de uma forma ou de outra e assim por diante.
Os distúrbios alimentares são, quando você comer mais, ou quando você passar fome. Ambas as coisas são insalubres.
Os distúrbios alimentares na adolescência são criados muitas vezes sem perceber que você está fazendo isso, por exemplo, as suas amigas usam dois tamanhos de roupas menores do que você, e você quer usar o mesmo tamanho que as suas amigas, inconscientemente, você começa morrer de fome para que você possa perder peso mais rápido . Você quer encaixar no grupo e não quero ficar de fora. De modo semelhante, quando você estuda ou faz algum trabalho stressante, que a faz ansear por comida hipercalórica, como chocolates, pães etc. E desta maneira você engorda.
Os pais, devem prestar atenção aos hábitos alimentares de seus filhos com cuidado porque você nunca sabe quando eles realmente podem escorregar para um distúrbio alimentar e você deve ser capaz de reconhecê-lo antes que seja tarde demais. Você deve falar com os seus filhos adolescentes sobre os distúrbios alimentares, torná-los conscientes dos riscos envolvidos e eles vão entender quando você explicar que isso pode até mesmo ser a sua vida em jogo. Você deve fazer com que eles tenham as suas refeições a tempo e regulares e de forma adequada.
Às vezes, você come mais só para liberar uma certa quantidade de stress. Está provado que as pessoas que tem um monte de tensão, por vezes, tendem a comer mais. Em alguns casos, o inverso pode ser verdadeiro. As pessoas não sentem vontade de comer e desta forma os hábitos alimentares pobres são encorajadas. É muito importante que você tenha refeições regulares e saudáveis em intervalos regulares.
A adolescência é uma idade muito confusa, e, portanto, você deve ser muito claro ao explicar os riscos envolvidos com os distúrbios alimentares. Um adolescente com um transtorno alimentar pode muito bem negar que ele nunca terá esse problema e, portanto, você deve sempre mostrar o apoio e amor, sem nunca perder o seu temperamento. Trabalhe com o seu filho, a fim de fazer-lhe admitir a existência de um problema, porque só então qualquer ação pode ser tomada. Você deve alertar o seu filho se ele não se preocupa com o que come.
A pessoa não deve sentir vergonha de admitir sobre o distúrbio. Os distúrbios alimentares do adolescente só pode ser tratado pela própria pessoa se estiver disposta a assumir o apoio. Os distúrbios alimentares na adolescência são comuns e também é comum que ele / ela possa não querer abandonar esta prática, no entanto,trabalhar com o seu filho é muito importante, a fim de convencê-lo a aceitar a ajuda e apoio. É difícil mudar um hábito que se forma. Mas você deve experimentar. Os Maus hábitos alimentares irão afetá-lo em maior escala quando crescer.
Ao informar-se irá ajudá-lo a lidar e aprender a abordagem do adolescente sobre distúrbios alimentares, a fim de obter a melhor reação de seu filho, bem como levá-lo / de volta ao normal nos seus hábitos alimentares saudáveis. Você também deve levar o seu filho a um nutricionista ou dietista se o seu filho não levara isto a sério. Você deve fazê-los compreender os efeitos de maus hábitos alimentares. Os efeitos são prejudiciais e, portanto, devem ser tomados cuidados desde o início.

Após tanto bla bla bla, compartilho algumas mensagens aos adolescentes.

“Quando eu era adolescente, era muito inseguro. Eu era o tipo de cara que nunca se ajustou com algo porque ele nunca ousaria a escolher algo para si. Eu absolutamente não tinha talento. Para nada. E isso fez com que toda minha ambição fosse embora também”  Johnny Depp

“ [...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.[...]” Clarice Lispector

“Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você?” Martha Medeiros
“Se maconha fosse legalizada teria muito adolescente nao usando, eles acham que o PROIBIDO é mais gostoso.”  Ingrid Ribeiro

“Temos que ser criança pra sonhar, adolescente pra arriscar, adulto pra colocar os pés no chão e maduros o suficiente pra dosar tudo isso.” Andreza Filizzola

“A intolerância do adolescente é a mesa farta da irresignação quando abraça os conflitos partilhados pela incompreensão dos adultos.” Erasmo Shallkytton

“Ideias diferenciadas e atitudes infantis em um corpo adolescente. Apenas mais uma criança que se recusa a crescer e acaba sendo arrastada pela imponente mão do tempo. Sentimentos, não mais.”  Leonardo I Ribeiro Brandão

Fantasia adolescente
Preciso confessar o que sinto por você.
É um sentimento maluco nem eu sei bem como entender.
É uma mistura de admiração com paixão recolhida.
Começou à partir do momento em que você entrou na minha vida.
No momento em que te vi me envolvi por seu olhar.
Com seu jeito cativante conseguiu me conquistar.
Sei que isso não tem futuro, então não vou seguir em frente.
Não se preocupe com o que eu sinto, agora eu descobri...
Tudo isso não passou de fantasia adolescente.Anne Caroline Barbosa

“Quando encontro um adolescente que sabe escrever, tenho a certeza de que ele é alienígena.” Alex Nery

“Se você for uma criança, nunca deseje se tornar um adolescente tão rapidamente.
É na adolescência que descobrimos o amor, ou melhor, a paixão.
E como tudo tem dois lados, o lado ruim da paixão é doloroso, é triste, é horrível...
Não se apaixone, ame.
O amor, pelo contrário, ambos lados são bons. E só terá alegrias...
Se você for uma criança, não desperdice tempo. Viva. Brinque. Aproveite tudo.
Não deixe de lado aquilo que um dia não poderá mais voltar.
Se você acha que crescendo se tornará a pessoa que sempre quis, quando crescer desejará mais que tudo voltar a ser criança, voltar a ser realmente feliz.”Marcella Nicolini Furtado

Diário de um adolescente

Um olhar desconfiado
Que diz toda a incerteza
Que seus corações
Guardam.

Um mundo totalmente
Banalizado por seus
Atos e feridos por suas
Vontades estranhas,
Mas não menos inoscentes.

O novo mundo que sempre
Partiu de idéias como raios
Que brilhavam no céu de
Suas mentes, e como gritos
Padecem em ficar consigo
Mesmo.

Uma visão diferente de tudo
Que já foi visto, uma história
Escrita pela nova era, manchada
Por um preconceito desconhecido
E infantil, de adultos que por menores
Que sejam agem mais pequenos que
Sua própria dignidade e fortificam
A sede de destroir a maquina que mudará
Suas vidas.

“Somente mais um adolescente de 16 anos que passa a manhã pensando e escrevendo p/ se destraír!” Thiago Medeiros

“Todas as vezes que eu pensei amar alguém,nada mais era do que apenas devaneios de um tolo adolescente.Só hoje,com você,e só com você,sei verdadeiramente o significado da palavra amar.” RodriigoTancsik

“Coisas do amor adolescente: sonhar em quebrar o braço para que certa pessoa assine o gesso com dois coraçõezinhos.” M. M. Soriano

“Todo mundo tem um tio que insiste em agir como um adolescente. Pergunte aos seus sobrinhos.” Ricardo Barbosa

“Não há remédio mais saudável do que o diálogo com o adolescente na interação de suas forças vitais, alimentando este na direção da vida.”Erasmo Shallkytton

“A cabeça de um adolescente é difícil de entender
Entrar na moda, curtir a vida pra valer
Muitos foram os pais tentar lhes entender
Poucos foram os que conseguiram compreender
Muitos não aceitam como seu filho é
Muitos tentam mudá-los
Mas o certo é aceitá-los
Por mais que doa
Do jeito que eles são.” Gustavo Thur (Kabrithur)

Da Vida, a Aurora!

Teima em mim a adolescente,
com a memória das emoções de outrora.

Substituo o real pelo imaginado.
Visto o presente com as cores da aurora!

“Tentar sedimentar num adolescente o conhecimento que deveria ter sido apresentado a ele dez anos antes custa mais caro e é menos eficiente.” James Heckman

"Quando lembro de minha adolescencia, lembro de algumas passagens, de imediato com mais nitidez algumas em especial, carregadas de emoção como tudo na vida, sei que é a emoção o que carrega nossas memórias. A emoção mais forte na adolescencia é a sensação de individualismo, carregada de solidão, as vezes penso que não era eu, mas no fundo sei que era, mudamos com o tempo mas algumas coisas não. Acredito, que todo adolescente é bastante solitiário, por isto busca sempre estar enturmado." Adão Rogério da Silva Cabral.

Tenham um ótimo fim de semana.