A beleza não está apenas no que é perfeito, mas no que está em harmonia. É o equilíbrio entre contraste e suavidade, entre força e ternura.
Vivemos
cercados por filtros e padrões, mas a beleza verdadeira continua sendo um
estado de serenidade. Um rosto em paz, uma casa em silêncio, uma frase bem dita
— tudo isso é belo porque há coerência entre forma e essência.
Beleza
harmônica é daquelas coisas que a gente percebe sem precisar de manual: está na
simplicidade das pequenas combinações que fazem tudo parecer certo. Outro dia,
sentei no banco da praça e observei um grupo de crianças brincando, as cores
das roupas se misturando com o verde das árvores, o som das risadas preenchendo
o espaço de maneira leve. Era como se cada detalhe estivesse no lugar exato,
sem esforço, criando uma sensação de equilíbrio que acalmava sem que eu
precisasse pensar. A beleza harmônica, então, não está só na perfeição visível,
mas na maneira como as partes se encontram e se completam no cotidiano.
Plotino
dizia que a beleza é “o esplendor do Uno”. Em outras palavras: é o instante em
que tudo se une, por dentro e por fora.
A
beleza, então, não é vista — é sentida.

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