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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Decisões Moldam


Tomar decisões é uma arte que aprendemos errando. Às vezes, um “sim” muda tudo; às vezes, é o “não” que liberta. E o mais curioso: raramente temos certeza no momento em que escolhemos. Só o tempo revela o peso de cada escolha.

No dia a dia, escolhemos o tempo todo — o que dizer, o que calar, onde ir, com quem ficar. Mesmo as decisões pequenas, repetidas, moldam o que nos tornamos. O destino não é sorte; é sequência.

As decisões moldam a vida da mesma forma que o vento molda a areia: um sopro de cada vez, quase imperceptível, mas inevitável. Escolher levantar um pouco mais cedo, responder com calma em vez de impulso, aceitar ou recusar um convite — tudo isso vai desenhando o contorno do nosso caminho. Lembro de quando decidi mudar o trajeto para o trabalho só para passar por uma rua mais arborizada; parecia uma escolha boba, mas aquele pequeno desvio virou um respiro diário, um momento de pausa. No fundo, são essas decisões miúdas, tomadas entre um café e outro, que vão esculpindo o que somos, muito mais do que as grandes viradas que costumamos esperar.

Jean-Paul Sartre dizia que “somos condenados a ser livres”. Essa liberdade assusta porque nos coloca diante da responsabilidade de construir a própria vida, sem manuais. Cada decisão é um pedaço do nosso rosto no espelho do tempo.

No fim, a vida é feita das escolhas que tivemos coragem de manter — e das que tivemos sabedoria de mudar.

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