Vivemos
cercados de ruídos — buzinas, notificações, conversas apressadas, opiniões por
todos os lados. O silêncio, nesse cenário, parece quase um luxo. Mas é nele que
as coisas realmente acontecem.
Há
silêncios que gritam e palavras que nada dizem. O silêncio, quando escutado,
revela o que o barulho tenta esconder: nossos medos, desejos, e a voz que
esquecemos de ouvir — a nossa própria.
No
cotidiano, é fácil notar: o silêncio de um olhar, de uma pausa entre frases, às
vezes comunica mais do que mil palavras. É ali que o outro realmente aparece,
sem ruído, sem defesa. Há perguntas onde a resposta é um silêncio que comunica
sem palavras audíveis.
Pascal
dizia que “toda a infelicidade do homem vem de não saber ficar quieto em um
quarto”. O silêncio, então, não é ausência de som, mas presença de alma. Ele
não pede explicações, apenas escuta.
Talvez
por isso os encontros verdadeiros sejam silenciosos. Porque é no silêncio que a
verdade respira.
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