Eu
aprendi que o sagrado não mora apenas nos altares, assim como o profano não
vive apenas nas quedas. Eles se misturam no mesmo gesto, no mesmo dia, no mesmo
corpo. O café tomado em silêncio pode ser mais sagrado que uma oração distraída;
uma risada fora de hora pode ser mais verdadeira que uma reverência vazia. O
sagrado nasce quando algo nos atravessa com sentido. O profano surge quando
repetimos sem presença. No fundo, não é o lugar que decide, nem o ritual, nem a
forma — é a qualidade do olhar. E talvez a maturidade consista exatamente
nisso: perceber que o sagrado não está acima da vida, mas escondido dentro
dela, e que o profano não é o oposto do divino, mas apenas a vida quando
esquecemos de senti-la.
Reflexões sobre o cotidiano e aquilo que passa despercebido. Filosofando desde agosto de 2011.
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domingo, 18 de janeiro de 2026
Sagrado e Profano
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