Você
já parou pra pensar o quanto decepção tem a ver com expectativa?
Não com o que aconteceu. Não com o que foi dito. Mas com o que você esperava
que fosse.
A
gente idealiza tudo. A resposta que o outro vai dar. A forma como o chefe vai
reconhecer. A mensagem que deveria ter chegado. A gentileza que esperávamos só
porque fomos gentis.
E
aí vem a porrada. Porque a realidade tem um jeitinho especial de lembrar: ei,
ninguém prometeu nada disso, não.
É
como diz aquela frase que ninguém quer ouvir, mas todo mundo sabe que é
verdade:
“Crie porcos, não expectativas.”
Pelo
menos o porco vira bacon. Expectativa? Só vira mágoa.
E
não tô dizendo pra você viver apático. Sem planos. Sem se importar. Tô dizendo
pra parar de cobrar do mundo um roteiro que só existe na sua cabeça.
Porque, no fundo, a gente não se decepciona com os outros. A gente se
decepciona com a nossa própria ilusão.
Então
da próxima vez que for criar expectativa, respira fundo e pergunta:
“Eu tô esperando isso por quê? Porque o outro prometeu? Ou porque eu
fantasiei?”
Se
for fantasia, então relaxa. Aproveita o momento real. Ele pode não ser do
jeitinho que você queria…
Estou
falando do que especificamente? Ora, tem muita coisa que nos choca, mas por
enquanto fico com os políticos, eita, não nada está fácil conviver com tanta
corrupção, incompetência, despreparo, quantos mistérios, acordos suspeitos,
olha tá difícil ligar o rádio, tv, ouvir noticiário me faz pensar do tanto que
o ser humano se rebaixou.
Mas
às vezes, penso que seja exatamente do jeito que precisávamos enxergar o quanto
o poder corrompe, ou sei lá, já são corruptos fazendo o que sabem fazer melhor,
olha dá para contar numa mão os que escapam a dança da corrupção, e também não
coloco a mão no fogo por ninguém.
É
isso aí. Fica bem. E da próxima vez que a expectativa bater na sua porta… manda
ela se foder com carinho.
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