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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Valor Social

Entre o que se mede e o que se reconhece

Na vida cotidiana, falamos de “valor social” como se fosse uma moeda invisível que cada pessoa carrega no bolso. Ela circula nos corredores das empresas, nas rodas de amigos, nas redes sociais e até nos silêncios familiares. Só que, diferente do dinheiro, o valor social não é emitido por um banco central: ele nasce de relações, percepções e narrativas que a comunidade constrói sobre cada um de nós. É, portanto, tanto uma medida de prestígio quanto uma forma de pertencimento.

Se pensarmos na lógica econômica, o valor se associa ao que pode ser trocado, quantificado, precificado. Mas no plano sociológico, especialmente no que Pierre Bourdieu chamaria de capital simbólico, o valor social se manifesta como reconhecimento — algo que não depende apenas do que fazemos, mas de como nossa ação é interpretada pelos outros. Assim, alguém pode ter alto valor social em um bairro, por ser “aquele vizinho que sempre ajuda”, mas nenhum valor num espaço corporativo que só reconhece títulos e cargos.

A questão se torna mais complexa quando percebemos que o valor social não é fixo. Ele é dinâmico, podendo se transformar de acordo com o contexto histórico, a mudança das normas coletivas e até a maneira como se narram nossas histórias. Um professor, por exemplo, podia ter alto valor social no início do século XX pelo seu papel moralizador; hoje, sua posição é frequentemente corroída por discursos que desvalorizam a educação, mesmo que sua importância social permaneça inquestionável.

O filósofo brasileiro José de Souza Martins observa que a modernidade cria zonas de visibilidade e invisibilidade social. O valor de alguém, nesse sentido, não é apenas o que ele é, mas também se a sociedade lhe oferece luz para existir publicamente. Há, portanto, um jogo político no reconhecimento: quem controla os holofotes, controla o valor.

Vamos pensar em três situações do cotidiano que ajudam a ilustrar essas mudanças:

  1. No trabalho — Um funcionário que sempre resolve problemas internos, mas não aparece em relatórios ou reuniões de destaque, pode ter alto valor social entre colegas diretos, mas quase nenhum para a diretoria, que só reconhece resultados documentados e visíveis.
  2. Na comunidade — Um líder comunitário que organiza mutirões e media conflitos pode ser visto como essencial para o bairro, mas invisível para políticas públicas que medem importância apenas por cargos e representações oficiais.
  3. Nas redes sociais — Uma artista com poucos seguidores, mas admirada e respeitada no circuito cultural local, pode ser ignorada pela lógica digital, que atribui valor quase exclusivamente a números de curtidas e engajamento, ignorando a profundidade do impacto real de sua obra.

No mundo hiperconectado, o valor social também se tornou um produto de curadoria pessoal. A exposição em redes sociais cria uma espécie de bolsa de valores da imagem, onde curtidas e seguidores funcionam como indicadores instáveis de prestígio. Só que, como toda bolsa, ela é sujeita a crises: um escândalo, uma mudança de algoritmo ou uma nova tendência podem transformar “alta” em “baixa” da noite para o dia.

A pergunta final talvez seja: até que ponto buscamos valor social para pertencer e até que ponto o fazemos para nos distinguir? A sociologia mostra que as duas forças são inseparáveis. Pertencer nos dá segurança; distinguir-se nos dá sentido. Entre esses polos, o valor social não é apenas um reflexo do que fazemos, mas do que a sociedade, no fundo, deseja que sejamos.

sexta-feira, 8 de março de 2024

Valor por Si


Você já parou para pensar no valor que carrega dentro de si, sem precisar da validação de ninguém além de você mesmo? É algo que muitas vezes esquecemos em meio à correria do dia a dia e às demandas constantes que nos cercam.

Imagine uma cena comum: você está em uma cafeteria, esperando na fila para pedir seu café da manhã. Enquanto espera, você observa as pessoas ao seu redor, cada uma imersa em suas próprias preocupações e afazeres. Em meio a essa agitação, é fácil se sentir como apenas mais uma pessoa na multidão, sem nada de especial a oferecer.

No entanto, é importante lembrar que cada um de nós carrega consigo uma singularidade, uma história, experiências e habilidades que nos tornam únicos. Isso, por si só, já nos confere um valor inestimável, independente de qualquer comparação externa.

Às vezes, nos vemos envolvidos em situações onde nossa confiança é posta à prova. Pode ser em uma reunião de trabalho, quando precisamos expor nossas ideias diante de colegas mais experientes, ou até mesmo em um ambiente social, onde nos sentimos fora de lugar. Nessas horas, é crucial lembrar que temos algo valioso a oferecer, algo que é exclusivamente nosso: nossa própria perspectiva, nossas opiniões e nossa autenticidade.

Valor por si mesmo não se trata apenas de reconhecer nossas qualidades e conquistas, mas também de aceitar nossas imperfeições e limitações. Todos nós cometemos erros e enfrentamos desafios ao longo do caminho. No entanto, são essas experiências que moldam quem somos e nos permitem crescer como indivíduos.

Um aspecto fundamental do valor por si mesmo é aprender a se amar e se respeitar, mesmo nos momentos em que nos sentimos mais vulneráveis. É entender que nossa autoestima não deve depender da aprovação de outros, mas sim do reconhecimento interno de nossa própria dignidade e importância.

No entanto, reconhecer o valor por si mesmo não significa se isolar do mundo ao seu redor. Pelo contrário, significa cultivar relacionamentos saudáveis e construtivos, onde possamos compartilhar nossas experiências, aprender com os outros e crescer juntos.

Então, da próxima vez que se sentir tentado a se subestimar ou duvidar de si mesmo, lembre-se do valor intrínseco que você possui. Você é uma pessoa única, com muito a oferecer ao mundo. Seja gentil consigo mesmo, celebre suas realizações e aprenda com seus desafios. Valorize-se não pelo que os outros dizem ou pensam, mas sim pelo que você sabe que é verdadeiro: sua própria essência, seu próprio valor.

Um caso motivador que ilustra a importância do valor por si mesmo é o da escritora J.K. Rowling, autora da famosa série de livros "Harry Potter". Antes de se tornar uma das autoras mais bem-sucedidas da história, Rowling enfrentou diversas adversidades e momentos difíceis em sua vida. Após o divórcio, Rowling se viu como uma mãe solteira, lutando para sustentar sua filha e enfrentando a depressão. Ela chegou ao ponto de se encontrar em situação de extrema vulnerabilidade, dependendo de assistência social para sobreviver. Em meio a essa crise pessoal, ela encontrou força na escrita e começou a desenvolver a história de um jovem bruxo chamado Harry Potter.

Apesar das dificuldades financeiras e das inúmeras rejeições editoriais que enfrentou no início de sua carreira, Rowling persistiu em sua jornada criativa. Ela acreditava profundamente na história que estava contando e no valor de seu trabalho, mesmo quando outros não viam o mesmo potencial. Finalmente, em 1997, o primeiro livro da série, "Harry Potter e a Pedra Filosofal", foi publicado. O resto, como dizem, é história. A série Harry Potter se tornou um fenômeno global, vendendo milhões de cópias em todo o mundo e inspirando gerações de leitores.


O caso de J.K. Rowling é um exemplo inspirador de como o valor por si mesmo pode ser fundamental para superar desafios e alcançar o sucesso. Mesmo diante das dificuldades e da incerteza, Rowling confiou em sua voz interior e perseverou em seu sonho de contar histórias. Sua jornada nos lembra que, independentemente das circunstâncias externas, o reconhecimento e a valorização de nossa própria capacidade e talento podem nos levar a grandes conquistas.

O melhor ficou para o final. Neste Dia Internacional da Mulher! Hoje é o dia daquelas que carregam o mundo em seus sorrisos e abraços, que desafiam expectativas e moldam o futuro com sua resiliência e determinação. Às mulheres, que são guerreiras, amigas, mães, filhas, irmãs e muito mais, saibam que vocês são a essência da força e da beleza neste universo. Celebremos cada conquista, cada passo dado rumo à igualdade, e reconheçamos o poder e a graça que vocês trazem para nossas vidas todos os dias. Hoje é de vocês, mulheres extraordinárias!