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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Preso à Narrativa


Há uma prisão silenciosa que poucos reconhecem: não tem grades, não tem muros, mas tem roteiro. É a narrativa que contamos sobre nós mesmos — aquela história repetida tantas vezes que começa a parecer verdade absoluta. “Eu sou assim”, “minha vida sempre foi assim”, “as coisas nunca dão certo pra mim”. E, sem perceber, deixamos de viver a vida como experiência e passamos a vivê-la como confirmação de uma história já escrita.

O curioso é que essa prisão não foi imposta de fora. Ela foi construída com fragmentos de memória, interpretações e, principalmente, com a necessidade humana de dar sentido ao caos. Como já sugeria Friedrich Nietzsche, não existem fatos, apenas interpretações. Mas o problema começa quando esquecemos que estamos interpretando — e passamos a acreditar que nossa versão é a realidade em si.

No cotidiano, isso aparece de formas quase invisíveis. A pessoa que falha uma vez em público e decide: “não sou bom com pessoas”. O trabalhador que recebe críticas e conclui: “não sou capaz”. O casal que enfrenta uma crise e sela o destino: “não fomos feitos um para o outro”. Em todos esses casos, não é o fato que aprisiona — é a narrativa construída a partir dele.

E há um conforto nisso. Narrativas são previsíveis. Elas organizam o mundo, reduzem a ansiedade do desconhecido. Estar preso à própria história, paradoxalmente, pode parecer mais seguro do que admitir que tudo ainda está em aberto. Afinal, reescrever a narrativa exige responsabilidade — e liberdade demais também assusta.

Mas há um ponto de ruptura. Um instante em que algo não encaixa mais. A narrativa começa a falhar, como um roteiro mal escrito que já não convence nem o próprio autor. E é nesse momento que surge uma pergunta incômoda: e se eu não for isso que venho dizendo que sou?

Essa pergunta tem algo de libertador e algo de perigoso. Libertador porque rompe o determinismo psicológico. Perigoso porque dissolve identidades. O filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé costuma lembrar que o ser humano tem uma relação complicada com a verdade — preferimos histórias que nos confortam a verdades que nos desestabilizam. E abandonar uma narrativa é, inevitavelmente, perder um tipo de conforto.

Mas talvez viver não seja confirmar histórias — seja experimentá-las. Talvez identidade não seja uma definição, mas um movimento. Um verbo, não um substantivo.

No fundo, estar preso à narrativa é confundir memória com destino. É esquecer que o passado é matéria-prima, não sentença. E que, a qualquer momento — mesmo agora — algo pode acontecer que não cabe na história que você vem contando.

E então surge a possibilidade mais radical de todas:

não a de encontrar quem você é,

mas a de deixar de ser apenas aquilo que você contou até aqui.


sábado, 31 de janeiro de 2026

Valor Sofístico

Quando o parecer vence o ser

Há valores que se sustentam pelo peso do que são; outros, pelo brilho do que parecem. O valor sofístico nasce exatamente nesse intervalo escorregadio entre verdade e convencimento, entre conteúdo e performance. Ele não nega a verdade — apenas a considera secundária. O que importa é o efeito produzido: adesão, impacto, vitória no discurso.

Na Grécia Antiga, os sofistas foram os primeiros a compreender algo profundamente moderno: a verdade, quando entra na arena pública, precisa de forma para sobreviver. Górgias, Protágoras e companhia sabiam que ideias nuas raramente convencem. É preciso vesti-las. A crítica platônica, porém, apontava o perigo: quando a retórica se emancipa da verdade, o valor passa a residir não no que é dito, mas no modo como se diz.

Esse deslocamento é o núcleo do valor sofístico.

 

Valor sem essência

O valor sofístico não é exatamente falso. Ele é independente da verdade. Algo pode ser verdadeiro e ainda assim não ter valor sofístico algum — se não convencer. Da mesma forma, algo pode ser frágil, raso ou até enganoso, mas adquirir enorme valor sofístico se for bem apresentado.

Aqui, o valor deixa de ser ontológico (ligado ao ser) e torna-se relacional: vale aquilo que funciona em determinado contexto. É um valor pragmático, instrumental. Aristóteles já distinguia a retórica da dialética justamente por isso: a retórica opera no campo do provável, não do necessário.

O sofista entende que, no mundo humano, o necessário raramente governa. Quem governa é o verossímil.

 

A estética do argumento

O valor sofístico é estético antes de ser ético. Ele se ancora no ritmo da fala, na segurança do tom, na escolha das palavras, na autoridade simbólica de quem fala. Pierre Bourdieu chamaria isso de capital simbólico: o poder de ser levado a sério antes mesmo de ser compreendido.

Por isso, muitas ideias não fracassam por serem ruins, mas por serem mal encenadas. Outras prosperam não por sua profundidade, mas por sua embalagem discursiva. O valor sofístico transforma o argumento em espetáculo — e o espetáculo, em critério de valor.

Guy Debord diria que, nesse processo, o conteúdo se dissolve na aparência. Baudrillard iria além: já não se trata sequer de aparência, mas de simulação — argumentos que não remetem a nenhuma realidade sólida, apenas a outros discursos igualmente performáticos.

 

O retorno triunfal na modernidade

Se Platão estivesse vivo hoje, provavelmente não escreveria A República, mas um tratado sobre redes sociais. Nunca o valor sofístico foi tão eficiente. Likes, engajamento, viralização: métricas puramente sofísticas. Não medem verdade, apenas aderência.

O discurso político, o marketing pessoal, o debate moral online — tudo opera segundo a lógica do valor sofístico. O argumento não precisa ser bom; precisa ser compartilhável. Não precisa ser justo; precisa ser afirmativo. Não precisa ser verdadeiro; precisa ser convincente em 30 segundos.

Nesse cenário, o valor deixa de ser algo a ser descoberto e passa a ser algo a ser fabricado.

 

O dilema ético

O problema do valor sofístico não é sua existência — ele é inevitável. Toda comunicação envolve forma, persuasão, escolha estratégica. O problema surge quando ele se torna exclusivo, quando substitui qualquer compromisso com a verdade, o bem ou a responsabilidade.

Platão temia exatamente isso: uma sociedade governada não pelos mais justos, mas pelos mais eloquentes. Uma sociedade onde a opinião bem vestida vence o pensamento mal articulado. Onde parecer supera ser.

No entanto, rejeitar completamente o valor sofístico é ingenuidade. O desafio contemporâneo talvez não seja eliminá-lo, mas domesticá-lo: fazer com que a forma sirva ao conteúdo, e não o devore.

 

Um valor espelhado

Talvez a questão mais inquietante seja esta: o valor sofístico não está apenas “lá fora”, nos discursos dos outros. Ele habita nossas escolhas diárias. Quando preferimos a resposta inteligente à resposta honesta. Quando escolhemos parecer coerentes em vez de admitir dúvida. Quando defendemos uma ideia não porque acreditamos nela, mas porque já a defendemos em público.

Nesse ponto, o valor sofístico deixa de ser um problema filosófico abstrato e se torna um problema existencial.

O valor sofístico é um espelho desconfortável. Ele revela que, no mundo humano, o valor raramente é puro. Ele é negociado, encenado, disputado. A questão decisiva não é se usaremos a retórica — isso é inevitável — mas a serviço de quê.

Entre convencer e compreender, entre vencer o debate e aprofundar o pensamento, o valor sofístico sempre oferecerá o caminho mais curto. Cabe a nós decidir se o atalho vale o preço.

Porque, no fim, há uma diferença silenciosa — mas decisiva — entre ter valor e parecer valioso.

domingo, 8 de junho de 2025

Aparentemente Insuportável

Vou falar sobre suportar o insuportável...então, vamos refletir...

Tem dias que a gente acorda e já sente um peso no peito, como se o ar fosse feito de chumbo. Tudo parece demais: a reunião no trabalho, a conta que venceu, o silêncio no quarto vazio. Às vezes nem é o que acontece fora, mas dentro. Uma tristeza sem nome. Uma ausência que não se preenche. Uma saudade que lateja. E a gente pensa: isso é insuportável. Mas é mesmo?

No cotidiano, chamamos de insuportável aquele chefe que não escuta, o trânsito que não anda, a fila que não anda, o filho que grita, a solidão que cala. O curioso é que a palavra carrega em si o veredito: “não se pode suportar”. E mesmo assim, seguimos. Chorando no banheiro, respirando fundo, contando até dez, às vezes só sobrevivendo.

Mas é no luto que o insuportável costuma se apresentar com toda a sua força. Quando alguém que amamos parte, não é só a presença física que vai embora. É a rotina que se quebra, o plano que não se cumpre, a palavra que não foi dita. Parece que uma parte da gente foi arrancada. Porém, se olharmos com calma, há algo que não se perde: a memória. E essa, ninguém tira de nós.

As lembranças ficam. Permanecem nos gestos que herdamos, nas histórias que contamos, no jeito de olhar que, de repente, lembramos que é igual ao dele ou dela. Há uma presença que resiste à ausência, e ela vive na memória — esse território inviolável do afeto. Como dizia a poetisa Adélia Prado, “o que a memória ama, fica eterno”. O luto, então, não é perda completa. É transformação de vínculo.

A filosofia budista, especialmente nas palavras de Thich Nhat Hanh, nos convida a olhar para o sofrimento não como algo que precisa ser eliminado a todo custo, mas como uma oportunidade de despertar. Para ele, “o sofrimento pode nos ensinar compaixão”, e mesmo a dor da perda contém sementes de compreensão. A impermanência é uma das grandes verdades budistas — tudo muda, tudo passa, inclusive o que achamos que jamais conseguiríamos suportar. E ainda assim, algo essencial permanece: o amor que se torna lembrança, e a lembrança que se torna guia.

Do lado ocidental, além da força vital que Nietzsche vê no sofrimento — “aquilo que não me mata, me fortalece” — encontramos em Kierkegaard um mergulho mais fundo na angústia. Para ele, a angústia é a “tontura da liberdade”. É aquele momento em que nos deparamos com o abismo das escolhas, das perdas, da incerteza. E não há consolo imediato. Só o enfrentamento. A angústia é, segundo ele, um sinal de que estamos vivos, conscientes, despertos diante do peso da existência.

Kierkegaard não oferece fuga — oferece profundidade. Suportar a angústia, para ele, é parte do caminho para nos tornarmos autênticos. É ali, no silêncio do insuportável, que o eu se forma. E talvez seja nesse mesmo silêncio que reconhecemos que não estamos sós: os que amamos permanecem, de algum modo, dentro de nós. O insuportável, por mais que doa, pode nos aproximar de quem verdadeiramente somos.

Voltando à vida comum: a vizinha que parece insuportável pode estar apenas descontando no mundo a dor de uma perda que não contou pra ninguém. A criança birrenta no mercado talvez só precise dormir. E a gente, quando acha que chegou ao limite, ainda respira. Porque a verdade é que quase tudo que parece insuportável se revela, com o tempo, apenas... difícil.

Difícil não é o mesmo que impossível.

O “aparentemente” da expressão é nossa salvação. Ele sugere que talvez, por trás da aparência, haja uma possibilidade escondida. Uma brecha. Um futuro. Algo que agora parece sufocar, mas amanhã pode até virar lembrança. E até — quem sabe — sabedoria.

Talvez o maior ato de coragem da vida não seja vencer o insuportável, mas simplesmente suportar. Ficar. Respirar. Continuar. E lembrar — com todo o coração — que nada nos tira o que foi vivido. E que a angústia, embora pesada, é sinal de que ainda há caminho.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Transver, Reinventar e Desinventar, o que parecia bom agora não é bem assim

 

Uma imagem vale mais que mil palavras, com certeza já ouvimos esta frase muitas vezes, vamos pensar numa imagem que nos cria desconforto, de pronto lembro da imagem da beira da praia com lixo que veio com a maré do mar e do lixo que ficou deixado pela maré de gentes. É uma imagem desconfortável, nela estamos incluídos, nela estamos incluídos como responsáveis por todo o lixo que ali se encontra, de um jeito ou do outro.


Imagino que já leram algum poema de Manoel de Barros, ele inventou a palavra transver, esta palavra aparece num de seus poemas que quer dizer que o mundo é para ser visto com olhos, memória e imaginação, por esta razão fiz um convite inicial para pensar numa imagem desconfortável.

Manoel de Barros (1916-2014) foi um dos principais poetas contemporâneos. Autor de versos nos quais elementos regionais se conjugavam a considerações existenciais e uma espécie de surrealismo pantaneiro. Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no dia 19 de dezembro de 1916

Manoel de Barros - Poeta

O poema onde aparece a palavra por ele inventada “transver” é “As Lições de Romulo Quiroga (um pintor boliviano), na pg. 75 do Livro Sobre Nada:

 “A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado.
A força de um artista vem das suas derrotas.
Só a alma atormentada pode trazer para a voz um formato de pássaro.
Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.”

Ler poemas de Manoel de Barros é um convite para reflexão, seus poemas tratam de coisas cotidianas, tão próximas e familiares, ao mesmo tempo tem simplicidade e complexidade, ler é conviver com o paradoxal, tem coisas que foram inventadas para as pessoas viverem bem e com conforto, tem coisas que hoje não são tão boas assim, são coisas que são vistas, revistas e transvistas como coisas más, precisariam ser reinventadas ou desinventadas.

Em seu poema “Desobjeto”, podemos admirar sua perspicácia e imaginação, é na leitura do olhar que faz das coisas que estão por aqui e por aí como são ou pareçam ser.

Desobjeto
O menino que era esquerdo viu no meio do quintal um pente. O pente esta-va próximo de não ser mais um pente. Estaria mais perto de ser uma folha dentada. Dentada um tanto que já se havia incluído no chão que nem era uma pedra, um caramujo um sapo. Era alguma coisa nova o pente...Estava encostado às raízes de uma árvore e não servia mais nem para pentear ma-caco. O menino que era esquerdo tinha cacoete de poeta, justamente ele enxergara o pente naquele estado terminal. E o menino deu para imaginar que o pente, naquele estado, já estaria incorporado à natureza como um rio, um osso, um lagarto. Eu acho que as árvores colaboravam na solidão daquele pente. BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. São Paulo: Planeta, 2003

Como Manoel de Barros já dizia “É preciso desinventar os objetos”. Dar outras funções que não as para quais foram inventadas até que virem ou-tras reinvenções.

A palavra Desinventar quer dizer tornar inexistente, desfazer algo que foi criado. O inventor desinventou o que havia criado, por temer que esse fosse utilizado para o mau, não faltam exemplos, temos o plástico, fusão nuclear, quem sabe a invenção do avião supersônico concorde?

Manoel de Barros em suas poesias brinca com as palavras para desinventar objetos, coisas, ideias e pensamentos. Ele constrói outras e novas formas de ver o mundo através da imaginação, recriando esta realidade que nem sempre nos serve ou é boa, como Manoel bem diria “Uma voz de fazer nascimentos”.

Hanna Arendt, da dizia “Vivemos em tempos sombrios”, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança", este é um fato que convivemos no dia a dia, as imagens presentes na mídia não nos deixam esquecer da gravidade presente, em nosso contexto inicialmente abordado a palavra desinventar não é querer negar o que existe e aquilo que vemos, na verdade, é tentar ressignificar como enxergamos os acontecimentos, principalmente porque nos faz despertar para a diversidade das pessoas e das coisas, e é este um jeito que mesmo em momentos difíceis e complicados, nosso deslumbramento se mantém vivo. Se existem histórias tão verdadeiras que parecem inventadas, o contrário também pode ser verdade, basta ter imaginação.

Chico Buarque através da música ”Apesar de Você” nos dá uma dica: “Você que inventou a tristeza / Ora, tenha a fineza / De desinventar”. Seria, então, a tristeza? A solidão? A esperança? O pesar? Talvez um objeto. A cama? O celular? O ônibus? A lâmpada?


Vide site com a música: https://www.youtube.com/watch?v=y6Vch5
XfLxM

Fico me perguntando se alguns progressos alcançados pelo homem não seria o caso de dar dois passos atrás, como por exemplo voltar a energia eólica no lugar do petróleo e coisas do gênero, quem sabe desinventar as matérias plásticas e a fusão nuclear, o que em princípio parecia um bem, já de algum tempo estamos enfrentando sérios problemas ecológicos, já falamos em colapso ambiental, e em consequência de tais invenções arquitetadas em nome do progresso, já sabemos que prejudicam o planeta, a verdade é que progresso a que estamos acostumados é o progresso a qualquer custo.

Se já sabemos o que esta dando errado, vamos fazer o certo, o que não significa seguir em frente sem ter de dar dois passos atrás, o façamos antes que seja tarde demais, rever posições para reinventar e até desinventar se for necessário, não há vergonha nisto.

Inventamos uma outra forma que é o reinventar, é reaproveitando alguma coisa que não tem mais uso na sua finalidade inicial, atualmente denominamos de reciclagem, no entanto no final das contas, muita coisa reciclada irá parar de qualquer forma poluindo a natureza, estamos apenas adiando, postergando sem dar cabo a causa, estamos agindo apenas na consequência, retardando a destruição, como por exemplo o plástico, ainda somos muito dependentes do polietileno.

O plástico vai do transporte aos serviços de alimentação, o plástico reciclado e é apenas quebrado em fragmentos cada vez menores, mas nunca completamente degradados. De uma forma ou de outra o plástico vai acabar em algum lixão ou em alguma praia disputando o espaço na areia ou no estômago de algum animal, vamos reinventar nossos hábitos e lutar contra esta poluição branca. O plástico começou a ser produzido nos anos 50, já imaginou quanto plástico está acumulado na natureza?

Outra invenção em nome do progresso e tem questão muito discutida por seus prós e contras é a fusão nuclear, talvez esta invenção além da exploração do petróleo e seus subprodutos, a fusão nuclear seja outro ponto discutidíssimo e tão maléfico quanto o outro, os prós, as vantagens é que a energia gerada pela fusão nuclear seria uma forma que garantiria segurança e limpeza ambiental. Isso porque, através da fissão nuclear produz energia principalmente através do urânio (um dos principais elementos radioativos). E no contraponto suas desvantagens conflitam com as tais vantagens, pois quando há acidentes tem sérias consequências, os resíduos gerados são de dificílima armazenagem e tratamento, é uma energia não renovável, porque o urânio deve ser extraído e não é regenerado. Sem falar na má utilização quando usam esta forma de energia na construção de bombas nucleares que funcionam por meio do processo de fissão com único objetivo de destruir a vida.

Esclarecendo: Fissão é o processo de forçar a divisão de um átomo para formar dois outros, mais leves. E Fusão é o processo de colidir com dois átomos propositalmente para formar um terceiro, mais pesado. A reação libera energia e, dependendo de quais forem os reagentes, um nêutron livre.

Então, o sentido de tranver pode se refletir no reinventar ou Desinventar, para inventar é preciso que abandonemos padrões de pensamento e passemos a pensar de modo diferente, isto também vale quando damos dois passos atrás, dar um passo só vai dar no mesmo, vamos dar dois passos, estamos vivendo problemas ambientais seríssimos, estamos vivendo na caixa do negacionismo coletivo, tudo em nome do tal progresso a qualquer custo, precisamos transver no sentido de enxergamos melhores alternativas e novas práticas, precisamos abandonar os padrões de pensamento que restringem nossa visão e imaginação, já sabemos o que está errado, vamos fazer o certo, vamos fazer a diferença, vamos transverberar! Vamos começar trazendo nossas compras nas caixas de papel, papelão, ou levando nossa sacola de tecido!