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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Efeito de Posteridade

Sempre achei curioso como a gente vive para hoje, decide para amanhã, mas quase nunca pensa para depois de amanhã — aquele “depois” que já não nos inclui. É como se o futuro fosse um hóspede abstrato, que nunca chega de verdade. No entanto, tudo o que fazemos deixa rastros. Palavras, gestos, omissões, escolhas pequenas demais para parecerem históricas. E, ainda assim, é nelas que a posteridade se constrói.

Chamo isso de Efeito de Posteridade: a força silenciosa com que nossas ações continuam atuando quando já não estamos mais presentes para explicá-las, defendê-las ou corrigi-las.

O Efeito de Posteridade nasce do descompasso entre intenção e herança. Agimos a partir do que somos hoje, mas somos julgados a partir do que deixamos.

Hannah Arendt dizia que agir é sempre iniciar algo cujo fim não controlamos. A ação, uma vez lançada no mundo, torna-se independente de seu autor. Ela entra numa cadeia de consequências, interpretações e apropriações. A posteridade não herda nossa consciência; herda apenas nossos vestígios.

Nietzsche, por outro lado, desconfiava da ideia de legado como redenção. Para ele, o desejo de ser lembrado muitas vezes é apenas outra forma de medo da insignificância. Ainda assim, mesmo quem rejeita o legado não escapa dele. Até o silêncio é herdado.

O Efeito de Posteridade, portanto, não é sobre glória. É sobre continuidade involuntária. Somos causas de coisas que nunca veremos como efeitos.

Há aqui uma ironia profunda:

vivemos como se fôssemos passageiros, mas deixamos marcas como se fôssemos permanentes.

O paradoxo da responsabilidade tardia

Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo modo como isso poderá ser usado.

Uma frase escrita hoje pode inspirar amanhã — ou justificar uma violência depois.

Uma decisão política pode proteger uma geração — e comprometer outra.

Uma educação rígida pode formar caráter — ou produzir medo disfarçado de disciplina.

A posteridade não pergunta o que quisemos dizer. Ela pergunta: o que isso produziu?

Assim, o Efeito de Posteridade nos coloca diante de uma ética desconfortável:

não basta ter boas intenções; é preciso aceitar que nossas ações terão destinos que não escolhemos.

Situações cotidianas

1. Na família

Um pai que sempre diz ao filho: “engole o choro”. Ele quer formar alguém forte. Anos depois, a posteridade desse gesto é um adulto que não sabe pedir ajuda. O pai não deixou apenas uma frase; deixou uma estrutura emocional.

2. No trabalho

Um gestor que normaliza pequenas injustiças “para não criar conflito”. Sua posteridade não é a paz, mas uma cultura de medo elegante, onde todos sorriem e ninguém confia.

3. Nas redes sociais

Uma opinião publicada sem cuidado vira argumento para outros. O autor esquece. A posteridade replica. A ideia já não pertence mais a quem escreveu, mas a quem a utiliza.

4. Na educação

Um professor que incentiva um aluno dizendo: “você pensa diferente”. Aquela frase pode ecoar por décadas como identidade, coragem e escolha. Às vezes, a posteridade de um gesto é maior que uma biografia inteira.

O Efeito de Posteridade e o eu invisível

Existe uma versão nossa que nunca conheceremos:

aquela que vive apenas na memória dos outros.

É essa versão que a posteridade carrega.

Somos lembrados menos pelo que fomos e mais pelo que despertamos.

Menos pelo que dissemos e mais pelo que ficou.

Nesse sentido, o Efeito de Posteridade é uma espécie de biografia escrita por terceiros, sem nosso controle editorial.

Uma ética da delicadeza

Talvez o caminho não seja tentar controlar a posteridade — isso é impossível —, mas agir com a consciência de que tudo o que fazemos é uma semente. Algumas germinam como flores, outras como espinhos. Muitas brotam em terrenos que jamais veremos.

Agir com delicadeza, então, não é romantismo. É lucidez histórica.

Porque o futuro não nos deve fidelidade.

Mas nós devemos alguma responsabilidade ao futuro.

O Efeito de Posteridade nos ensina que viver não é apenas ocupar o presente, mas assinar contratos invisíveis com o tempo. Cada gesto é uma cláusula. Cada escolha, uma condição.

E talvez a verdadeira maturidade não seja querer ser lembrado, mas agir como quem respeita quem ainda vai lembrar.

No fim, não seremos julgados por aquilo que pretendemos ser,

mas por aquilo que deixamos continuar.


domingo, 30 de novembro de 2025

Caminho do Meio

Viver no mundo atual é como andar na corda bamba. Entre trabalho, relacionamentos, responsabilidades e todas as outras demandas da vida, encontrar equilíbrio parece uma tarefa tão desafiadora quanto fazer malabarismos com facas. Mas e se eu te contar sobre o "caminho do meio"? Aquela estrada onde o equilíbrio é a chave para uma vida mais harmoniosa. Vamos dar uma olhada em como isso se desenrola no nosso dia a dia, onde o meio é muito mais do que apenas uma linha no meio da estrada.

O Caos das Opções:

Você já se viu no corredor de um supermercado, encarando uma parede de cereais? Ou sentado em frente ao menu de um restaurante, tentando decidir entre um milhão de opções? Bem-vindo ao mundo moderno, onde escolhas são abundantemente esmagadoras. Aqui é onde o caminho do meio brilha. Em vez de se perder no mar de possibilidades, encontrar o equilíbrio significa saber quando parar. Escolha algo que te satisfaça, em vez de se afogar em escolhas sem fim.

O Equilíbrio entre Trabalho e Vida Pessoal:

Trabalho, trabalho, trabalho. É fácil se deixar levar pelo frenesi do escritório, especialmente quando as mensagens de e-mail continuam piscando em nossos telefones após o expediente. Mas e a vida pessoal? O caminho do meio aqui não é sobre trabalhar até a exaustão, nem é sobre abandonar suas responsabilidades. É sobre definir limites saudáveis. Faça o seu melhor durante o expediente, mas quando acabar, desconecte-se. Reserve tempo para relaxar, hobbies, família e amigos. Equilíbrio é saber quando é hora de colocar o laptop de lado e abraçar o que realmente importa.

O Desafio da Saúde:

Ah, a eterna batalha entre a salada e o hambúrguer. É fácil se inclinar para os extremos quando se trata de saúde. Pode ser tentador mergulhar em dietas extremas ou se entregar a um estilo de vida sedentário. Mas o caminho do meio nos lembra que equilíbrio é a chave para uma vida saudável e sustentável. Não se prive dos prazeres da comida, mas também não ignore os sinais do seu corpo. Faça escolhas conscientes, exercite-se regularmente e lembre-se de que uma indulgência ocasional não vai arruinar tudo.

Relacionamentos:

Relacionamentos são como plantas que precisam de água e luz para crescer. Eles também precisam de equilíbrio. É fácil se perder em um relacionamento, deixando de lado suas próprias necessidades e desejos em prol do outro. Mas o caminho do meio nos ensina que relacionamentos saudáveis são construídos sobre uma base de igualdade e respeito mútuo. É sobre encontrar o equilíbrio entre dar e receber, apoiar e ser apoiado, comprometer-se sem perder sua identidade.

O Valor do Tempo:

Ah, o tempo, esse recurso precioso que nunca parece ser suficiente. Entre trabalho, família, amigos, hobbies e todas as outras demandas da vida, encontrar tempo para tudo pode parecer uma tarefa impossível. Mas o caminho do meio nos lembra que o tempo é um recurso finito e valioso. Não se deixe consumir pela pressa e pela urgência. Priorize o que é realmente importante e reserve tempo para o que te traz alegria e satisfação. Encontre o equilíbrio entre produtividade e descanso, entre fazer e simplesmente ser.

Em um mundo cheio de extremos, o caminho do meio pode parecer uma estrada menos percorrida. Mas é nessa estrada que encontramos verdadeira paz e harmonia. Então, da próxima vez que se encontrar desequilibrado na corda bamba da vida, lembre-se do caminho do meio. É lá que a magia acontece.


quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Medos

O que fazemos com o que nos paralisa

Tem dias em que a gente acorda com medo e nem sabe bem do quê. Medo de sair de casa, medo de falar o que pensa, medo de que descubram quem a gente é de verdade. Às vezes o medo se esconde atrás de um aperto no peito, às vezes grita por socorro num silêncio desconfortável. Nem sempre sabemos dar nome a ele, mas sentimos. E sentimos muito. E talvez o mais curioso seja isso: mesmo sendo tão íntimo, o medo é também uma construção social. Vamos olhar para ele com calma?

Desde o nascimento, carregamos dois medos que não nos foram ensinados: o medo de alturas e o medo de sons altos. Eles não dependem da cultura, da família ou da experiência — são respostas instintivas, enraizadas em nossa biologia como mecanismos de autopreservação. O medo de cair protege o corpo antes mesmo de sabermos andar, enquanto o susto diante de um barulho repentino alerta o sistema nervoso para um possível perigo iminente. Esses dois medos, simples e primitivos, são como sensores de sobrevivência herdados de nossos ancestrais. Todo o resto — medo de escuro, de errar, de ser rejeitado ou de não dar conta da vida — aprendemos depois, à medida que crescemos, nos relacionamos e somos atravessados pelo mundo.

Na perspectiva filosófica, o medo já foi pensado como algo que define o ser humano. Para Heidegger, o medo é um dos modos de manifestação da angústia – aquele sentimento que surge quando percebemos que estamos lançados num mundo imprevisível, sem manual de instruções. O medo, nesse sentido, revela nossa fragilidade diante da liberdade e da responsabilidade de existir. Tememos porque somos conscientes. E ao mesmo tempo em que isso nos limita, também nos torna capazes de criar, imaginar, projetar futuros.

Mas não vivemos sozinhos. A sociedade em que estamos imersos molda o que devemos temer e o que devemos ignorar. Michel Foucault nos ajuda a entender como os medos são fabricados e administrados como forma de controle. Medo da doença, medo do crime, medo do outro. Esses medos não surgem do nada — eles são organizados, disseminados por discursos, fortalecidos por instituições, servindo muitas vezes para justificar políticas, exclusões e vigilâncias. O medo, aqui, não é apenas uma emoção: é uma ferramenta.

E o mais interessante é que os medos se adaptam. Em tempos digitais, tememos o cancelamento mais do que o castigo físico. O julgamento passou das praças públicas para as timelines. O medo contemporâneo está cada vez mais psicológico, simbólico e veloz. É um medo de ser visto de maneira errada, ou pior, de não ser visto. Uma espécie de pânico do esquecimento. E isso transforma nossos comportamentos, nossas relações, nossas escolhas.

Entender o medo é também entender como ele nos movimenta. Ele nos protege, sim, mas também pode nos paralisar. A inovação sociológica aqui talvez seja pensar o medo como um contrato: um acordo tácito entre indivíduo e sociedade sobre os limites do possível e do desejável. Um acordo que pode ser rompido. Quando passamos a examinar nossos medos — de onde vieram, quem os alimenta, a quem eles servem — abrimos uma fresta de liberdade. Podemos começar a transformá-los em coragem, em crítica, em movimento.

No fim das contas, talvez não se trate de vencer o medo, mas de saber o que fazer com ele. Porque se o medo nos pertence, que ao menos possamos escolher o que fazer com esse inquilino que habita nossas entranhas.


quarta-feira, 26 de junho de 2024

Mais Tempo

 

Tempo, esse conceito intangível que tanto desejamos ter mais. Vivemos em uma era onde a pressa e a falta de tempo se tornaram constantes em nosso dia a dia. Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, estamos sempre correndo contra o relógio, tentando encaixar todas as nossas responsabilidades e desejos pessoais em 24 horas.

Situações do Cotidiano

Acordar e Correr: O alarme toca. Você desperta e já está pensando em todas as coisas que precisa fazer. Um café rápido, um banho apressado e já está na hora de sair. O trânsito, a pressa de chegar ao trabalho. O tempo parece escorrer pelos dedos. Quantas vezes nos pegamos desejando mais alguns minutos de sono?

No Trabalho: Chegamos ao trabalho e a lista de tarefas já está nos esperando. Reuniões, prazos, e-mails. A pressão é constante. Muitas vezes, temos a sensação de que o dia não tem horas suficientes para cumprir todas as demandas. A pausa para o almoço é rápida e, mesmo assim, a mente continua trabalhando. E então, quando chega o fim do expediente, parece que ainda há tanto por fazer.

Tempo com a Família: Chegamos em casa e ainda há tantas coisas para fazer. O jantar, ajudar as crianças com as lições de casa, colocar a conversa em dia com o parceiro. Esses momentos são preciosos, mas frequentemente são roubados pelo cansaço e pela sensação de urgência. Gostaríamos de mais tempo para apreciar a companhia de quem amamos sem a pressão das tarefas inacabadas.

Momentos de Lazer: Finalmente, um pouco de tempo para nós mesmos. Ler um livro, assistir a um filme, praticar um hobby. Mas quanto tempo realmente conseguimos dedicar a essas atividades que nos trazem prazer e relaxamento? Muitas vezes, elas acabam sendo sacrificadas pelas demandas do dia a dia.

Um Pensador sobre o Tema

O filósofo francês Henri Bergson traz uma perspectiva interessante sobre a percepção do tempo. Para Bergson, o tempo que experimentamos não é o tempo linear do relógio, mas um tempo vivido, um "tempo de duração". Ele argumenta que essa duração é subjetiva e pessoal, fluindo de acordo com nossas experiências e emoções.

Em seu livro "Matéria e Memória", Bergson explora a ideia de que o tempo é uma criação do nosso espírito. Ele sugere que, em vez de tentarmos controlar o tempo, deveríamos aprender a vivê-lo mais plenamente. Isso significa estar presente no momento, apreciando cada instante, em vez de nos preocuparmos constantemente com o futuro ou lamentarmos o passado.

A correria do dia a dia nos faz esquecer de uma verdade simples, mas essencial: o tempo é o bem mais precioso que temos. Estamos sempre buscando mais tempo, mas será que estamos realmente aproveitando o que já temos? Imagine se, em vez de correr contra o relógio, pudéssemos parar um pouco e apreciar o momento presente. Henri Bergson nos lembra que o tempo vivido é subjetivo e pessoal, e que a chave para uma vida mais plena pode estar em valorizar cada instante. Talvez seja hora de refletir sobre como estamos gastando nosso tempo e encontrar maneiras de viver mais no presente, aproveitando as pequenas coisas que realmente importam.

Reflexão

A busca por mais tempo é, na verdade, uma busca por uma vida mais equilibrada e significativa. Talvez a solução não esteja em ter mais horas no dia, mas em aprender a valorizar e aproveitar melhor o tempo que temos. Pode ser útil lembrar das palavras de Bergson e tentar viver mais no presente, encontrar prazer nas pequenas coisas do cotidiano e permitir-nos momentos de pausa e reflexão.

Assim, em vez de nos perdermos na corrida contra o relógio, podemos aprender a viver cada momento com mais intensidade e gratidão. Afinal, o tempo, como diz o ditado, é o bem mais precioso que temos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Conflitos na adolescência (Drogas, Álcool e Distúrbios Alimentares)

Drogas na Adolescência


Os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contacto com as drogas devido ao ambiente em que estão inseridos, companhias erradas.
A isso, acrescente-se a frequente ausência dos pais que assim criam condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas consequências que isso lhes trará para a vida. Nesta fase da vida, eles afirmam a sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas e procuram nas drogas uma saída para estes problemas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "droga é toda a substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções". É compreendida também como o nome genérico de substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que podem causar danos físicos e psicológicos a quem as consume. Seu uso constante pode levar à mudança de comportamento e à criação de uma dependência, um desejo compulsivo de usar a droga habitualmente, ao mesmo tempo que o consumidor passa a apresentar problemas orgânicos decorrentes de sua falta.
A lei diferencia as drogas lícitas (cigarro, álcool, medicamentos) das ilícitas (cocaína, crack, ecstasy, entre outras). Do ponto de vista médico, porém, esta diferença não existe.
Os problemas para a saúde dos adolescentes decorrentes do uso/abuso de álcool e outras drogas (ilícitas) são inúmeros e de várias ordens. Podem-se listar desde os de ordem orgânica e funcional de sistemas do corpo até os de ajustamento social, provocados por modificações neuroquímicas que causam prejuízos no controle dos impulsos.
Os principais problemas do universo dos adolescentes estão associados à queda do desempenho escolar, dificuldades em aprender, prejuízo no desenvolvimento e estruturação das habilidades cognitivo-comportamentais e emocionais do jovem em questão. Estes vícios podem levar a problemas ainda mais graves que provocam a morte do consumidor seja através de acidentes rodoviários, overdose, etc.
Por isso, segue o lema “Resistir é Vencer” e não cedas às influências pois só assim podes fugir a estes problemas e às consequências que isto traz. Assim resiste, e tens uma vida saudável.

Álcoolismo na adolescência

O problema do alcoolismo na adolescência é cada vez mais alarmante, pois cada vez mais cedo os jovens começam a beber e mesmo sem moderação.
A bebida alcoólica pode ser considerada como a droga mais vendida no mundo, e o alcoolismo, que dela resulta, é um sério problema de saúde pública mundial.
Pesquisas recentes sobre os efeitos do álcool no cérebro dos adolescentes mostram que essa substância, consumida em quantidade não moderada, afeta as regiões do cérebro responsáveis por habilidades como memória, autocontrole e principalmente a motivação. Estes fatores estão relacionados com a capacidade de aprender dos adolescentes por isso o álcool influencia negativamente o rendimento escolar. Conclui-se que o consumo de álcool em larga escala na adolescência pode levar o adolescente, na sua vida adulta, a ter dificuldades para, entre outras coisas, tomar decisões e definir o que é certo ou errado para si.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), consideram-se beber moderadamente os homens que consomem menos do que 21 unidades de álcool por semana e mulheres que consomem até 14 unidades de álcool por semana. Cada unidade de álcool equivale à 10g de álcool, por exemplo 350ml de cerveja com 4% de álcool equivale à 1,5 unidades de álcool. Resumindo, os homens podem consumir no máximo por volta de 2 latas de cerveja por dia (ao longo do dia) e mulheres 1 lata. Claro que tais valores são relativos aos adultos de modo a que não se deve beber álcool na adolescência pois o fígado não está tão bem preparado para limpar o sangue.

Efeitos Maléficos do álcool

Esta talvez a parte que mais interessa aos jovens, pois muitos já começaram a beber seja por influência dos amigos ou por decisão própria e então querem saber quais os riscos que tal modo de vida pode levar.

Foi comprovado que o consumo moderado de álcool está associado a um maior risco de doença de Alzheimer e outras doenças senis, angina no peito, fraturas e osteoporose, diabetes, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, pedras nos rins, síndrome metabólica, cancro no pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumática e gastrite. O consumo moderado também pode dificultar a memória e o aprendizado, e até piora a pontuação em testes de QI.
Por isso se queres ter uma vida saudável não bebas, claro que se quiseres faz isso com moderação e não na tua adolescência.


Transtornos Alimentares na Adolescência
Transtornos Alimentares na Adolescência, é preocupação de muitas famílias, e pode ser resolvido se os familiares estiverem atentos aos sinais, para isto há necessidade da presença dos pais, e tomarem medidas para conter a extensão do problema. No site, http://gballone.sites.uol.com.br/alimentar/alimentar2.html, esta disponível pesquisa confiável e indicadores que servem aos familiares para identificar o problema.
Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de comportamento de risco para desenvolver um distúrbio alimentar. Em geral, os pacientes bulêmicos ou anoréticos, muito antes da doença estabelecida, já apresentavam alguma alteração emocional e do comportamento. 
Emocionalmente esses pacientes de risco apresentavam alguma crítica constante a alguma parte do corpo, insatisfação com o peso, enfim, alguma alteração na percepção corporal (Dismorfia) com diminuição gradativa de suas atividades sociais. 
Comportamentalmente, apresentavam hábito de fazer dieta mesmo quando o peso estava proporcional à estatura e, mesmo ao perderem peso, continuavam com a dieta (Fisher, 1995).
É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, o isolamento, os problemas de relacionamento, a preocupação e vergonha com o corpo, a distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares, etc., são característicos e esperados, fazendo parte da chamada Síndrome da Adolescência Normal (
Referência).
Na psiquiatria, diferentemente do que acontece na obstetrícia, onde a pessoa ou está ou não está grávida, podemos encontrar alterações em graus variados. É como se a pessoa pudesse estar muito grávida ou pouco grávida. E assim acontece com as alterações da auto-imagem corporal.
Sabemos que para se desenvolver a Anorexia Nervosa e a Bulimia é necessário que o paciente experimente antes a Dismorfia Corporal. A característica essencial da a Dismorfia Corporal (Transtorno Dismórfico Corporal pela CID.10 e DISM.IV ou, historicamente, Dismorfofobia) é uma preocupação com algum aspecto na aparência, sendo este aspecto obsessivamente imaginado ou, se realmente houver algo presente, a preocupação sobre isso é acentuadamente excessiva e desproporcional. Essa preocupação exagerada causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento sócio-ocupacional.
Mas, como vimos antes, sendo a psiquiatria uma área caracteristicamente pautada em graus de variações em suas alterações, a Dismorfia Corporal pode ser leve, moderada e grave. Para alterações na Conduta Alimentar é necessário que a pessoa tenha uma auto-imagem alterada quantitativamente ou qualitativamente. Pode estar se achando muito gorda, quando na realidade seria apenas “cheinha”, pode estar se vendo apenas gorda, quando na realidade é normal ou até magra, enfim, pode estar se vendo (e sentindo) distante de algum padrão ideal de configuração. 
A psiquiatria - onde não deve ser absolutamente obrigatória a concomitância entre o bem estar emocional e a adequação estética - quer saber se as pessoas podem estar vivendo numa cultura altamente estimulante para o desenvolvimento de transtornos emocionais, numa sociedade que faz crer a todos que o preço da não conformidade aos valores estéticos vigentes é obrigatoriamente a angústia e infelicidade. E até que ponto essa angústia e depressão levariam aos Transtornos da Conduta Alimentar.
O conceito ideal atual a se perseguir incessantemente é ser belo(a), jovem e magro(a). As pessoas em geral, e os adolescentes em particular, costumam crer que modelos, artistas de cinema e de televisão sejam protótipos a serem copiados. A questão estética deixa, assim de ser harmonia e passa a ser imposição. 
Na cultura ocidental atual, o conceito de beleza está associado à juventude, como se o belo fosse, necessariamente, igual a ser jovem. Talvez por isso nossa era vive batendo recordes na cirurgia de rejuvenescimento e no consumo de medicamentos para emagrecer.
A investigação nos Transtornos da Conduta Alimentar tem constituído um foco de atenção em psicologia e psiquiatria nessas três últimas décadas (Toro, 2000). De concreto, temos que as investigações epidemiológicas vêem mostrando um aumento considerável no número de pessoas acometidas de Bulimia Nervosa e Anorexia Nervosa nos últimos anos (Eagles et. al, 1995; Sáiz et al, 1999).



Calcula-se, de fato, que a prevalência desses transtornos oscila entre o 0,5 e o 4% (Carbajo et. al, 1995). Concretamente, o DSM-IV assinala a prevalência da Anorexia Nervosa na população adolescente e juvenil feminina entre o 0,5 e o 1%, e a da Bulimia Nervosa entre o 1 e o 3% (DSM.IV).
O tema tem sido predominantemente tratado em assuntos da adolescência por que se estima que 50% dos casos de Bulimia Nervosa ocorra antes dos 18 anos, porém como seu diagnóstico não tem sido fácil nessa faixa etária, tem-se a impressão de sua incidência ser maior acima dessa idade. 
A média de idade do início da Bulimia Nervosa foi de 16,3 anos, variando de 13 a 19 anos (Herzog et al, 1991). Sua principal característica são os episódios de comer-compulsivo (binge-eating) e esse comportamento é caracterizado por ingestão de alimentos muito calóricos, de forma compulsiva até o limite da capacidade gástrica e num espaço de tempo inferior a duas horas.
Nessas crises chega-se a ingerir até 20.000 cal, depois das quais sobrevém um sentimento de culpa e uma tentativa de compensar o pecado com horas de exercício físico exaustivo ou, literalmente, por livrar-se da comida através do vômito, laxantes e/ou diuréticos.
Em 30% dos casos de Bulimia há provocação de vômitos. Alguns usam diuréticos ou laxativos e uma porcentagem pequena usa medicação indicada para hipotireoidismo. Esses episódios ocorrem com freqüência de até 3 vezes por semana. Os pacientes bulêmicos estão sujeitos a grande variação de peso, com ganhos e perdas freqüentes. 
Outros comportamentos impulsivos podem estar presentes nesses pacientes como: roubar, gastar desmesuradamente, abuso de drogas, e promiscuidade (Practice Guideline for Eating Disorders, 1993). Uma história de abuso sexual pode estar presente em até 50% dos casos (Bulik et al, 1989). Veja Bulimia e Anorexia em PsiqWeb 
Por outro lado, a severidade na distorção da percepção da imagem corporal, extremamente grave nos pacientes com Anorexia e Bulimia, pode ser um sério fator de risco no desenvolvimento de Transtornos da Conduta Alimentar (Gupta et al, 2000).
É neste sentido que vários estudos têm ressaltado a relevância da insatisfação com a própria imagem corporal e sua relação com os Transtornos da Conduta Alimentar (Rosen et al, 1993), alguns propondo até sua inclusão como uma nova categoria de diagnóstico (Thompson et al, 1992). Com esta referência, Manuel de Gracia Blanco, David Ballester Ferrando, Josefina Patiño Masó e Carmen Suñol Gu apresentaram importante trabalho relacionando a prevalência de Transtornos da Conduta Alimentar e sua associação com a insatisfação corporal, numa mostra representativa da população de adolescentes.
Na linha de recentes investigações, a porcentagem de mulheres adolescentes que, numa primeira fase apresentam risco potencial de sofrer algum tipo de Transtorno da Alimentação se situa em 17,3% da mostra estudada, contra 0,6% nos homens adolescentes. Por outro lado, as adolescentes que manifestam maior sintomatologia própria dos Transtornos da Alimentação, também apresentam maior insatisfação com a própria imagem corporal associada. Falta-nos, entretanto, levantar dados para saber quais são, exatamente, os elementos culturais atrelados à valorização do próprio corpo. Que tipo de tirania cultural tem vitimado as pessoas a se sentirem insatisfeitas com o próprio corpo (portanto, consigo mesmas).
Do ponto de vista da prevalência dos Transtornos da Conduta Alimentar, outros estudos recentes têm mostrado uma tendência similar. Um desses estudos (Sáiz et al, 1999), com 816 adolescentes de ambos sexos, estudantes do curso secundário, encontrou 7,7% das mulheres e 1,1% dos homens com riscos potenciais de desenvolver Transtornos da Conduta Alimentar. Essa diferença entre os sexos se repete em outros trabalhos (Toro et al, 1989; Buddeberg-Fischer et al, 1996; Cotrufo et al, 1998).
 Sintomas Comuns Anorexia e Bulimia


Na Anorexia o esquema corporal é deturpado pela submissão aos padrôes (?) estéticos: a moça pensa e crê que é bonita

Anorexia
Bulimia
A. Recusa em manter o peso na proporção normal para idade e estatura 
X
X
B. Medo intenso de engordar, mesmo que com peso abaixo do normal 
X
X
C. Auto-avaliação alterada do peso e forma do corpo 
X
X
D. Amenorréia 
X
.
E. Episódios recorrentes de comer-compulsivo
.
X
F. Comportamento compensatório inadequado: Vômitos, laxantes, diuréticos, jejum, exercícios
.
X
G. Episódios com ocorrência média de ao menos 2 x / semana, por 3 meses
X
X
H. Auto-estima influenciada pelo peso e forma corpo
X
X
 
No que diz respeito à imagem corporal e propensão aos Transtornos Alimentares, numerosas investigações têm documentado o importantíssimo papel da auto-avaliação e da insatisfação da pessoa sobre sua imagem corporal (Cooper et al, 1997). Os estudos indicam também que as alterações da imagem corporal podem ser a causa de problemas emocionais importantes na adolescência e início da juventude (Cash et al, 1989), podendo atuar como um fator de risco predisponente, precipitante ou mantenedor dos Transtornos da Conduta Alimentar.
Veja artigo de Farias NMF, Alves AMP, Morishita R, Farias MA, Vitalle MS, Gouveia GR, Fisberg M, Wehba J, Medeiros EHGR.
Referir como:
Ballone GJ - Transtornos Alimentares em Adolescentes - in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/alimentar/alimentar2.html> revisto em 2003
Sinais de alerta
Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de "comportamento de risco" para desenvolver um distúrbio alimentar. Em geral, os pacientes bulêmicos ou anoréticos, muito antes da doença estabelecida, já apresentavam alguma alteração do comportamento: hábito de fazer dieta mesmo quando o peso é proporcional a estatura, crítica constante a alguma parte do corpo, e insatisfação, mesmo ao perderem peso, com diminuição gradativa de suas atividades sociais.
É importante lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, isolamento, problemas de relacionamento, preocupação com o corpo, distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos alimentares, etc., são característicos e esperados, fazendo parte da chamada "Síndrome da adolescência normal".
 "Por causa das pressões sociais e do padrão estético magro, os casos de distúrbios entre crianças e homens têm crescido muito."
"Esse padrão de magreza surgiu nos anos 60. Desde então, houve uma evolução para padrões cada vez mais magros. Na última década, aumentou a pressão por causa da questão do exercício físico", acrescenta Angélica.
"Uma garota que brinca com a Barbie e se olha ao espelho vai, no mínimo, se achar uma baleia", brinca o professor de nutrição Fabio Ancona Lopes. "O jovem sente o apelo do padrão estético magro e de alimentos mais calóricos. Isso pode levá-lo a adotar dietas baseadas em conceitos errados quando não perigosos." Idem, da Folha On-Line de 25/03/2002 (veja acima)
Os distúrbios alimentares na adolescência são bastante comuns. Mas isto não deve ser ignorado. Afeta principalmente uma pessoa quando envelhece. Assim, devem ser tomados cuidados desde o início.
A coisa mais importante para uma boa atividade é comer. Na vida, você precisa de comer para continuar com as suas atividades diárias.
Todas as suas funções metabólicas dependem de comer. Assim, os médicos aconselham sempre a comer corretamente. Você deve comer alimentos nutritivos. Os alimentos devem ser consumidos para bem da sua saúde.
Os distúrbios alimentares são encontrados em todas as faixas etárias no entanto o maior número está registrado em adolescentes. Muitos daqueles que descobrem que têm um distúrbio alimentar mais tarde na vida percebe que tudo começou na sua adolescência.
Os distúrbios alimentares são de dois tipos: Quando você come demais e quando você come pouco.
Existem muitas causas para os distúrbios alimentares, tais como: a auto-estima, querendo caber em um grupo ou equipe, o stress, a vontade de se destacar de uma forma ou de outra e assim por diante.
Os distúrbios alimentares são, quando você comer mais, ou quando você passar fome. Ambas as coisas são insalubres.
Os distúrbios alimentares na adolescência são criados muitas vezes sem perceber que você está fazendo isso, por exemplo, as suas amigas usam dois tamanhos de roupas menores do que você, e você quer usar o mesmo tamanho que as suas amigas, inconscientemente, você começa morrer de fome para que você possa perder peso mais rápido . Você quer encaixar no grupo e não quero ficar de fora. De modo semelhante, quando você estuda ou faz algum trabalho stressante, que a faz ansear por comida hipercalórica, como chocolates, pães etc. E desta maneira você engorda.
Os pais, devem prestar atenção aos hábitos alimentares de seus filhos com cuidado porque você nunca sabe quando eles realmente podem escorregar para um distúrbio alimentar e você deve ser capaz de reconhecê-lo antes que seja tarde demais. Você deve falar com os seus filhos adolescentes sobre os distúrbios alimentares, torná-los conscientes dos riscos envolvidos e eles vão entender quando você explicar que isso pode até mesmo ser a sua vida em jogo. Você deve fazer com que eles tenham as suas refeições a tempo e regulares e de forma adequada.
Às vezes, você come mais só para liberar uma certa quantidade de stress. Está provado que as pessoas que tem um monte de tensão, por vezes, tendem a comer mais. Em alguns casos, o inverso pode ser verdadeiro. As pessoas não sentem vontade de comer e desta forma os hábitos alimentares pobres são encorajadas. É muito importante que você tenha refeições regulares e saudáveis em intervalos regulares.
A adolescência é uma idade muito confusa, e, portanto, você deve ser muito claro ao explicar os riscos envolvidos com os distúrbios alimentares. Um adolescente com um transtorno alimentar pode muito bem negar que ele nunca terá esse problema e, portanto, você deve sempre mostrar o apoio e amor, sem nunca perder o seu temperamento. Trabalhe com o seu filho, a fim de fazer-lhe admitir a existência de um problema, porque só então qualquer ação pode ser tomada. Você deve alertar o seu filho se ele não se preocupa com o que come.
A pessoa não deve sentir vergonha de admitir sobre o distúrbio. Os distúrbios alimentares do adolescente só pode ser tratado pela própria pessoa se estiver disposta a assumir o apoio. Os distúrbios alimentares na adolescência são comuns e também é comum que ele / ela possa não querer abandonar esta prática, no entanto,trabalhar com o seu filho é muito importante, a fim de convencê-lo a aceitar a ajuda e apoio. É difícil mudar um hábito que se forma. Mas você deve experimentar. Os Maus hábitos alimentares irão afetá-lo em maior escala quando crescer.
Ao informar-se irá ajudá-lo a lidar e aprender a abordagem do adolescente sobre distúrbios alimentares, a fim de obter a melhor reação de seu filho, bem como levá-lo / de volta ao normal nos seus hábitos alimentares saudáveis. Você também deve levar o seu filho a um nutricionista ou dietista se o seu filho não levara isto a sério. Você deve fazê-los compreender os efeitos de maus hábitos alimentares. Os efeitos são prejudiciais e, portanto, devem ser tomados cuidados desde o início.

Após tanto bla bla bla, compartilho algumas mensagens aos adolescentes.

“Quando eu era adolescente, era muito inseguro. Eu era o tipo de cara que nunca se ajustou com algo porque ele nunca ousaria a escolher algo para si. Eu absolutamente não tinha talento. Para nada. E isso fez com que toda minha ambição fosse embora também”  Johnny Depp

“ [...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.[...]” Clarice Lispector

“Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você?” Martha Medeiros
“Se maconha fosse legalizada teria muito adolescente nao usando, eles acham que o PROIBIDO é mais gostoso.”  Ingrid Ribeiro

“Temos que ser criança pra sonhar, adolescente pra arriscar, adulto pra colocar os pés no chão e maduros o suficiente pra dosar tudo isso.” Andreza Filizzola

“A intolerância do adolescente é a mesa farta da irresignação quando abraça os conflitos partilhados pela incompreensão dos adultos.” Erasmo Shallkytton

“Ideias diferenciadas e atitudes infantis em um corpo adolescente. Apenas mais uma criança que se recusa a crescer e acaba sendo arrastada pela imponente mão do tempo. Sentimentos, não mais.”  Leonardo I Ribeiro Brandão

Fantasia adolescente
Preciso confessar o que sinto por você.
É um sentimento maluco nem eu sei bem como entender.
É uma mistura de admiração com paixão recolhida.
Começou à partir do momento em que você entrou na minha vida.
No momento em que te vi me envolvi por seu olhar.
Com seu jeito cativante conseguiu me conquistar.
Sei que isso não tem futuro, então não vou seguir em frente.
Não se preocupe com o que eu sinto, agora eu descobri...
Tudo isso não passou de fantasia adolescente.Anne Caroline Barbosa

“Quando encontro um adolescente que sabe escrever, tenho a certeza de que ele é alienígena.” Alex Nery

“Se você for uma criança, nunca deseje se tornar um adolescente tão rapidamente.
É na adolescência que descobrimos o amor, ou melhor, a paixão.
E como tudo tem dois lados, o lado ruim da paixão é doloroso, é triste, é horrível...
Não se apaixone, ame.
O amor, pelo contrário, ambos lados são bons. E só terá alegrias...
Se você for uma criança, não desperdice tempo. Viva. Brinque. Aproveite tudo.
Não deixe de lado aquilo que um dia não poderá mais voltar.
Se você acha que crescendo se tornará a pessoa que sempre quis, quando crescer desejará mais que tudo voltar a ser criança, voltar a ser realmente feliz.”Marcella Nicolini Furtado

Diário de um adolescente

Um olhar desconfiado
Que diz toda a incerteza
Que seus corações
Guardam.

Um mundo totalmente
Banalizado por seus
Atos e feridos por suas
Vontades estranhas,
Mas não menos inoscentes.

O novo mundo que sempre
Partiu de idéias como raios
Que brilhavam no céu de
Suas mentes, e como gritos
Padecem em ficar consigo
Mesmo.

Uma visão diferente de tudo
Que já foi visto, uma história
Escrita pela nova era, manchada
Por um preconceito desconhecido
E infantil, de adultos que por menores
Que sejam agem mais pequenos que
Sua própria dignidade e fortificam
A sede de destroir a maquina que mudará
Suas vidas.

“Somente mais um adolescente de 16 anos que passa a manhã pensando e escrevendo p/ se destraír!” Thiago Medeiros

“Todas as vezes que eu pensei amar alguém,nada mais era do que apenas devaneios de um tolo adolescente.Só hoje,com você,e só com você,sei verdadeiramente o significado da palavra amar.” RodriigoTancsik

“Coisas do amor adolescente: sonhar em quebrar o braço para que certa pessoa assine o gesso com dois coraçõezinhos.” M. M. Soriano

“Todo mundo tem um tio que insiste em agir como um adolescente. Pergunte aos seus sobrinhos.” Ricardo Barbosa

“Não há remédio mais saudável do que o diálogo com o adolescente na interação de suas forças vitais, alimentando este na direção da vida.”Erasmo Shallkytton

“A cabeça de um adolescente é difícil de entender
Entrar na moda, curtir a vida pra valer
Muitos foram os pais tentar lhes entender
Poucos foram os que conseguiram compreender
Muitos não aceitam como seu filho é
Muitos tentam mudá-los
Mas o certo é aceitá-los
Por mais que doa
Do jeito que eles são.” Gustavo Thur (Kabrithur)

Da Vida, a Aurora!

Teima em mim a adolescente,
com a memória das emoções de outrora.

Substituo o real pelo imaginado.
Visto o presente com as cores da aurora!

“Tentar sedimentar num adolescente o conhecimento que deveria ter sido apresentado a ele dez anos antes custa mais caro e é menos eficiente.” James Heckman

"Quando lembro de minha adolescencia, lembro de algumas passagens, de imediato com mais nitidez algumas em especial, carregadas de emoção como tudo na vida, sei que é a emoção o que carrega nossas memórias. A emoção mais forte na adolescencia é a sensação de individualismo, carregada de solidão, as vezes penso que não era eu, mas no fundo sei que era, mudamos com o tempo mas algumas coisas não. Acredito, que todo adolescente é bastante solitiário, por isto busca sempre estar enturmado." Adão Rogério da Silva Cabral.

Tenham um ótimo fim de semana.