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sábado, 8 de novembro de 2025

Movimento é Vida


Não estamos vivos quando estamos parados. Estamos vivos quando algo se move: o coração, o sangue, os olhos, os pensamentos. Até a saudade se move dentro da gente. O corpo pode estar sentado, mas se o pensamento viaja, estamos em movimento.

Na rotina, o movimento é o que distingue os dias. Uma caminhada até a padaria, uma mudança de humor, uma mudança de opinião — tudo isso é movimento. Há quem tenha medo de mudar, mas mesmo parado, o mundo se move. E quem resiste demais ao movimento corre o risco de endurecer por dentro. Eu gosto de fazer tarefas de idas a rua, ir ao mundo, viajar, gosto de me movimentar.

Heráclito diria que não se entra duas vezes no mesmo rio. Parmênides, por outro lado, talvez retrucasse que o rio nem sequer muda — o que é, é; e o que muda, não é. E entre esses dois extremos, vivemos nós, seres que sentimos tudo mudar o tempo todo, mas que, ao mesmo tempo, procuramos alguma permanência.

Heráclito via a realidade como um fluxo contínuo. Tudo escorre, tudo se transforma. Viver, para ele, é estar em movimento. Já Parmênides via o movimento como ilusão: se algo muda, deixa de ser aquilo que era, e portanto, não é mais. Para ele, a verdade está na imobilidade do ser.

Mas o cotidiano nos oferece uma síntese silenciosa desses dois: sentimos o tempo passar, mas mantemos lembranças; mudamos de opinião, mas guardamos uma identidade; crescemos, mas ainda somos. A vida é movimento, sim — mas um movimento com traços de permanência. Um rosto que envelhece ainda guarda o brilho do olhar da infância. Uma rua antiga muda de nome, mas continua sendo "a rua da minha avó".

Nietzsche dizia que devemos viver como dançarinos, com leveza e ritmo. E a dança, claro, é movimento — com consciência, com entrega. Não é à toa que, quando tristes, procuramos movimento: mudamos os móveis, saímos de casa, trocamos de roupa, ouvimos música. Mover-se é resistir ao fim.

Movimento é vida, mas talvez seja ainda mais: é a vida tentando permanecer sendo ela mesma enquanto muda. E isso, por si só, é maravilhoso.


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Os Perâmbuladores

Reflexões sobre o andar sem destino

Há uma classe de pessoas que não marcham, não caminham, nem viajam: perambulam. Não se dirigem a um fim, mas se deixam levar por um movimento interior que não pede destino, apenas deslocamento. São os perâmbuladores — figuras que desafiam a lógica finalista da produtividade e da direção. À primeira vista, parecem vagos; à segunda, são profundos como o silêncio entre os passos.

Perambular é uma forma de resistência ao tempo cronológico. Enquanto o mundo gira em torno de horários e metas, o perâmbulador faz do passo um gesto filosófico: não acelera, não recua, apenas está. Ele transforma a cidade em pensamento, o caminho em corpo, a errância em morada. Nessa leveza errante, há uma sabedoria sem livro.

Walter Benjamin, em sua reflexão sobre o flâneur, já intuía esse espírito errático. O flâneur, que vagava pelas passagens parisienses do século XIX, não buscava sentido no destino, mas no olhar atento às vitrines, às pessoas, aos sons. Era um leitor da cidade com os pés. O perâmbulador vai além: não apenas observa, mas dissolve seu eu no movimento. Já não há separação entre quem anda e o mundo por onde se anda.

Enquanto o flâneur ainda se reporta a um contexto urbano e estético, o perâmbulador é uma figura quase existencial. Como diz o filósofo brasileiro Vilém Flusser, em Filosofia da Caixa Preta, “existir é ser jogado num mundo e ter de escolher caminhos.” O perâmbulador escolhe o caminho sem mapa, não por ignorância, mas por ousadia. Ele não teme se perder porque compreende que, no fundo, tudo o que é vivo já está fora do lugar.

Na cidade há ruas que todos conhecem: a que leva ao trabalho, ao supermercado, à escola, à igreja. São linhas retas de um desenho previsível. Mas há outras ruas — menos lembradas, feitas de calçadas tortas, muros grafitados e gatos que dormem sob carros antigos. É nelas que habitam os perâmbuladores, mesmo que só de passagem.

Perambular é como ser uma pipa solta entre os prédios, navegando não pelo vento da pressa, mas pela brisa da curiosidade. Cada esquina é uma pergunta. Cada semáforo, uma pausa para ouvir o coração da cidade bater. O perâmbulador não está atrasado nem adiantado — está em compasso com o que ainda não tem nome.

Imagine uma cidade como uma partitura. Os carros são as notas marcadas; os pedestres apressados, as batidas regulares. Já os perâmbuladores são os silêncios, as pausas, os improvisos de jazz que acontecem entre os compassos. Eles não seguem a melodia — escutam o som das rachaduras no concreto, o assobio do vento entre as grades de um edifício velho, o tilintar de um vendedor de picolé.

Há quem diga que são vagabundos. Mas só porque se esqueceram de vagar. A cidade — quando olhada com olhos que não buscam utilidade — revela pequenas epifanias: uma criança dançando na chuva, uma árvore nascendo entre dois tijolos, uma senhora alimentando pombos como quem distribui bênçãos.

O mundo precisa dos que andam sem rumo. São eles que lembram aos demais que a vida não é só chegada, mas travessia. E que, às vezes, é na rua errada que se encontra a janela certa.

Perambular é uma forma de liberdade quieta. Quem perambula não foge nem busca: apenas está, em suspensão entre o lugar e o fora-do-lugar. É um modo de escutar o mundo com os pés, de pensar sem palavras, de estar presente sem ser esperado.

E talvez, no fundo, todos sejamos perâmbuladores — apenas esquecemos disso quando nos aprisionamos em rotas, metas e relógios. Quem reaprende a andar sem saber onde vai, talvez reencontre, sem querer, o que nunca deixou de procurar.


sábado, 2 de agosto de 2025

Amor Próprio

Amar a si mesmo não é vaidade, nem luxo, nem desculpa para se isolar do mundo. É uma necessidade silenciosa — daquelas que, se ignoradas, criam vazios difíceis de nomear. No ruído das exigências externas, o amor-próprio muitas vezes se perde, confundido com orgulho ou fraqueza, quando na verdade é solo fértil onde tudo pode florescer: o afeto, a presença, a responsabilidade e até o amor pelos outros.

Nietzsche, em A Gaia Ciência, dizia que é preciso um caos interior para dar à luz uma estrela dançante. E talvez esse caos seja o lugar onde o amor-próprio começa a nascer: não como um brilho imediato, mas como um gesto de cuidado nas noites difíceis, como um “sim” dito a si mesmo, mesmo quando o mundo inteiro espera um “não”.

Mas o amor-próprio não é só psicológico. Ele tem raízes espirituais. Diversas tradições místicas, como o budismo, a cabala e os escritos cristãos dos padres do deserto, apontam para o autoacolhimento como um caminho de união com o sagrado. Afinal, se o divino habita em nós, rejeitar-se é, de certa forma, rejeitar aquilo que nos foi dado como única casa de experiência.

O amor-próprio espiritual não é narcisismo: é reverência. É olhar para si como quem cuida de um templo — com delicadeza, paciência, escuta. É enxergar que nossa humanidade, com suas dores e tropeços, é também uma possibilidade de transcendência. Quem busca o divino fora de si, sem antes fazer as pazes com o que é por dentro, talvez corra o risco de encontrar apenas reflexos quebrados do que procura.

O filósofo brasileiro Vilém Flusser afirmava que o ser humano é um projeto de ser. Isso nos coloca em constante construção. Amar-se, então, é aceitar que estamos sempre nos fazendo — e que não há contradição entre buscar ser melhor e acolher quem se é hoje. Pelo contrário: é dessa aceitação que nasce o impulso para crescer, mudar e libertar-se dos papéis que nos limitaram.

Nos pequenos gestos do cotidiano — levantar da cama mesmo sem vontade, comer algo nutritivo, dar-se um tempo de silêncio, parar de se cobrar por tudo — o amor-próprio se manifesta. Não precisa ser grandioso. Precisa apenas ser constante. Ele aparece quando dizemos “basta” ao que nos machuca, quando não nos deixamos silenciar, quando aprendemos a parar de pedir desculpas por existir como somos.

Há também um aspecto coletivo. Uma pessoa que se ama de maneira profunda e sincera não se torna indiferente: torna-se disponível. Ela não precisa dos outros para preencher lacunas, e por isso pode realmente enxergá-los. É o amor que, por se enraizar em si, se espalha com mais liberdade, sem peso, sem invasão.

Amar a si mesmo é, no fim das contas, dar-se um lugar no mundo. Não o melhor lugar, não o lugar perfeito — mas um lugar verdadeiro. Onde se pode respirar, crescer e, quem sabe, estender a mão com mais leveza. Amar-se é a primeira fidelidade, e talvez, a mais difícil. Mas é nela que todas as outras começam.


quinta-feira, 1 de maio de 2025

Ataraxia

 


Então, vamos falar sobre a arte de não se abalar com o mundo em chamas...

Outro dia, estava parado no sinal vermelho, o sol estalando na testa, uma notificação no celular dizendo “urgente” (como quase todas dizem), e uma senhora buzinando atrás de mim como se isso fizesse o semáforo mudar de ideia. Nessa pequena arena cotidiana, percebi que tudo ao meu redor parecia pedir pressa, reação, opinião, posicionamento. E eu, sinceramente, só queria um momento de silêncio. Foi aí que me veio a palavra: ataraxia.

O que é ataraxia e por que ela importa hoje?

Ataraxia é um conceito grego que significa, em sua essência, "ausência de perturbação". Uma serenidade diante do caos, uma paz interior que não depende da calmaria externa. Era buscada por escolas filosóficas como o epicurismo, o ceticismo pirrônico e o estoicismo — embora cada uma a tratasse de maneira distinta.

Mas por que falar disso em 2025, quando o mundo parece pulsar num ritmo histérico? Porque talvez nunca tenhamos precisado tanto dela. Ataraxia não é alienação, não é indiferença fria — é um centro de gravidade interno, que permite atravessar as confusões do mundo sem se dissolver nelas.

O mundo como provocação constante

Hoje vivemos uma espécie de guerra civil emocional. Redes sociais são campos de batalha onde cada frase vira uma granada. A economia, o clima, a política, tudo parece nos chamar para uma trincheira. E não é raro sentir que, se não estivermos em estado de alerta constante, seremos engolidos por tudo.

É nesse cenário que a proposta da ataraxia soa quase como um ato revolucionário. Manter-se impassível não por frieza, mas por lucidez. Não se trata de fechar os olhos, mas de abrir um outro tipo de visão — uma que não se deixa sequestrar pela agitação.

A coragem de não reagir

Viver com ataraxia exige uma forma especial de coragem: a de não reagir automaticamente. É fácil se irritar com um comentário, uma injustiça, um ruído. Difícil é examinar tudo isso sem se tornar refém das próprias reações.

O filósofo pirrônico Sexto Empírico acreditava que a suspensão do juízo — o epoché — levava à ataraxia. Ou seja, quando paramos de tentar determinar se algo é absolutamente bom ou ruim, certo ou errado, abrimos espaço para a tranquilidade. Isso soa radical, mas pense: quantas vezes o sofrimento nasce da nossa ânsia de classificar, julgar, se posicionar?

Ataraxia como gesto de escuta

Em tempos de tanto ruído, a ataraxia também pode ser entendida como uma forma de escuta. Uma escuta do mundo, de si mesmo, do outro — sem o filtro da ansiedade de responder ou vencer. Talvez seja o que faltou em tantas discussões que terminam em gritos: a serenidade de quem sabe que não precisa ganhar o debate para ter paz.

O pensador brasileiro Huberto Rohden dizia que “não há serenidade possível sem autodisciplina interior”. A ataraxia, nesse sentido, não é uma conquista externa, mas um processo de escultura da alma. E talvez ela não nos leve à indiferença, mas sim a uma forma mais sutil e profunda de engajamento com a vida.

A leveza da não urgência

Talvez a pergunta mais urgente de hoje seja: como manter a leveza quando tudo é urgência? A resposta pode estar em cultivar esse centro calmo dentro de nós — esse lugar onde as buzinas, as manchetes e os julgamentos não conseguem entrar.

Ataraxia, afinal, não é se isolar do mundo. É viver no mundo sem deixar que ele tome posse da nossa alma. E isso, no tempo em que vivemos, talvez seja a forma mais autêntica de liberdade.

sábado, 26 de abril de 2025

Leveza do Fluxo

Então, vamos a um sutra filosófico sobre o peso da resistência e a leveza do fluxo!

A vida se move como um rio. Parece óbvio quando dito assim, mas raramente nos damos conta de que as grandes dores que carregamos vêm, muitas vezes, da nossa tentativa de paralisar a corrente. Aquele trabalho que já não nos inspira, mas que insistimos em manter. A amizade que se tornou um campo de batalhas, mas da qual não conseguimos nos afastar. A imagem de nós mesmos que congelamos no tempo, como se ainda fôssemos os mesmos de ontem.

É nesse ponto que o sūtra ecoa: "Tudo o que resiste à mudança, envelhece antes do tempo; tudo o que flui com a vida, renova-se sem cessar."

A resistência à mudança é uma forma de endurecimento. No começo, parece uma defesa natural — uma maneira de nos proteger do incerto. Mas, pouco a pouco, torna-se uma prisão invisível. Quando negamos o movimento natural da vida, não apenas atrasamos o que poderia nos acontecer: nós mesmos envelhecemos no espírito, mesmo que o corpo ainda seja jovem. Um coração que insiste em se fechar não apenas evita novas feridas, mas também impede novos amores.

Em contrapartida, quem aprende a fluir com a vida — aceitando os ciclos de início e fim, os desvios inesperados, as perdas que abrem espaço para o novo — carrega dentro de si uma fonte de renovação constante. Não é que não sinta dor ou medo. É que não se apega ao medo como desculpa para parar. Fluir não é ser passivo: é dançar com o que a vida traz, às vezes com passos incertos, mas sem abandonar a música.

Vejo isso em cenas pequenas do cotidiano. Um senhor de idade que, mesmo depois de uma vida inteira em um só bairro, ainda sorri curioso para o novo mercado que abriram na esquina. Uma jovem que, depois de muito sofrer por um amor, consegue rir de si mesma ao contar a história. Um trabalhador que, em meio à monotonia de sua rotina, encontra uma alegria sincera em pequenas mudanças: um caminho diferente até o trabalho, um livro novo lido no ônibus.

O filósofo Heráclito já dizia que "ninguém entra duas vezes no mesmo rio, pois o rio já não é o mesmo, e nem ele próprio é o mesmo." Viver é aceitar que estamos sempre em trânsito — entre quem fomos, quem somos e quem estamos nos tornando.
E, curiosamente, é essa aceitação que nos mantém vivos de verdade. Quem flui não se apressa em ser jovem ou teme ser velho: simplesmente se renova, porque segue sendo aprendiz da vida.

Talvez, no fim, a pergunta que devemos nos fazer não seja "o que posso controlar?", mas sim "com que coragem posso fluir hoje?".

A resposta nunca será final — mas será sempre viva.

Resistir às mudanças da vida é criar rigidez onde deveria haver movimento. Quando negamos o fluxo natural dos acontecimentos, envelhecemos por dentro antes do tempo. Em contraste, aceitar a impermanência nos renova continuamente. Quem flui com a vida, mesmo tropeçando, permanece jovem na alma, aprendendo e se recriando a cada dia. Viver, afinal, é mais sobre coragem para mudar do que sobre medo de perder.

“A vida é rio, e o rio não pergunta para onde vai.”

“É no abrir das margens, no aceitar da curva, que ele se torna vasto.”

“Quem endurece, quebra; quem flui, canta.”

“Não há juventude eterna no corpo, mas há juventude eterna no espírito de quem sabe deixar-se mover.”

“Cada manhã pede um pequeno gesto de coragem:

   desatar o nó, soltar o remo, confiar no invisível.”

“Porque o que resiste, envelhece. E o que flui, renasce.”


domingo, 28 de abril de 2024

Inconvenientes

Ah, os inconvenientes da vida! Quem nunca se deparou com um deles? Essas pequenas pedrinhas no sapato que insistem em aparecer nos momentos mais inoportunos. Mas sabe de uma coisa? Às vezes, é nessas situações que encontramos os melhores aprendizados. Vamos dar uma olhada nesse balaio de gatos chamado cotidiano e desvendar como lidar com esses contratempos de maneira leve e descontraída.

Imagine só: você está atrasado para o trabalho e, quando finalmente chega à estação de metrô, o trem decide fazer uma pausa prolongada. O que fazer nessa situação? Bem, ao invés de entrar em desespero, que tal aproveitar esse tempo extra para relaxar? Que tal ouvir aquela playlist favorita, ler algumas páginas do seu livro ou simplesmente observar as pessoas ao seu redor? Às vezes, é nas pausas inesperadas que encontramos os momentos mais preciosos.

E que tal aquele momento clássico em que você está prestes a sair de casa e percebe que perdeu as chaves? Nada como revirar a casa de cabeça para baixo em busca do objeto perdido, não é mesmo? Mas, e se ao invés de entrar em pânico, você usar esse tempo para praticar o desapego? Afinal, quantas coisas realmente importantes perdemos por nos apegarmos demais às pequenas conveniências?

E não podemos esquecer daquela chuva inesperada que resolve aparecer bem na hora em que você está prestes a sair para um compromisso importante. Em vez de se lamentar pelo cabelo bagunçado ou pela roupa molhada, que tal encarar a situação com bom humor? Afinal, não há guarda-chuva que aguente todas as surpresas que a vida nos reserva.

Mas e quando os inconvenientes não são tão simples assim? Quando enfrentamos problemas mais complexos, como uma crise no trabalho ou um desentendimento com um amigo? Nessas horas, é importante lembrar que, assim como as pequenas contrariedades do dia a dia, os grandes obstáculos também são passageiros. Eles podem até nos tirar momentaneamente do prumo, mas também nos oferecem a oportunidade de crescer e aprender.

E o que dizer daqueles momentos em que somos nós os inconvenientes? Sim, todos já passamos por isso. Seja com um comentário inadequado, uma atitude impulsiva ou simplesmente por não percebermos que estamos ocupando mais espaço do que deveríamos, todos temos nossos momentos de indiscrição. Mas não se desespere! Reconhecer nossos próprios erros e aprender com eles é parte essencial do crescimento pessoal. Quando nos tornamos conscientes de nosso impacto nos outros, podemos cultivar a empatia e o respeito, tornando-nos melhores indivíduos em nossas interações diárias. Então, da próxima vez que percebermos que fomos um pouco inconvenientes, que tal pedir desculpas com sinceridade e utilizar essa experiência como uma oportunidade de nos tornarmos mais atentos e compassivos? Afinal, todos estamos navegando juntos neste mar chamado vida, e é através do entendimento mútuo que construímos laços mais fortes e significativos.

E lembre-se: é na maneira como lidamos com essas situações que encontramos o verdadeiro poder de transformação. Então, respire fundo, mantenha o bom humor e encare os contratempos com leveza. Afinal, é nas entrelinhas do imprevisto que se esconde a magia da vida.